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A crise financeira global e a nova ordem econômica: a ascensão Chinesa e a contestação do dólar Norte-Americano
XX Encontro Nacional de Economia Política: desenvolvimento Latino-Americano, Integração e Inserção Internacional - UNILA, Foz do Iguaçu, 26 a 29 de maio de 2015O objetivo deste artigo é investigar as transformações que o sistema
interestatal tem experimentado, principalmente, no tocante à
resiliência do dólar como moeda internacional e tentar compreender
qual será o papel da China nesse novo rearranjo internacional. O
artigo constituir-se-á de sete seções. A segunda seção trará à baila
a concepção de hegemonia em um âmbito internacional e de que
forma a internacionalização de sua moeda nacional é fundamental
para a consolidação do poder de um hegemon. A terceira seção, por
outro lado, abordará a mudança de paradigma que a hegemonia
norte-americana sofreu após a crise dos anos 1970. Na quarta seção
se investigará o período conhecido como “a grande moderação”.
Já a quinta seção revelará como a relação dos EUA com os países
do leste asiático, particularmente com a China, provocou imensos
desequilíbrios globais, que ao fi m e ao cabo, resultaram na crise
fi nanceira de 2008. Na sexta seção, se explanará de que maneira
essa crise se torna um empecilho à manutenção da hegemonia norte-
americana e, principalmente, à continuidade de um sistema monetário
centralizado no dólar. Ademais, ela tentará vislumbrar se a China pode
emergir como novo hegemon. A sétima seção encerra o artigo com
as considerações finaisBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Usina Hidrelétrica de Itaipu (ITAIPU); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA
A trajetória dependente da política de inovaçao brasileira (1995-2012) : hábitos de pensamento e enraizamento institucional
O papel da inovação tecnológica no processo de crescimento econômico tem sido enfatizado pela teoria econômica desde Adam Smith, Karl Marx e Joseph Schumpeter, sendo trazido de volta ao debate pelas contribuições das teorias evolucionárias neo-schumpeteriana e institucionalista. De tal maneira que no período recente construiu-se a noção de que para fomentar o crescimento econômico seria necessário que o Estado implementasse políticas públicas a fim de estimular a inovação tecnológica. Estas políticas, por sua vez, podem assumir diferentes formas, onde os modelos mais difundidos são o linear e o sistêmico. Como o primeiro modelo define etapas a serem seguidas, assim como metas claras, elevação dos gastos em P&D, ele se difundiu e influenciou a construção de políticas de inovação ao redor do mundo. Neste sentido, durante os anos de 1995 a 2012, o Estado brasileiro construiu um aparato institucional e pôs em marcha um conjunto de políticas de inovação a fim de reduzir a brecha existente entre a indústria local e dos países desenvolvidos. Sem embargo, a despeito do esforço empreendido a política de inovação nacional não foi capaz de mudar a estrutura produtiva brasileira. Destarte, o objetivo desta tese é analisar, a partir de uma ótica evolucionária, a natureza da política de inovação praticada no Brasil entre os anos de 1995 e 2012, e com isso tentar compreender o porquê de ela não ter sido capaz de impulsionar o desenvolvimento tecnológico do País. Argumenta-se que isso se deu por a política de inovação ter enraizado em seu cerne o modelo linear de inovação, causando, consequentemente uma trajetória dependente difícil de ser alterada. Esse enraizamento se dá não só dentro do Estado, mas também nos hábitos de pensamento do grande empresariado industrial, que entende a instrumentalização da política de inovação por uma lógica linear, enfatizando meramente gastos em P&D. Como esse grupo teve ao longo dos últimos anos influência na construção da política de inovação nacional, a partir da atuação de lideranças empresariais e de entidades representativas interagindo com o Estado, esse hábito de pensamento acabou por se refletir na construção da política de inovação.The role of technological innovation in the process of economic growth has been emphasized by economic theory since Adam Smith, Karl Marx and Joseph Schumpeter, and brought back to the debate by the contributions of neo-Schumpeterian and institutionalist evolutionary theories. In such a way that in the recent period was constructed the notion that to foment the economic growth would be necessary that the State implemented public policies in order to stimulate the technological innovation. These policies, in turn, can take different forms, where the most widespread models are linear and systemic. As the first model outlines steps to be followed, as well as clear goals, R & D spending increases, it has spread and influenced the construction of innovation policies around the world. In this sense, during the years 1995 to 2012, the Brazilian State built an institutional apparatus and implemented a set of innovation policies in order to reduce the gap between local industry and developed countries. However, despite the effort made, the national innovation policy was not able to change the Brazilian productive structure. Thus, the aim of this thesis is to analyze, from an evolutionary perspective, the nature of the innovation policy practiced in Brazil between 1995 and 2012, and with that to try to understand why it was not able to drive the development The country. It is argued that this was because innovation policy has rooted at its core the linear model of innovation, causing, consequently, a dependent trajectory difficult to be altered. This rooting occurs not only within the State, but also in the thinking habits of the large industrial entrepreneurs, who understand the instrumentalization of innovation policy by a linear logic, emphasizing merely R&D expenditures. As this group has influenced the construction of national innovation policy in recent years, based on the performance of business leaders and representative entities interacting with the State, this habit of thinking ends up being reflected in the construction of innovation policy
Instituições, mudança tecnológica e crescimento econômico: uma aproximação das escolas evolucionárias neo-schumpeteriana e neo-institucionalista
XX Encontro Nacional de Economia Política: desenvolvimento Latino-Americano, Integração e Inserção Internacional - UNILA, Foz do Iguaçu, 26 a 29 de maio de 2015O objetivo deste artigo é fazer uma aproximação do escopo teórico
de duas correntes do pensamento econômico, tentando demonstrar a
estrita relação entre mudança técnica e mudança institucional e de
que forma a interação entre elas determina a trajetória de crescimento
econômico de um país. Ele contará com cinco seções, incluindo a
introdução. Na segunda seção apresentar-se-á os principais elementos
da teoria evolucionária neo-schumpeteriana e a visão dessa escola
sobre como se dá a mudança econômica. Já a terceira seção explicitará
os principais elementos teóricos do neo-institucionalismo a respeito
da forma como evoluem as estruturas socio-econômicas. Na quarta
seção, por sua vez, se tentará construir uma ponte entre as escolas
evolucionárias neo-schumpeteriana e neo-institucionalista, atrelando
a mudança tecnológica à mudança institucional e, desta forma,
compreender a forma como as trajetórias de crescimento econômico
são defi nidas historicamente. Por fi m, a quinta seção encerra o artigo
com as considerações fi naisBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Usina Hidrelétrica de Itaipu (ITAIPU); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA
A Crise Financeira Global e a Nova Ordem Econômica: A Ascensão da China e a Contestação do Dólar Norte-Americano
A crise financeira global deteriorou parcialmente o poder norte-americano. A continuidade da posição hegemônica desse país depende da manutenção do padrão dólar-flexível. Nesse sentido, a ascensão da China no cenário internacional assume um papel central na reestruturação do sistema interestatal, desafiando a hegemonia norte-americana. Para tanto, é fundamental que o Renminbi substitua o dólar como moeda internacional, pois a consolidação de um país como nação hegemônica depende da internacionalização de sua moeda. Destarte, a ascensão chinesa ainda é uma incógnita. Portanto, o objetivo deste artigo é investigar as transformações que o sistema interestatal tem experimentado e tentar compreender qual será o papel do dólar e da China nesse novo rearranjo internacional.</jats:p
Brasil (des)acorrentado : uma análise evolucionária do processo de inserção da economia brasileira nos paradigmas tecno-econômicos da produção em massa e da tecnologia da informação
O objetivo principal desta dissertação é analisar o processo de industrialização da economia brasileira, entre 1930 e 1980, sob uma ótica evolucionária. Ademais, se buscará analisar o catching-up que possibilitou a inserção da economia brasileira no quarto paradigma tecno-econômico, entre 1956-1980. E o subsequente falling-behind dessa economia, que entravou a sua entrada no paradigma tecno-econômico da tecnologia da informação. Como objetivos específicos emerge, em primeiro lugar, a necessidade de se descrever os aspectos tecnológicos, econômicos e institucionais desses dois paradigmas. Em segundo lugar se demonstrará de que maneira o Processo de Substituição de Importações foi fundamental para a inserção da economia brasileira no paradigma da produção em massa. E em terceiro lugar, se demonstrará que o legado institucional dessa mesma estratégia de desenvolvimento veio a ser um obstáculo à inserção da economia brasileira no quinto paradigma tecno-econômico. Destarte, a hipótese assumida é de que a dificuldade enfrentada pelo Brasil para assimilar os fatores-chave derivados da quinta revolução tecnológica advém da precária estrutura institucional construída ao longo da industrialização via substituição de importações. A passividade tecnológica e fragilidade institucional desse modelo de desenvolvimento, que não estabeleceu um nexo micro-macro, foi um obstáculo à endogenização do processo inovativo e impediu que a indústria brasileira ficasse em sintonia com a tecnologia dominante.The main objective of this dissertation is to analyze the process of industrialization of the Brazilian economy, between 1930 and 1980 under an evolutionary perspective. Moreover, it will try to analyze the catching-up which allowed the insertion of the Brazilian economy in the fourth techno-economic paradigm, from 1956 to 1980. Besides that it will investigate the subsequent falling-behind of this economy, which impeded their entry into the techno-economic paradigm of information technology. The specific objectives emerge, first, the need to describe the technological, economic and institutional features those two paradigms. Secondly it will demonstrate how the Import Substitutive Process was essential for the insertion of the Brazilian economy in the paradigm of mass production. And thirdly, it will demonstrate that the institutional legacy of that development strategy came to be an obstacle to the insertion of the Brazilian economy in the fifth techno-economic paradigm. Thus, the assumption made is that the difficulty faced by Brazil to assimilate the key factors derived from the fifth technological revolution comes from poor institutional structure built along the industrialization through import substitution. Technological passivity and institutional weakness of this model of development, which has not established a micro-macro link, was an obstacle to endogenization of the innovative process and prevented the Brazilian industry to stay in tune with the dominant technology
Desautorizando a mitologia da austeridade fiscal
o objetivo deste artigo é desautorizar a mitologia da austeridade fiscal a partir do conceito do institucionalismo radical de mitos autorizadores e assinalar de que forma eles reforçam a lógica neoliberal que sustenta a hegemonia corporativa. Inicialmente, apresenta-se brevemente o conceito institucionalista de mitos autorizadores e a análise de William Dugger a respeito da hegemonia corporativa, buscando relacioná-los. Em seguida, parte-se dessas noções institucionalistas e se elenca três mitos que compõem a mitologia da austeridade fiscal: os gastos públicos são sempre ruins e ineficientes; a austeridade fiscal expansionista; e a falácia da composição. Conclui-se, que os mitos autorizadores da austeridade fiscal se coadunam aos interesses velados da hegemonia corporativa, pois resultam na defesa da redução do estado e da privatização, ao mesmo tempo que proporcionam uma posição honorífica às grandes corporações dentro da sociedade
Discurso Sistêmico, Prática Linear: a Política de Inovação Brasileira de 2003 a 2014
The main objective of this article is to analyze the Brazilian innovation policy established between 2003 and 2014, presenting its discourse and main instruments. In addition, we attempted to investigate whether such policies were characterized by adopting a closer conception of linear or systemic innovation models. It was concluded that the Brazilian innovation policy has a dual nature, whose discourse is systemic, but the practice is linear. In turn, it is suggested that this duality can explain, even partially, its inability to foster the technological development of the national productive structure.o objetivo principal deste artigo é analisar a política de inovação brasileira estabelecida entre 2003 e 2014, apresentando seu discurso e principais instrumentos. Ademais, buscou-se investigar se tais políticas se caracterizaram por adotar uma concepção mais próxima dos modelos de inovação linear ou sistêmico. Concluiu-se que a política de inovação brasileira possui uma natureza dual, cujo discurso é sistêmico, porém a prática é linear. Por sua vez, sugere-se que essa dualidade pode explicar, mesmo que parcialmente, a sua incapacidade de fomentar o desenvolvimento tecnológico da estrutura produtiva nacional.
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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