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    Um livro porreta. Movimento Pornaso, de Diego Moreira & Zé Amorim

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    Desde o título até o último verso, Movimento Pornaso recorre à verve fescenina para satirizar com tamanha maestria um vasto rol de textos do passado que seus autores -- Alberto de Oliveira, Bandeira, Bilac, Gonçalves Dias, Machado, Oswald de Andrade, Quintana e muitos outros --, se estivessem vivos, possivelmente se dividiriam entre melindrados e lisonjeados. É o que se depreende desta resenha sobre o livro de Diego Moreira & Zé Amorim, vistos como expoentes de uma linhagem que, nos trópicos, remonta a Gregório de Matos e, na atualidade, inclui nomes como Glauco Mattoso, Leila Míccolis, Eduardo Kac, Cairo Trindade, Bráulio Tavares e Paulo Franchetti

    Sonetos após Sonetos

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    Publica sonetos inéditos de Wilberth Salgueiro

    GRANDE SERTÃO: VEREDAS: ROMANCE E ENSAIO – PAR EM PAR

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    Leitura de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, considerando certos pares suplementares: deus e demo, fala e escrita, totalidade e ambigüidade, amor e amizade, ficção e vida etc

    Theodor Adorno e o estudo da poesia - Apresentação

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    The eleven articles that make up this dossier Theodor Adorno and the study of poetry bring, as expected, valuable contributions, both in terms of broadening the understanding of the German philosopher's theoretical reflections in relation to general issues of lyric poetry, and in terms of demonstrating the vitality of such reflections when interwoven with specific poetics.Os onze artigos que compõem este dossiê Theodor Adorno e o estudo da poesia trazem, como era a expectativa, contribuições valiosas, tanto no sentido de se ampliar o entendimento acerca de reflexões teóricas do filósofo alemão em relação a questões gerais da lírica, quanto no sentido de demonstrar a vitalidade de tais reflexões quando entrelaçadas a poéticas específicas

    Notícia da atual poesia brasileira – dos anos 1980 em diante

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    Mesmo imerso na neblina do contemporâneo, este artigo se propõe a esboçar um panorama da poesia brasileira dos anos 1980 em diante e, para tanto, recupera alguns estilemas da chamada poesia marginal, balizada pela década ditatorial dos anos setenta do século passado. De modo complementar, traz análises breves de poemas de Augusto de Campos (1988), Nelson Ascher (1993) e Nicolas Behr (1993), e de quatro poemas publicados nos anos 2000 – de Antonio Carlos Secchin, Ricardo Silvestrin, Maria Lúcia Dal Farra e Fábio Rocha

    Militância e humor na “poesia de testemunho” de Leila Míccolis

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    Exposição e problematização de alguns aspectos da categoria “literatura de testemunho”, redimensionando-a para o entendimento de parte da produção poética brasileira pós-1964. Proposição da categoria “poesia de testemunho” ”“ adaptado do escritor português Jorge de Sena ”“ para a obra de Leila Míccolis, paradigmática daquela produção, seja pela abordagem obsessiva do lugar das minorias, seja pelos recursos formais utilizados

    UMA (RE)LEITURA DO ROMANCE MUANA PUÓ (1978), DE PEPETELA, A PARTIR DA NOÇÃO DE TESTEMUNHO

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    Muana Puó foi o primeiro romance escrito por Pepetela, em 1969, embora tenha sido publicado somente em 1978. O título se refere a uma máscara tchokuê, que simboliza o rito de passagem à vida adulta, e que serviu de mote para o escritor angolano elaborar sua alegoria a partir da luta entre corvos e morcegos, opressores e oprimidos. Num artigo de 1987, sobre essa narrativa, afirmei que “adotar como justificativa a posição de oprimidos, para explicar o uso de uma linguagem a serviço, engajada e até mesmo panfletária, julgamos inaceitável”. Em 2012, vinte e cinco anos depois, releio o romance sob o prisma do testemunho, reavaliando as relações entre ética e estética, contando, agora, com o apoio de reflexões de Adorno em “O que significa elaborar o passado” (1959) e de análises de Marcelo Caetano (“O enigma de Muana Puó”, 2004) e de Laura Padilha (“A força de um olhar a partir do Sul”, 2009)

    ROMANCES AMBÍGUOS - PAIXÃO E MORTE EM CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA E GRANDE SERTÃO: VEREDAS

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    Reflexão acerca das estratégias narrativas (quem fala: o foco; quando fala: o tempo; como fala: a trama) adotadas por Lúcio Cardoso e Guimarães Rosa, em seus romances Crônica da casa assassinada [1959] e Grande sertão: veredas [1956], para abordarem temas como o incesto e a homossexualidade
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