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MARTON, Scarlett. Nietzsche e as mulheres: figuras, imagens e tipos femininos.
Resenha de Jelson Roberto de Oliveira do livro: MARTON, Scarlett. Nietzsche e as mulheres: figuras, imagens e tipos femininos
OLIVEIRA, JELSON R. COMPREENDER HANS JONAS. PETRÓPOLIS: VOZES, 2014. ISBN 978-85-326-4824-2
Jelson Roberto de Oliveira, autor de “Compreender Hans Jonas” (novo título da “coleção compreender”, pela Editora Vozes), é graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (1999), com especialização em Sociologia Política e mestrado em História da Filosofia Moderna e Contemporânea pela mesma universidade (2004). Atualmente é professor da pós-graduação em Filosofia na PUC-PR, e coordenador do GT Hans Jonas, da Anpof, que reúne vários pesquisadores de nível nacional na área. Ética para a civilização tecnológica e A solidão como virtude moral em Nietzsche são alguns dos diversos títulos que compõem o acervo de obras do autor
O homo faber, de usuário de ferramentas a objeto tecnológico
[1] Esse artigo é produto de pesquisa apoiada pela Fundação Araucária, que vem sendo desenvolvida na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).* Doutor em Filosofia. Professor do programa de pós-graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).Apoio: Fundação AraucáriaO homo faber, de usuário de ferramentas a objeto tecnológicoResumo: Pretende-se nesse artigo analisar a figura do homo faber segundo a filosofia de Hans Jonas e sua visão descritivo-analítica e valorativa da técnica. Como, segundo o autor, a história da técnica poderia ser dividida em duas partes, a pré-moderna e a moderna, então é possível situar o homo faber segundo essas duas perspectivas: na era pré-moderna, ele é um usuário de ferramentas e na era moderna, um produto ou objeto tecnológico. Liga-se, assim, a antropologia filosófica à ética.Palavras-chave: Homo faber. Hans Jonas. Técnica. Antropologia.The homo faber, from tools user to technological objectAbstract: The aim of this paper is to analyze the ideia of the homo faber according to Hans Jonas\u27s philosophy and his descriptive-analytical and evaluative view of technology. According to the author, the history of the technique could be divided in two parts, the pre-modern and modern, so it\u27s possible to understand the homo faber under these two perspectives: in the first case, he is an user of tools and, in the second, a product or a technological object. Binds thus, the philosophical anthropology to ethics.Keywords: Homo faber. Hans Jonas. Technology. Anthropology.L\u27homo faber, de utilisateur de outils à objet technologiqueRésumé: Le but de cet article est d\u27analyser la idée de l\u27homo faber selon la philosophie de Hans Jonas et sa perspective descriptive-analytique et évaluative de la technique. Selon l\u27auteur, l\u27histoire de la technique pourrait être divisé en deux parties, pré-modernes et modernes, de sorte que c\u27est possible comprendre l\u27homo faber selon ces deux points de vue: dans la première, il est un utilisateur d\u27outil et d\u27autre part, un produit ou un objet technologique. Le homo faber relie ainsi, l\u27anthropologie philosophique à l\u27éthique.Mots-clés: Homo faber. Hans Jonas. Technologie. Anthropologie.Data de registro: 29/06/2014Data de aceite: 17/12/2014Referências:JONAS, Hans. Change and Permanence: on the possibility of understanding history. Social Research, New York, v. 38, n. 3, 1971, p. 498-528.______. Essais Philosophiques. Du credo ancien à l\u27homme technologique. Édité par Damien Bazin et Olivier Depré. Paris: Vrin, 2013. (Col. Bibliothèque des textes philosophiques).______. Herramienta, imagen y tumba. Lo transanimal en el ser humano. In: _____. Pensar sobre Dios y otros ensayos. Tradução de Angela Ackermann. Barcelona: Herder, 1998, p. 39-55.JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Tradução de Marijane Lisboa, Luiz Barros Montez. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006.______. Organismus und Freiheit: Ansätze zu einer philosophischen Biologie. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1973.______. Pensar sobre Dios y otros ensayos. Tradução de Angela Ackermann. Barcelona: Herder, 1998.______. Técnica, medicina e ética. Sobre a prática do princípio responsabilidade. Tradução de Grupo de Trabalho Hans Jonas da ANPOF. São Paulo: Paulus, 2013. (Col. Ethos).PINSART, Marie-Geneviève. Hans Jonas. Une réflexion sur la civilization technologique. In: ______. Les philosophes et la technique. Éd. Pascal Chabot et Gilbert Hottois. Paris: Vrin, 2003, p. 187-215. (Col. Pour Demain).______. Penser les objets vivants intégratifs à partir de Hans Jonas. In: ______. L\u27Éthique de la vie chez Hans Jonas. Actes du Colloque internacional organisé par Catherine Larrère et Éric Pommier à l\u27université Paris 1 Panthéon-Sorbonne les 25 et 26 février 2011. Paris: Publications de la Sorbonne, 2013, p. 181-198. (Col. La Philosophie à l\u27oeuvre, 4).POMMIER, Eric. Hans Jonas et le Principe Responsabilité. Paris: PUF, 2012. (Col. Philosophies). SÉRIS, Jean-Pierre. La technique. Paris: PUF, 1994. (Col. Quadrage)
A crítica de Nietzsche à moral da compaixão de Schopenhauer em "Aurora": o desprezo de si como artimanha de condenação do indivíduo
Pretende-se analisar a crítica de Nietzsche à moral da compaixão no que tange ao critério de negação de si como seu fundamento. Centrar-se-á, nesse artigo, nos dois primeiros livros de Aurora, obra que forma o chamado segundo período do pensamento nietzschiano e que, nessa perspectiva, é parte do processo de rompimento e distanciamento em relação à filosofia schopenhauriana
ELEMENTOS ANTIGNÓSTICOS DA FILOSOFIA DE NIETZSCHE
O presente artigo pretende analisar como a filosofia de Nietzsche, especialmente aqueladesenvolvida a partir de Assim Falou Zaratustra, pode ser compreendida como um empreendimentoantignóstico. Leva-se em conta, para tanto, as referências ao zoroastrismo que, embora escassas,evidenciam a compreensão da própria tarefa filosófica assumida por Nietzsche como uma crítica àperspectiva antiterrenal do dualismo que se iniciou com os movimentos gnósticos e se difundiu nacultura ocidental por meio do cristianismo. Para tanto, começaremos por distinguir o uso dos termosgnose e gnosticismo, para examinar como a aproximação de Nietzsche não leva em conta,exclusivamente, os dados históricos, mas muito mais a perspectiva moralizante que a gnose(conhecimento) assumiu na tradição filosófica, cuja marca inicial é o zoroastrismo e sua hostilidade aomundo. Examinaremos a seguir, como o diagnóstico da morte de Deus e como o Anticristo podem serentendidos como dois aspectos de uma superação que encontra seu ápice no Zaratustra literário, cujapremissa é a fidelidade à terra e cuja expressão é o eterno retorno. Como conclusão, será possívelafirmar que a denúncia da verdade como “mentira das mentiras” se apresenta como um aspectoautognóstico da filosofia que, por meio de Nietzsche e seu Zaratustra, conduz a uma moral da afirmaçãoe da celebração jubilosa da terra.This article aims to analyze how Nietzsche's philosophy, especially that developed from ThusSpoke Zarathustra, can be understood as an anti-gnostic endeavor. It considers the references toZoroastrianism, which, although scarce, highlight Nietzsche's understanding of his own philosophical taskas a critique of the otherworldly perspective of dualism that originated with Gnostic movements andspread in Western culture through Christianity. To do so, we will begin by distinguishing the use of theterms “gnosis” and “gnosticism” to analyze how Nietzsche's approach does not exclusively considerhistorical data but, rather, the moralizing perspective that gnosis (knowledge) assumed in thephilosophical tradition, whose initial mark is Zoroastrianism and its hostility toward the world. We will thenexaminate how the diagnosis of the death of God and the Antichrist can be understood as two aspects ofan overcoming that finds its culmination in the literary Zarathustra, whose premise is faithfulness to theEarth and whose expression is the eternal return. In conclusion, it will be possible to assert that the denunciation of truth as the “lie of lies” presents itself as a self-gnostic aspect of philosophy, which,through Nietzsche and his Zarathustra, leads to a morality of affirmation and joyous celebration of theearth. 
A teoria de Deus e o desafio do niilismo: Hans Jonas a propósito de Nietzsche
Pretende-se, nesse artigo, analisar a interpretação de Hans Jonas do aforismo 125 de A Gaia Ciência, de Nietzsche, tal como ela se apresenta na reflexão desenvolvida nas aulas ministradas por Jonas no Carleton College, de Ottawa, no semestre de inverno de 1952-1953 e guardadas nas anotações (inéditas) intituladas The theory of God, conservadas no Philosophisches Archiv de Hans Jonas, na Universität Konstanz. Para tanto, partimos da análise jonasiana do medo do desconhecido como elemento central nas filosofias de Epicuro e, especialmente, Pascal, para mostrar como Nietzsche aprofunda a reflexão iniciada pelo filósofo de Port-Royal, a fim de demostrar como a intensificação do medo e do sentimento de solidão se apresentariam como possibilidade de enfrentamento do niilismo. Do ponto de vista dos interesses próprios de Jonas, não só estaríamos diante de uma teoria sobre Deus, em sentido estrito, mas de uma reflexão sobre a tecnologia como “vontade de ilimitado poder”, ou seja, como exercício do homem que, sozinho e sem Deus, busca o domínio sobre o mundo
A psicologia como procedimento de análise da moralidade nos escritos intermediários de Friedrich Nietzsche
Pretende-se nesse artigo analisar a concepção de psicologia utilizada por Nietzsche nos escritos do chamado segundo período de sua produção (1876 a 1882). Anunciando-se como primeiro psicólogo da história, o filósofo alemão inaugura uma visão da psicologia associada à fisiologia, consolidando um procedimento fisio-psicológico de análise da origem dos sentimentos morais em vista da derrubada dos idealismos presentes na metafísica, na religião cristã e na arte romântica. Esse expediente remete a uma nova compreensão do próprio indivíduo humano a partir da noção de inocência do vir-a-ser
A RELIGIÃO COMO MÁ INTERPRETAÇÃO DO SOFRIMENTO NO HUMANO, DEMASIADO HUMANO, DE NIETZSCHE
O objetivo do presente artigo é analisar a argumentação segundo a qual Nietzsche interpreta como a necessidade metafísica nasce de uma tentativa de fuga da dor e do sofrimento que marca a vida e que, no final, acaba por representar não só uma má-interpretação das coisas humanas, mas uma tentativa de cura (pela via de uma narcose) que resulta, secundariamente, no impedimento da “verdadeira” cura, aquela proposta por Nietzsche no seu procedimento filosófico-científico1 que conduz à retomada da inocência.</jats:p
O catastrofismo metodológico de Hans Jonas
This article aims to analyze the concept of "methodological catastrophism" through the lens of the ethics of responsibility developed by Hans Jonas. To do so, we will begin by examining the author’s diagnosis regarding contemporary challenges in addressing the climate emergency. From there, we will demonstrate Jonas's position in the debate surrounding catastrophism and collapsology, showing that the latter leads to immobilism, while the former – if used methodologically – should lead to engagement in addressing the situation and its overcoming. In these terms, Jonas's methodological catastrophism is grounded in an appeal to responsibility, understood as a reorientation of human actions to ensure the conditions for authentic life in the future.Pretende-se, nesse artigo, analisar o conceito de “catastrofismo metodológico” a partir da ética da responsabilidade desenvolvida por Hans Jonas. Para isso, iniciaremos analisando o diagnóstico do autor a respeito das dificuldades contemporâneas de enfrentamento da emergência climática. A partir daí, demonstraremos qual é o lugar de Jonas no debate que envolve o catastrofismo e a colapsologia, demonstrando que esta última levaria a um imobilismo, enquanto a primeira – caso usada metodologicamente – deveria conduzir a um engajamento em vista do enfrentamento da situação e de sua superação. Nesses termos, o catastrofismo metodológico de Jonas ampara-se em um apelo à responsabilidade, compreendida como uma reorientação das ações humanas em vista de garantir as condições de uma vida autêntica no futuro
Contra o gênio: a ciência da arte no Humano, demasiado humano de Nietzsche
Pretende-se analisar a crítica de Nietzsche à noção de gênio em Humano, demasiado humano, obra que marca a ruptura com a fase geralmente conhecida como “metafísica de artista”, cujas influências principais são a filosofia de Arthur Schopenhauer e o projeto musical de Richard Wagner. Partir-se-á de uma explanação sobre a contraposição estabelecida por Nietzsche entre ciência e metafísica para, a partir daí, examinar como a tarefa estética se transforma numa ciência da arte, entendida como uma análise histórico-fisio-psicológica da atividade do artista. Pretende-se, com isso, demonstrar como o mote central da crítica nietzschiana se dirige à ideia romântica de gênio, à qual é contraposta a ideia de um trabalhador da arte
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