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    Staging History: The Arts at the “Independence Centenary International Exposition” (Rio de Janeiro, 1922-1923)

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      Este artigo procura analisar tanto a produção artística efetivada ao longo da “Exposição Internacional do Centenário da Independência” (Rio de Janeiro, 1922-1923) quanto a realizada anteriormente e veiculada no evento e, enfim, a produção apresentada fora dos seus portões, mas que estabeleceu uma relação indelével com a Exposição. Para tanto, debruçamo-nos sobre vasta gama de obras pertencentes aos campos da literatura, do teatro, da fotografia, do cinema, da música e da pintura, produzidas pelos mais variados agentes, considerando igualmente as contribuições arquitetônicas responsáveis por empiricamente erigir os edifícios que abrigaram a Exposição. Buscamos compreender de que forma essas obras dialogam com os esforços da organização do evento no sentido de impor, por meio dele, signos da nacionalidade e um teatro da modernidade.This article analyzes the artistic production realized during the “Independence Centenary International Exposition” (Rio de Janeiro, 1922-1923), the previous artistic production presented there, and finally, the production that took place outside the Exposition but established an indelible relationship with it. To this purpose, we analyzed numerous works from literature, theater, photography, film, music, and painting produced by various actors, also considering the architectural contributions, responsible for empirically erecting the buildings that housed the Exposition. Furthermore, we seek to understand how these buildings dialogue with the organization of event’s efforts to impose signs of nationality and a theater of modernity through them

    “ARTE” EM TEMPOS DE “CHIRINOLA”: A PROPOSTA DE RENOVAÇÃO TEATRAL DE COELHO NETTO (1897-1898)

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    RESUMO: O literato Henrique Maximiniano Coelho Netto (1864-1934) teve grande importância no cenário intelectual brasileiro desde fins do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Embora tenha escrito contos, crônicas, romances e peças teatrais, num montante de aproximadamente 100 volumes, Coelho Netto via o teatro como a arena privilegiada para a defesa de seus ideais artísticos e sociais. Fiel à crença de que caberia ao teatro o papel de educar a população e conduzir o país ao mesmo progresso experimentado pela Europa, Coelho Netto escreveu aproximadamente 45 peças teatrais, entre elas a produção dramática que inaugurou o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909. Além disso, batalhou com afinco, na imprensa e no ensino, para ver seus ideais concretizados. Este projeto visa a analisar as peças teatrais escritas por Coelho Netto entre 1897 e 1898 (“Pelo amor!”, “Artemis”, “Hóstia”, “As Estações”, “Ironia” e “Os Raios X”), momento em que o escritor contou com a colaboração de artistas amadores para experimentar no campo do simbolismo e naturalismo teatral e apresentar uma alternativa para combater a crise que julgava estar ocorrendo no teatro, já que o público preferia as peças populares, que o autor supunha despidas de qualidades artísticas. Tem ainda como objetivo pesquisar os debates surgidos em torno das representações: as reações de público e as polêmicas que se seguiram às exibições, assim como as respostas de Coelho Netto aos seus interlocutores. ABSTRACT: Henrique Maximiniano Coelho Netto was extremely important in the intellectual Brazilian scenery in end of the nineteenth century. Believing the theatre had the role of educating the population and conducting the country to the same progress experimented by Europe, he wrote about 45 theatre plays. This project analyses his plays written between 1897-1898, when he had the support of an amateur group to experiment in the fields of symbolism and naturalism, and presented an alternative to defeat the crises he believed the theatre was facing, since the public preferred the musical comedies, in which he didn’t see artistic qualities

    O cinema na cidade em eclosão: “Salas de cinema e história urbana de São Paulo (1895-1930)”, de José Inacio de Melo Souza

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    The presence of the cinema in São Paulo, from the late nineteenth century to 1930, is mixed up – as it happens to Rio de Janeiro – with the city’s rise from a provincial corner to a large metropolis. The relationship between cinema and city is very well captured in this book by José Inacio de Melo Souza, an original route through the streets of the capital, from the “Triangle” to the suburbs, which takes as a map the architectural projects related to the construction of the movie theaters. In this context, the law passed in February 1916, which regulates the construction of these spaces, emerges as a turning point, foretelling the transformation of the city into the “crazy Pauliceia” that would be decanted years later by the Modernists.A presença do cinema em São Paulo, de fins do XIX a 1930, confunde-se – a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro – com o período de ascensão da cidade de recanto provinciano a grande metrópole. A relação entre cinema e cidade está muito bem apanhada neste livro de José Inacio de Melo Souza, percurso original pelas vias da capital paulistana, do “Triângulo” aos arrabaldes, tendo como mapa os projetos arquitetônicos relativos à construção de salas de cinema. Neste contexto, o projeto de lei de fevereiro de 1916, que regulamenta a construção desses espaços, surge como ponto de virada, prenunciando a transformação da cidade na “Pauliceia desvairada” que seria decantada anos depois pelos Modernistas

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Art in times of "entrapment" : Coelho Netto's proposal of theater renewal

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    Orientador: Orna Messer LevinAcompanha 1 CD-ROMDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da LinguagemResumo: Neste trabalho, analiso a produção teatral com que o literato Henrique Maximiniano Coelho Netto (1864-1934) - autor importante na virada do século XIX para o XX - inaugurou sua intervenção nos palcos cariocas, em especial o "poema dramático" Pelo Amor! (1897), o "episódio lírico" Ártemis e a "balada em prosa rítmica" Hóstia (1898). Através de tais obras, o literato almejava combater a crise que, segundo seu julgamento, o teatro enfrentava. Sua crítica era dirigida tanto às peças teatrais representadas nas casas de espetáculos comerciais do Rio de Janeiro quanto aos artistas que nelas atuavam. O repertório das companhias que estavam em cartaz na capital era composto, em sua maioria, pelos melodramas lacrimosos e especialmente pelas comédias musicadas - estas recebiam a contribuição dos gêneros musicais populares (a exemplo do lundu e do maxixe). As comédias musicadas exploravam as situações cômicas, algumas vezes fantasiosas, por meio de diálogos construídos, muitas vezes, sobre o duplo sentido das palavras. Além da ausência de qualidades artísticas, Netto considerava essas comédias musicadas licenciosas, já que invariavelmente assumiam uma conotação sexual, devido aos ditos ambíguos que utilizavam e às danças sensuais. Sendo assim, o literato propunha-se a conduzir uma regeneração nos palcos, apoiando-se, para isso, na tradição literária ocidental, da qual retirou os assuntos para a escrita desses dramas. E por acreditar que o elenco profissional não tinha condições intelectuais para levar à cena peças literárias, estimulou que fossem encenadas por um elenco amador composto pela elite econômica do Rio de Janeiro. Pelo Amor! trata da desolação de uma condessa escocesa frente à perda do esposo e o amor que nutre por ele, o qual engendrará o desfecho trágico de ambos. A atmosfera lúgubre que perdura no drama se reflete na música criada por Leopoldo Miguez, que, tendo sofrido visível influência do músico alemão Richard Wagner, criou temas musicais para as personagens principais e esboçou uma interação entre elas no plano musical. A iniciativa conquistou adeptos mas também recebeu críticas. O mesmo deu-se, no ano seguinte, quando da encenação de Ártemis (música de Alberto Nepomuceno) e Hóstia (música de Delgado de Carvalho), no ano seguinte. Na verdade, muitas foram as críticas, ora às peças, ora à relação entre o texto e a música, reação que, em grande medida, tangia o aspecto político. Ora, a imposição de um novo modelo artístico intentava gerar a reordenação do cenário artístico carioca e a exclusão de obras consagradas pelo público e também parte da crítica, como as óperas italianas, as comédias musicadas e os melodramas. Proponho-me, na presente dissertação, a analisar as três peças de Coelho Netto à luz da produção teatral e crítica da época e sobre a época, e daquilo que os literatos do Rio de Janeiro publicaram a respeito da movimentação cultural da cidade. Ocasionalmente, tal trabalho também irá se estender à partitura das obras, para que a relação entre texto e música seja melhor compreendida.Abstract: In this work, I analyze the theater plays with which Henrique Maximiniano Coelho Netto (1864- 1934) - important Brazilian writer in the turn of the nineteenth century to the twentieth - started his interference in the stage of Rio de Janeiro, specially the "dramatic poem" Pelo Amor! (1897), the "lyric episode" Ártemis and the "ballad in rhythmic prose" Hóstia (1898). Through these plays, the writer claimed to defeat the crisis he believed the theatre was facing. His criticism aimed the plays presented in the commercial theaters of Rio de Janeiro and the actors and actresses that played them. Thecompanies' repertoire was restricted to almost only teary melodramas and specially musical comedies - the comedies had the contribution of popular music (for example, lundu and maxixe) and presented usually funny and sometimes fantastic situations, with dialogues that eventually leaned upon double senses. Beyond the lack of artistic qualities, Netto considered the musical comedies vicious, because of the sexual insinuation they implied through dialogues and music. Therefore, the writer intended to conduct a regeneration of the stage, using for that the occidental literary tradition, from where the subjects of these plays were chosen. And because he believed the professional artists lacked intellectual conditions to present literary plays, he gave his work to be put on stage by amateur groups that had the economic elite as members. Pelo Amor! presents the desolation of a Scottish countess because of the loss of her husband and the love that she devotes to his, which is responsible for the tragic ending of both. The grim atmosphere that remains in the drama reflects in the music created by Leopoldo Miguez, that had suffered visible influence of the German musician Richard Wagner, for Miguez creates musical themes for the leading characters and paints an interaction between them in the musical field. But the idea didn't have only adepts. The same happened with Ártemis (music by Alberto Nepomuceno) and Hóstia (music by Delgado de Carvalho), in the following year. In fact, many were the detractors of the texts and music of these plays, reaction that is largely related to political aspects, once the imposition of a new artistic model intended to cause the reorganization of Rio's artistic scenery and the exclusion of work of arts that were successful among the public and also part of the critic, like the Italian opera, the musical comedies and the melodramas. I intend to analyze these plays taking in consideration the theatrical and critical production of that time and of nowadays and what Rio's writers published related to the cultural activities of the capital. This work will also occasionally refer to the printed lyrics of the plays in order to understand the relation between text and music.MestradoLiteratura e Outras Produções CulturaisMestre em Teoria e História Literári

    A City Written in Light: Cinema in Rio’s Journalistic Chronicle (1894-1922)

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    Este artigo analisa a presença do cinema na crônica carioca publicada até 1922, procurando compreender como ele moldou o olhar dos cronistas à cidade, naqueles anos em que vielas acanhadas transformavam-se em avenidas elegantes, a convidarem a sociedade à esfera pública. Analisamos um amplo conjunto de textos cronísticos, considerando o diálogo que estabeleceram com as imagens em movimento. Nosso objetivo é levantar o arcabouço estilístico e intelectual mobilizado pelos autores deste gênero literário peculiar, situado entre a história e a literatura, no intuito de compreenderem o objeto de que tratavam. Neste sentido, consideramos tanto a abordagem do cinema enquanto temática quanto o esforço dos cronistas de forjamento de uma linguagem que procurasse mimetizar a materialidade oriunda do dispositivo fílmico.Este artículo analiza la presencia del cine en la crónica carioca publicada hasta 1922, tratando de entender cómo moldeó la mirada de los cronistas a la ciudad, en aquellos años en que los callejones estrechos se transformaban en elegantes avenidas, invitando a la sociedad a la esfera pública. Analizamos un amplio conjunto de textos, considerando el diálogo que establecieron con las imágenes en movimiento. Nuestro objetivo es observar el marco estilístico e intelectual movilizado por los autores de este peculiar género literario, situado entre la historia y la literatura, para comprender el objeto que trataban. En este sentido, consideramos tanto el enfoque del cine como tema y el esfuerzo de los cronistas por forjar un lenguaje que buscara imitar la materialidad proveniente del aparato cinematográfico.This article analyzes the presence of cinema in Rio’s chronicles published until 1922, seeking to understand how it shaped the gaze of chroniclers to the city, in those years when narrow alleys became elegant avenues, inviting society to the public sphere. I analyze a wide range of chronicle texts, considering the dialogue they established with the moving images. I intend to investigate the stylistic and intellectual framework mobilized by the authors of this peculiar literary genre, situated between history and literature, to understand the subject they were dealing with. Thus, I consider both the approach to cinema as a theme and the effort of the chroniclers to forge a language that sought to mimic the materiality of the filmic device

    O CINEMATÓGRAFO NA PRODUÇÃO LITERÁRIA BRASILEIRA DE 1894 A 1930

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    No final do século XIX, o desenvolvimento técnico redefiniu o modo como se compreendia a realidade. A imprensa absorveu mais homens de letras, tornando possível a profissionalização do escritor. Saciar o público ansioso e apressado tornou-se uma necessidade para aqueles que queriam se manter nas folhas, daí sua dedicação aos textos curtos, que podiam ser rapidamente consumidos. Assunto privilegiado por esses escritores foi o cinematógrafo, medium que somava arte e técnica e parecia simbolizar bem aquele momento em que tudo caminhava rápido. Este trabalho de Doutorado pretende compilar e analisar a prosa curta produzida entre 1895 e 1930 e publicada em periódicos, buscando compreender como a escrita sobre o cinematógrafo se tornou uma escrita cinematográfica. Ele terá como anexo uma antologia sobre o tema, a qual visa a facilitar o acesso do público a folhas com as quais ele não mais pode ter contato

    OS DRAMAS MUSICAIS DE COELHO NETTO (1897-1898)

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    Henrique Maximiniano Coelho Netto foi um escritor de grande relevância no cenário cultural brasileiro de fins do século XIX e primeiras décadas do XX. Seu intuito era transformar a pena em arma para o progresso social e cultural do Brasil, portanto, escreveu muito. Concentramo-nos na obra teatral do escritor, especificamente nas peças escritas entre 1897 e 1898, quando ele teve a colaboração de elenco amador para experimentar as novidades teatrais em voga na Europa e, assim, tirar o teatro da “crise” que supunha existir, já que o público preferia as comédias musicadas, nas quais o escritor não enxergava qualidades artísticas. Coelho Netto, Teatro brasileiro, século XI

    A poesia da cidade moderna: uma leitura de "Rien que les Heures" (1926), de Alberto Cavalcanti

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    Alberto Cavalcanti was one of the most influential “avant-garde” artists in the Paris of the 1920s. After four years working as a set designer and an assistant director in French cinematographic fiction, he directed what is considered by many movie theorists his masterpiece: “Rien que les heures” (1926). The “fictional documentary”, as the director classifies it, is strictly related to his theory about the “medium” written from 1920 to 1950 and latter published in the book “Filme e Realidade” (1953). In this article, I intent to discuss this connection, as well as to think about the place this motion picture occupies in the “avantgarde” cinema.Alberto Cavalcanti fue uno de los artistas de vanguardia de mayor proyección en París en la década de 1920. Después de cuatro años de trabajo como escenógrafo y ayudante de dirección en producciones cinematográficas de ficción de Francia, el hizo lo que muchos teóricos del cine consideran su obra maestra: “Rien que les heures” (1926). El “documentário romanesco”, como el director lo clasifica, establece relaciones con sus textos teóricos sobre el “medium” escritos mientras 1920 y 1950 y posteriormente incluidos en el volumen “Cine y realidad” (1953). En este artículo, me propongo examinar este tipo de diálogo y pensar en lo lugar que tiene la película en el cine de vanguardia.Alberto Cavalcanti foi um dos artistas de vanguarda de maior projeção na Paris dos anos de 1920. Depois de quatro anos trabalhando como cenógrafo e diretor assistente em produções ficcionais cinematográficas francesas, dirigiu aquela que é tida por muitos teóricos do assunto como sua obra-prima: “Rien que les heures” (1926). O “documentário romanesco”, como o diretor o classifica, dialoga estreitamente com seus textos teóricos sobre o “medium” escritos dos anos 1920 a 1950 e posteriormente inseridos no volume “Filme e Realidade” (1953). Neste artigo, proponho-me a discutir tal diálogo, bem como a pensar no lugar que o filme ocupa no interior da produção cinematográfica de vanguarda
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