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Florestan e a escola pública
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Curso de Ciências Sociais.Este trabalho tem por objetivo analisar e contextualizar as ideias de Florestan Fernandes sobre a escola pública. Busca entender, pela ótica de um dos principais pensadores sociais brasileiros, a condição da educação como uma proposta de mudança social, no que se refere à emancipação crítica do sujeito e sua potencialidade de ser um agente de mudança histórica da sociedade onde vive. Estas reflexões teóricas serão abordadas à luz da experiência pessoal do autor no estágio docente do curso de Licenciatura em Ciências Sociais. A metodologia aplicada para desenvolver este artigo parte da análise das ideias de Florestan Fernandes encontradas em alguns de seus livros específicos sobre educação, principalmente na obra Educação e Sociedade no Brasil. Buscando estabelecer relação com a realidade da escola pública. As conclusões empíricas são de que as dificuldades existem: as estruturas físicas da escola, a falta de material didático, o comportamento dos alunos e as condições salariais. A solução que resulta em um longo prazo, é incluir em nossas vidas o conhecimento como fator de mudança social e não apenas para adaptação ao mundo do trabalho.This work aims to analyze and contextualize the ideas of Florestan Fernandes on the public school. Seeks to understand, from the perspective of a major Brazilian social thinkers, the condition of education as a proposal for social change, with regard to the emancipation of the critical subject and its potential to be an agent historical society where he lives. These theoretical considerations will be addressed in the light of the author's personal experience in the teaching internship Degree in Social Sciences. The methodology used to develop this part of the article analyzes the work of Florestan Fernandes, seeking to establish a relationship with the reality of public school. The empirical findings are that the difficulties are many, or almost all, but we should not give up our lives to include knowledge as a factor of social change and not just to acquire a place in the working world
100 anos de Florestan Fernandes
Florestan Fernandes would be 100 years old in 2020. Son of Maria Fernandes, a Portuguese immigrant who came to work on Brazilian farms, he has known the hardships of life since childhood, according to his own words he would never have become the sociologist he was, without his “plebeian” origin and their pre- and extra-school socialization. This sociological learning began at the age of 6 when he needed to earn a living as an adult, working as a shoeshine boy. But I would say that it is earlier, his mother, disillusioned with working in the fields of the interior of São Paulo, decides to move to the capital and starts to work as a domestic in the Bresser family home. Pregnant with Florestan, Hermínia Bresser de Lima, who would be Florestan's godmother, of wealthy origins and with refined habits, refused to call him by the name Florestan, the name of origin
German, the result of a character in a Beethoven opera, was not a name for a laundress's son, so the
godmother “renames him” calling him Vicente. Florestan had lived another sociological experience, which is the prejudice of the Brazilian elites towards the Brazilian people coming from the subordinate classes. Florestan studied this prejudice in more depth in his research on racial relations and the insertion of black people in class society, identifying the historical and structural origins of racism in Brazil that go back to our heritage of a slave-owning past.
He faced difficulties like a large part of the Brazilian population, he worked as a waiter at Bidu's bar, read behind the counter at times of less movement, which aroused the interest of teachers who frequent the place. The encouragement of the teachers who attended there bore fruit, he studied at the old maturity course and through one of those regulars at that bar, he got a job at a chemical company, enabling better socioeconomic conditions.
The difficulties for young people of “plebeian” origin would not be limited there, the challenge of entering higher education was something very distant. The newly created University of São Paulo, public and free, was an alternative. Created by the elites and for the elites, the entry of a working student with training in a maturity course contrasted with the aristocratic and erudite tone of the professors and students of the São Paulo elite. To remedy what he called a cultural deficit, he undertakes a monastic study routine that included reading on streetcars, park benches and staying in the municipal library until the lights went out.
Passing the entrance exam was not the easiest, with a panel composed of two French professors, with an oral test in French of a book by a French sociologist, it seemed an almost insurmountable barrier for the graduate of the maturity course. Florestan read in French and knew Durkheim's book On the Division of Social Work well and asked to take the test in Portuguese, the defendants found the situation unusual, but they accepted the candidate's request, which was approved (of the 29 competitors, only 6 were approved) .
Florestan Fernandes was not just a survivor, he was a winner! He rowed against the tide in turbulent seas, faced themes and research that were not used in sociology at the time, printed a model of sociological science, placing sociology alongside the problems claimed by society. He fought for the public school, for the public university, he was on the side of the disinherited of the land, a socialist militant, his mandate as deputy functioned as a form of tribune of the plebs: a voice for those who have no voice.
In a society like Brazil marked by serious structural problems, ethnic, racial and social inequalities, the ideas and writings of Florestan Fernandes are more than necessary and remain alive in the struggle of the workers, at the National School of the Landless Workers Movement that bears his name, in public schools, public universities, in debates and this book intends to be one more contribution to keep the flame of his ideas burning, which light the way of an obscure past and guide to an alternative future of utopia and hope for Brazilian society.
FLORESTAN FERNANDES, Always Present!PublishedFlorestan Fernandes completaria 100 anos em 2020. Filho de Maria Fernandes imigrante portuguesa que veio trabalhar nas lavouras brasileiras, conheceu as agruras da vida desde sua infância, segundo suas próprias palavras nunca teria se tornado o sociólogo que se foi, sem sua origem “plebeia” e sua socialização pré e extraescolar. Essa aprendizagem sociológica se iniciou aos 6 anos de idade quando precisou ganhar a vida como adulto, trabalhando como engraxate. Mas eu diria que ela é anterior, sua mãe desiludida com o trabalho nas lavouras do interior paulista decide se mudar para a capital e passa a trabalhar como doméstica na casa da família Bresser. Grávida de Florestan, Hermínia Bresser de Lima que seria a madrinha de Florestan, de origem abastadas e com hábitos requintados recusava a chamá-lo pelo nome de Florestan, nome de origem
alemã fruto de um personagem de uma ópera de Beethoven, não era um nome para um filho de uma lavadeira, assim a
madrinha “rebatiza-o” chamando-o de Vicente. Florestan vivenciara outra experiência sociológica, que é o preconceito das elites brasileiras para com o povo brasileiro oriundo das classes subalternas. Tal preconceito, Florestan estudou de forma mais aprofundada em suas pesquisas sobre as relações raciais e a inserção do negro na sociedade de classes, identificando as origens históricas e estruturais do racismo no Brasil que remontam à nossa herança de um passado escravocrata.
Enfrentou as dificuldades como grande parte da população brasileira, trabalhou como garçom no bar do Bidu, lia atrás do balcão nos momentos de menor movimento, o que despertou o interesse de professores frequentadores do local. O incentivo dos professores que ali frequentavam rendeu frutos, realizou os estudos no antigo curso de madureza e através de um desses frequentadores desse bar conseguiu um emprego em uma empresa de produtos químicos, possibilitando melhores condições socioeconômicas.
As dificuldades para o jovem de origem “plebeia” não se resumiriam aí, o desafio de entrar no ensino superior era algo muito distante. A recém-criada Universidade de São Paulo, pública e gratuita, era uma alternativa. Criada pelas elites e para as elites, a entrada de estudante trabalhador com formação em curso de madureza contrastava com o tom aristocrático e erudito dos professores e dos estudantes da elite paulista. Para sanar o que denominou de um déficit cultural empreende uma rotina monástica de estudo que incluía leituras em bondes, bancos de praças e permanecendo até o apagar das luzes na biblioteca municipal.
A aprovação no vestibular não foi das mais fáceis, com uma banca composta por dois professores franceses, com prova oral em francês de um livro de um sociólogo francês, parecia uma barreira quase intransponível para o egresso do curso de madureza. Florestan lia em francês e conhecia bem o livro de Durkheim Da divisão do trabalho social e pede para realizar a prova em português, os arguidores acharam a situação inusitada, mas acatam o pedido do candidato que é aprovado (dos 29 concorrentes apenas 6 foram aprovados).
Florestan Fernandes não foi apenas um sobrevivente, foi um vencedor! Remou contra a maré em mares turbulentos, enfrentou temas e pesquisas pouco afeitos em sua época na sociologia, imprimiu um modelo de ciência sociológica colocando a sociologia ao lado dos problemas reclamados pela sociedade. Lutou pela escola pública, pela universidade pública, esteve ao lado dos deserdados da terra, militante socialista, seu mandato como deputado funcionava como uma forma de tribuno da plebe: uma voz para aqueles que não tem voz.
Em uma sociedade como a brasileira marcada por graves problemas estruturais, de desigualdades étnicas, raciais e sociais, as ideias e os escritos de Florestan Fernandes são mais que necessários e se mantém vivos na luta dos trabalhadores, na Escola Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra que leva seu nome, nas escolas públicas, nas universidades públicas, nos debates e esse livro pretende ser mais uma contribuição para manter a chama de suas ideias acesa, que iluminam o caminho de um passado obscuro e guiam para um futuro alternativo de utopia e de esperança para a sociedade brasileira.
FLORESTAN FERNANDES, Sempre Presente
Dominación y desigualdad. El dilema social latinoamericano. Florestan Fernandes. Antología
Florestan Fernandes, fundador de la sociología crítica en el Brasil, encontró en la actividad sociológica un modo de enfrentar los dilemas y desafíos históricos de nuestra época. Asumió una perspectiva crítica de análisis de la sociedad de clases del capitalismo periférico, dependiente y subdesarrollado, enlazando a la sociología, como ciencia, con el socialismo, como movimiento político revolucionario. Para Fernandes, América Latina, hija de ese capitalismo, es un mundo dividido por un muro invisible, pero cruel, en el cual el obrero, el campesino, el indio, el negro, el blanco pobre son tratados como un pueblo conquistado.
Viviendo una historia que se recompone desde adentro (por la dominación burguesa) y desde afuera (por la dominación imperialista) de los circuitos de la dependencia, América Latina fue condenada a experimentar procesos de modernización que preservan y profundizan las desigualdades sociales. Una historia de modernización que se realiza en circuito cerrado, excluyendo de la ciudadanía a una inmensa mayoría de su pueblo. Los textos aquí reunidos presentan una visión de las principales tesis de esta interpretación histórico-sociológica de Fernandes: la descolonización, la discriminación y los prejuicios raciales, el imperialismo, el capitalismo salvaje, la dominación autocrático-burguesa, la revolución dentro del orden y contra el orden, la democracia restricta, la democracia radical.Florestan Fernandes, un sociólogo socialista,
Heloísa Fernandes.
Antología de Florestan Fernandes.
Tiago Marques Aipobureu: un bororo marginado (1945).
La persistencia del pasado (1965).
Patrones de dominación externa en América Latina (1970) .
El modelo autocrático-burgués de transformación capitalista (1973).
En los marcos de la violencia (1980) .
Reflexiones sobre las revoluciones interrumpidas (1981) .
Apéndice: La escuela y las aulas (1989) .
Bibliografía de Florestan Fernandes
Florestan Fernandes revisited
A AUTORA descreve a biografia intelectual de Florestan Fernandes em três etapas. A primeira, que ela designa "fase científico-acadêmica", abrange o período 1941-1968. A segunda, a "fase político-revolucionária", corresponde aos anos 1970-1986. Por fim, na terceira etapa, que ela chama de "fase solitário-militante" (1986-1995), todas as facetas do itinerário de Fernandes se unem sob o título "intelectual", segundo a definição de Jürgen Habermas.THE AUTHOR describes Florestan Fernandes\u27 intellectual biography in three phases. The first phase, which she calls the "cientific-academic stage", covers the period 1941-1968. The second phase, the "political-revolutionary stage", corresponds to the years 1970-1986. Finally, the third phase is what she calls the "lonely militant stage" (1986-1995), in which all facets of Fernandes\u27 itinerary come together under the heading of the "intellectual", in Jürgen Habermas\u27 definition
Florestan Fernandes revisited
A AUTORA descreve a biografia intelectual de Florestan Fernandes em três etapas. A primeira, que ela designa "fase científico-acadêmica", abrange o período 1941-1968. A segunda, a "fase político-revolucionária", corresponde aos anos 1970-1986. Por fim, na terceira etapa, que ela chama de "fase solitário-militante" (1986-1995), todas as facetas do itinerário de Fernandes se unem sob o título "intelectual", segundo a definição de Jürgen Habermas.THE AUTHOR describes Florestan Fernandes' intellectual biography in three phases. The first phase, which she calls the "cientific-academic stage", covers the period 1941-1968. The second phase, the "political-revolutionary stage", corresponds to the years 1970-1986. Finally, the third phase is what she calls the "lonely militant stage" (1986-1995), in which all facets of Fernandes' itinerary come together under the heading of the "intellectual", in Jürgen Habermas' definition.Em processament
A dimensão educativa da mística sem terra: a experiência da Escola Nacional Florestan Fernades
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.Análise sobre o caráter educativo da Mística Sem Terra, desenvolvida pelos educadores e educandos do Curso de Formação de Militantes da Escola Nacional "Florestan Fernandes", pertencente ao MST. Resulta diretamente de pesquisa participante realizada durante os 3 meses de atividades pedagógicas da XVII Turma do Curso de Formação Política. Assumindo a mística em um sentido sociopolítico e ideológico, buscou-se demonstrar de que modo ela se desenvolve no interior da escola como uma celebração coletiva e como uma manifestação cotidiana, que se expressa através das relações sociais. A partir disso e ao estimular a reflexão crítica sobre a realidade, a mobilização social (ação direta), o resgate da memória, o cultivo de utopias e a produção de valores humanistas, buscou-se refletir sobre a forma pela qual a mística se apresenta: como um importante instrumento pedagógico capaz de contribuir para a transformação cultural do indivíduo e para a consolidação de uma identidade coletiva dos sujeitos sociais, fortalecendo-os para a luta por uma nova ordem social (hegemonia). No bojo dessa reflexão, compreendendo a mística como uma prática capaz de alimentar a sensibilidade humana para questões sociais e estimular a cidadania ativa, sustentou-se também sua contribuição no processo de (re)humanização das pessoas e a sua afirmação como um dos pilares de sustentação da força política do MST
Análise de fotografias : Florestan Fernandes no tempo da ditadura militar
The purpose defined for the development of this dissertation is to analyzing a set of six pictures portraying the Brazilian sociologist Florestan Fernandes, taking as a criterion the temporal delimitation, the period of the military dictatorship and, also, the time in which it was exiled of Brazil. The pictures, alongside with several other documents that belonged to Florestan Fernandes, were donated by his family, in 1996, as a result of the acquisition of the Library Florestan Fernandes by UFSCar. The photo collection is one of the assets that make up the collections belonging to the Florestan Fernandes. It was organized according to the operating principles from the field of archival science and is very requested by readers/users. The main purpose of the research is to investigate whether it would be possible to resort to theoretical and methodological procedures arising from information science to support and complement the organizational treatment given to images. The methodological perspective adopted of content analysis, from contexts historicalpartner, allowed developing descriptions that enlarged the signification of the photos of the theme open to question. For such, one opted for the inclusion of biographical data of the characters that were photographed together with Florestan and for the transcription of the published matters made a list to the images, having in mind the language own to the time and the natural difficulty of reading of already aged originals. Such an option gave itself on account of the necessity of contextualize the whole process what the character Florestan was subdued. The documents made feasible the affirmation of such facts as soon as same there became textual proofs of the incidents. The theoretical exploration, the analyses and the descriptions of the pictures allowed noting the existence of many forms of representation of photographic contents, having in mind the senses which are intrinsic and extrinsic, visible or hidden in the images. The analyses of the corpus composed by six pictures, pertaining to series Academic life , revealed imagetic details what can make easy the access and the recuperation of the information for any users of the Bottom Florestan Fernandes. With the pictures and the documentary inquiry carried out to subsidize the analyses of content they allowed the contact to realize that the photographic images have great informative value and that it is important to be adopted the verbal language as the complementary form of the visual language. This study, besides producing information and knowledge on a period of the life of Florestan Fernandes pointed, also, to ways for similar works with other photographic series pertaining to the Bottom Florestan Fernandes. Among several additions originating from this inquiry, we can point out that the accrued apprenticeship provided a new glance on scenes and objects, when other interpretations are making possible and details what up to that time were being paid attention or not valued.O propósito definido para o desenvolvimento desta dissertação é o de analisar um conjunto de seis fotografias retratando o sociólogo brasileiro Florestan Fernandes, tendo por critério a delimitação temporal, o período da ditadura militar e, também, o tempo em que esteve exilado do Brasil. As fotografias, juntamente com vários outros documentos que pertenceram a Florestan Fernandes, foram doados pela sua família, em 1996, em decorrência da aquisição da Biblioteca Florestan Fernandes pela UFSCar. O acervo fotográfico constitui-se num dos acervos que compõem as coleções pertencentes ao Fundo Florestan Fernandes. Foi organizado segundo os princípios operacionais advindos do campo da Arquivologia e é muito requisitado por leitores/usuários, O principal propósito da pesquisa é o de investigar se seria possível recorrer aos procedimentos teórico-metodológicos advindos da Ciência da Informação para subsidiar e complementar o tratamento organizacional dado às imagens. A perspectiva metodológica adotada de análise de conteúdo, a partir de contextos sócio-históricos, permitiu desenvolver descrições que ampliaram a significação das fotos da temática em questão. Para tal, optou-se pela inclusão de dados biográficos dos personagens que foram fotografados junto com Florestan e pela transcrição das matérias publicadas relacionadas às imagens, tendo em vista a linguagem própria da época e a dificuldade natural de leitura de originais já envelhecidos. Tal opção deu-se em razão da necessidade de contextualizar todo o processo a que foi submetido o personagem Florestan. Os documentos viabilizaram a afirmação de tais fatos uma vez que os mesmos tornaram-se provas textuais das ocorrências. A exploração teórica, as análises e as descrições das fotografias permitiram constatar a existência de muitas formas de representação de conteúdos fotográficos, tendo em vista os sentidos intrínsecos e extrínsecos, visíveis ou ocultados nas imagens. As análises do corpus composto por seis fotografias, pertencentes a série Vida acadêmica , revelaram detalhes imagéticos que podem facilitar o acesso e a recuperação da informação por quaisquer usuários do Fundo Florestan Fernandes. O contato com as fotografias e a pesquisa documental realizada para subsidiar as análises de conteúdo permitiram perceber que as imagens fotográficas têm grande valor informativo e que é importante adotar-se a linguagem verbal como forma complementar da linguagem visual. Este estudo, além de gerar informação e conhecimento sobre um período da vida de Florestan Fernandes apontou, também, caminhos para trabalhos semelhantes com as outras séries fotográficas pertencentes ao Fundo Florestan Fernandes. Dentre as várias somatórias oriundas desta pesquisa, podemos salientar que o aprendizado acumulado proporcionou um novo olhar sobre cenas e objetos, possibilitando outras interpretações e detalhamentos que até então eram despercebidos ou não valorizados
Florestan Fernandes
O presente texto avalia a atuação de Florestan Fernandes entre os anos de 1987 a 1994, na condição de Deputado Federal, quando reafirma sua defesa da educação pública, além de denunciar o racismo persistente em nossas relações sociais. Trata, portanto, da intervenção política de Florestan Fernandes em favor da educação pública e contra o racismo estrutural. Para tanto, este texto analisa os seus discursos na Assembleia Nacional Constituinte, registrados no Diário da Assembleia em 1997, além de avaliar sua proposta de Emenda Constitucional, apresentada em 1994, que recomenda reparação racial por meio da inserção do negro na educação pública e estatal
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