7,592 research outputs found
Entre a política e a metafísica: filosofia política em Hannah Arendt e Eric Voegelin
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2014.Esta tese parte do fato de que Hannah Arendt e Eric Voegelin tentam interpretar o fenômeno totalitário e o fazem de forma distinta. Arendt discorda do diagnóstico apontado por Voegelin que afirma que o totalitarismo tem suas origens a partir das seitas gnósticas. Essa discordância chama atenção para outros pontos críticos como é o caso da diferente concepção de política entre ambos: Eric Voegelin expõe sua preferência por teorias inauguradas por Platão e que seguem com o cristianismo, enquanto Arendt tenta encontrar um conceito puro de política que se perdeu na tradição. Por outro lado, há algumas semelhanças no trabalho dos dois autores, como é o caso da ideia de common sense, por exemplo. Todas essas temáticas serão tratadas nesta tese de doutorado cujo objetivo extrapola apenas a mera comparação entre os dois autores, mas também busca situá-los no quadro da filosofia política contemporânea.Abstract : Hannah Arendt and Eric Voegelin interpret differently the totalitarian phenomenon. Arendt disagrees with Voegelin about the nature of totalitarianism: he maintains the hypothesis that the totalitarianism is a kind of political religion and has their origins with the Gnostic sects. This discrepancy draws attention to the other aspects in Arendt's and Voegelin's framework, such as the different conception of politics among both autors: Eric Voegelin prefers the political philosophy of Plato and Arendt tries to find a pure concept of politics which was lost by tradition. In contrast, there are some similar characteristics among Arendt and Voegelin, like the idea about common sense, for example. All these issues will be problematized in this work, which goal goes beyond the simple comparison among Arendt and Voegelin, but tries to check the importance of the two thinkers in the contemporary political philosophy framework
O agonismo no pensamento político de Hannah Arendt
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2014.Diante do fenômeno do totalitarismo e do niilismo europeu que culminou na morte do fundamento, Hannah Arendt procurou repensar a política contra o modo como ela era entendida na tradição da filosofia política. A politóloga alemã identificou uma desmedida da tradição nas tentativas de suplantar a contingência, instituir uma política da Verdade e uma política em nome do Bem entendido em termos absolutos. Contra essa hybris que tende a destruir a liberdade, e inspirada na Grécia trágica e na República Romana, Arendt elabora uma compreensão da política que é inerentemente agonística. Nela, o agonismo, a mútua contraposição de perspectivas na esfera pública, não seria um meio para atingir o consenso ou realizar um bem absoluto, mas a atividade através da qual os indivíduos e o mundo comum se revelam atualizando neste mundo a condição humana da pluralidade.Abstract : Starting from the phenomenon of totalitarianism and European nihilism that culminated in the death of the Ground, Hannah Arendt sought to rethink politics against the way it was understood in the tradition of political philosophy. The German political theorist identified hubris in the tradition in its attempts to overcome contingency, institute a policy of Truth and on behalf of Good understood in absolute terms. Against this hubris that tends to destroy freedom, and inspired by the tragic Greece and the Roman Republic, Arendt elaborates an understanding of politics that is inherently agonistic. In it, the agonism, the mutual contraposition of perspectives in the public sphere, would not be a means to reach consensus or performing an absolute good, but the activity through which individuals and the common world are revealed by updating in this world the human condition of plurality
Is the category of totalitarianism still significant? its philosophical analysis in T. W. Adorno and Hannah Arendt
Esta tesis explora las respuestas filosóficas que T. W. Adorno y Hannah Arendt adelantaron en torno al fenómeno del totalitarismo, considerado por muchos como la forma paradigmática del mal contemporáneo. Consciente del uso ideológico que se ha hecho de la noción, la tesis ofrece una reconstrucción histórica de su variada y discontinua invocación discursiva; genealogía con la cual busca desnaturalizar la categoría, exponer su conflictiva conceptualización e historizar su ingreso en la filosofía. Debido a que el interés reside en destacar la efectividad teórica de la categoría, la tesis explora las obras filosóficas de T. W. Adorno y Hannah Arendt de forma comprehensiva, deteniéndose tanto en aquellos trabajos en que recibe un trato privilegiado como en aquellos en que aparece de modo marginal. También pone estas dos tradiciones filosóficas en diálogo, destacando su relevancia política, los horizontes críticos que se proyectan a partir de ella y las limitaciones teóricas que tienen sus aportes. Concluye con dos excursos que ofrecen una interpretación alternativa del fenómeno de haberse privilegiado la reflexión ética sobre la política (Emmanuel Levinas) y de haber enfatizado más en los riesgos ideológicos que comporta la categoría (Slavoj Žižek). / Abstract. The dissertation explores the philosophical thesis advanced by T. W. Adorno and Hannah Arendt in relation to the phenomenon of totalitarianism, which is considered by many as the paradigmatic form of contemporary evil. Conscious of its ideological use, the text offers a historical reconstruction of its discontinuous and varied discursive appropriation; genealogy whose purpose is to denaturalize the category, expose its polemical conceptualization and historicize its philosophical emergence. The text explores the philosophical projects of T. W. Adorno and Hannah Arendt in a comprehensive way, which means that not only those texts in which the category is the main subject are analyzed but also those in which it gets a marginal treatment. It does so, because it seeks to emphasize its remaining theoretical effectivity. Moreover, it puts these two philosophical traditions in dialogue, underlining their political significance, the critical horizons projected as a result of their analysis and the theoretical shortcomings of their works. It concludes with two annex in which it offers an alternative interpretation of the phenomenon if explored within an ethical and not a political framework, and if the ideological risks embedded in the category are emphasized.Maestrí
Sobre a recepción e fortuna crítica do chamado “Conto gallego” de Rosalía de Castro
[Resumo]:
O denominado “Conto Gallego”, único exemplo de prosa
narrativa galega de Rosalía de Castro, foi considerado durante
anos un texto de dubidosa autoría, en parte polos problemas
ligados á súa problemática difusión, o que provocou un certo
silencio bibliográfi co e que fose un texto escasamente estudado.
No artigo ofrécese unha completa revisión das valoracións
e lecturas que sobre el se teñen feito, como exemplo da
reavaliación crítica a que foi submetida a obra rosaliana nos
últimos trinta anos.[Abstract]: For years, scholars have argued over the authorship of Rosalía de Castro’s only narrative prose text in Galician, her so-called Conto Gallego (‘A Galician Tale’). The confusion with regard to the identity of its author, due in part to problems in relation to how the text was originally transmitted, has led to its frequent omission from de Castro’s bibliography and a tendency to be overlooked by scholars of her work. This article proposes a complete reassessment and revision of the tale, as part of the critical reappraisal of de Castro’s writing over the past thirty years
O Que resta de Eichmann?: o homem de massa no direito contemporâneo
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito, Florianópolis, 2010Este trabalho pretende investigar a permanência de elementos definidores dos regimes totalitários no contexto das sociedades contemporâneas, especialmente aqueles que denunciam a existência do homem de massa nos quadros burocráticos do Judiciário. Segundo Hannah Arendt, considerando as três atividades inerentes à vita activa, para sobreviver, é preciso superar pela atividade do labor as necessidades biológicas da vida; dar conta dessa atividade exige do homem um contínuo e necessário cuidado de si. Para sentir-se parte do mundo, concebido como espaço que intermedia relações humanas, é preciso que o homem o construa pelo artifício e assim nele se reconheça; é do trabalho que resulta o cuidado com o mundo, sobre o qual temos parcela de responsabilidade. Por fim, através da ação, o homem está em contato, não mais com o ambiente ou as coisas que produz, mas com outro ser humano, igual a ele por viver sob as mesmas condições de sobrevivência, mas ao mesmo tempo diferente em sua individualidade. Formar laços significa estar entre outros. Nas palavras de Galeano, "o melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém." Condicionado pela pluralidade humana, do agir deriva o cuidado com o outro. Porém, é justamente em decorrência da preponderância de uma dessas atividades que, historicamente, Hannah Arendt observa a desvalorização cada vez mais acentuada do significado da vita activa e, de maneira mais degradada, de sua atividade mais nobre: a ação. Se, na Antiguidade, a atividade política por excelência era a ação e, na Modernidade, o trabalho, contemporaneamente foi o labor que adentrou o mundo político e prevalece hoje como concepção de mundo. Na sociedade de consumo em que prepondera o labor como atividade humana, o centro de preocupações gira em torno da mera necessidade da vida, da pura sobrevivência, gerando apatia e hostilidade em relação à vida pública. É como se tivessem todos o mesmo destino, mas cada qual solitariamente prosseguisse sem nada compartilhar; como se as coisas e pessoas não tivessem significado e importância, porque elas simplesmente sobrevivem sem viver. O fio condutor, portanto, está na problemática do sujeito contemporâneo, esse homem desbotado, apagado, o homem de massa descrito por Arendt como aquele incapaz de se integrar a uma comunidade qualquer, que se caracteriza pelo sentimento de sua inutilidade, de sua ausência de convicção, em decorrência da qual o totalitarismo se tornou possível. Verificar o que restou do homem de massa nos dias de hoje, sobretudo no âmbito do Direito, é a tarefa a que se propõe este trabalho
Sobre infância e sua educação: Walter Benjamin e Hannah Arendt
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em EducaçãoA investigação das noções de infância e sua educação no debate contemporâneo nos têm movido a buscar compreender como o tema se insere no que se convencionou chamar de crise da modernidade e crise da razão. Com esse intuito, tomamos como ponto de partida para a presente investigação dois movimentos pedagógicos contemporâneos: um pauta-se no cuidado/educação do sujeito criança, buscando compreender a infância por meio das vozes infantis em suas múltiplas linguagens (uma Pedagogia da Infância); outro que defende, contra esse modelo que é adjetivado antiescolar, a escolarização como condição para a humanização plena e como um direito inalienável das crianças pequenas, seres em formação. Como respostas alternativas a essa disputa, encontramos, recolocando o problema da infância e sua educação, as obras de Walter Benjamin e Hannah Arendt. Elas nos oferecem linhas de fuga, principalmente no que se refere à posição que a infância adquire nas concepções desses pensadores sobre a modernidade. Em Benjamin trata-se da construção do par conceitual infância-experiência como simultaneamente expressão da modernidade e de seu declínio, quando a infância se torna uma experiência entre a memória pessoal e a narrativa histórica materializada em seus objetos (brinquedos e livros); em Arendt o par conceitual central se refere à relação infância-política, da incompatibilidade objetiva e da complementaridade possível de ambas, abordadas na investigação do conceito de política em tensão com a educação, aspectos constituintes da condição humana. Em ambos, fundamenta-se a conservação de um diálogo crítico com a tradição, de maneira que a relação entre as gerações se constitua não como dominação, mas possibilidade do novo, chance que nos é conferida a cada nascimento
Rosalía de Castro e as escritoras angloamericanas do seu tempo en La hija del mar
[Resumo] O presente traballo analiza a recepción por parte de Rosalía de Castro
de escritoras europeas e americanas dos séculos XVIII e XIX coas que
compartiu preocupacións de autoría, de xénero, temáticas e literarias.
Prestarase especial atención ás referencias intertextuais de escritoras mencionadas pola propia Rosalía nos seus escritos, en particular
á inglesa Charlotte Turner Smith e á norteamericana Maria Susanna
Cummins e á identificación de Rosalía con elas e coas súas carreiras
literarias. A análise permite afirmar que nas súas obras propuxeron
cuestións relativas ás mulleres, á súa orfandade e ás súas capacidades,
ben como ao feito de que as habelencias femininas son truncadas pola
sociedade circundante, en particular, se teñen vocación de as desenvolveren en igualdade cos varóns.[Abstract] This article deals with the reception by Rosalía de Castro of eighteenth- and nineteenth-century European and American female
writers with whom she shared preocupations about authorship and
gender, as well as thematic and literary concerns. Special attention
will be paid to the intertextual references of the writers mentioned
by the Galician author, particularly Charlotte Turner Smith and
Maria Susanna Cummins, and to de Castro’s identification with
these writers and their literary careers. This analysis will show that
they presented issues pertaining to female foundlings, their capacities and how their abilities were not accepted in their respected
societies, particularly if they wanted to behave as males would do.Ministerio de Comercio, Economía y Empresa; FEM2015-66937-PXunta de Galicia; ED431D 2017/1
Evocação de Castro Soromenho
A obra de Castro Soromenho é apresentada como um trabalho de denuncia do sistema colonial. O autor coloca em evidência o fato de que o escritor Castro Soromenho foi um pioneiro dessa literatura de denuncia, a par da visão trágica de um processo.The word of Castro Soromenho, is presented like a critical work against the colonial system. The author shows the evidence in de fact that the writer Castro Soromenho was a pioneer of this critical literature, with of a tragical vision of a process
Carta, Rubén Darío a Francisco Castro, 1882 Julio 3
abstract: Handwritten letter from Rubén Darío to Francisco Castro, Darío's friend from León (Nicaragua). Francisco Castro was director of the literary magazine "El Ensayo" (1880-1881). Rubén Darío collaborated with Castro on "El Ensayo". Rubén Darío was in Chinandega (Nicaragua) when the letter was written.The original Rubén Darío Papers 1882-1945 (MSS-339) are located at ASU Libraries Archives & Special Collections. For more information about visiting the collection see http://hdl.handle.net/2286/L.A.0.Other names cited in this letter are: Moncada, Ibarra, Ayón, Duarte and Selva.The top edge is slightly torn
O domínio da arte no pensamento de Hannah Arendt
Este artigo propõe uma reflexão acerca do domínio da arte na perspectiva de Hannah Arendt. A partir da análise do pensamento da autora, de seus esforços em problematizar a relação dos homens com o âmbito da arte e das inúmeras vezes em que convoca produções artísticas para examinar a experiência humana no mundo, vislumbra-se identificar as especificidades atribuídas por ela às linguagens artísticas, bem como compreender a relevância da arte na constituição de um legado humano material, imaterial e simbólico, um mundo de significados compartilhados.Palavras-chave: Domínio da arte. Linguagens artísticas. Hannah Arendt
- …
