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A fragmentação do território original do quilombo morro São João, município de Santa Rosa-TO
To analyze the fragmentation of the Afro-descendant quilombola territory of Morro São João, municipality of Santa Rosa do Tocantins and, based on the facts, delimit its original territory, comprising the farms, Morro São João, Rome, São Felipe, Barreira das Catas and Santa Rosa. theoretical framework directed to the study of quilombola, whose methodological procedures were qualitative, with comparative analyses. According to book-entry documents issued by the Nativity Registry, it was possible to reach an area of approximately 6,300 a. (six thousand and three hundred alqueires) of land belonging to the Morro São João quilombo. Further studies are needed to better elucidate this territory.
Keywords: Original Territory. Fragmentation. Quilombo. Morro São João.Analisar a fragmentação do território quilombola afrodescendente Morro São João, município de Santa Rosa do Tocantins e a partir dos fatos, delimitar o seu território original, compreendido pelas fazendas, Morro São João, Roma, São Felipe, Barreira das Catas e Santa Rosa com base num referencial teórico direcionado ao estudo quilombola, cujos procedimentos metodológicos foram de cunho qualitativo, com análises comparativas. Conforme documentos escriturais emitidos pelo Cartório de Natividade foi possível chegar à uma áreas de aproximadamente 6.300 a. (seis mil e trezentos alqueires) de terras pertencentes ao quilombo Morro São João. Cabe ainda estudos posteriores para melhor elucidação desse território.
Palavras-chaves: Território original. Fragmentação. Quilombo. Morro são João
Antigos e novos olhares sobre o Maciço do Morro da Cruz: de não território a território do PAC-Florianópolis
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Geografia, Florianópolis, 2012Os elevados indicadores sociais de Florianópolis apontam para uma cidade com ótima qualidade de vida; aliado a essa concepção, está também o fato de Florianópolis possuir muitos atrativos naturais. O Maciço do Morro da Cruz (MMC), situado na porção central da Ilha de Santa Catarina, não integra este cenário amplamente divulgado na mídia. É um espaço quase invisível à percepção dos demais moradores e que apesar de integrar o distrito-sede da cidade de Florianópolis, não se inclui neste cenário "paradisíaco". Sua população, apesar de viver em uma área central do atual aglomerado urbano, é considerada periférica à cidade. Situada em área de assentamentos precários, não escapa a problemas urbanos de ordem social e ambiental comuns a tantas cidades brasileiras e a outros países periféricos. Composta por aproximadamente 18 comunidades, durante muito tempo sofreu pela completa ausência de investimentos públicos e pela falta de reconhecimento de seus direitos cidadãos, sob a alegação de que ocupavam "assentamentos irregulares". Como objetivo geral desta tese coloca-se a análise do histórico e da construção das diversas territorialidades constituídas ao longo do tempo no espaço do Maciço do Morro da Cruz, tanto a partir de sua ocupação inicial como área periférica da cidade oficial, passando pela deliberada construção conceitual de um Território (do Fórum) do MMC, até as versões conflitantes, de um Território das Zeis e um Território do PAC-Florianópolis. A metodologia do trabalho incluiu a coleta de dados sob diferentes formas: entrevistas - estruturadas e não estruturadas - observação participante, questionários, levantamentos, mapeamentos e análises de artigos de jornal, de documentos oficiais, atas de reuniões do Fórum do MMC, fotos e pesquisas anteriores que visavam a construção do histórico das territorializações e reterritorializações do MMC. Através do fenômeno da suburbanização tenta-se entender os mecanismos da pobreza urbana, apesar das políticas sociais e urbanas desenvolvidas pelos organismos multilaterais, especialmente o BM e o BID. Encontramos um discurso que não corresponde às ações desses organismos, muito mais pautadas na ortodoxia das orientações econômicas neoliberais. Caracterizado inicialmente como um Não Território, o Maciço do Morro da Cruz será ao longo da crescente urbanização de Florianópolis modificado sucessivas vezes, até o momento em que se caracteriza, no ano 2012, como Território do (Projeto do Maciço do Morro da Cruz) PAC-Florianópolis. Através do estudo podemos avançar algumas questões sobre o futuro deste território: com o acesso facilitado pela abertura da via Transcaieira, uma rápida alternativa de acesso entre o centro e a Trindade; com a abertura ao público do Parque Natural do Maciço do Morro da Cruz, aos poucos a cidade se dá conta das modificações ocorridas. A regularização fundiária a ser implementada manterá os moldes e limites da Lei das ZEIS, ou teremos uma nova reterritorialização, desta vez controlada pelo elitizado mercado imobiliário de Florianópolis, com a consequente expulsão dos moradores atuais das diversas comunidades?Abstract : Social indicators shows that Florianópolis is a city with an excellent quality of life, that is accompanied with a number of natural attractions. The "Massif of Morro da Cruz" (Maciço do Morro da Cruz, MMC), located in a central part of the island of Santa Catarina, is not part of this widely propagated image in the media. On the contrary, this area is almost invisible in the eyes of the inhabitants of Florianopolis. In spite of pertaining to the central district of the city of Florianópolis, the MMC is not included in this idyllic scenario. Its population, despite living in a central area of the current town, is considered peripheral to the city. Situated in an area of slums, it has the social and environmental urban problems, common to many Brazilian cities and other peripheral countries. Including approximately 18 communities, the MMC has long suffered under the complete absence of public investment and the lack of recognition of its civil rights, alleging it were "informal settlements". As a general objective, this doctoral thesis analyses the history and construction of distinct territorialities formed over time within the MMC, both from their initial occupation as a peripheral area of the official city, through the deliberate conceptual construction of a MMC Territory (Courthouse), until the conflicting versions of a Territory of Special Zones of Social Interest (Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS) and Programa de Aceleração do Crescimento PAC-Florianópolis Territory. The methodology of this research included the collection of data under various forms: interviews - structured and unstructured - participant observation, questionnaires, surveys, mapping and analysis of newspaper articles, official documents, minutes of meetings of the MMC Courthouse, photos and earlier research that aimed at establishing the history of subsequent territorializations and reterritorializations of the MMC. Through the phenomenon of suburbanization we attempt to understand the mechanisms of urban poverty, despite the social and urban policies developed by multilateral organizations, especially the World Bank (WB) and the Interamerican Development Bank (IDB). We found a form of discourse that does not match the actions of these agencies, much more guided by orthodox neoliberal economic guidelines. Initially characterized as a Non-Territory, the "Massif of Morro da Cruz" (MMC), will be modified several times following the increasing urbanization process of Florianópolis, until 2012 when it was labeled as a PAC - Florianópolis Territory (Massif of the Morro da Cruz Project). In this study we raise some questions about the future of this territory: because of the Transcaieira access, a quick alternative road between downtown and the Trindade neighborhood, with the opening of the Natural Park of the Massif Morro da Cruz, little by little the city realizes the alterations that have occurred. The question is if the land regularization that will be implemented will keep the shapes and limits of the law of the ZEIS, or will there be a new reterritorialization, this time controlled by the elitist real estate market in Florianópolis, with the consequent expulsion of the current inhabitants of the different communities
A valorização da paisagem natural protegida em área urbana: Parque Municipal Morro do Finder, Joinville (SC)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Geografia."(...) qualquer paisagem é composta não apenas por aquilo que está à frente de nossos olhos, mas também por aquilo que se esconde em nossa mente". É com base nesta afirmação de Meinig (2002:35), na linha da Geografia Humanista que foi desenvolvido este trabalho. Com a ocupação das áreas mais planas do município de Joinville (SC), os morros do Iririú e do Boa Vista foram em parte preservados em sua vegetação natural. No primeiro situa-se a unidade de conservação estudada, o Parque Municipal Morro do Finder. Foram analisados a criação do parque e os diferentes aspectos e simbolismos que constituem o significado desta paisagem para os três grupos de entrevistados, gestores, visitantes e habitantes locais. A partir das percepções, dos valores e dos sentimentos, categorizou-se os diferentes discursos, evidenciando dimensões relativas a esta paisagem natural protegida em área urbana como campo de observação/contemplação, espaço de descanso, aconchego e memória, espaço de incômodo, medo e restrição, e, por fim, espaço de atuação política e de gestão. Assim, por meio da análise ficou reafirmada a importância do Parque Municipal Morro do Finder no contexto municipal e regional, como também a necessidade de uma gestão mais efetiva com base em um plano de manejo adequado, elaborado com a participação de todos os atores sociais envolvidos. "(...) any landscape is composed not only for what it is in the front of our eyes, but also for what it is hidden in our mind". Grounded in this affirmation of Meinig (2002:35), in the line of the Humanistic Geography that was developed this work. With the occupation of the plainest areas of the Joinville (SC) city, the mounts Iririú and the Boa Vista, had been in part preserved in its natural vegetation. In the first, is placed the Conservation Unit studied, called Parque Municipal Morro do Finder. The creation of the park and the different aspects and symbolisms that constitute the meaning of this landscape for the three interviewed groups, wichwere managers, visitors and local inhabitants had been analyzed. From the perceptions, of the values and feelings, the different speeches about to this protected natural landscape in urban area, had been categorized, showing relative values to this as: field of comment / contemplation, space of rest, coziness and memory, space of anoying, fear and restriction, and, finally, space of management and politics performance. Thus, by means of the analysis in the Parque Municipal Morro do Finder reaffirmed this importance in the municipal and regional context, and also the necessity of a more effective management on the basis, in a plan of adjusted handling, elaborated with the participation of all the social actors involved
O RECADO DO MORRO: PALAVRA E DELÍRIO EM ROSA, DELEUZE E GUATTARI
This essay dialogs between the concepts of the philosophers Gilles Deleuze and Félix Guattari and the images and conceptual characters traced by the writer Guimarães Rosa. Instead of the unusual search for an interpretative key, we produce philosophical dialogues with Rosa's literary production. The essay will be designed with a view to the contamination between the poetic compositions of the general fields in Rosa's novel O recado do morro and Deleuze and Guattari's rhizomatic arsenal of concepts. To this end, the landscape, be it geodesic, human, animal or molecular, occupies a prominent place. In O recado do morro, the sertão and the word are occupied by crazy intensities and becomings, apprehensible to the beings that palpitate close to the earth.O ensaio estabelece um diálogo entre os conceitos filosóficos dos autores Gilles Deleuze e Félix Guattari e as imagens e personagens conceituais traçadas pelo escritor Guimarães Rosa. No lugar da busca insólita de uma chave interpretativa, produzimos diálogos filosóficos com a produção literária de Rosa. O ensaio será delineado tendo em vista a contaminação entre as composições poéticas dos campos-gerais na novela O recado do morro, de Rosa, e o rizomático arsenal de conceitos de Deleuze e Guattari. Para tanto, a paisagem, seja ela geodésica, humana, animal ou molecular, ocupa um lugar de destaque. Em O recado do morro o sertão e a palavra são ocupados por intensidades e devires loucos, apreensíveis para os seres que palpitam junto à terra
A VIAGEM DA VOZ EM “O RECADO DO MORRO”, DE GUIMARÃES ROSA
RESUMO: Este artigo apresenta uma leitura do conto “O recado do morro”, de Guimarães Rosa, buscando capturar a importante dimensão da vocalidade nas transmissões de um recado emitido pelo Morro da Garça. A “viagem da voz” — concomitante à viagem de uma comitiva por sete fazendas de Minas Gerais — tem início com o estranho grito silencioso do morro que, transmitido por sete mensageiros, aos poucos se formula em um poema cantado. Neste conto que entrelaça uma viagem linguística e um deslocamento espacial com evidente valor simbólico, a importância da voz é desde o início captada nas ressonâncias vocais do primeiro recadeiro, um eremita. Para tratar dessa ressonância vocal responsável por lançar adiante as palavras confusas do recado e criar um elo entre os recadeiros, são contempladas a noção de eco — a partir do mito de Eco e Narciso — e a noção grega de enthousiasmós — a partir do texto Íon, de Platão.PALAVRAS-CHAVE: Guimarães Rosa; Recado do Morro; voz; vocalidad
Espaços coletivos de esperança: a experiência política e pedagógica da Comissão de Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz em Florianópolis/SC
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em EducaçãoO objetivo central desta pesquisa foi investigar a experiência da Comissão de Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz (CE/FMMC) em Florianópolis/SC e o seu significado histórico, a partir da análise das contradições e os desafios desta experiência na articulação e mobilização de suas escolas associadas; na aproximação com a vida e o trabalho dos homens, das mulheres, dos jovens e das crianças que habitam o Maciço do Morro da Cruz, num contexto permeado pela violência e criminalização; e a relação estabelecida com o Estado e suas políticas no campo educacional, assim como suas estratégias de formação continuada docente. Além da perspectiva teórico-metodológica marxista e da História do Tempo Presente, esta pesquisa apoiou-se em material documental obtido por meio de arquivo próprio da CE/FMMC: atas das reuniões ordinárias; registros dos encontros com a Secretaria de Estado da Educação (SED), Gerência Regional de Educação (GERED) e Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis (SDR); propostas de formação continuada em serviço da CE/FMMC e avaliação coletiva desta formação. Foi realizado ainda um mapeamento dos relatórios de estágio supervisionado, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses produzidas a partir das práticas pedagógicas nas unidades de ensino associadas à CE/FMMC e oito entrevistas com educadores e lideranças ligadas à Comissão de Educação. Nas considerações finais tratou-se da síntese da experiência política e pedagógica da CE/FMMC, tendo como balizas os seguintes aspectos: 1) a relevância da experiência histórica da Comissão de Educação e do Fórum do Maciço do Morro da Cruz; 2) as conexões da Comissão de Educação com as comunidades dos morros no âmbito educativo e em relação aos projetos socioambientais e culturais; 3) a repercussão do fechamento de determinadas escolas associadas à CE/FMMC e a diminuição do número de alunos nestas unidades de ensino; 4) a relação da CE/FMMC com o Estado e a restrição de ações coletivas no âmbito institucional, além da presença das ONGs; 5) o caráter identitário da CE/FMMC e a sua relação com o SINTE, ONGs e outras lideranças coletivas; 6) e os desafios da CE/FMMC na direção de uma 'educação para além do institucional' e, especialmente, 'para além do capital'.The goal of this research was to investigate the experience of the Comissão de Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz (CE/FMMC) in Florianópolis/SC and its historical significance, from the analysis of the contradictions and challenges of this experience in coordination and mobilization of its sister schools ; in approaching life and work of men, women, youth and children who inhabit the Maciço do Morro da Cruz, in a context permeated by violence and criminality, and the relationship established with the state and its policies in the field of education as well as their strategies for continuing education of teachers. In addition to the Marxist theoretical-methodological and History of the Present Time, this research relied on documentary material obtained from a separate file for CE/FMMC: minutes of the regular meetings, records of meetings with the State Department of Education (SED), Regional Education Management (GERED) and Regional Development Secretariat of Florianópolis (SDR), proposed inservice of CE/FMMC and evaluation of collective training. Was also developed a mapping of reports of supervised training, completion of course work, theses and dissertations produced from the pedagogical practices in teaching units associated with the CE/FMMC and eightinterviews with educators and leaders linked to the Education Committee. The final remarks dealt with the synthesis of political experience and teaching of CE/FMMC, as having the following goals: 1) the relevance of the historical experience of the Comissão de Educação and of the Fórum do Maciço do Morro da Cruz, 2) the connections Comissão de Educação of the hills with the communities in education and in relation to cultural and environmental projects, 3) the impact of the closure of certain schools associated with the CE/FMMC and decrease in the number of students in these teaching units, 4) the relationship CE/FMMC with the State and the restriction of collective actions at the institutional level, and the presence of ONGs, 5) the identity character of the CE/FMMC and its relationship to feel it, ONGs and other collective leadership, 6) and the challenges of CE/FMMC towards 'education beyond the institutional' and especially 'beyond the capital.
Abordagem contextualizada e interdisciplinar em projetos de ensino de ciências visando a inclusão social: um estudo nas escolas do Maciço do Morro da Cruz - Florianópolis, (SC)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2009Neste trabalho apresentamos uma pesquisa desenvolvida nas escolas vinculadas ao Fórum do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, SC. O objetivo principal desta investigação é identificar e discutir os elementos teórico-metodológicos presentes em Projetos de Ensino de Ciências baseados nos princípios da interdisciplinaridade e da contextualização, que possam indicar formas de promover a inclusão social de seus alunos. A metodologia de investigação se prosperou na pesquisa exploratória, buscando uma compreensão mais ampla de nosso objetivo de estudo e delimitando a amostragem da pesquisa. A fundamentação teórica a qual estruturamos nossa pesquisa inclina-se aos pressupostos educacionais de Paulo Freire, o qual também é estimado por este Fórum, na fundamentação dos trabalhos da Comissão de Educação. Esta comissão apresenta como objetivo mudanças nas políticas públicas educacionais visando melhorias na qualidade de ensino, incentivando práticas educacionais inovadoras como também, a luta por melhores condições de trabalho. Assim, esta pesquisa procura responder como os projetos de ensino das escolas vinculadas ao Fórum do Maciço do Morro da Cruz, baseados na contextualização e na interdisciplinaridade podem contribuir para a inclusão social de seus alunos.In this work we are going to present a research developted at schools linked to the Forum do Morro da Cruz Massive in Florianopolis, SC. The main aim of this investigation is to identify and discuss the theoric methodologic elements present in these Teaching Projects of Sciences based in the principles of interdisciplinarization and contextualization that can indicate ways to promote social inclusion of its students. The methodology of investigation prospered in the explanatory research, try to find a wider understanding of our study aim and delimiting the research sample. The theoric fundamentation which we extructured our research bends to Paulo Freire's educational presuppositions, which is also regarded by this Forum in the fundamentation of the work of the Education Committee. This committee presents as aim changes in the public educational politcs trying to make a better teaching quality, incentivating innovation educational practices as well the fighting for better condition of work. This research try to answer how the teaching projects of schools linked to Morro da Cruz Massive, based in the contextualization and in the interdisciplinarization may contribute to social inclusion of its students
Guimarães Rosa: viagem e espaços nômades entre identidade e alteridade
The present work aims at a reflection on the literature of journey gender, seen under the aspect of nomadism as a cognitive operator of Guimarães Rosa’s poetic-scientific method in O Recado doMorro, one of Corpo de Baile (1956) narratives. Different plans of journey can be seen: one of them is performed by the author as he crosses the interior of Minas, especially Garça Hill and Maquiné Cave; another one is the fictional expedition, and the message from the Hill itself, magic formula epitomized, in its space-time mouvanceTrata-se de uma reflexão sobre o gênero da literatura de viagem, visto sob a forma de nomadismo enquanto operador cognitivo do método poético-científico de Guimarães Rosa em O Recado do Morro, uma das narrativas de Corpo de Baile(1956). São planos diferentes de viagem: a realizada pelo autor ao cruzar o sertão mineiro, especialmente o Morro da Garça e a Gruta de Maquiné; a da expedição ficcional e a do próprio recado do Morro, fórmula mágica cifrada, em sua movência espácio-temporal.
 
A viagem da voz em “O recado do morro”, de Guimarães Rosa
Este artigo apresenta uma leitura do conto “O recado do morro”, de Guimarães Rosa, buscando capturar a importante dimensão da vocalidade nas transmissões de um recado emitido pelo Morro da Garça. A “viagem da voz” — concomitante à viagem de uma comitiva por sete fazendas de Minas Gerais — tem início com o estranho grito silencioso do morro que, transmitido por sete mensageiros, aos poucos se formula em um poema cantado. Neste conto que entrelaça uma viagem linguística e um deslocamento espacial com evidente valor simbólico, a importância da voz é desde o início captada nas ressonâncias vocais do primeiro recadeiro, um eremita. Para tratar dessa ressonância vocal responsável por lançar adiante as palavras confusas do recado e criar um elo entre os recadeiros, são contempladas a noção de eco — a partir do mito de Eco e Narciso — e a noção grega de enthousiasmós — a partir do texto Íon, de Platão
Comunidade quilombola Morro São João no município de Santa Rosa do Tocantins: memórias e território
La realidad cotidiana que experimentaron los esclavos, llenos de violencia, les provocó la sensación de buscar algo mejor, una vida digna y libertad, que se pudiera encontrar en un lugar que idealizaran y construyeran, concretándose en el territorio. quilombola La naturaleza de este trabajo deriva de ser quilombola y, a partir de eso, de poder historizar la posibilidad de delimitación territorial de la comunidad de Quilombola Morro São João, en el municipio de Santa Rosa do Tocantins, de los informes y recuerdos acordados con el marco teórico y la investigación de campo utilizado en el desarrollo de la investigación. Con base en esta premisa, comprenda los marcadores geográficos del antiguo territorio, que aparecen en las narrativas de la comunidad, además de incluir el ritual del Congo como herencia de ascendencia africana y resistencia territorial y luego diseñar un territorio de devenir. Se hizo evidente que el territorio real de Quilombo Morro São João no es solo el núcleo de la sede de Quilombo, sino que está constituido por las granjas que componen este territorio desde su originalidad, con 7.857 fanegas formados por los romaníes, Morro São João, Pedregulho o Gorgulho, São Felipe, Barreira das Catas y Santa Rosa, para considerar la disminución expresa en la extensión de las áreas territoriales desde el territorio original hasta el real. Sin embargo, con la presencia de residentes de quilombolas, en las tierras que constituían el Quilombo en estudio y resistentes al tiempo y la historia y que perpetúan sus orígenes afrodescendientes y campesinos, eliminando parte de su sustento y su familia, mostrando la pertenencia de estas parcelas a los Comunidad Quilombo Morro São João, reconocida en el festival “Santas Almas Benditas”, expresado por el ritual de los Congos, la peculiaridad de la festividad religiosa y la representación de la resistencia territorial. Con estos análisis, fue posible llevar a cabo la delimitación territorial de la Comunidad Quilombola Morro São João en el municipio de Santa Rosa do Tocantins, además de caracterizar el territorio real en función de las premisas del territorio original, expresado y dispuesto en el territorio de devenir. Como personas, recuerdos y culturas, vemos mejoras en la calidad de vida y resolución en el proceso de titulación territorial de este Quilombo. Los marcadores geográficos identificados, como el nombre del río (Birimbal), el nombre de los instrumentos y otros, presentaban especificidades de identidad africana y quilombola, además de contribuir al reconocimiento de la composición del territorio, que debe titularse para reestablecerse definitivamente. a quien tiene derecho: la Comunidad Quilombola Morro São João.A realidade cotidiana vivenciada pelos escravos, repleta de violência, provocou neles o sentimento de busca por algo melhor, por vida digna e pela liberdade, que pudessem ser encontrados em um lugar por eles idealizado e construído, fazendo-se concreto no território quilombola. A natureza deste trabalho deriva do ser quilombola e, a partir disso, poder historicizar a possibilidade de delimitação territorial da Comunidade Quilombola Morro São João, no município de Santa Rosa do Tocantins, a partir dos relatos e memórias acordados com o referencial teórico e pesquisa de campo utilizado no desenvolvimento da pesquisa. Com base nessa premissa, entender os marcadores geográficos do antigo território, que surgem nas narrativas da comunidade, além de incluindo o ritual dos congos como herança de ancestralidade africana e de resistência territorial e então projetar um território do devir. Ficou evidente que o território real do Quilombo Morro São João não se trata apenas do núcleo da sede do Quilombo, mas é constituído pelas fazendas que compõem esse território desde a sua originalidade, com 7.857 alqueires formados pelas fazendas Roma, Morro São João, Pedregulho ou Gorgulho, São Felipe, Barreira das Catas e Santa Rosa, a considerar a expressa diminuição em extensão de áreas territoriais do território originário ao real. Porém, com a presença de quilombolas moradores, nas terras que constituíram o Quilombo em estudo e resistentes ao tempo e à história e que perpetuam suas origens afrodescendentes e campesinas, retirando dela parte do seu sustento e de sua família, evidenciando o pertencimento dessas glebas à Comunidade Quilombo Morro São João. Reconhece-se na festa das “Santas Almas Benditas”, expressa pelo ritual dos Congos, a peculiaridade de festa religiosa e a representação de resistência territorial. Com essas análises, foi possível realizar a delimitação territorial da Comunidade Quilombola Morro São João no município de Santa Rosa do Tocantins além de caracterizar o território real com base nas premissas do território originário, expressos e disposto no território do devir. Enquanto pessoas, memórias e culturas, vislumbramos melhorias na qualidade de vida e resolução no processo de titulação territorial deste Quilombo. Os marcadores geográficos identificados, como por exemplo, nome de rio (Birimbal), nome de instrumentos e outros, apresentaram especificidades de africanidade e identidade quilombola, além de contribuírem para o reconhecimento da composição do território, que carece de ser titulado para seja definitivamente reestabelecido a quem de direito seja: a Comunidade Quilombola Morro São João
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