11 research outputs found

    Amor pluriúsculo no tribunal ôntico

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    Como se daria a divagação sobre o amor a partir da coisa? Coisa enquanto exterioridade que busca por si mesma se distanciar e se privar daquilo que lhe aflige? E quando o que aflige é já o sintoma de amor? Este trabalho se orienta a partir destas reflexões para contar de maneira breve como um olhar diante do amor corre riscos de se pulverizar em ambivalências

    Um gozo explosivo para a antipoética pornoterrorista de Diana J. Torres

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    This dissertation seeks to understand, in the dissident voice of Diana J. Torres' postpornographic language, aka Diana Pornoterrorista, the manifestation of a jouissance through antipoetics, based on the dialogical relations between literature and psychoanalysis. The literary selection focus on the analysis of “Sin título”, “Animal”, “Mi vagina” e “Transfrontera” as demonstration poems of what is based on Pornoterrorismo (2011) and what is mixed as a rupture of the characteristic style of the post- pornographic in postmodernism, a gap in the symbolic and in submission to the phallic law resulting from the not-all feminine, and uncanny recurrence to the imagery of the abject, the grotesque and the pathological as a way of resignifying the bodies inscribed under the imprecise and indeterminate aegis of queer. To this end, we present a summary history of the presence of whores as characters in Western literature that have been named, in order to approximate the mark of subjectivity in fictional representation from classical writings to the productions of the mid-19th century, associating this nomination with a certain recognition of constitution of subject in these characters. Therefore, we engage in the discussion of theory on themes related to the feminine as a pulsating body, a phantasmatic representation in the imaginary, and a destabilizing sign of the symbolic order, based on the varied writings of Freud and Lacan, and their critics and commentators. In order to illustrate the pornoterrorist antipoetics as a symptom of the contemporary, we essay approximations around pornographic intersemiosis and jouissance, through a psychoanalytical look, as fissures appropriated by pro-sex feminism and post-pornographic narratives in face of the determinisms of the empire of images, but creatively linked to the ambivalence of the feminine as indeterminable, open, terrific.NenhumaA presente dissertação busca compreender na voz dissidente da linguagem pós-pornográfica de Diana J. Torres, a Diana Pornoterrorista, a manifestação de um gozo por meio da antipoética, a partir das relações dialógicas entre literatura e psicanálise. Os recortes literários se debruçam na análise de “Sin título”, “Animal”, “Mi vagina” e “Transfrontera”, poemas demonstrativos do que se alicerça em Pornoterrorismo (2011) e do que se mescla enquanto ruptura de estilo característico da paródia pós-pornográfica no pós-modernismo, de fenda no simbólico e na submissão à lei fálica decorrente do feminino não-todo, e de infamiliar recorrência à imagética do abjeto, do grotesco e do patológico como modo de ressignificação dos corpos inscritos sob a égide imprecisa e indeterminada do queer. Para tanto, apresentamos um histórico sumário da presença de personagens putas na literatura ocidental que foram nomeadas, de modo a aproximar a marca da subjetividade na representação ficcional desde os escritos clássicos até as produções de meados do século XIX, associando essa nomeação com certo reconhecimento da constituição de sujeito nestas personagens. Logo, enveredamos na discussão da teoria sobre temas relativos ao feminino como corpo pulsional, representação fantasmática no imaginário, e signo desestabilizador da ordem simbólica, a partir de variados escritos de Freud e de Lacan, e seus críticos e comentadores. De modo a ilustrar a antipoética pornoterrorista como sintoma do contemporâneo, ensaiamos aproximações em torno da intersemiose pornográfica e do gozo, através de um olhar psicanalítico, enquanto fissuras apropriadas pelo feminismo pró-sexo e pelas narrativas pós-pornográficas frente aos determinismos do império das imagens, mas criativamente vinculadas à ambivalência do feminino como indeterminável, bifurcado, fendido, terrífico

    O gatilho do monolito: ficcionalização e objeto-arte na metáfora humana cinematográfica de Kubrick pela “Odisseia no espaço”

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    This essay aims to reflect on the relationship of aesthetic effect caused by the monolith in 2001: a space odyssey by Arthur C. Clarke and the intricacies of its translation to the cinema by Stanley Kubrick. The reflection is based on the questioning of the possible representations and impacts that the artistic pole that this monolith, as a dark and opaque rectangular structure, can indicate us less of what its adjectivities, and more of a certain signical input tied to the mystery of what sustains the human need to fictionalize in the face of the void. This comes up as well as an imperative of realizing and pursuing deeds in their own anthropocentric narrative in progress, especially if registered by the formal means of the arts. Starting from an interdisciplinary look between the language and the contributions of Iser on the aesthetic effect, through its anthropological-literary standpoints from Eric Gans’ studies, more specifically on what they bring to light as the central role of fictionalization and of the acts of pretending – looking forward to linking to our proposal a meanwhile meaning intertwined by our main hermeneutic emphasis –, we seek to come in terms with a reading about the monolith that is undertaken by means of the articulation of voids, which is the result and route of this very present speculation on aesthetics.O presente ensaio visa refletir sobre a relação de efeito estético provocada pelo monolito em 2001: uma odisseia no espaço de Arthur C. Clarke e suas intermitências na tradução para o cinema por Stanley Kubrick. A reflexão pauta-se no questionamento de quais seriam as possíveis representações e impactos que o polo artístico desse monolito, enquanto estrutura retangular escura e opaca, pode nos indicar menos daquilo que o adjetiva, e mais de um certo input sígnico ligado ao mistério do que sustenta a necessidade humana de ficcionalizar diante do vazio. Isso se manifesta também como o imperativo de realizar e demarcar feitos em sua própria narrativa/história antropocêntrica em curso, principalmente se registrados pela via formal das artes. Partindo de um olhar interdisciplinar entre a linguagem e as contribuições de Iser sobre efeito estético, em suas bases antropológico-literárias subsumidas dos estudos de Eric Gans, mais especificamente naquilo que elas trazem acerca do papel central da ficcionalização e dos atos de fingir – com vistas a atribuir concomitantemente um sentido à nossa ênfase principal de interpretação –, realizamos uma leitura acerca do monolito que se empreenda pela via da articulação de vazios, resultado e percurso desta nossa proposta de reflexão estética

    Em um corpo para Stela do Patrocínio, o "eu era gases puro"

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    O presente trabalho busca realizar uma leitura em torno de um dos poemas da poeta carioca Stela do Patrocínio, presente na obra Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (2001). A obra, por sua vez, se configura enquanto uma antologia elaborada a partir de uma transposição das falas da autora, quando esta vivia em uma instituição manicomial. O “falatório” de Stela nos permite tentar compreender, a partir da articulação com a psicanálise, o funcionamento e estruturação do inconsciente de um sujeito psicótico, além de tecer considerações acerca do corpo psíquico e somático, e da relação entre o conceito da foraclusão junto à linguagem. Nesse sentido, nos basearemos, predominantemente, nos ensinos do psicanalista Jacques Lacan

    Imagem-espaço: distopia poética no cinema latino-americano

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    O presente resumo procura investigar o sentido da distopia poética no cinema latino-americano, considerando a relação entre realidade e lirismo como mecanismo ético de entendimento da própria história do continente. Para isso, corrobora-se uma discussão sobre espaço como categoria histórica que reflete as subjetividades e as desigualdades sociais. Partindo dessa perspectiva, apresenta-se uma posição crítica sobre o filme Whisky (2003) para ancorar as hipóteses e discussões realizadas. É importante destacar que este trabalho é um recorte de uma pesquisa que está em desenvolvimento no Grupo de Estudos em Literatura, Intersemiose e Cinema. Palavras-Chave: Cinema latino-americano; Distopia poética; Lirismo e política no cinema; Ética e estética no cinema; Whisky

    OS FRACTAIS DO DESEJO FEMININO NA CONTÍSTICA DE CLARICE LISPECTOR

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    O presente trabalho se propõe a lançar um olhar sobre as personagens dos três contos “Miss Algrave”, “Praça Mauá” e “A língua do p”, publicados na coletânea A via crucis do corpo (1974) e escritos por Clarice Lispector. Para isso, nos apoiamos na percepção inicial de que o feminino pode carregar preponderantemente consigo três faces distintas, cujas defrontações, dentre as tantas que compõem a contística da escritora, impelem a uma emergência do desejo, em suas roupagens sexuais que aludem à função da puta, da mulher prostituída, da prostituta que habitaria em cada mulher, personificadas pela carola, pela esposa e pela virgem; ou Ruth, Luísa/Carla e Cidinha. De modo a embasar teoricamente nossa discussão, elencamos um seminário do psicanalista francês Jacques Lacan ([1972-1973] 1985) no que se refere ao feminino e à sua função de não-inscrição na lógica fálica

    A FEMININE OF NO ONE’S OWN IN CHARLOTTE TÁBUA RASA

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    This paper aims to essay an open and constructive dialogue between the very rupture that the trans female body evokes and the recent concept of “feminine of no one”, through an inductive approach that the latter could make it possible to be kept in a state of infiniteness, of openness, of incompleteness, of non-wholeness, the aspect that characterizes the surrounding and expressive territories of each one of the specific bodies that allow themselves to be situated more leaned onto the feminine. Based on the contributions of Bento (2008), Jorge and Travassos (2018), from the brief precepts of Lacanian psychoanalysis, and on an interview with Leonardo Valente, the author of Charlotte Tábua Rasa (2016), we intend to discuss insofar how the body of a trans woman in a Brazilian politics fictional scenario would be able to draw the difficult boundaries on the discourses, possessions and the domains of language between the self and the other towards the trans-sexualities which dedicate their efforts to reinscriptions and the fissures that are celebrated through the transgressive resilience of the feminine

    Taking stock of open access : progress and issues

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    Purpose - Aims at providing a broad overview of some of the issues emerging from the growth in open access publishing, with specific reference to the use of repositories and open access journals. Design/methodology/approach - A paper largely based on specific experience with institutional repositories and the internationally run E-library and information science (LIS) archive. Findings - The open access initiative is dramatically transforming the process of scholarly communication bringing great benefits to the academic world with an, as yet, uncertain outcome for commercial publishers. Practical implications - Outlines the benefits of the open access movement with reference to repositories and open access journals to authors and readers alike and gives some food for thought on potential barriers to the complete permeation of the open access model, such as copyright restrictions and version control issues. Some illustrative examples of country-specific initiatives and the international E-LIS venture are given. Originality/value - An attempt to introduce general theories and practical implications of the open access movement to those largely unfamiliar with the movement

    Corpo em ruptura, performance em descaptura na lírica do feminino em “Última moda”, de Elisa Lucinda

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    O presente trabalho busca realizar uma leitura sobre a lírica de um corpo feminino resistente às normas do simbólico no poema “Última moda”, presente na obra Vozes guardadas (2016) da poeta capixaba Elisa Lucinda. De modo a contribuir com a relação entre arte literária e performatividade do corpo na linguagem poética, dentro de uma perspectiva que vislumbra a representação da palavra como forma de resistência às normatividades vigentes, nos baseamos nos conceitos de perlaboração, pela negação, e de subversão, pelo autorreconhecimento, a fim de perceber, ou reiterar, que a voz lírica, caracterizada pelo que denota o feminino, é figurativamente desestabilizadora das interdições que atravessam e visam ser incorporadas, ainda que não absolutamente, na cultura afro-latina-amerindígena
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