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The constitution of the subjectivity and the finalism’s illusion: elements of a theory of ideology
Este artigo propõe estabelecer uma correlação entre a concepção de Spinoza acerca da imaginação e a teoria da ideologia de Althusser. Compreendida em seu modo de funcionamento e nos seus efeitos sobre a percepção dos homens acerca de seu corpo, de suas ideias e das coisas que a afetam, a imaginação, segundo a acepção spinozista, passa a constituiria a forma da consciência subjetiva ao operar no mundo da política. Marcada pela regularidade e previsibilidade dos processos causais e pela reprodução das relações, a ordem política se afiguraria à imaginação como uma ordem teleológica, cuja repetição fixaria, como verdades universais, as ideias das imagens das coisas na forma com que estas se apresentariam mais recorrentemente à percepção dos homens. À estabilidade das relações e das imagens sob as quais os homens as representam corresponderia a estabilidade dos modos de pensar sob os quais eles representam a si mesmos no interior da ordem política. Os conteúdos da consciência – da imaginação politicamente estruturada – seriam, desse ponto de vista, sempre conteúdos ideológicos.This text proposes to establish a correlation between Spinoza’s conception of imagination and Althusserian ideology theory. Understood in its mode of functioning and in its effects over men’s perception about their body, their ideas and the things that affect it, imagination would constitute, to Spinoza, the characteristic form of subjective conscience by operating in political world. Marked by the regularity and predictability of causal processes and by the reproduction of relations, political order would be present to imagination as a theological order, whose repetition would represent as universal truths the ideas of images of things in the form under which they would be present more recurrently to men perception. The stability of relations and images under which they represent it would correspond to stability of modes of thinking under which men represent themselves in political order. The contents of conscience – of politically structured imagination – would always be, from this point of view, ideological contents
O primado das relações sobre as instituições no Tratado político de Spinoza
Resumo: O artigo propõe uma leitura do Tratado político que ponha em evidência o conflito entre a teoria spinozista da constituição da vida política e as teorias do pacto social, a partir da diferença de estatuto com que duas noções fundamentais -- instituição e relação social -- aparecem nessas formulações. A tese que se pretende sustentar diz respeito à inversão que Spinoza opera na ordem de determinação dessas noções e ao efeito que essa inversão acarreta à compreensão do processo de constituição e funcionamento da sociedade.Palavras-chave: Spinoza, política, constituição, democracia, liberdade.Abstract: This article proposes a reading of Political Treatise that highlights the conflict between Spinoza\u27s theory of the constitution of political life and theories of social contract, having as reference the role that two fundamental notions -- the institution and social relations -- play in each conception. The thesis to be defended has to do with the inversion operated by Spinoza in the order by which these notions determine each other. It will approach also the effect that this inversion brings about to his understanding of society constitution and functioning process.Keywords: Spinoza, politics, constitution, democracy, freedom
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF): Uma revisão bibliográfica (2009-2019)
O problema do “vazio” e do “aleatório” na filosofia de Spinoza
O artigo tem por objetivo discutir as noções de “vazio” e “aleatório” na filosofia de Spinoza. Considerar-se-á, como referência, um texto de Althusser intitulado “A corrente subterrânea do materialismo do encontro”, no qual ele lança a tese de que o objeto da filosofia é, para Spinoza, o vazio. Começando pela investigação dos paradoxos que tal tese coloca, e percorrendo a argumentação apresentada por Spinoza, na Ética e na sua correspondência com Boyle, contra a noção empírica de “vazio”, o artigo examina a concepção spinozista de “espaço” e “extensão”, cujos fundamentos compreendem, ao mesmo tempo, um ponto de continuidade em relação à física de Descartes e um ponto de ruptura com a ontologia cartesiana, no que diz respeito ao conceito de “substância” e à ideia de Deus. Na segunda parte, tem lugar uma breve recapitulação das razões com que Althusser procura demonstrar a filiação de Spinoza à corrente do “materialismo aleatório”, cuja gênese remete a Epicuro e cujo princípio fundamental reside no primado do desvio sobre a norma. Em seguida, serão comentados os passos principais da interpretação althusseriana acerca da ontologia spinozista, assinalando especialmente a tese segundo a qual a definição spinozista de Deus promove um esvaziamento do campo filosófico, ao excluir dele as categorias de “ordem”, “origem”, “sentido” e “finalidade”, pelas quais a filosofia tradicionalmente opera, e ao pôr em questão a própria possibilidade de um pensamento que seja capaz de prescindir dessas categorias. A conclusão propõe algumas alternativas de interpretação da teoria política de Spinoza, aduzindo a hipótese de que a noção de “materialismo aleatório” ilustra o modo através do qual a ordem política se constitui e é transformada
A eternidade no tempo e o conhecimento na arte na obra de Marcel Proust
Tendo por pano de fundo a suposição de que o tema dominante na obra Em busca do tempo perdido é a descoberta da vocação literária do narrador, ou, antes, o seu aprendizado, o artigo trata da concepção proustiana de arte como modo de produção da verdade. A essa concepção do fazer artístico corresponde uma teoria estética que, no romance de Proust, é referida, igualmente, como uma teoria do conhecimento. Para fazer ver de que maneira essas teorias se irmanam, o presente texto propõe interpretar a ideia de tempo em Proust com base na relação que o escritor estabelece entre a experiência sensível e a memória involuntária. Segundo a interpretação exposta a seguir, essa relação, que o estilo proustiano ao mesmo tempo evoca e ilustra sob a forma de analogia, explica tanto o prazer ou a felicidade decorrente da fruição estética, da contemplação de uma verdadeira obra de arte, tal como Proust a entende, quanto a alegria que se segue à sensação de certeza ou de produção de sentido. Ambos os estados se caracterizam por uma suspensão da temporalidade empírica ou, o que é o mesmo, pela afirmação da eternidade como a verdade do tempo
O perfil na produção da agricultura familiar entre os Censos Agropecuários de 2006 e 2017: Um panorama e sinais de mudanças
O gigante invisível: Território e população rural para além das convenções oficiais
This text seeks to offer a critique of the official criteria for the classification of the population according to their place of residence - rural or urban. With arguments based on the normative evolution of this classification and a quantitative exercise in an illustrative way, the text tries to draw attention to the still strong presence of rurality as a characteristic feature of socio-occupational structure of the Brazilian territory
Images and analogies of the body and the mind in Spinoza’s politics
O presente artigo propõe estudar algumas possibilidades interpretativas suscitadas pela analogia com que Spinoza busca ilustrar, a partir da imagem do corpo humano, a estrutura de composição do corpo político. Começando por discutir a dinâmica de produção de corpos na Natureza, o texto desenvolve uma análise da contradição entre duas teses, presentes na obra de Spinoza – uma, na sua ontologia, e outra, na política –, que se formulam nos termos da analogia do corpo humano com o corpo político; em seguida, essa analogia desdobra-se em uma comparação entre a mente humana e o que se poderia denominar uma “mente” do corpo político, a partir da distinção entre os dois níveis de constituição do político – a cidade (civitas) e o Estado (imperio); por fim, propõe-se uma interpretação do processo de produção de ideias e representações na vida política à luz da teoria althusseriana da ideologia.This article proposes to study some interpretative possibilities raised by analogy of the image of the human body and the structure of the political body. Beginning by discussing the dynamics of production of bodies in nature, the text provides an analysis of the contradiction between two thesis presented in the work of Spinoza - one in his ontology, and another in politics -, which are formulated in terms of the analogy of human body with the political body . Then this analogy spreads in a comparison between the human mind and what might be called a “mind” of the political body, by discussing the two levels of politics - the city (civitas) and the State (imperio). Finally it is proposed an interpretation of the production process of ideas in political life in the light of Althusserian theory of ideolog
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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