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    Diálogos, intersecções e possibilidades no âmbito da História do Tempo Presente: entrevista com Reinaldo Lindolfo Lohn

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    The discussions proposed in the lines that follow was composed based on problems about the historiographic production in the scope of the History of Present Time. These are considerations that take the current conjuncture of scientific production in Brazil and in the world, as well as intersections with other scientific fields, related productions, and the changes in the relation between society and history. The problems raised were addressed by Prof. Dr. Reinaldo Lindolfo Lohn, full professor at the Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), where he works in the History Department, both in the History undergraduate course and in the Postgraduate Program in History, at the Master's and PhD levels.As discussões propostas nas linhas que seguem foram compostas a partir de problemáticas sobre a produção historiográfica no âmbito da História do Tempo Presente. São considerações que levam em conta a conjuntura atual da produção científica no Brasil e no mundo, além de intersecções com outros campos científicos, produções correlatas e, também, com as mudanças da relação entre sociedade e história. Os questionamentos suscitados foram abordados pelo Prof. Dr. Reinaldo Lindolfo Lohn, professor titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde atua no Departamento de História, tanto no curso de graduação em História quanto no Programa de Pós-Graduação em História, em nível de Mestrado e Doutorado

    Ditadura Militar: mais do que algozes e vítimas. A perspectiva de Carlos Fico

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    Carlos Fico é Professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sua formação acadêmica ocorreu na própria UFRJ, na Universidade Federal Fluminense (Mestrado) e na Universidade de São Paulo (Doutorado em História Social e Pós-Doutorado). Atuou ainda na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Seu trabalho docente é voltado para ao ensino de Teoria e Metodologia da História e de História do Brasil Republicano. É um profícuo autor de artigos e livros que apresentam o resultado de suas investigações em temas como a ditadura militar no Brasil e na Argentina, historiografia brasileira, rebeliões populares no Brasil republicano e história política dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Criou o Centro Nacional de Referência Historiográfica na UFOP, juntamente com Ronald Polito. Foi "Cientista do Nosso Estado" da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro entre 2003 e 2006. Recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008. Durante o Simpósio Nacional de História, ocorrido em Natal, dispôs-se a conceder esta entrevista para Tempo e Argumento, na qual expôs suas fundamentadas interpretações sobre as complexas relações entre a ditadura militar e a sociedade brasileira, bem como suas perspectivas sobre a História do Tempo Presente. Foi entrevistado por Silvia Maria Fávero Arend, Rafael Rosa Hagemeyer e Reinaldo Lindolfo Lohn, docentes do Programa de Pós Graduação em História da UDESC. A entrevista foi transcrita pelo mestrando Hudson Campos Neves

    Pareceristas ad hoc

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    Augusto da Silva, Universidade Federal de Sergipe Dorval do Nascimento, Universidade do Extremo Sul Catarinense Enrique Serra Padrós, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Ivonete Pereira, Universidade Estadual do Oeste do Paraná Lucília de Almeida Neves Delgado, Universidade de São Paulo Paulo Rogério Melo de Oliveira, Universidade do Sul de Santa Catarina Raimundo Pereira Alencar Arrais, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Reinaldo Lindolfo Lohn, Universidade do Estado de Santa Catarina Silvia Maria Fávero Arend, Universidade do Estado de Santa Catarina Zita Rosane Possamai, Universidade Federal do Rio Grande do SulAugusto da Silva, Universidade Federal de Sergipe Dorval do Nascimento, Universidade do Extremo Sul Catarinense Enrique Serra Padrós, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Ivonete Pereira, Universidade Estadual do Oeste do Paraná Lucília de Almeida Neves Delgado, Universidade de São Paulo Paulo Rogério Melo de Oliveira, Universidade do Sul de Santa Catarina Raimundo Pereira Alencar Arrais, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Reinaldo Lindolfo Lohn, Universidade do Estado de Santa Catarina Silvia Maria Fávero Arend, Universidade do Estado de Santa Catarina Zita Rosane Possamai, Universidade Federal do Rio Grande do SulAugusto da Silva, Universidade Federal de Sergipe Dorval do Nascimento, Universidade do Extremo Sul Catarinense Enrique Serra Padrós, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Ivonete Pereira, Universidade Estadual do Oeste do Paraná Lucília de Almeida Neves Delgado, Universidade de São Paulo Paulo Rogério Melo de Oliveira, Universidade do Sul de Santa Catarina Raimundo Pereira Alencar Arrais, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Reinaldo Lindolfo Lohn, Universidade do Estado de Santa Catarina Silvia Maria Fávero Arend, Universidade do Estado de Santa Catarina Zita Rosane Possamai, Universidade Federal do Rio Grande do Su

    Internacionalismo e redemocratização brasileira: as transações de cúpula da internacional socialista e as conexões entre Brasil e Portugal em 1976

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    Ao longo de 1976, os contatos entre grupos políticos de diferentes países da América Latina e da Europa encetaram a constituição de uma linguagem comum proporcionada pela organização Internacional Socialista. O presente texto objetiva identificar e analisar as relações entre agentes da oposição ao regime ditatorial brasileiro com a Internacional Socialista e os debates então suscitados em torno da possível criação de uma organização partidária aos moldes dos integrantes daquela entidade. Setores das oposições brasileiras buscaram as conexões internacionais como forma de intervenção política e encontraram na atuação do governo de Portugal que emergiu dos desdobramentos da Revolução dos Cravos os meios para dar contornos transnacionais às suas iniciativas com vistas à reorganização de partidos políticos. Por meio da investigação em veículos de imprensa de ambos os países, bem como de documentos que evidenciam a preocupação de agentes da ditadura com o processo, é possível explorar a perspectiva da conectividade das negociações e os fluxos de ideias e representações políticas que atravessavam as fronteiras nacionais. Foi então praticado um internacionalismo de cúpulas dirigentes que, contornando governos, pretendeu influenciar a abertura política no Brasil

    Uma janela lusitana para o futuro: a revolução portuguesa no Jornal do Brasil (1974-1976)

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    Este artigo resulta de uma investigação sobre a abordagem que o Jornal do Brasil construiu sobre processo revolucionário em Portugal entre 1974 e 1976. Busca-se demonstrar que o contexto português a partir da chamada Revolução dos Cravos foi acionado com vistas a elaborar projeções nas quais o país ibérico apareceu como um vislumbre de cenários de futuros para o Brasil. São exploradas três dimensões identificadas na documentação: a superação do regime salazarista por meio de uma ação militar foi tomada um caminho possível para uma transição de regime; posteriormente, com a radicalização revolucionária em Portugal, há a rejeição a saídas que envolvessem rupturas e a possível hegemonia das esquerdas; enfim, uma transição política pactuada, conduzida por militares e civis, sob valores ocidentais, seria o cenário desejável para os países dois lados do Atlântico

    Extensão rural e modernização conservadora em Santa Catarina

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    O artigo procura localizar o discurso da associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (ACARESC) – órgão responsável pelo serviço de extensão rural – no quadro das discussões sobre o desenvolvimento brasileiro. A raiz do subdesenvolvimento encontrar-se-ia nos obstáculos que o mundo rural, lugar do atraso, interpunha ao progresso tecnológica. A ACARESC fez-se escutar, tomando os pequenos agricultores como responsáveis pelo atraso

    Limites da utopia: cidade e modernização no Brasil desenvolvimentista (Florianópolis, década de 1950)

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    O objetivo deste artigo é discutir o contexto das políticas de modernização em meados do século XX, com seu conteúdo de projeções e visões utópicas sobre as cidades brasileiras. Analisa-se a circulação e a apropriação de representações sociais construídas no âmbito dos projetos de reforma urbana na década de 1950 entre segmentos específicos da população de Florianópolis (SC), integrados por leitores e interlocutores de programas e símbolos desenvolvimentistas, como Brasília. O artigo norteia-se em pesquisas em jornais da cidade no período, bem como em seu primeiro Plano Diretor, nos quais é possível localizar leituras e percepções compartilhadas sobre o processo de transformações sócio-urbanas em curso.The objective of this article is to discuss the context of the politics of modernization in the middle of 20th century, with its content of projections and utopian visions on the Brazilian cities. The text analyzes the circulation and the appropriation of social representations constructed in the scope of the projects of urban reforms between specific segments of the population of Florianópolis (SC), integrated for readers and interlocutors of desenvolvimentist programs and simbols, as Brasília. The article is guided by research in periodicals of the city in that period, as well as in its first Managing Plan, in which it is possible to locate readings and perceptions shared on the process of socio-urban transformations in course

    Antônio Cândido e os parceiros: para além do dualismo

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    O artigo apresenta dimensões de Os parceiros do Rio Bonito, de Antonio Candido, situando sua importância nos debates sobre a formação social do Brasil, em particular o lugar histórico dos grupos populares, no conjunto de discussões sobre a modernização brasileira e as idéias de dualismo e dialética

    O tempo da notícia: cidade, ditadura e redemocratização nas páginas de O Estado (Florianópolis, SC, 1964-1985)

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    This article discusses the relationship between the narratives produced in the newspaper O Estado, published in Florianópolis (SC), the socio-cultural changes and the political processes related to the military dictatorship and the recent democratization of Brazil. The journalistic discourse shows itself as a social organizer, which includes the definition of what should be remembered or forgotten. Narratives elaborated in the newspaper have constituted supports for memories and for the construction of historical consciousness about the present time experienced during the transition between dictatorship and democracy.Este artigo aborda as relações entre as narrativas elaboradas no jornal O Estado, de Florianópolis (SC), as mudanças socioculturais ocorridas na cidade e os processos políticos ligados à ditadura militar e aos primeiros anos da recente redemocratização do Brasil. O discurso jornalístico mostra-se como um organizador do social, o que inclui a definição sobre o que deve ser lembrado ou esquecido. Narrativas elaboradas nas páginas do jornal constituíram-se em suportes para memórias e para a construção da consciência histórica acerca do tempo presente vivenciado durante a transição entre a ditadura e a democracia

    Pontes para o futuro : relações de poder e cultura urbana Florianópolis, 1950 a 1970

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    Este trabalho tem por objeto efetuar uma análise das projeções e dos horizontes de expectativas em relação ao futuro, encontradas na cidade de Florianópolis (SC), nas décadas de 1950 e 1960. Procura demonstrar que a idéia de futuro, em diversas expressões presentes no imaginário aqui investigado, tornou-se uma questão política, servindo como instrumento para as intervenções que foram promovidas no espaço urbano. Os jornais, os projetos urbanísticos, as obras literárias e as iconografias do artista plástico Franklin Cascaes, forneceram o conjunto de documentos necessários para o desenvolvimento da tese. É uma História cultural que procura ressaltar os projetos e planos que pretenderam construir uma certa representação simbólica do porvir em Florianópolis. Este estudo procura então demonstrar que as imagens e, mesmo, as utopias construídas na Capital de Santa Catarina interferiram tanto na configuração urbana como um todo, quanto nas práticas cotidianas dos habitantes da cidade. Uma certa postura diante do futuro surgiu naquele momento como recurso político fundamental, norteando as disputas sobre os rumos a serem estabelecidos para a cidade. Procura-se evidenciar os diversos segmentos sociais que detiveram poder material e simbólico para fazer prevalecer suas imagens ideais da futura Florianópolis. No período posterior à Segunda Guerra Mundial as precárias condições materiais e econômicas da cidade começaram a chamar a atenção de diversos produtores e emissores de discursos. É quando começam a surgir propostas que elegeram o turismo como praticamente a única opção de desenvolvimento possível, em propostas que partiam dos setores mais influentes da política e da economia de Florianópolis. Nesse momento em que a cidade aparece como a expressão do atraso e do anacronismo, surgem em profusão imagens e representações que tinham como referencial a projeção de futuros possíveis, lotados das novidades tecnológicas que começavam a encantar as camadas médias em ascensão social.This essay has the objective of accomplishing an analysis of the projections and horizons of the expectations in relation to the future, found in the city of Florianópolis (SC), during the 50's and 60's. I wish to demonstrate that the idea of the future, in various expressions present within the imaginary here investigated, became a political question, acting as an instrument for interventions promoted in urban space. Newspapers, urban projects, literary works and the iconographies of the visual artist Franklin Cascaes provided the necessary body of documents for the development of this thesis. It is a cultural history which seeks to emphasize the plans and projects which intended to construct a certain symbolic representation of that which was yet to come in Florianópolis. This study thusseeks to demonstrate that the images and, even, the utopias constructed in the capital of Santa Catarina interfered as much in the urban configuration as a whole as in the daily practices of the city habitants. A certain attitude towards the future came about in that moment as a fundamental political resource, shaping the course of disputes on the directions to be established for the city. I wish to make the diverse social segments, which withheld the material and symbolic power to make their ideal images of future Florianópolis prevail, apparent. In the period after the Second World War, the precarious material and economic conditions of the city started to call the attention of various discourse promoters and broadcasters. This is when proposals, which elected tourism as practically the only option for possible development, began to appear, coming from the most influent political and economical sectors of Florianópolis. In this moment, in which the city appears as the expression of backwardness and anachronism, a profusion of images and representations which had as their reference the projection of possible futures appeared, charged by the technological innovations which were beginning to enchant the ascending middle classes
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