301 research outputs found

    O Programa de Pós-Graduação em História da UFSC convida: Aula inaugural do semestre 2016.2 "O lugar do historiador no debate público" Profa. Hebe Maria Mattos (UFF)

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    O Programa de Pós-Graduação em História da UFSC convida: Aula inaugural do semestre 2016.2 "O lugar do historiador no debate público" Profa. Hebe Maria Mattos (UFF

    "O Imperador poderia tornar-se segundo Washington si abdicasse da monarchia em prol do povo": o Novo Mundo e as relações entre Brasil e Estados Unidos na segunda metade do século XIX (1870 - 1879)

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    O interesse pela temática dessa dissertação surgiu durante as pesquisas realizadas na vigência da bolsa de Iniciação Científica na UFF. Foi ali, em projeto orientado pela Profª Drª Hebe Mattos, que comecei o trabalho com o periódico O novo mundo: periódico ilustrado do progresso da Edade, fundado por José Carlos Rodrigues (1844-1923). Somado a isto, o contato com temas e leituras durante toda a graduação que envolviam o oitocentos, e mais especificamente os anos finais do Império no Brasil, também foram determinantes para a decisão do tema. Interessava-me, especialmente, os estudos que abordavam as discussões sobre a imprensa e os sentidos do “progresso” no período145 f

    "Um preto de alma branca": escrita de si, redes de sociabilidade e mobilidade social na trajetória do Marechal João Baptista de Mattos nas primeiras décadas do século XX

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    A pesquisa tem como tema o negro no pós-abolição, a partir da trajetória do Marechal João Baptista de Mattos (1900-1969), primeiro negro a receber tal título no Exército Brasileiro. Descendente de ex-escravos, Mattos carregava sob sua pele o amálgama da escravidão. Tanto que, após sua morte, foi classificado como “um preto de alma branca”. Apesar do racismo por trás destas palavras, a mobilidade social do Marechal Mattos foi o motivo pelo qual sua alma foi classificada como branca: mesmo “preto”, acessou os extratos mais elevados da sociedade. A dissertação busca entender como um menino negro, nascido doze anos após a abolição, conseguiu se inserir no mundo letrado e ingressar no oficialato do Exército, apesar dos poucos recursos financeiros que dispunha. Para isso, foi analisada sua rede de sociabilidade, como forma de perceber pessoas que contribuíram para sua mobilidade social. Parte dessa rede foi mapeada por meio de um conjunto de dedicatórias, anexadas aos livros publicados pelo próprio Mattos, entre o final dos anos 1940 e início dos anos 1960. Tal conjunto documental oferece um sentido autobiográfico à pesquisa, pois privilegia o olhar de Mattos sobre a sua trajetória, sob a perspectiva de sua ascensão social. Fica evidente o papel materno na elaboração de relações sociais, forjadas no convívio do trabalho doméstico como babá, que permitiram o acúmulo de um capital social fundamental para a inserção de Baptista de Mattos no mundo letrado e seu ingresso no Exército198 f

    Editorial: Mirando o futuro

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    Editorial Locus Revista de História. V. 31 n. 1 Looking toward the future We are pleased to publish the first issue of volume 31 of Locus: Revista de História. In this issue, the dossier revisits the debates of the colloquium that marked the 20th anniversary celebrations of PPGH/UFJF and deepens the discussions presented therein on the methodology of microhistory, considered from a global perspective, based on the notions of coloniality and translocality. It also pays tribute to historian Giovanni Levi and his foundational role in this field. We publish the lecture he gave at the colloquium and an unpublished interview he gave to Mônica Ribeiro de Oliveira and Maíra Vendrame. The organizers of the dossier, Hevelly Ferreira Acruche and Robert Daibert Jr., introduce the richness of the discussion and the set of articles in their Presentation. Check it out. Reflecting on the path we have traveled is an attitude that looks to the future. In this issue, we also celebrate the growing demand for the journal, with articles in close dialogue with the Program's area of concentration and lines of research. The open session is dense and thought-provoking. Discussions on heritage and art are present, honoring our tradition. Heritage as unconscious historiography is the title of Rogério Mattos' inspiring article on the need to incorporate new constructions and experiences of black heritage into the construction of an innovative agenda in both the writing and teaching of history.  Next, Enrique Normando Cruz presents, in Spanish, the article Contexto y nuevos datos históricos acerca de un pintor al Noroeste del Río de la Plata (Jujuy, siglo XVIII) (Context and new historical data about a painter in the northwest of the Río de la Plata (Jujuy, 18th century)), based on new and original information about the work and career of the painter Diego de Aliaga.  Transtemporalidade e o anacronismo das imagens: uma leitura possível da obra A imperatriz antropófaga, de Fernando Lindote (Transtemporality and the anachronism of images: a possible reading of the work The Anthropophagous Empress, by Fernando Lindote), written by Rodolpho Bastos and Rafaela Barbieri, closes the set of reflections in this field, exploring George Didi-Huberman's concept of the anachronism of images and Reinhart Koselleck's contributions on temporal experiences, to explore, in the 2017 painting by Catarinense painter Fernando Lindote, "the marks of colonization, the resistance of colonized peoples, and ancient temporalities." Politics and the political uses of the past could not be left out of the topics covered in this rich open session. Partidos para quê? Quatro questões sobre os partidos políticos na Primeira República (1889–1930) - Parties for what? Four questions about political parties in the First Republic (1889–1930) by Surama Conde Sa Pinto opens the sequence in grand style, revisiting the classic theme of elections and political parties in the First Brazilian Republic, in which the author is a recognized expert. Continuing with classic themes in Brazilian political historiography, Classe Militar no século XIX: A imprensa como campo de discussão - The Military Class in the 19th Century: The press as a field of discussion and definition of the military institution by Fenanda de Santos Nascimento analyzes the discourse of Brazilian military periodicals from 1850 to 1881, understanding the  military press of the period as a "channel for disseminating ideas about what it means to be a soldier" at a time when an effective institutional discourse had not yet been formed. We close the trilogy with  Paradoxos dos direitos humanos e a judicialização dos crimes da ditadura civil-militar brasileira (1973-2023) (The military-civilian dictatorship in Brazil: paradoxes of human rights and the judicialization of crimes of the Brazilian civil-military dictatorship (1973-2023)), by Camila Cristina Silva, which addresses the contradictory history of state terrorism in the Brazilian civil-military dictatorship as a legal problem. That's not all. To conclude, we return to translocality as a problem and close with African and Latin American stories, fertile territories for collective reflection at PPGH/UFJF. Pastores africanos no horizonte da “ocupação” da Angola central: Ngulu, Keto e a expansão da missão congregacional (c. 1880-1900) - African pastors on the horizon of the "occupation" of central Angola: Ngulu, Keto, and the expansion of the congregational mission (c. 1880-1900), by Jéssica Evelyn Pereira dos Santos, addresses the first Protestant missions established in the region of Central Angola through the trajectory of two young men who became pastors, teachers, and community leaders. Finally, Milton Ferreira Santos reviews the book Historia mínima de las derechas latinoamericanas (A Brief History of the Latin American Right) by Ernesto Bohoslavsky and Priscila Emanoeli Rodrigues Cozer reviews the collection Os tempos da justiça: História, infâncias e direitos humanos na América Latina (Times of Justice: History, Childhood, and Human Rights in Latin America), organized by Silvia Maria Fávero Arend and Humberto da Silva Miranda, both books published in 2023. Enjoy your reading! Hebe Mattos, editor Juiz de Fora, July 2025Editorial Locus Revista de História. V. 31 n. 2  Mirando hacia el futuro Nos complace publicar el primer número del volumen 31 de Locus: Revista de Historia. En este número, el dossier retoma los debates del coloquio que marcó las celebraciones del 20.º aniversario del PPGH/UFJF y profundiza en las discusiones allí presentes sobre la metodología de la microhistoria, pensada desde una perspectiva global, a partir de las nociones de colonialidad y translocalidad. También incluye un homenaje al historiador Giovanni Levi y su papel fundamental en este campo. Publicamos la conferencia que pronunció en el coloquio y una entrevista inédita concedida entonces a Mônica Ribeiro de Oliveira y Maíra Vendrame. Los organizadores del dossier, Hevelly Ferreira Acruche y Robert Daibert Jr., presentan la riqueza del debate y el conjunto de artículos en su Introducción. No se lo pierdan. Reflexionar sobre el camino recorrido es una actitud que mira hacia el futuro. En este número, celebramos también la creciente demanda de la revista, con artículos en estrecho diálogo con el área de concentración y las líneas de investigación del Programa. La sesión libre se presenta densa e estimulante. Los debates sobre patrimonio y arte están presentes, honrando la tradición. O Patrimônio enquanto inconsciente da historiografia/ El patrimonio como inconsciente de la historiografía es el título del inspirador artículo de Rogério Mattos, sobre la necesidad de incorporar las nuevas construcciones y experiencias del patrimonio de la herencia negra para la construcción de una agenda innovadora tanto en la escritura como en la enseñanza de la historia.  A continuación, Enrique Normando Cruz presenta, en español, el artículo Contexto y nuevos datos históricos acerca de un pintor al Noroeste del Río de la Plata (Jujuy, siglo XVIII), a partir de nueva y original información sobre la obra y la trayectoria del pintor Diego de Aliaga.  ranstemporalidade e o anacronismo das imagens: uma leitura possível da obra A imperatriz antropófaga, de Fernando Lindote/ Transtemporalidad y anacronismo de las imágenes: una posible lectura de la obra La emperatriz antropófaga, de Fernando Lindote, escrito por Rodolpho Bastos y Rafaela Barbieri, cierra el conjunto de reflexiones en este campo, explorando el concepto de anacronismo de las imágenes de George Didi-Huberman y las contribuciones sobre las experiencias temporales de Reinhart Koselleck, para explorar en el lienzo de 2017 del pintor catarinense Fernando Lindote «las huellas de la colonización, la resistencia de los pueblos colonizados y las temporalidades antiguas». La política y los usos políticos del pasado no podían faltar entre los temas tratados en esta rica sesión libre. Partidos para quê? Quatro questões sobre os partidos políticos na Primeira República (1889–1930)/ ¿Para qué sirven los partidos? Cuatro cuestiones sobre los partidos políticos en la Primera República (1889-1930), de Surama Conde Sa Pinto, abre la sesión por todo lo alto, revisando el clásico tema de las elecciones y los partidos políticos en la Primera República brasileña, en el que la autora es una reconocida experta. Continuando con temas clásicos de la historiografía política brasileña, A Classe Militar no século XIX: A imprensa como campo de discussão e definição da instituição militar/La clase militar en el siglo XIX: La prensa como campo de discusión y definición de la institución militar, de Fenanda de Santos Nascimento, analiza los discursos de los periódicos militares brasileños de 1850 a 1881, entendiendo la  prensa militar de la época como «canal de difusión de ideas sobre lo que significa ser militar» en un momento en el que aún no se había formado un discurso efectivamente institucional. Cerramos la trilogía con   Paradoxos dos direitos humanos e a judicialização dos crimes da ditadura civil-militar brasileira (1973-2023)/ Paradojas de los derechos humanos y la judicialización de los crímenes de la dictadura civil-militar brasileña (1973-2023), de Camila Cristina Silva, que aborda la contradictoria historia del terrorismo de Estado en la dictadura civil-militar brasileña como problema jurídico. Pero aún hay más. Para concluir, volvemos a la translocalidad como problema y cerramos con historias africanas y latinoamericanas, territorios fértiles para la reflexión colectiva del PPGH/UFJF. Pastores africanos no horizonte da “ocupação” da Angola central: Ngulu, Keto e a expansão da missão congregacional (c. 1880-1900) / Pastores africanos en el horizonte de la «ocupación» de Angola central: Ngulu, Keto y la expansión de la misión congregacional (c. 1880-1900), de Jéssica Evelyn Pereira dos Santos, aborda las primeras misiones protestantes establecidas en la región de Angola Central a partir de la trayectoria de dos jóvenes que se convirtieron en pastores, profesores y líderes comunitarios. Por último, Milton Ferreira Santos reseña el libro Historia mínima de las derechas latinoamericana/ Historia mínima de las derechas latinoamericanas, de Ernesto Bohoslavsky y Priscila Emanoeli Rodrigues Cozer reseña la recopilación Os tempos da justiça: História, infâncias e direitos humanos na América Latina/ Los tiempos de la justicia: Historia, infancia y derechos humanos en América Latina, organizada por Silvia Maria Fávero Arend y Humberto da Silva Miranda, ambos publicados en 2023. ¡Que disfruten la lectura! Hebe Mattos, editora Juiz de Fora, julio de 2025Editorial Locus Revista de História. V. 31 n. 1 Mirando o futuro É com satisfação que colocamos no ar o primeiro número do volume 31 da Locus: Revista de História. Neste número, o dossiê revisita os debates do colóquio que marcou as celebrações dos 20 anos do PPGH/UFJF e aprofunda as discussões nele presentes sobre a metodologia da micro-história, pensada em perspectiva global, a partir das noções de colonialidade e translocalidade.  Traz também uma homenagem ao historiador Giovanni Levi e seu papel fundacional neste campo. Publicamos a conferência por ele proferida no colóquio e uma entrevista inédita então concedida a Mônica Ribeiro de Oliveira e Maíra Vendrame. Os organizadores do dossiê, Hevelly Ferreira Acruche e Robert Daibert Jr. introduzem a riqueza da discussão e o conjunto dos artigos em sua Apresentação. Confiram. Refletir sobre o caminho percorrido é atitude que mira o futuro.  Neste número, celebramos também a crescente procura da revista, com artigos em estreito diálogo com a área de concentração e as linhas de pesquisa do Programa. A sessão livre vem densa e instigante. As discussões sobre patrimônio e arte se fazem presentes, honrando a tradição. O Patrimônio enquanto inconsciente da historiografia é o título do inspirador artigo de Rogério Mattos, sobre a necessidade de incorporar as novas construções e vivências do patrimônio de herança negra para a construção de uma agenda inovadora tanto na escrita como no ensino de história.  Na sequência, Enrique Normando Cruz apresenta, em espanhol, o artigo Contexto y nuevos datos históricos acerca de un pintor al Noroeste del Río de la Plata (Jujuy, siglo XVIII), a partir de novas e originais informações sobre a obra e trajetória do pintor Diego de Aliaga.  Transtemporalidade e o anacronismo das imagens: uma leitura possível da obra A imperatriz antropófaga, de Fernando Lindote, escrito por Rodolpho Bastos e Rafaela Barbieri, fecha o conjunto de reflexões neste campo, explorando o conceito de anacronismo das imagens de George Didi-Huberman e as contribuições sobre experiências temporais de Reinhart Koselleck, para explorar na tela de 2017 do pintor catariense Fernando Lindote,  “as marcas da colonização, da resistência dos povos colonizados e de temporalidades antigas”. A política e os usos políticos do passado não poderiam estar de fora dos temas abordados nesta rica sessão livre. Partidos para quê? Quatro questões sobre os partidos políticos na Primeira República (1889–1930) de Surama Conde Sa Pinto abre a sequência em grande estilo, revistando o clássico tema das eleições e dos partidos políticos na Primeira Repúbica brasileira, em que a autora é reconhecida especialista. Continuando com temas clássicos da historiografia politica brasileira, A Classe Militar no século XIX: A imprensa como campo de discussão e definição da instituição militar de Fenanda de Santos Nascimento analisa o discursos dos periódicos militares brasileiros de 1850 a 1881, entendendo  a imprensa militar do período como “canal de disseminação de ideias sobre o que é ser militar” em um momento em que ainda não se formara um discurso efetivamente institucional. Fechamos a trilogia com  Paradoxos dos direitos humanos e a judicialização dos crimes da ditadura civil-militar brasileira (1973-2023), de Camila Cristina Silva, que aborda a contraditória história do terrorismo de estado na ditatura civil-militar brasileira como problema jurídico. Ainda não é tudo. Para concluir, retornamos à  translocalidade como problema e fechamos com histórias africanas e latino-americanas, territórios fecundos da reflexão coletiva do PPGH/UFJF. Pastores africanos no horizonte da “ocupação” da Angola central: Ngulu, Keto e a expansão da missão congregacional (c. 1880-1900) , de Jéssica Evelyn Pereira dos Santos, aborda as primeiras missões protestantes estabelecidas na região de Angola Central a partir da trajetória de dois jovens que se tornaram pastores, professores e líderes comunitários. Por fim, Milton Ferreira Santos resenha o livro  Historia mínima de las derechas latinoamericanas de Ernesto Bohoslavsky e Priscila Emanoeli Rodrigues Cozer a coletânea Os tempos da justiça: História, infâncias e direitos humanos na América Latina, organizada por Silvia Maria Fávero Arend e Humberto da Silva Miranda, ambos editados em 2023. Boa leitura! Hebe Mattos, editora Juiz de Fora, julho 202

    Diáspora negra e lugares de memória : a história oculta das propriedades voltadas para o tráfico clandestino de escravos no Brasil imperial

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    Os ensaios aqui reunidos são resultados de pesquisas paralelas, mas convergentes, que abordam aspecto quase desconhecido da história social da escravidão atlântica no século XIX: as fazendas do tráfico clandestino, no contexto da expansão cafeeira. A organizadora da obra, Hebe Mattos, é pesquisadora da memória coletiva das comunidades negras do litoral do Sudeste que pleiteiam ser identi!cadas como remanescentes de quilombo nos termos do art. 68 da Constituição de 1988. Utilizando tradição oral e arqueologia como fontes de pesquisa, em associação com as fontes escritas, os textos ajudam a revelar uma história até há pouco tempo intencionalmente esquecida pela memória nacional

    Celebrando a renovação!

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    Editorial from Volume 31, Number 2, 2025, of Locus: Revista de História (UFJF) Celebrating renewal!Editorial del volumen 31, número 2, 2025, de Locus: Revista de Historia (UFJF) ¡Celebrando la renovación!  Editorial do Volume 31, número 2, 2025, da Locus: Revista de História (UFJF) Celebrando a renovação! É com senso de dever cumprido que apresento o segundo número do Volume 31 da Locus: Revista de História. O novo número é todo formado por artigos inéditos.  O dossiê ora publicado, organizado por Ismara Izepe de Souza, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, e por Filipe Queiróz de Campos, pesquisador no Laboratório de História Política e Social do PPGH/UFJF e professor substituto no Departamento de História da mesma instituição, reflete sobre os 80 anos do final da Segunda Guerra Mundial, abordando o tema de uma perspectiva, ao mesmo tempo, global e latino-americana. Os artigos reunidos no dossiê “O Brasil, a América Latina e a Segunda Guerra Mundial” honram a tradição das linhas de pesquisa do PPGH/UFJF, em suas reflexões mais amplas sobre história global, saberes situados, história política e usos políticos do passado. Como sugerido pela capa, revisitar a Segunda Guerra a partir de um ponto de vista latinoamericano, é também revisitar as relações de  poder entre os Estados Unidos e a América Latina. Um tema que não poderia ser mais atual. Convido os leitores a lerem a apresentação, escrita pelos organizadores, e a conhecerem os oito instigantes artigos nele reunidos.  Três artigos avulsos fecham o volume, abordando temas clássicos de história política e da história social, também de uma perspectiva global e situada. O artigo “Os interesses do estado do Amazonas na Constituinte de 1890-1891”, de Geisimara Soares Matos, analisa a atuação política do Amazonas na elaboração da constituição de 1891. Em “O anarquismo italiano e a contrarrevolução preventiva: a análise de Luigi Fabbri sobre o fascismo”, Rafael Viana da Silva descortina o caráter pioneiro da análise crítica do fascismo italiano elaborada pelo pensador anarquista Luigi Fabri (1877-1935). Por fim, os sentidos das alforrias no processo de expansão escravista da cultura do cacau na Bahia da primeira metade do século XIX é o tema do artigo “Alforrias e libertos na ascensão da economia cacaueira de Ilhéus (BA), 1810-1850”, de Marcelo Loyola, Ivanice Ortiz e Raiza da Hora. Este editorial foi escrito e o presente número definitivamente fechado pela equipe de gerentes editoriais, eles próprios e suas equipes todos pós-graduandas e pós-graduandos do PPGH/UFJF, entre as festas de final de ano de 2025. Sem Ana Amélia Gimenez no controle do fluxo de artigos, Alina Nunes e Chrigor Libério na revisão editorial, Gabriel Machado na diagramação final, Jéssica Toledo no design gráfico e Joyce Mirella na coordenação de comunicação, ele não existiria. Com este segundo número de 2025, celebramos dois anos de trabalho conjunto e eu concluo meu período como editora da revista. Ao grupo de gerentes editoriais e às suas equipes, meu muito obrigado!  Foi um trabalho gratificante. A partir do próximo número, minha colega Denise Nascimento assumirá a tarefa. Bem-vinda!   A todos, boa leitura.  Hebe Mattos,

    Em torno da África: a diáspora de André Rebouças

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    Review of: REBOUÇAS, André. Cartas da África: registro de correspondência, 1891-1893, organização Hebe Mattos, São Paulo: Chão Editora, 2022. 464 p.Resenha de: REBOUÇAS, André. Cartas da África: registro de correspondência, 1891-1893, organização Hebe Mattos, São Paulo: Chão Editora, 2022. 464 p

    ‘Pretos’ and ‘Pardos’ between the Cross and the Sword: Racial Categories in Seventeenth Century Brazil

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    Mixing between Europeans and Africans in the  Portuguese empire produced hierarchical categories for racial gradations during the seventeenth  century. During this period the categories ‘mulato’ and ‘pardo’ were included in the regulations  for Purity of Blood (Estatutos de Pureza de Sangue), which determined who could have access to  the same honours and privileges that the old  Christian Portuguese received. From the seventeenth century onwards, those regulations stipulated that ‘no one of the race of Jew, Moor or  Mulato’ (Raça alguma de Judeu, Mouro ou Mulato) were eligible to receive certain honours and  privileges from the crown. This paper discusses  the meanings of ‘race’ on the basis of two historical case studies. The twin processes of miscegenation, in the biological sense, and cultural intermixing have engendered intermediate strata that have  long stimulated the imagination of historians.  Instead of emphasizing the idea of new strata of  mixed blood, the two cases presented here suggest  a more central role for the early demographic  impact of access to manumission in colonial society to explain the emergence of these intermediate  categories in Portuguese America.  Resumen: ‘Pretos’ y ‘Pardos’ Entre la Cruz y la Espada: Categorías Raciales en el Brasil del Siglo DiecisieteDurante el siglo diecisiete, las mezclas entre europeos y africanos en el imperio portugués produjeron categorías jerárquicas de gradaciones raciales. Durante este período las categorías de ‘mulato’ y ‘pardo’ fueron incluidas en los estatutos para  la Pureza de la Sangre (Estatutos de Pureza de  Sangue), que determinaban quiénes tenían acceso  a los mismos honores y privilegios de que gozaban los viejos cristianos portugueses. Desde el  siglo diecisiete en adelante, esos estatutos estipulaban que “nadie de la raza judía, moro o mulato”  (Raça alguma de Judeu, Mouro ou Mulato) podí- an recibir ciertos honores y privilegios de la Corona. En este artículo discutimos el significado del  concepto de ‘raza’ sobre la base de dos estudios  de caso historiográficos. Los procesos gemelos de  mezcla racial, en el sentido biológico, y de mestizaje cultural engendraron estratos intermedios que  han estimulado la imaginación de los historiadores durante largo tiempo. En lugar de enfatizar la  idea de los nuevos estratos de sangre mixta, los  dos casos presentados aquí sugieren, a la hora de  explicar la emergencia de estas categorías intermedias en la América lusitana, un papel más  central para el primer impacto demográfico del  acceso a la manumisión en la sociedad colonial

    De pai para filho: África, identidade racial e subjetividade nos arquivos privados da família Rebouças (1838-1898)

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    O presente texto analisa cartas e registros autobiográficos do jurista Antônio Rebouças [1798-1880] e de seu filho, o engenheiro abolicionista André Rebouças [1838-1898], no Brasil do século XIX. Tais escritos são expressões eloquentes de subjetividades racializadas pela presença da escravidão africana na sociedade brasileira do período. Marcados por sua cor como descendentes de escravos – foi como “pardo livre” que o Rebouças pai foi registrado pelo pároco no livro de batismo da Paróquia de São Bartolomeu, na Vila de Maragogipe, na Província da Bahia – ambos tiveram, apesar disso, uma vida política e intelectual bem sucedida e influente no Brasil oitocentista. O texto interroga, sobretudo, o lugar da África e da noção de raça nos escritos pessoais dos Rebouças
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