157 research outputs found

    O popular e a Educação: movimentos sociais, políticas públicas e desenvolvimento.

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    Resenha do texto "FIOREZE, Cristina; MARCON, Telmo (Orgs.). O popular e a Educação: movimentos sociais, políticas públicas e desenvolvimento. Ijuí: Ed. Unijuí, 2009.

    EDUCAÇÃO E DEMOCRACIA: FORMAÇÃO POLÍTICA PARA A CONVIVÊNCIA EM UMA SOCIEDADE PLURAL

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    Com o presente artigo, objetivou-se refletir sobre os desafios de uma educação para a democracia no contexto das sociedades complexas, nas quais a diversidade e a pluralidade se evidenciam com muita intensidade. Buscando alcançar conta esse objetivo, no artigo, contextualizam-se algumas críticas à democracia, analisam-se alguns pressupostos de uma educação para a democracia e se conclui apontando alguns desafios postos às instituições sociais, particularmente à escola, no sentido de cumprir sua função de formadora intelectual e política dos cidadãos. Defende-se, aqui, a tese de que a democracia, concebida como organização política e como modo de vida, constitui-se em uma perspectiva fecunda para o enfrentamento e a superação de conflitos e para uma convivência social fundamentada no diálogo. Palavras-chave: Educação. Política educacional. Democracia. Gestão democrática

    Os movimentos sociais populares como educadores: contribuições teóricas e políticas

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    The aim of this paper is to scrutinize the educational dimension of popular social movements and, from such a viewpoint, to identify their critical and emancipatory educational potentialities. The main issue is to understand how popular social movements are educational, not only to their militants, but also to social organizations, the State and society as a whole. In order to meet such challenges, references have been drawn on contributions by Boaventura de Sousa Santos so as to validate criticism to the hegemonic epistemology, particularly the monoculture of knowledge and linear time, contrasting it to the southern epistemology stressing the ecologies of knowledge and temporality. In order to provide validity to the perspective of temporalities, other contributions have been considered, such as those by Walter Benjamin and Edward Thompson. Finally, the experience of organization of landless farmers in the early 1980s in Encruzi- lhada Natalino, Ronda Alta/RS is analyzed. That encampment is crucial not only for its crucial contribution to the organization of the Landless Movement (MST), but also for the educational dimension of its militants, as well as leadership formation and the formulation of other assumptions, particularly when land and agricultural policies are concernedhttp://dx.doi.org/10.5902/198464444139 O artigo tem como objetivo aprofundar a dimensão educativa dos movimentos sociais populares e, desse ponto de vista, busca identificar suas potencialidades educativas críticas e emancipatórias. A questão central é como os movimentos sociais populares constituem-se em educadores, não apenas para seus militantes, mas também para as organizações sociais, o estado e a sociedade como um todo. Ao procurar dar conta desse desafio, parte-se das contribuições de Boaventura de Sousa Santos para fundamentar uma crítica à epistemologia hegemônica, especialmente à monocultura do saber e do tempo linear, contrapondo-a à epistemologia do sul com destaque para as ecologias dos saberes e das temporalidades. Para dar fundamentação à perspectiva das temporalidades buscam-se, também, as contribuições de Walter Benjamin e Edward Thompson. Por fim, faz-se a análise de uma experiência de organização de agricultores sem terra, no início da década de 1980, na Encruzilhada Natalino, Ronda Alta(RS). Esse acampamento é fundamental não apenas por contribuir decisivamente na organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas também pela dimensão educativa de seus militantes, assim como na formação de lideranças e na formulação de outros pressupostos, especialmente em relação às políticas fundiária e agrícola. Palavras-chave: movimentos sociais populares; educação; política

    A educa??o do campo na perspectiva republicana de na??o: contribui??es das pol?ticas de educa??o do campo em movimento

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    The main objective of this work is to analyze the peasant education policies in Brazil, in the perspective of the universal right to educational access in line with the construction of a republican society project. The emergence of the peasant education movement in Brazil is related to the nonfulfillment of republican prerogatives, among them universal access to free public education, single and secular. We formulated the research problem from the following question: What elements of analysis allow to recognize, in the development and implementation of peasant education policies, actions that contribute to the historical struggle to defend the universalization of education in Brazil, supporting a republican conception of education and society? The methodology based on the bibliographical, documentary and statistical research on the peasant education, guided by a dialectical analysis interpretation that approached qualitative and quantitative elements. The specific objectives are thus expressed: 1) to understand the origin and development of the republican education conception; 2) to discuss the process of elaboration and approval of the peasant education policy in Brazil; 3) reflect on the potentialities and limits of peasant education as a movement that corroborates the principles of a republican education. In the first chapter of this thesis is discussed republican education, based on the formulation of Condorcet in the French context, going to the Brazilian case, with the discussions of Jos? Verr?ssimo, An?sio Teixeira and Dermeval Saviani. These authors maintain that, as a public function, Brazil did not fully assumed education, a fact that contributes to the maintenance of education and social inequalities. The second chapter makes a historical discussion about peasant education and the principles that underlie it. It also deals with the actions produced from the education policies for the rural zone, detailing the main regulations and guidelines, as well as the creation of specific programs. The third chapter presents the connections between the peasant education and the republican ideals of education: universality, uniqueness, secularity, gratuity and public character. We based this discussion on data from the school census, the analysis of programs and the reading of texts that deal with the implementation of peasant education policies. Among the conclusions resulting from the research, the following stand out: a) the rural population has decreased in the last decades, but, proportionally, the number of enrollments in the peasant schools has decreased in an accelerated way. b) in the rural zone there is still a demand for school attendance, mainly in the North and Northeast regions of Brazil, at the levels of Early Childhood, Secondary Education and Higher Education. c) in the choices for the organization of the peasant education, what predominates is the managerial form of maximization of the school supply, contrary to what they announced in the peasant education policies. d) comparatively there is a greater structural precariousness in the peasant schools than in urban establishments, which confronts the perspective of a single education; e) there are signs of resistance in defense of the policies of the peasant education in places of greater activity of organized social movements. Considering these results, we understand that the struggles that fostered peasant education policy have contributed to the historical defense of the right to education, giving greater visibility to this issue and promoting some affirmative action by the State. It concluded that, in articulation with other popular movements, peasant education can contribute to the construction of a ?national education system? that promotes a universal and republican education based on the principle of education as a duty of the Republican State and in defense of a single, public, free and secular education.O objetivo central deste trabalho ? analisar as pol?ticas de educa??o do campo no Brasil, na perspectiva do direito universal ao acesso educacional em conson?ncia com a constru??o de um projeto republicano de sociedade. A emerg?ncia do movimento da educa??o do campo no Brasil tem rela??o com o n?o cumprimento das prerrogativas republicanas, dentre elas o acesso universal ? educa??o p?blica, gratuita, ?nica e laica. O problema de pesquisa est? formulado a partir da seguinte quest?o: Que elementos de an?lise permitem reconhecer, na elabora??o e implanta??o das pol?ticas da educa??o do campo, a??es que contribuem com a luta hist?rica em defesa da universaliza??o do ensino no Brasil, respaldando uma concep??o republicana de educa??o e de sociedade? A metodologia baseou-se na pesquisa bibliogr?fica, documental e na an?lise estat?stica sobre a educa??o do campo, orientada por uma interpreta??o dial?tica de an?lise que abordou elementos qualitativos e quantitativos. Os objetivos espec?ficos est?o assim expressos: 1) compreender a origem e o desenvolvimento da concep??o de educa??o republicana; 2) discutir o processo de elabora??o e aprova??o da pol?tica de educa??o do campo no Brasil; 3) refletir sobre as potencialidades e limites da educa??o do campo enquanto movimento que corrobora os princ?pios de uma educa??o republicana. No primeiro cap?tulo da tese ? discutida a educa??o republicana, baseada na formula??o de Condorcet no contexto franc?s, passando para o caso brasileiro, com as discuss?es de Jos? Ver?ssimo, An?sio Teixeira e Dermeval Saviani. Estes autores, sustentam que a educa??o como fun??o p?blica n?o foi assumida de maneira plena no Brasil, fato que contribui para a manuten??o das desigualdades educacionais e sociais. O segundo cap?tulo faz uma discuss?o hist?rica sobre a educa??o do campo e os princ?pios que a fundamentam. Trata, ainda, das a??es produzidas a partir das pol?ticas educacionais para o campo, detalhando as principais normativas e orienta??es, bem como a cria??o de programas espec?ficos. O terceiro cap?tulo apresenta as conex?es entre a educa??o do campo e os ideais republicanos da educa??o: universalidade, unicidade, laicidade, gratuidade e o car?ter p?blico. Essa discuss?o ? feita com base nos dados do censo escolar, na an?lise dos programas e da leitura de textos que tratam da implanta??o das pol?ticas de educa??o do campo. Dentre as conclus?es resultantes da investiga??o destacam-se: a) a popula??o rural decresceu nas ?ltimas d?cadas, por?m, proporcionalmente, o n?mero de matr?culas nas escolas do campo diminuiu de forma acelerada; b) no campo ainda existe uma demanda de atendimento escolar, principalmente nas Regi?es Norte e Nordeste do Brasil, nos n?veis da Educa??o Infantil, Ensino M?dio e Educa??o Superior; c) o que predomina nas escolhas para a organiza??o da educa??o do campo ? a forma gerencial de maximiza??o da oferta escolar, contrariando o que ? anunciado nas pol?ticas de educa??o do campo; d) comparativamente h? uma maior precariedade estrutural nas escolas do campo do que nos estabelecimentos urbanos, o que afronta a perspectiva de educa??o ?nica; e) h? sinais de resist?ncia em defesa das pol?ticas da educa??o do campo em locais de maior atua??o de movimentos sociais organizados. Considerando esses resultados entendemos que as lutas que impulsionaram a pol?tica de educa??o do campo contribu?ram com a defesa hist?rica do direito ? educa??o, dando maior visibilidade a esta quest?o e promovendo algumas a??es afirmativas por parte do Estado. Conclui-se que, articulada com outros movimentos populares, a educa??o do campo pode contribuir para a constru??o de um ?sistema nacional de educa??o? que promova uma educa??o universal e republicana assentado no princ?pio da educa??o como dever do Estado Republicano e na defesa de uma educa??o ?nica, p?blica, gratuita e laica

    Acampamento natalino : encruzilhada de contradições

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    Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 1989.O acampamento de agricultores Sem Terra da Encruzilhada Natalino (1980-1983) emergiu numa conjuntura marcada pela redemocratização do país, bem como, o recrudescimento da luta pela terra, tendo como antecedente imediato o confronto entre colonos e os índios da reserva de Nonoai (RS). A partir do conflito entre dois segmentos da classe subalterna o confronto centrou-se entre os Sem Terra e o governo estadual e federal, o INCRA e o Conselho de Segurança Nacional que decretou a área como sendo de Segurança Nacional durante o mês de agosto de 1981. 0 sofrimento e as más condições de sobrevivência das famílias, abrigadas em barracos ao longo da rodovia RS 324, foi forjando uma identidade em torno do objetivo comum, a terra no próprio Estado. 0 governo estadual, no entanto, buscou de todas as formas esvaziar o movimento através da oferta de emprego e proposta de colonização em outros Estados, além da intensa campanha na imprensa contra os acampados acusando-os de "vadios", "preguiçosos", "não agricultores" e "criminosos". A resistência do movimento as adversidades do frio e chuvas, à pressão e repressão policial-militar teve como suporte a legitimidade da luta, o apoio de fortes setores da sociedade civil, a organização interna no acampamento e a metodologia utilizada no processo das decisões e negociações, além da força do símbolo máximo da luta, a CRUZ rústica e pesada apoiada pelas escoras. A luta de setores da sociedade civil pela redemocratização do país foi fundamental na medida que ajudou respaldar o movimento dos acampados na conquista da terra e da cidadania.Husbandmen's "Sem Terra" (without land) camp in Encruzilhada Natalino (1980-1983) emerged in conjunture signed by the country redemocretization, and also, the cruelty of the fight for land, having Iike na antecedent the confrontation between colonists and indians of the Nonoai's Reserve (RS). After this conflit between two segments of the subaltern class the confrontation centralized between the "Sem Terra" (without land) and the federal and state governrnent, the INCRA and the National Council of Security during august of 1981. Suffering and the bad conditions of survival of the families sheltered in wooden shacks beside the road RS 324, were forging an identity to a common objective, the land at the own State. The state governrnent, nevetheless, scarched all the ways to erripty the moviment through the employ offer and colonization proposal in other States,beyond this. intenso cornpaign on press against the the eneamped accusing them of "vagrants", "lazy", "not husbandmen" and "delinquents". The moviment resistence to the adversity of cold and rain, to the pression and the police-military repression had like stand thelegitimary of the fight, the support of strong sectors of civil society, the internai organization at the encampment and the metodology used in the decision and negotiation process, beyond the power of the fight's greatest symbol, the rustic and heavy CROSS stand by the supports. The civil society sectors fight for the redemocratization of the country was fundamantal because it helped to smooth the encampeds moviment in the conquer of the land and the citizenship.Instituto de Ciências Humanas (ICH)Departamento de História (ICH HIS)Programa de Pós-Graduação em Históri

    Progresso, modernização e sustentabilidade: desafios para as políticas agrícolas. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.15i1.0009

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     O presente texto é resultado de pesquisas bibliográficas já realizadas e discute como o discurso da modernização e do progresso, de modo mais acentuado nas últimas duas décadas, vem conquistando cada vez mais uma posição hegemônica também em relação à agricultura. Nesse movimento, predomina uma perspectiva determinista, segundo a qual não existe qualquer possibilidade alternativa ao modelo dominante que se acha em implantação desde a década de 1950 no contexto da revolução verde, baseado no uso intensivo de produtos químicos. As experiências de produção da subsistência tradicionalmente construídas são desprezadas em nome da modernização e do progresso. Nesse contexto, ganha destaque a exploração intensiva do solo, a destruição de recursos naturais e o uso em larga escala de insumos químicos. Até onde esse modelo sustenta-se? Como ficam as experiências historicamente construídas, desqualificadas como inviáveis? Quais são os riscos desse modelo para as pessoas e para o planeta, ou seja, para o futuro da humanidade? Palavras-chave: Políticas agrícolas. Modernização. Progresso. Sociedade de riscos.

    A constituição do capital cultural: um estudo das condições socioeconômicas e culturais de estudantes da Pedagogia

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    The paper is the result of an empiric research and of theoretical reflections based on the concept of cultural capital from Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011), but it also dialogs with other authors. The objective is to deepen the constitutive elements of the cultural capital from the sociocultural and economic conditions of pedagogy students. Empirically, the paper is supported in data from a semi-open questionnaire applied, in 2015, with 427 students of pedagogy in an institution of higher education at the north of “Rio Grande do Sul”. The paper problematizes the concept of cultural capital and its relations with the economic and the social capital; analyzes some empirical data of the research and concludes reaffirming the thesis about the low cultural capital predominating among the students, which translates into difficulties in studying and in a limited cultural formation to deal with the emerging challenges in the complex school and social contexts.   Keywords: Cultural capital. Socio-cultural conditions. Pedagogy students.El artículo es resultado de una investigación empírica y de reflexiones teóricas basadas en el concepto de capital cultural de Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011), pero dialoga también con otros autores. Se objetiva profundizar los elementos constitutivos del capital cultural a partir de las condiciones socioculturales y económicas de estudiantes de la pedagogía. Empíricamente, el artículo se apoya en datos de un cuestionario semiabierto aplicado, en 2015, con 427 alumnos de pedagogía en una institución de educación superior al norte de Rio Grande del Sur. El artículo problematiza el concepto capital cultural y sus relaciones con el capital económico y el social; analiza algunos datos empíricos de la investigación y concluye reafirmando la tesis de que predomina entre los alumnos un bajo capital cultural que se traduce en dificultades en los estudios y en una formación cultural limitada para dar cuenta de los grandes desafíos emergentes en los complejos contextos escolares y sociales.   Palabras clave: Capital cultural. Condiciones socioculturales. Estudiantes de Pedagogía.O artigo é resultado de uma pesquisa empírica e de reflexões teóricas baseadas no conceito de capital cultural de Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011),  mas dialoga também com outros autores. Objetiva-se aprofundar os elementos constitutivos do capital cultural a partir das condições socioculturais e econômicas de alunos da pedagogia. Empiricamente, o artigo apoia-se em dados de um questionário semiaberto aplicado, em 2015, com 427 estudantes de pedagogia numa instituição de educação superior ao norte do Rio Grande do Sul. O artigo problematiza o conceito capital cultural e as suas relações com o capital econômico e o social; analisa alguns dados empíricos da pesquisa e conclui reafirmando a tese de que predomina entre os alunos um baixo capital cultural que se traduz em dificuldades nos estudos e numa formação cultural capaz de dar conta dos grandes desafios emergentes nos complexos contextos escolares e sociais.   Palavras-chave: Capital cultural. Condições socioculturais. Estudantes de Pedagogia

    Políticas de educação emancipatórias: contribuições de Paulo Freire e Alberto Memmi

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    O presente texto se propõe a discutir Paulo Freire e Alberto Memmi com o objetivo de buscar elementos para a discussão sobre políticas educacionais numa perspectiva emancipatória. A reconstrução das idéias desses dois autores nos ajuda a questionar as tendências dominantes nas políticas educacionais de caráter instrumental e subordinadas ao mercado e também a pensar numa perspectiva crítica e transformadora. As pesquisas e as experiências vivenciadas por Memmi e Freire colocam inúmeros questionamentos em relação às tendências nas políticas educacionais neste início de século, cada vez menos preocupadas com a humanização, ou seja, com a vocação ontológica do ser humano que é ser mais. Nesse contexto, a leitura de autores clássicos apresenta-se como uma possibilidade fecunda na medida em que eles propõem questões fundamentais para a formulação de uma crítica consistente em relação à formação de sujeitos críticos e emancipados e que contribuam efetivamente na transformação das relações socioeconômicas, políticas e culturais

    A constituição do capital cultural: um estudo das condições socioeconômicas e culturais de estudantes da Pedagogia

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    The paper is the result of an empiric research and of theoretical reflections based on the concept of cultural capital from Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011), but it also dialogs with other authors. The objective is to deepen the constitutive elements of the cultural capital from the sociocultural and economic conditions of pedagogy students. Empirically, the paper is supported in data from a semi-open questionnaire applied, in 2015, with 427 students of pedagogy in an institution of higher education at the north of “Rio Grande do Sul”. The paper problematizes the concept of cultural capital and its relations with the economic and the social capital; analyzes some empirical data of the research and concludes reaffirming the thesis about the low cultural capital predominating among the students, which translates into difficulties in studying and in a limited cultural formation to deal with the emerging challenges in the complex school and social contexts.O artigo é resultado de uma pesquisa empírica e de reflexões teóricas baseadas no conceito de capital cultural de Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011), mas dialoga também com outros autores. Objetiva-se aprofundar os elementos constitutivos do capital cultural a partir das condições socioculturais e econômicas de alunos da pedagogia. Empiricamente, o artigo apoia-se em dados de um questionário semiaberto aplicado, em 2015, com 427 estudantes de pedagogia numa instituição de educação superior ao norte do Rio Grande do Sul. O artigo problematiza o conceito capital cultural e as suas relações com o capital econômico e o social; analisa alguns dados empíricos da pesquisa e conclui reafirmando a tese de que predomina entre os alunos um baixo capital cultural que se traduz em dificuldades nos estudos e numa formação cultural capaz de dar conta dos grandes desafios emergentes nos complexos contextos escolares e sociais.El artículo es resultado de una investigación empírica y de reflexiones teóricas basadas en el concepto de capital cultural de Pierre Bourdieu (1966, 1979, 2011), pero dialoga también con otros autores. Se objetiva profundizar los elementos constitutivos del capital cultural a partir de las condiciones socioculturales y económicas de estudiantes de la pedagogía. Empíricamente, el artículo se apoya en datos de un cuestionario semiabierto aplicado, en 2015, con 427 alumnos de pedagogía en una institución de educación superior al norte de Rio Grande del Sur. El artículo problematiza el concepto capital cultural y sus relaciones con el capital económico y el social; analiza algunos datos empíricos de la investigación y concluye reafirmando la tesis de que predomina entre los alumnos un bajo capital cultural que se traduce en dificultades en los estudios y en una formación cultural limitada para dar cuenta de los grandes desafíos emergentes en los complejos contextos escolares y sociales

    Declaração de Bolonha no contexto de mercantilização da educação superior: o discurso neoliberal dos organismos multilaterais

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    O presente artigo, de natureza bibliográfica e documental, discute a crescente mercantilização da educação. A questão orientadora é pensar se a Declaração de Bolonha propõe políticas educacionais inovadoras ou se aproxima de outros discursos difundidos por organismos multilaterais, de modo especial, o Banco Mundial. No âmbito dessa questão emergem inúmeras indagações em relação à tendência homogeneizadora presente na Declaração, assim como nas políticas educacionais apoiadas pelos organismos multilaterais no contexto de crescente mercantilização da educação superior. Na Declaração, perpassa um paradoxo entre a diversidade e a homogeneização. Há uma confluência de discursos entre os produzidos pelos organismos multilaterais com os presentes na Declaração de Bolonha de 1999, assim como nos comunicados posteriores. Isso expressa uma tendência à flexibilização da educação e das instituições universitárias, não para aprofundar as relações com atores sociais que historicamente ficaram à margem, mas orientada por princípios neoliberais, dentre os quais, a mercantilização da educação superior. Nesse sentido, pode-se dizer que Bolonha não propõe algo inovador, antes busca responder aos desafios de uma educação orientada pela lógica da eficiência e da flexibilidade. Esse processo é paradoxal na medida em que pauta questões importantes como o intercâmbio de estudantes e pesquisadores oriundos de países com experiências plurais em confronto com demandas de um mercado flexibilizado que prima por padrões e princípios homogeneizadores. Buscando aprofundar alguns desses aspectos inicia-se com uma introdução, na sequência reconstrói-se alguns pressupostos do neoliberalismo e o papel dos organismos multilaterais, com destaque para o Banco Mundial e, na parte final são expostas algumas reflexões sobre a Declaração de Bolonha e as considerações finais
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