123 research outputs found

    Diálogos, intersecções e possibilidades no âmbito da História do Tempo Presente: entrevista com Reinaldo Lindolfo Lohn

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    The discussions proposed in the lines that follow was composed based on problems about the historiographic production in the scope of the History of Present Time. These are considerations that take the current conjuncture of scientific production in Brazil and in the world, as well as intersections with other scientific fields, related productions, and the changes in the relation between society and history. The problems raised were addressed by Prof. Dr. Reinaldo Lindolfo Lohn, full professor at the Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), where he works in the History Department, both in the History undergraduate course and in the Postgraduate Program in History, at the Master's and PhD levels.As discussões propostas nas linhas que seguem foram compostas a partir de problemáticas sobre a produção historiográfica no âmbito da História do Tempo Presente. São considerações que levam em conta a conjuntura atual da produção científica no Brasil e no mundo, além de intersecções com outros campos científicos, produções correlatas e, também, com as mudanças da relação entre sociedade e história. Os questionamentos suscitados foram abordados pelo Prof. Dr. Reinaldo Lindolfo Lohn, professor titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde atua no Departamento de História, tanto no curso de graduação em História quanto no Programa de Pós-Graduação em História, em nível de Mestrado e Doutorado

    Campos do atraso, campos modernos : discursos da extensão rural em Santa Catarina (1956-1975)

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciencias da EducaçãoAnálise dos discursos produzidos pela Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (ACARESC), órgão responsável pela implantação e desenvolvimento da Extensão Rural no Estado. Estuda como foi construído historicamente um discurso que propugnava a necessidade de superar o que era considerado o agricultor atrasado, pondo em seu lugar um "novo" produtor rural, através de mudanças culturais possibilitadas pela tecnologia

    Ditadura Militar: mais do que algozes e vítimas. A perspectiva de Carlos Fico

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    Carlos Fico é Professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sua formação acadêmica ocorreu na própria UFRJ, na Universidade Federal Fluminense (Mestrado) e na Universidade de São Paulo (Doutorado em História Social e Pós-Doutorado). Atuou ainda na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Seu trabalho docente é voltado para ao ensino de Teoria e Metodologia da História e de História do Brasil Republicano. É um profícuo autor de artigos e livros que apresentam o resultado de suas investigações em temas como a ditadura militar no Brasil e na Argentina, historiografia brasileira, rebeliões populares no Brasil republicano e história política dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Criou o Centro Nacional de Referência Historiográfica na UFOP, juntamente com Ronald Polito. Foi "Cientista do Nosso Estado" da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro entre 2003 e 2006. Recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008. Durante o Simpósio Nacional de História, ocorrido em Natal, dispôs-se a conceder esta entrevista para Tempo e Argumento, na qual expôs suas fundamentadas interpretações sobre as complexas relações entre a ditadura militar e a sociedade brasileira, bem como suas perspectivas sobre a História do Tempo Presente. Foi entrevistado por Silvia Maria Fávero Arend, Rafael Rosa Hagemeyer e Reinaldo Lindolfo Lohn, docentes do Programa de Pós Graduação em História da UDESC. A entrevista foi transcrita pelo mestrando Hudson Campos Neves

    Internacionalismo e redemocratização brasileira: as transações de cúpula da internacional socialista e as conexões entre Brasil e Portugal em 1976

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    Ao longo de 1976, os contatos entre grupos políticos de diferentes países da América Latina e da Europa encetaram a constituição de uma linguagem comum proporcionada pela organização Internacional Socialista. O presente texto objetiva identificar e analisar as relações entre agentes da oposição ao regime ditatorial brasileiro com a Internacional Socialista e os debates então suscitados em torno da possível criação de uma organização partidária aos moldes dos integrantes daquela entidade. Setores das oposições brasileiras buscaram as conexões internacionais como forma de intervenção política e encontraram na atuação do governo de Portugal que emergiu dos desdobramentos da Revolução dos Cravos os meios para dar contornos transnacionais às suas iniciativas com vistas à reorganização de partidos políticos. Por meio da investigação em veículos de imprensa de ambos os países, bem como de documentos que evidenciam a preocupação de agentes da ditadura com o processo, é possível explorar a perspectiva da conectividade das negociações e os fluxos de ideias e representações políticas que atravessavam as fronteiras nacionais. Foi então praticado um internacionalismo de cúpulas dirigentes que, contornando governos, pretendeu influenciar a abertura política no Brasil

    Pontes para o futuro : relações de poder e cultura urbana Florianópolis, 1950 a 1970

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    Este trabalho tem por objeto efetuar uma análise das projeções e dos horizontes de expectativas em relação ao futuro, encontradas na cidade de Florianópolis (SC), nas décadas de 1950 e 1960. Procura demonstrar que a idéia de futuro, em diversas expressões presentes no imaginário aqui investigado, tornou-se uma questão política, servindo como instrumento para as intervenções que foram promovidas no espaço urbano. Os jornais, os projetos urbanísticos, as obras literárias e as iconografias do artista plástico Franklin Cascaes, forneceram o conjunto de documentos necessários para o desenvolvimento da tese. É uma História cultural que procura ressaltar os projetos e planos que pretenderam construir uma certa representação simbólica do porvir em Florianópolis. Este estudo procura então demonstrar que as imagens e, mesmo, as utopias construídas na Capital de Santa Catarina interferiram tanto na configuração urbana como um todo, quanto nas práticas cotidianas dos habitantes da cidade. Uma certa postura diante do futuro surgiu naquele momento como recurso político fundamental, norteando as disputas sobre os rumos a serem estabelecidos para a cidade. Procura-se evidenciar os diversos segmentos sociais que detiveram poder material e simbólico para fazer prevalecer suas imagens ideais da futura Florianópolis. No período posterior à Segunda Guerra Mundial as precárias condições materiais e econômicas da cidade começaram a chamar a atenção de diversos produtores e emissores de discursos. É quando começam a surgir propostas que elegeram o turismo como praticamente a única opção de desenvolvimento possível, em propostas que partiam dos setores mais influentes da política e da economia de Florianópolis. Nesse momento em que a cidade aparece como a expressão do atraso e do anacronismo, surgem em profusão imagens e representações que tinham como referencial a projeção de futuros possíveis, lotados das novidades tecnológicas que começavam a encantar as camadas médias em ascensão social.This essay has the objective of accomplishing an analysis of the projections and horizons of the expectations in relation to the future, found in the city of Florianópolis (SC), during the 50's and 60's. I wish to demonstrate that the idea of the future, in various expressions present within the imaginary here investigated, became a political question, acting as an instrument for interventions promoted in urban space. Newspapers, urban projects, literary works and the iconographies of the visual artist Franklin Cascaes provided the necessary body of documents for the development of this thesis. It is a cultural history which seeks to emphasize the plans and projects which intended to construct a certain symbolic representation of that which was yet to come in Florianópolis. This study thusseeks to demonstrate that the images and, even, the utopias constructed in the capital of Santa Catarina interfered as much in the urban configuration as a whole as in the daily practices of the city habitants. A certain attitude towards the future came about in that moment as a fundamental political resource, shaping the course of disputes on the directions to be established for the city. I wish to make the diverse social segments, which withheld the material and symbolic power to make their ideal images of future Florianópolis prevail, apparent. In the period after the Second World War, the precarious material and economic conditions of the city started to call the attention of various discourse promoters and broadcasters. This is when proposals, which elected tourism as practically the only option for possible development, began to appear, coming from the most influent political and economical sectors of Florianópolis. In this moment, in which the city appears as the expression of backwardness and anachronism, a profusion of images and representations which had as their reference the projection of possible futures appeared, charged by the technological innovations which were beginning to enchant the ascending middle classes

    O tempo da notícia: cidade, ditadura e redemocratização nas páginas de O Estado (Florianópolis, SC, 1964-1985)

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    This article discusses the relationship between the narratives produced in the newspaper O Estado, published in Florianópolis (SC), the socio-cultural changes and the political processes related to the military dictatorship and the recent democratization of Brazil. The journalistic discourse shows itself as a social organizer, which includes the definition of what should be remembered or forgotten. Narratives elaborated in the newspaper have constituted supports for memories and for the construction of historical consciousness about the present time experienced during the transition between dictatorship and democracy.Este artigo aborda as relações entre as narrativas elaboradas no jornal O Estado, de Florianópolis (SC), as mudanças socioculturais ocorridas na cidade e os processos políticos ligados à ditadura militar e aos primeiros anos da recente redemocratização do Brasil. O discurso jornalístico mostra-se como um organizador do social, o que inclui a definição sobre o que deve ser lembrado ou esquecido. Narrativas elaboradas nas páginas do jornal constituíram-se em suportes para memórias e para a construção da consciência histórica acerca do tempo presente vivenciado durante a transição entre a ditadura e a democracia

    Um longo presente: O papel da imprensa no processo de redemocratização - a Folha de São Paulo em 1974

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    O objetivo deste artigo está em explorar possibilidades teóricas que permitam discutir a narrativa política da democratização brasileira, um processo geralmente situado a partir de 1974, quando do pretenso anúncio da distensão política por parte da ditadura militar. Uma narrativa construída pela grande imprensa, que apareceu como uma das vozes privilegiadas da democratização, estabeleceu a proeminência de determinados agentes e setores políticos e sociais. O foco do trabalho é o jornal Folha de São Paulo, em cujas páginas as negociações que envolveram o sistema político brasileiro e a valorização das eleições como forma de institucionalizar o regime, ocuparam um lugar de destaque. Palavras-chave: Redemocratização. Ditadura. Grande Imprensa. Relações Políticas. Narrativ

    Portugal, entre colonialismos e fascismos, na visão de Fernando Rosas

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    Fernando Rosas nasceu em Lisboa há 72 anos. É atualmente professor catedrático aposentado no departamento de História da Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi um dos fundadores do Instituto de História Contemporânea (IHC) da mesma instituição, o qual dirigiu entre 1994 e 2013. Com ampla atuação nos meios acadêmicos, da imprensa e políticos portugueses, é um dos mais importantes estudiosos contemporâneos do fenômeno dos fascismos. Sua produção científica e bibliográfica é vasta e muito influente em âmbito internacional. Ao longo de sua carreira profissional, não deixou de exercer sua cidadania e de intervir nas grandes discussões que dominaram o processo político português, desde o movimento estudantil, quando foi um resistente ao regime salazarista, tendo sofrido perseguições e prisão, até os dias de hoje, quando não deixa de pesquisar e manifestar-se sobre os temas mais candentes de um mundo em que os debates sobre a história dos fascismos e dos crimes cometidos pelo colonialismo continuam a ser indispensáveis

    Santa Catarina e a ditadura empresarial

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    O texto tem o objetivo de discutir como a política agrária defendida pelos setores vinculados à agropecuária empresarial em Santa Catarina, situados no aparelho de Estado ao longo das décadas de 1950 e 1960, encontrou meios para impor suas diretrizes e interesses com a instauração da ditadura militar a partir de 1964. A redução da questão agrária ao tema da baixa produtividade do trabalho, sem questionar a estrutura da propriedade da terra, redundou em políticas públicas associadas aos interesses empresariais no setor.The text aims to discuss how the agrarian policy advocated by the sectors related to agricultural business in Santa Catarina, located in the state apparatus over the decades of 1950 and 1960, found means to enforce its guidelines and interests with the establishment of the military dictatorship from 1964. The reduction of the agrarian question the issue of low labor productivity, without questioning the structure of land ownership, resulted in public policies associated with business interests in the sector

    A utopia dos direitos humanos na cidade

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    O objetivo deste artigo é o de discutir os conflitos gerados pela imposição de reformas urbanas em Florianópolis (SC) ao longo da ditadura militar, com desdobramentos no período democrático. Explora os choques entre os projetos urbanos de uma cidade construída em torno dos valores das classes médias e a paulatina constituição de novas utopias e horizontes sociais a partir das lutas democráticas pelo direito à cidade, tomado como dimensão dos direitos humanos. Florianópolis tornou-se um palco de disputas em torno das representações sociais construídas acerca dos grupos populares urbanos e a difícil concretização de demandas inspiradas na utopia dos direitos humanos.The purpose of this article is to discuss the conflicts generated by the imposition of urban reforms in Florianópolis (SC) during the military dictatorship, with developments in the democratic period. It explores the clashes between urban projects in a city built around the values of the middle classes and the gradual constitution of new utopias and social horizons based on democratic struggles for the right to the city, taken as a dimension of human rights. Florianópolis has become a stage for disputes over social representations built about popular urban groups and the difficult fulfillment of demands inspired by the utopia of human rights
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