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    A VOZ ENLUTADA: MEMÓRIA E ESQUECIMENTO EM RUI NUNES

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    O tema do luto, ao longo da obra de Rui Nunes, é ao mesmo tempo central e excêntrico. Ele não se encontra no núcleo da obra de Rui Nunes, nos temas do corpo, da morte, da violência da língua e da desfiguração, mas, no entanto, e permanecendo sempre periférico, ele coloca-se numa espécie de linha de fuga lateral que permite encarar de outro ponto de vista os seus temas principais, juntá-los numa outra “constelação”. O tema do luto, no entanto, não encontra uma fácil formulação nos diversos locais onde é convocado. Pretendemos mostrar, desta forma, que ele não pode ser lido nem a partir de uma incorporação ou interiorização nem, igualmente, a partir de uma dialéctica entre memória e esquecimento mas que deve ser lido a partir de uma “imagem da memória” que, não permitindo salvação alguma, lacere a própria memória

    A voz enlutada: Memória e esquecimento em Rui Nunes

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    O tema do luto, ao longo da obra de Rui Nunes, é ao mesmo tempo central e excêntrico. Ele não se encontra no núcleo da obra de Rui Nunes, nos temas do corpo, da morte, da violência da língua e da desfiguração, mas, no entanto, e permanecendo sempre periférico, ele coloca-se numa espécie de linha de fuga lateral que permite encarar de outro ponto de vista os seus temas principais, juntá-los numa outra “constelação”. O tema do luto, no entanto, não encontra uma fácil formulação nos diversos locais onde é convocado. Pretendemos mostrar, desta forma, que ele não pode ser lido nem a partir de uma incorporação ou interiorização nem, igualmente, a partir de uma dialéctica entre memória e esquecimento mas que deve ser lido a partir de uma “imagem da memória” que, não permitindo salvação alguma, lacere a própria memória

    A VOZ ENLUTADA: MEMÓRIA E ESQUECIMENTO EM RUI NUNES

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    O tema do luto, ao longo da obra de Rui Nunes, é ao mesmo tempo central e excêntrico. Ele não se encontra no núcleo da obra de Rui Nunes, nos temas do corpo, da morte, da violência da língua e da desfiguração, mas, no entanto, e permanecendo sempre periférico, ele coloca-se numa espécie de linha de fuga lateral que permite encarar de outro ponto de vista os seus temas principais, juntá-los numa outra “constelação”. O tema do luto, no entanto, não encontra uma fácil formulação nos diversos locais onde é convocado. Pretendemos mostrar, desta forma, que ele não pode ser lido nem a partir de uma incorporação ou interiorização nem, igualmente, a partir de uma dialéctica entre memória e esquecimento mas que deve ser lido a partir de uma “imagem da memória” que, não permitindo salvação alguma, lacere a própria memória.</jats:p

    The Thin Red Line: o outro trajecto da pele em Rui Nunes

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    Partindo de uma aproximação intertextual entre a produção narrativa de Rui Nunes e a filmografia de Terrence Malick (em concreto o filme The Thin Red Line, de 1998), procurará mostrar‑se como a ficcionalização da temática homossexual na obra literária de Rui Nunes corresponde a um particular modo de representação literária, assentando este, maioritariamente, na textualização expressionista de valores sócio‑existenciais como a exclusão ou a deformidade e na microscopia da observação empreendida pelas várias vozes que povoam as suas narrativas.After underlining the intertextual kinship between Rui Nunes's narrative work and terrence Malick's fil-mography (most particularly his 1998 film entitled the thin red line), we seek to show how the fictional thematization of homosexuality in Rui Nunes's literary production corresponds to a particular mode of literary representation based on the expressionistic textualization of social and existential values, such as exclusion or deformity, and entails the microscopic observation carried out by the several voices circulating within his narratives.publishe

    Recensão: MEMÓRIAS & SABEDORIAS — JOSÉ PEDRO SERRA, HELENA CARVALHÃO BUESCU, ARIADNE NUNES e RUI CARLOS FONSECA (coords.)

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    Recensão crítica de JOSÉ PEDRO SERRA, HELENA CARVALHÃO BUESCU, ARIADNE NUNES, RUI CARLOS FONSECA (coords.). MEMÓRIAS & SABEDORIAS. Famalicão, Edições Húmus, 2011. 544 páginas. ISBN: 9789898139894

    A pausada contemporaneidade de Rui Pires Cabral

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2013.Neste trabalho, apresento uma discussão sobre ritmo poético a partir daobra de Rui Pires Cabral. O corpus da pesquisa constitui-se por poemaspertencentes às duas versões do livro A super-realidade (1995; 2011) eao livro Longe da aldeia (2005). O principal objetivo do trabalho écompreender como a relação entre o sujeito poético e acontemporaneidade se desenvolve formalmente na poesia desse autorque opta pelo uso do verso livre, o que possibilita variadas leiturasrítmicas a cada poema. Para tanto, articulo um breve histórico sobreparte da poesia portuguesa contemporânea, acompanhado da reflexãoacerca de alguns conceitos formais mobilizados em tal obra a fim deentender como o ritmo poético contribui para materializar essa relação. Abstract : In this study, I present a discussion about poetic rhythm from the workof Rui Pires Cabral. The research corpus is constituted by poemsbelonging to the two versions of the book A super-realidade (1995;2011) and the book Longe da aldeia (2005). The main objective of thisstudy is to understand how the relationship between the poetic subjectand the contemporaneity formally develops in the poetry of this authorwho opts for the use of free verse, which enables different rhythmicreadings of each poem. Therefore, I articulate a brief history about thecontemporary Portuguese poetry, accompanied by a very general look ofsome formal concepts mobilized in such work in order to understandhow the poetic rhythm contributes to materialize this relationship

    Rui Nunes, ou a pequena história dos gestos

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    Na literatura portuguesa contemporânea, Rui Nunes (n. 1945) destaca-se pela singularidade inclassificável da sua escrita, na qual a crise da representação do humano, da identidade, do corpo, é levada a uma zona limite que torna indiscerníveis, porque mutuamente implicados, uma radical crise genológica e as fragilidades físicas do próprio autor: uma miopia progressiva leva-o a exacerbar a monstruosidade do pormenor, do descontínuo e do fragmento, em detrimento das “grandes coesões” textuais, orgânicas ou metafísicas. Desfazendo o mundo, dos objectos às personagens, em “escombros” e “ruínas”, o humano é reconduzido ao absurdo da “carne”, esvaziada de qualquer fundamento ontológico. É essa escrita-olhar que está no âmago deste ensaio, articulando-se, para o efeito, com o “momento qualquer” na literatura segundo Jacques Rancière, o poeta Henri Lefebvre, um poema de Rilke e o problema do “corpo paliativo” segundo Byung-Chul Han

    Rematerializações da escrita. Rui Nunes: do literário ao fotográfico ao performativo.

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    Não são raros os casos em que a literatura combate a sua própria natureza verbal e discursiva para se aproximar de uma não-fala, acolhendo poéticas do silêncio e da elipse ou afirmando-se, aparentemente contra a temporalidade dos seus signos, como uma escrita-visão e/ou uma escrita-gesto. Neste último caso poderemos situar o trabalho literário de Rui Nunes (Lisboa, 1947), cujo fazer verbal – fragmentário, desnarrativizado, ‘físico’ –, além de refletir uma clara consciência política da língua e dos seus usos, tem provocado alguns impasses genológicos, agravados pela solicitação transfiguradora e expansiva que ele mesma parece conter, rumo ao transmedial e ao transmaterial. O recente e inovador projeto 'Rastro, Margem, Clarão', promovido pela Associação Terceira Pessoa (Castelo Branco), que aqui comentaremos, propõe-se responder a essa solicitação da escrita nunesiana, o que significa assumir, à partida, a hipótese de um alargamento do campo de referência da palavra ‘literatura’ a práticas essencialmente intermediais e performativas. Do ponto de vista da receção, a hipótese permite-nos, por outro lado, equacionar a possibilidade de ‘ler’ Rui Nunes nem só através de palavras

    VCC-LF dataset

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    This is readme for VCC-LF dataset. This dataset provides light field mat files that capture by Lytro I. The light field resolusion is [h,w,u,v,d]. If you use these data or our toolkit code, please cite our paper properly @inproceedings{ lirsiggraphasia2019, title={Hierarchical and View-invariant Light Field Segmentation by Maximizing Entropy Rate on 4D Ray Graphs}, author={Li, Rui and Heidrich, Wolfgang}, booktitle={ACM Transactions on Graphics (Proc. SIGGRAPH Asia)}, year={2019}, publisher={ACM}
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