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Corpos relacionais, «biofamília» e suspeição por associação: o caso da pesquisa familiar em genética forense
[Excerto] Introdução: As implicações sociais, culturais e éticas do desenvolvimento da biogenética nas reconfigurações de laços de parentesco e relações familiares têm sido amplamente estudadas pelas ciências sociais nas últimas décadas. Uma das temáticas
que mais atenção tem recebido diz respeito às relações de poder e às dinâmicas
sociais que emergem do uso de artefactos tecnológicos e práticas científcas para
determinar laços biogenéticos que podem ou não coincidir com o modo como
indivíduos ou coletividades se autorrepresentam ou percecionam a realidade
(Franklin, 2003).[...]Conselho Europeu de Investigação (ERC) sob o programa de pesquisa e inovação da União Europeia Horizonte 2020 (Contrato N.º [648608]), no âmbito do projeto Exchange – «Geneticistas forenses e a partilha transnacional de informação genética na União Europeia: Relações entre ciência e controlo social, cidadania e democracia» liderado por Helena Machado
Machado, Helena; Prainsack, Barbara (2014), Tecnologias que incriminam. Olhares de reclusos na era do CSI
Tecnologias que incriminam. Olhares de reclusos na era do CSI, de Helena Machado e Barbara Prainsack, publicado originalmente em inglês (Tracing Technologies – Prisoners’ Views in the Era of CSI) pela editora Ashgate, explora as representações em torno das tecnologias forenses do ponto de vista de indivíduos condenados a pena de prisão pela prática de crime. O enfoque nas perspetivas deste grupo social em concreto é particularmente inovador e esta é a primeira obra a examinar o modo como os r..
Em cena: os bastidores da sociedade brasileira em contos de Machado de Assis
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Literatura.O presente estudo procura mostrar a evolução do tratamento das questões sociais nos contos de Machado de Assis, a partir dos Contos Fluminenses (1870) até Histórias sem Data (1884), sem deixar de considerar narrativas de outros momentos, de modo especial quanto à necessidade de usar máscaras para viver em sociedade. Como Machado de Assis foi também um mestre na arte do drama e herdou muitos recursos do teatro, percebe-se que as cenas vão-se tornando reveladoras do que as pessoas ocultavam. Mostrando os personagens em cena, o narrador faz ver como as pessoas agiam para alcançar seus interesses numa sociedade de classes. Ou seja, pela leitura dos contos, vemos no palco do século XIX, um cenário em que agem pessoas hipócritas, interesseiras e ambiciosas entre as quais os agregados, que na ânsia de escalada social, lutam para alcançar o status da classe privilegiada ao lado dos que, no topo da pirâmide, agem por conveniência. Denunciando todas as mazelas sociais da época, o escritor dirige seu olhar também para os bastidores da miséria, para os marginalizados, que tentam continuar o espetáculo da vida, de modo especial, os escravos. Procura-se mostrar nesta leitura, que nos contos, eram construídas cenas reveladoras de uma sociedade que ocultava suas frustrações à luz das aparências
Helena Kolody, carbono & diamante: uma biografia ilustrada
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em LiteraturaHelena Kolody, carbono & diamante - uma biografia ilustrada conta a vida da escritora Helena Kolody, a partir de sua inscrição na literatura, questionando sua identidade, o mundo que a cercava e o sentido de sua existência. Equivale a dizer: em sua lírica, reflexões e sentimentos se entretecem a partir de uma matéria pessoal e localizada. Da estação ferroviária à estação tubo; da Ucrânia ao centro de Curitiba; de Paisagem interior a Reika; do século XIX ao século XXI, a literatura de Helena Kolody gerencia sua presença na consolidação do binômio arte-vida. O retrato da autora acaba se constituindo também por meio de farto aparato iconográfico; pelos mais de quinhentos textos críticos elencados e por sua obra completa. Fragmentação deliberadamente assumida, a pessoa se revela em sua inteireza.Helena Kolody, carbon & diamond - an illustrated biography tells the life of Helena Kolody, from her very insertion in literature, as it questions her identity, the world surrounding her, and the meaning of her existence. That is equivalent to saying that in her poetry there is the intermingling of reflections and feelings that derive from personal and localized material. From the railroad station to the tube-shaped bus stops; from Ukraine to downtown Curitiba; from Paisagem interior to Reika; from the nineteenth century to the twenty-first century, Helena Kolody's literature guarantees her presence in the consolidation of the art/life binomial. The portrait of the author ends up by also being made up of an abundant iconographic apparatus, of the over five hundred critical texts listed, and of her complete work. The person, although deliberately accepting her own fragmentation, reveals herself in her entireness
Da Helena Grega à Helena Fluminense: Machado de Assis e a tradição clássica
No presente trabalho, por meio da releitura de elementos da cultura greco-romana inseridos por Machado de Assis em seu romance Helena, pretende-se discutir a recepção da cultura clássica no projeto literário machadiano, indagando-se sobre as funções a que se presta a incorporação dessa camada intertextual (BAKHTIN, 2002) nos escritos do romancista brasileiro, a par do que preconizava o próprio Machado na persona de um outro eu: a do crítico literário, atento às transformações sociais e estéticas do Brasil oitocentista. Desse processo, resulta a utilização sistemática das citações de elementos da cultura clássica para a caracterização psicológica da sua Helena, a partir da técnica da emulação operacionalizada por meio da reescrita de mitos relativos às personagens gregas Penélope e Helena de Esparta
On the boundaries of public and private space: some notes about representation (and subversion) of gender roles in the feuilleton Helena (1876), by Machado de Assis
In this article we suggest a rereading of Helena (1876), by Machado de Assis, as a feuilleton on the pages of the newspaper O Globo, which was the support of the novel s original version. Regarding the intersection of the press and literature, we intend to reveal the possibilities of a reception with an emphasis on gender and understood according to its time. Thus, taking into account Helena s actions, we will analyze the specificity of a policy whose execution is based on the private space emphasized by the feminine that was, however, still preponderant in the public space, which was seen as a masculine environment. Ultimately, by combining class and gender, we intend to provide new nuances to the possibilities of actions created by women in the XIX century.Neste artigo, propomos uma releitura do folhetim Helena (1876), de Machado de Assis, em meio às páginas do jornal fluminense O Globo, este que serviu de suporte à versão original do romance. E considerando as intersecções entre imprensa e literatura, pretendemos revelar as possibilidades de uma recepção matizada pela questão do gênero e compreendida à roda de seu tempo. Assim, tendo por base as ações da protagonista Helena, nós nos deteremos na análise das especificidades de uma política exercida a partir do espaço privado tonalizado pelo feminino mas que também se fazia preponderante no meio público, tido por masculino. Enfim, conjugando classe e gênero, procuramos conferir novas nuances às possibilidades de ação criadas pelas mulheres no século XIX.917516
A força do nome no Brasil oitocentista : usos da nomeação em Helena, de Machado de Assis
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, 2020.A dissertação versa acerca das práticas de nomeação e da força dos nomes das personagens no romance oitocentista no Brasil, em especial Helena, de Machado de Assis, terceiro romance da ficção machadiana, publicado em 1876. O objetivo principal é examinar os dispositivos de nomeação empregados pelo autor diante das práticas literárias e das estruturas de poder e domínio vigentes em seu tempo. Busca, ainda, observar a relação de Machado com outros autores, especialmente a emulação a José de Alencar em Helena, com o emprego por Machado dos nomes de algumas personagens do escritor cearense.This dissertation studies the history regarding the naming practices and the
strength of character’s names in Brazilian nineteenth-century novels, especially in Helena, by
Machado de Assis, his third novel, published in 1876. The main objective is to examine the
naming devices employed by the author concerning literary practices and the structures of
power and dominance prevailing in his time. It also seeks to observe Machado’s relationship
with other authors, especially the emulation of José de Alencar in Helena, as Machado
patterns his character’s names after the ones envisioned by Alencar.Instituto de Ciências Humanas (ICH)Departamento de História (ICH HIS)Programa de Pós-Graduação em Históri
Os leitores de Helena, de Machado de Assis
Helena (1876) de Machado de Assis é classificado pela crítica literária como o romance mais problemático do autor, tendo em vista os outros oito que publicou no decorrer de sua obra. No entanto, o folhetim alcançou notoriedade e satisfez as exigências do público leitor do século XIX. Este aspecto chamou nossa atenção no sentido de explorar os diferentes leitores existentes no romance, no plano da personagem leitora de folhetins, do narrador e suas estratégias discursivas para prender o leitor à narrativa e do autor como leitor crítico do próprio romance na “Advertência”, na segunda edição, em 1905. O problema da pesquisa centrou-se na seguinte questão: quais perspectivas interpretativas poderão surgir se nos perguntarmos sobre a esfera do leitor, no plano da personagem, do narrador e do próprio autor? As hipóteses elaboradas foram as de que Helena como leitora busca identificação com os romances-folhetins que lê; o narrador utiliza-se de estratégias discursivas de contar e mostrar, segundo Booth, para conduzir o leitor na trama que tem no “mistério” seu núcleo central, e o autor posiciona-se como leitor crítico do romance, na Advertência da segunda edição, percebendo-o à luz do seu tempo, com a ingenuidade de seus primeiros escritos. Como base teórica foram utilizados os estudos de Marlyse Meyer sobre os folhetins, os de Wayne Booth, em Retórica da Ficção, para tratar das estratégias discursivas de narrar e mostrar vinculadas aos narradores dramatizados e não-dramatizados, além do conceito de “paratexto” de Gerard Genette. A conclusão referendou as hipóteses levantadas, abrindo um outro caminho interpretativo para o romance Helena, carente de estudos críticos mais atuai
La Poetica della traduzione di Machado de Assis in italiano: o Anjo Rafael
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2010This thesis is based on a research project on the translations of Machado de Assis published in Italy. It aims to verify how and in what way the Brazilian author is positioned in Italian literary culture, and based on this it moves on to describe the importance of translational and critical activities in the reception of a writer from a peripheral literary system by another literary system. Peeter Torop#s concept of total translation is the main theoretical reference adopted for the individuation of the translational strategies for Machado de Assis# works in general, based on the stylistic description of his criticism, and of O Anjo Rafael [The Angel Raphael] in particular. This little known short story by Machado de Assis is presented, analysed and translated for the first time into Italian. In conclusion observations and commentaries on the translational process will show the poetics of translation adopted in this particular translation of Machado de Assis short story.Esta tese parte de um trabalho de pesquisa sobre as traduções de Machado de Assis publicadas na Itália para verificar em que medida e com quais características o autor brasileiro esteja inserido na cultura literária italiana, e da qual se parte para delinear a importância das atividades tradutória e crítica na recepção de um escritor pertencente a um sistema literário periférico em outro sistema literário. O conceito de tradução total de Peeter Torop é a principal referência teórica adotada para a individuação das estratégias tradutórias da obra em geral de Machado de Assis, com base na descrição estilística de seus críticos, e de O Anjo Rafael especialmente. Trata-se de um conto pouco conhecido de Machado de Assis que vem aqui apresentado, analisado e traduzido pela primeira vez para o italiano. As observações e os comentários sobre o processo tradutório concluem este trabalho, evidenciando a poética da tradução adotada na tradução específica deste conto de Machado de Assis
A representação feminina em Machado de Assis: Helena, embrião de Capitu
Pretende-se, neste artigo, discorrer sobre as ideias de Machado de Assis presentes na representação feminina de Helena e de Capitu, personagens machadianas de fases distintas – cronologicamente – de sua obra, Helena (1876) e Dom Casmurro (1899). Para tanto, serão explorados os processos de construção das referidas personagens, bem como a relação desses processos com os preceitos da escola literária em vigor à época da escrita de cada romance e com o contexto sociocultural ao qual pertenciam. Assim, trabalhando com a ideia de Modernidade e revisando elementos da fortuna crítica sobre Machado em relação ao tema, buscou-se traçar um panorama que retrate a representação feminina semelhante, tanto de Helena quanto de Capitu. Busca-se, sobretudo, mostrar que Helena já trazia em si elementos de Capitu, revelando que a obra de Machado de Assis pode e deve ser vista como um todo, e não cindida em duas fases.</jats:p
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