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Marcelo Lachat (2018). Saudades de Lídia e Armido, poema atribuído a Bernardo Vieira Ravasco: estudo e edição. Alameda Editorial. São Paulo. 166 pp. ISBN: 978-85-7939-569-7
Recensão crítica à obra de Marcelo Lachat - "Saudades de Lídia e Armido, poema atribuído a Bernardo Vieira Ravasco: estudo e edição". São Paulo: Alameda Editorial, 2018. 166 p. ISBN 978-85-7939-569-7Recensão crítica ao livro Saudades de Lídia e Armido, poema atribuído a Bernardo Vieira Ravasco: estudo e edição.Esta publicação foi financiada por Fundos Nacionais através da FCT — Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Projeto «UID/ELT/00077/2019»info:eu-repo/semantics/publishedVersio
RESENHA DE HIDRA VOCAL: ESTUDOS SOBRE RETÓRICA E POÉTICA (EM HOMENAGEM A JOÃO ADOLFO HANSEN) – (ATELIÊ, 2020), DE MARIA DO SOCORRO FERNANDES DE CARVALHO, MARCELO LACHAT, LAVINIA SILVARES (ORG.).
O ano de 2020, que parece se arrastar, sediou uma lamentável série de infortúnios. Por outro lado, iniciativas como o lançamento de Hidra Vocal: Estudos sobre Retórica e Poética (Em Homenagem a João Adolfo Hansen) atenuaram os pesares e serenaram os ânimos daqueles que, com seriedade e compromisso, promovem a cultura. Organizado por Maria do Socorro Fernandes de Carvalho, Marcelo Lachat e Lavinia Silvares, o livro apresenta conferências de estudiosos brasileiros e estrangeiros que participaram do I Panorama de Estudos Poéticos e Retóricos no Brasil, ocorrido na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH-Unifesp) entre os dias 10 e 12 de setembro de 2018
As letras na Terra do Brasil (séculos XVI a XVIII): uma introdução
Resenha do livro homônimo, organizado por Marcelo Lachat e Jean Pierre Chauvin
La construction rhétorique de la persona lyrique en Lettres Portugaises Traduites en Français (1669)
As produções letradas do século XVII são ainda objeto de pré-julgamentos críticos, sendo classificadas como repletas de exageros e extravagâncias, e por isso ditas “barrocas”, pejorativamente. Porém, estudos recentes têm mostrado a riqueza e a importância dessas letras seiscentistas. Para melhor entender a ótica que rege os estudos que se dedicam a deslindar essa centúria, é preciso historicizar esse tempo passado, retomando suas fontes letradas e esclarecendo seus pressupostos. Nesse sentido, o corpus desta pesquisa, a obra Lettres Portugaises Traduites en Français (1669), é estudado sob a ótica dos estudos retóricos e poéticos tendo em vista as práticas letradas seiscentistas. As cartas falam de amor e dor, de uma persona feminina que foi abandonada e busca descrever seu estado por afetos intensos e contrários. A análise proposta neste trabalho contrapõe-se à leitura mais corrente dessas cartas, atribuídas a Mariana Alcoforado, que ainda as consideram biográficas, repletas de exageros e subjetividade, visão difundida pela crítica romântica oitocentista portuguesa. Dito isso, este trabalho tem o objetivo de deslindar a tratadística do gênero epistolar, partindo dos autores antigos até o século XVII, e caracterizar o gênero lírico no Seiscentos, a fim de analisar a partir dos preceitos retórico-poéticos a construção da persona epistolar Mariana. Demonstrar a tradição antiga presente nessas cartas e elucidar o tratamento da matéria amorosa (res). Pesquisa de cunho bibliográfico, este trabalho apresenta como subsídio teórico as contribuições de Hansen (1995), Muhana (2000), Pécora (2001), Tin (2005), Carvalho (2007), Lachat (2013; 2018), Achcar (2015), entre outros.Les productions lettrées du XVIIe siècle sont encore soumises à des pré-jugements obligatoires, étant classées comme pleines d'exagérations et d'extravagances, et pour cette raison elles sont appelées «baroques», péjorativement. Cependant, des études récentes ont un contenu sur la riquera et l'importance de ces lettres du XVIIe siècle. Afin de mieux écouter une optique qui régit les études consacrées à la démêlage de ce siècle, il est nécessaire d'historiciser ce temps passé, en reprenant ses sources lettrées et en clarifiant ses hypothèses. En ce sens, le corpus de cette recherche, l'ouvrage Lettres portugaises traduites en français (1669), a été étudié dans la perspective des études rhétoriques et poétiques au regard des pratiques alphabétisées du XVIIe siècle. Les lettres parlent d'amour et de douleur, d'une personnalité féminine qui a abandonné la foi et cherche son état à travers des affections intenses et contraires. Une analyse proposée dans cet ouvrage s'oppose à la lecture plus actuelle de ces lettres attribuées à Mariana Alcoforado, qui considère toujours biographique, pleine d'exagérations et de subjectivité, un point de vue diffusé par la critique romantique portugaise du XIXe siècle. Cela dit, cet ouvrage vise à démêler le traité du genre épistolaire, à partir des auteurs anciens jusqu'au XVIIe siècle, et à caractériser le genre lyrique dans les années 60, une fin d'analyse des préceptes de persona rhétorico-poétique. Démontrez la tradition ancienne présentée dans ces lettres et élucidez le traitement de la matière amoureuse (res). Recherche bibliographique, cet ouvrage présente comme subvention théorique les contributions de Hansen (1995), Muhana (2000), Pécora (2001), Tin (2005), Carvalho (2007), Lachat (2013; 2018), Achcar (2015) , entre autres
OS SERMÕES DE QUARTA-FEIRA DE CINZA DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A ARTE DE MORRER ESTOICO-CRISTÃ
Neste artigo, discutem-se os Sermões de Quarta-Feira de Cinza do Padre Antônio Vieira, destacando-se neles a arte estoico-cristã do saber morrer. Isso porque, nesses três sermões, centrados na passagem bíblica “és pó e em pó te tornarás” (Gênesis, 3: 19), evidenciam-se preceitos estoicos – em particular de Sêneca – mesclados à doutrina cristã, que visam, por meio de ponderações sobre a morte, pautar o comportamento dos vivos. Assim, pretende-se demonstrar que nos Sermões de Cinza de Vieira, o saber morrer é uma arte cujos preceitos devem ser aprendidos e praticados, tendo como uma de suas principais fontes a filosofia estoica. Se nessa ars, como preceitua Sêneca, “a vida toda é um aprender a morrer” (De Breuitate Vitae VII, 3-4), as agudas cinzas dos sermões de Vieira são luzes da morte e sombras da vida, sempre a lembrar: memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris. Enfim, o pó é escarmento vivo e constante da morte.</jats:p
The 17th-century love lyric: witty love poetry
Este trabalho discute as especificidades da poesia seiscentista produzida em Portugal e no Brasil Colônia, propondo a noção de amor agudo para caracterizar sua variada lírica amorosa. Em busca desse objetivo, a leitura dos poemas segue os caminhos da imitação, termo fundamental para se compreender a produção retórico-poética dos séculos XVI e XVII. Os poemas líricos dos quais partem as análises, ou seja, tanto aqueles autorizados (ainda que, muitas vezes, com atribuições de autoria questionáveis) pelos nomes de reconhecidos poetas seiscentistas, como Antônio Barbosa Bacelar, D. Francisco Manuel de Melo, Frei Antônio das Chagas, Gregório de Matos, Jerônimo Baía, Manuel Botelho de Oliveira e Violante do Céu, quanto aqueles ditos anônimos ou de autoridades poéticas menos constituídas, como Bernardo Vieira Ravasco e Manuel de Faria e Sousa, todos eles, enquanto imitações, exigiam dos leitores ou ouvintes cultos da época o reconhecimento de seus modelos poéticos; por isso, este estudo recorre, frequentemente, a Camões e Góngora, por exemplo. Porém, imitar as auctoritates para se fazer auctoritas, no século XVII, não era apenas copiar servilmente; os poetas seiscentistas emulavam seus modelos, elaborando composições engenhosas e agudas mais adequadas ao decoro dos tempos. Desse modo, a agudeza é noção central na preceptiva retórico-poética seiscentista e, portanto, também o é neste estudo. Como se procura demonstrar, dessa poesia aguda decorre a confecção de um amor igualmente agudo, isto é, um amor que não é expressão subjetiva e original de indivíduo algum, mas que aparece em poemas cujos efeitos inesperados são retórica e poeticamente construídos. Fruto de imitações, o amor agudo é ovidiano, cortês, petrarquista, camoniano, marinista, gongórico; miscelânea de doutrinas, é platônico, estoico, epicurista, cristão; definindo-o, nesta tese, pretende-se reunir a variedade poética da lírica amorosa seiscentista, feito agudo caule que sustenta cultas floresThe present work articulates the specificities of 17th-century poetry produced in Portugal and in Colonial Brazil as it proposes the notion of witty love to characterize its diverse love lyric poems. Pursuing this perspective, the reading of these poems follows the path of imitation, a fundamental term to understand the rhetorico-poetic production of the 16th and 17th centuries. The lyric poems from which the analyses depart, that is, both those penned (despite a questionable attribution of authorship in many cases) by well-known 17th-century poets such as Antônio Barbosa Bacelar, D. Francisco Manuel de Melo, Frei Antônio das Chagas, Gregório de Matos, Jerônimo Baía, Manuel Botelho de Oliveira, and Violante do Céu, and those deemed anonymous or with a less constituted poetic authorship, such as Bernardo Vieira Ravasco and Manuel de Faria e Sousa, all these poems, as imitations, demanded that the learned readers or listeners of the time recognize their poetic models; for this reason, this study often draws from Camões and Góngora, for instance. In any event, in the 17th century imitating the auctoritates to forge auctoritas did not only mean to copy obsequiously; 17th-century poets emulated their models, crafting ingenious and witty compositions that were more suitable to the decorum in vogue. Thus wit is a central notion in 17th-century rhetorico-poetic precepts, and it will also be so in this study. As I will demonstrate, from this wit poetry ensues the crafting of an equally witty love, that is, a love that is not the subjective and original expression of any individual, but one which is present in poems whose unexpected effects are rhetorically and poetically forged. The fruit of imitations, witty love is Ovidian, courtly, Petrarchan, Camonian, Marinist, Gongorian; miscellanea of doctrines, it is Platonic, Stoic, Epicurean, Christian; by defining it in this dissertation, I intend to gather the poetic variety of 17th-century love lyric, like an acute stem that supports learned flower
Narration and doctrine in Constante Florinda: exempla stoics for christian life
Os Infortúnios trágicos da constante Florinda, de Gaspar Pires de Rebelo, foram publicados em 1625. Devido ao sucesso alcançado pelo texto, veio a público, em 1633, uma continuação intitulada Segunda parte da Constante Florinda, em que se trata dos infortúnios que teve Arnaldo buscando-a pelo mundo. A Constante Florinda (esse é o título pelo qual as duas partes da obra, em conjunto, ficaram conhecidas), muito lida nos séculos XVII e XVIII, foi praticamente esquecida nos séculos seguintes. Este nosso trabalho tem como objetivo analisar a referida obra, evidenciando os procedimentos retóricos e poéticos e os ensinamentos estóico-cristãos que constituem a narração e a doutrina da Constante Florinda. Tendo em vista tal propósito, o estudo, num primeiro momento, volta-se para os preceitos retóricos e poéticos que permitem pensar-se numa ars narrandi, ou seja, uma técnica de narrar que o narrador, como persona gnara, conhece e sabe empregar ao relatar os infortúnios trágicos de Florinda e Arnaldo. Se um dos ofícios dessa narração é ensinar algo para os leitores, já que estes devem ser movidos não apenas pelo deleite, mas também pelo proveito, nosso trabalho, num segundo momento, discute as lições das histórias narradas. Assim, o que buscamos demonstrar é que o proveito da narração dos infortúnios de Florinda e Arnaldo ecoa os ensinamentos da doutrina estóico-cristã dos séculos XVI e XVII, difundida por autores como Justo Lípsio e Francisco de Quevedo. Ressalta-se neste trabalho, por fim, o seu próprio artifício. Apenas no nosso estudo narração e doutrina podem ser separadas, pois no texto da Constante Florinda tudo se dá simultaneamente: a narração já é doutrina, e mostra aos leitores, com exempla estóicos, os caminhos (trágicos) do viver cristão.Gaspar Pires de Rebelos Infortúnios trágicos da constante Florinda was published in 1625. Given its conspicuous success, a sequel, Segunda parte da Constante Florinda, em que se trata dos infortúnios que teve Arnaldo buscando-a pelo mundo, came out in 1633. Constante Florinda (this is the title both parts became known as), largely disseminated in the 17th and 18th centuries, was nonetheless virtually forgotten in the subsequent centuries. This dissertation intends to analyze the aforementioned work, so as to highlight not only rhetorical and poetic procedures, but also stoic-christian lessons which lie beneath both the narrative and the doctrine of Constante Florinda. Bearing this goal in mind, this study will first focus on rhetorical and poetic precepts which render it possible to think about the ars narrandi, that is to say, a narrative technique that the narrator (as persona gnara) deeply understands, thus being able to employ it when reporting the tragic misfortunes of Florinda and Arnaldo. If one of the purposes of this narration is to teach something to its readers, since the latter must be moved not only by delight, but also by profit, we also intend to adduce the lessons of the stories the narrator tells. Therefore, we mean to demonstrate that the profit from the narration of Florindas and Arnaldos misfortunes reflects 16th and 17th-century stoic-christian doctrine, profoundly advertised by authors such as Justus Lipsius and Francisco de Quevedo. Last but not least, our dissertation has it as an inherent intention to stress its artifice. Only in our study can narration and doctrine be set apart, since in Constante Florinda they emerge simultaneously: narration is also doctrine, and conveys the (tragic) paths, with stoic exempla, of christian life
Rethoric and history in Algumas cousas sabidas da China (1561), by Galiote Pereira
As práticas letradas pautavam-se sobretudo pelo uso das preceptivas retóricas, consequentemente, elas imitavam com verossimilitude, visavam a adesão de um público, formavam opiniões e serviam de dispositivo teológico-político. Posto isso, a partir de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e interdisciplinar, investigou-se nesta dissertação a primeira fase de textos ocidentais sobre a China a partir dos Descobrimentos: relatos de comerciantes, emissários e viajantes do século XVI. Dentre eles identificou-se Algumas cousas sabidas da China (1561), de Galiote Pereira, como um códice de impacto por ser o primeiro tratado, por ter tido uma boa circulação na Europa pelas suas traduções em castelhano, italiano e inglês, bem como por ter servido de prova para o Tratado das cousas da China (1569), de frei Gaspar da Cruz, e Peregrinação (1579), de Fernão Mendes Pinto. Sendo assim, selecionou-se o tratado de Pereira como caso exemplar para se pensar a representação da China e a mundividência portuguesa, gradualmente, com base na arte retórica, arte histórica e noção de Estado e corpo místico desse período; e compararam-se com o códice galioteano sete cartas portuguesas anteriores a ele, além das suas edições e traduções encontradas. Concomitantemente, investigou-se no códice a tópica do chinês engenhoso e do português que faz tudo pela força como recurso central para a persuasão do público tendo em vista finalidades teológico-políticasThe literary practices were primarily guided by rhetorical precepts, consequently, they imitated with verisimilitude, aimed to secure the audience\'s adherence, shaped opinions, and served as theological-political devices. Therefore, through bibliographic, qualitative, and interdisciplinary research, this dissertation investigated the first phase of \"Western\" texts about China following the \"Discoveries\": accounts from merchants, emissaries, and travelers of the sixteenth century. Among them, Algumas cousas sabidas da China (1561), by Galiote Pereira, was identified as a codex of notable impact for being the first treatise, for its significant circulation in Europe through translations into Spanish, Italian, and English, and for serving as a source for Tratado das cousas da China (1569), by friar Gaspar da Cruz, and Peregrinação (1579), by Fernão Mendes Pinto. Thus, Pereira\'s treatise was selected as an exemplary case to reflect on the representation of China and the Portuguese worldview, gradually analyzed through the lens of rhetorical art, historical art, and the notions of State and \"mystical body\" of that period. Additionally, the Galiotean codex was compared with seven earlier Portuguese letters, as well as its editions and translations. Simultaneously, the codex was examined for the topics of the ingenious Chinese and the Portuguese doing things by force as central elements for persuading the audience, considering theological-political purpose
A Lírica Galego-Portuguesa e a Poesia Amorosa Seiscentista: Artes de Amar, Cantigas e Cantos Escritos
In this paper, we discuss important echoes of Galician-por lyric that remain in the 17th-century love lyric poetry produced in Portugal. In order to achieve this main objective, we highlight some specificities of the troubadours' lyric and of the 17th-century poetry, particularly the fundamentally musical character of the troubadours' songs as opposed to the fundamentally written character of the 17th-century poems. This contrast indicates that they are compositions from different times (predominantly the 13th and the 17th centuries) and produced according to distinct poetic conceptions. However, they are compositions which are also similar in many ways, and whose similarities, especially regarding the lyrical genre, point to similar quests for perfect practice of love, outlining "arts of love" understood as unsystematic precepts of loving which are practiced in poetry. In this article, we intend to show that these poetic loves are technically conceived and, as historical constructs, they differ from each other, since they are characterized by their peculiar moments of achievement. However, they are not isolated in the time. As mentioned above, the troubadours' songs are essentially musical while the 17th-century poems, as indicated by the prevalent poetic preceptive in their time, are essentially written. Nevertheless, those trobar songs reverberate in these poems ("written songs") and in both kinds we read and listen to similar precepts of love, as though we were in labyrinths of love echoes with no way out.Professor adjunto da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)pós-doutorando na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)pós-doutorando na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Web of Scienc
O TOPOS “VIVER MORRENDO E VIVENDO MORRER” NA POESIA LÍRICA AMOROSA DO SÉCULO XVII
Na poesia lírica amorosa produzida em Portugal e na “América Portuguesa” no século XVII, encontra-se, frequentemente glosada, a tópica “viver morrendo e vivendo morrer”, com a qual se indicam pungentes contradições do amor humano, sendo ele próprio vida morta e morte viva. Partindo de comentários de Manuel de Faria e Sousa sobre a lírica camoniana, nos quais o comentador cristaliza esse topos poético nos anos Seiscentos, este artigo apresenta e discute possíveis fontes poéticas, retóricas e filosóficas que contribuem para uma melhor compreensão dessa recorrente tópica amorosa da poesia seiscentista portuguesa e luso-brasileira.
Palavras-chave: Poesia lírica. Século XVII. Topos poético-amoroso
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