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Editorial Presentation
Dear Readers,
It is with great satisfaction and sense of responsibility that I hand over to our community the third issue of Volume 11 of Internext, the first one in which I was the editor-in-chief. Last October, the Program of Master's and Doctoral Program in International Management (PMDGI coordination), giving continuity to the rotation policy of editors, assigned me the function.
My satisfaction and a sense of responsibility are heightened by the fact that Anpad has recently released a new Spell ranking of national academic journals based on their impact factors, and in that ranking Internext is in the first quartile among the 97 ranked journals. In the criterion of citations per document, Internext ranked 4th among all Brazilian Business journals!
Of course, the merit of the impact of Intenext, evidenced by the Spell classification, does not belong to the publisher who just took office, but to those who preceded me: Felipe Borini and Eduardo Spers. To both of them, and the rest of the editorial team, especially the never tiring Dennys Rosseto and Jackeline Ferreira, my recognition for their dedication and competence and my commitment to do everything within my reach to maintain and evolve the quality of the work that have done.
In this issue, as in the previous ones, Internext features six articles that constitute important additions to the stock of knowledge about internationalization of business in emerging countries.
In a context of intense discussion of the implications of protectionist measures for national industries, Yolanda Carbajal-Suárez and María Esther Morales-Fajardo carry out a timely analysis of the development of the automotive sector in Brazil and Mexico, with an emphasis on the impact of trade agreements negotiated between the two governments on export and competitiveness of these sectors. One of the provocative conclusions they reached in "The automotive sector in Mexico and Brazil - An analysis from the commercial perspective "is that with the establishment of export quotas, the two countries incurred in trade losses.
In "The use of competitive intelligence in the selection of export markets - a comparative analysis of four methods", Moema Pereira Nunes and Laura de Souza Lequain address one of the biggest challenges facing companies that want to export their products: How to choose an import market . Through rigorous analysis of the characteristics of four methods commonly used to perform this choice, they come to the conclusion that all of them are difficult to apply for small and medium enterprises. While that result may be frustrating for readers that would like to find in the paper an answer to the problem of export market selection by SMEs, the article has the great merit of drawing attention to the necessity to work in this direction. Not to mention that it serves as an advanced introduction to the knowledge of methods of analysis of import markets.
In "Influences of international experience and business diversification on the degree of internationalization of Brazilian multinationals" Ivano Ribeiro, Fernando Antonio Ribeiro Serra, and Geysler Rogis Flor Bertolini analyze the impacts of two dimensions - the time of international experience and the diversification of business - on the degree of internationalization of Brazilian multinationals. Through regression analysis, they find indications that the company's business diversification is positively related to the degree of internationalization. Contrary, however, to what one would expect from established theories of internationalization of business, they find that prior international experience of Brazilian firms does not seem to predict the degree of internationalization. The authors suggest that this result may be related to the fact that the internationalization process of Brazilian multinationals is still a relatively recent phenomena.
Paulo Kazuhiro Izumi, Cyro Augusto Pachicoski Couto and Mário Henrique Ogasavara, take as starting point a bibliometric study of the theme global cities. After analyzing the evolution of academic production about the subject, and of the concept itself , they maintain that the phenomenon is relevant to the understanding of the contemporary strategies of internationalization of multinational companies, and that the topic tends to gain importance in terms of research. Among other indications for researchers who work or think about researching the theme, they suggest that economic geography as an approach with potential for understanding the impact of cities on the strategy and performance of multinationals.
Roberto Flores Falcão, Gilmar Masiero, Marcos Campomar review 70 articles published in high impact journals on the transfer of knowledge in multinational companies in the marketing performance of the subsidiaries. From this analysis, they construct a model that incorporates the context of the operation and the dynamics of the markets in the analysis. The authors identify the scales and analysis techniques that should be used to validate the model. In addition to providing an advanced starting point for empirical research, the theoretical consistency of the model represents a rich possibility for discussion and debate.
Last but not least, Eduardo Picanço Cruz, Roberto Pessoa de Queiroz Falcão, in "Bibliometric Review on Immigrant and Ethnic Entrepreneurship" review the academic literature on another highly contemporary phenomenon, the Brazilian immigrant community, and in particular their entrepreneurship. After reviewing the most cited articles on the subject, they demonstrate that the literature on immigrant and ethnic entrepreneurship has grown exponentially, suggesting this is another promising theme. The authors further suggest that there are great research opportunities on the subject in various macro areas of the Administration.
In summary, in this issue the reader will find in-depth analyzes of government policies, theoretical model proposals that expand perspectives in mature fields, results that contradict consecrated theories, and various suggestions for promising fields for further research.
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Ilan Avrichir
PROCESSO DECISÓRIO NA UFSC: UMA ANÁLISE POR MEIO DO ORGANOGRAMA INSTITUCIONAL
A estrutura universitária tem sua peculiaridade em relação às organizações pelos mais diferentes motivos. Este trabalho pretende estudar como ocorre o processo decisório na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) num estudo de natureza teórica e documental. Inicialmente, preocupou-se em apresentar os tipos de estruturas organizacionais comparando-os com o contexto das universidades. Na seqüência, é abordado o tema do processo decisório por meio do conceito de racionalidade e da racionalidade limitada. Por fim, é feita uma análise com o objetivo de associar os diversos modelos estruturais das organizações com o que é percebido na UFSC em seu organograma institucional. A análise não teve o intuito de oferecer soluções, retratando apenas como ocorre esse processo de forma formal na organização, não se estendendo a análise do processo informal da tomada de decisão. O resultado confirma que universidades têm seus aspectos estruturais complexos e consequentemente, justifica-se a morosidade nos processos para a tomada de decisão
Apresentação Editorial
Prezados leitores,
É com satisfação e orgulho que entregamos à comunidade de pesquisadores da área de negócios internacionais o primeiro número do 12º segundo volume da Internext. Estamos seguros de uma vez mais, estarmos disponibilizando à essa comunidade um conjunto de artigos que se constituem em contribuição efetiva ao acervo de conhecimentos no nosso campo e que podem inspirar e apoiar nossos pares nos seus esforços de pesquisa.
Queremos registrar que nossa satisfação e orgulho foi aumentada quando constatamos, ao redigir esse editorial, que esse número conta com contribuições de vários de nossos pesquisadores mais seniores e consagrados. Permitimo-nos interpretar esse fato como uma demonstração de confiança e apoio da comunidade, a qual resulta de um esforço da equipe editorial atual e das anteriores, do prestígio crescente do Programa de Mestrado e Doutorado em Negócios Internacionais da ESPM e da instituição de ensino que nos sedia e patrocina de uma forma geral. Essa demonstração de confiança nos obriga a redobrar os esforços para continuar a merecê-la, melhorando continuamente os processos editorias do periódico, a qualidade dos pareceres oferecidos aos autores e o padrão gráfico da nossa apresentação.
Nesse sentido, adiantamos que estamos fazendo mudanças importantes em nossa estrutura, principalmente com a incorporação de novos editores adjuntos e assistentes. Um dos principais objetivos dessas mudanças é reduzir o tempo de resposta aos autores que nos confiam suas produções. Durante o tempo que separa a divulgação desse número e do próximo, essas mudanças serão refletidas nas informações sobre o corpo editorial que estão em nosso site.
A seguir, um breve resumo dos artigos que compõem esse número.
Em nome de toda a equipe editorial, agradeço aos autores e revisores que colaboraram com esse número e desejo boa leitura a todos.
Em “A visão da marca corporativa em operações internacionais”, Juliana Rodrigues, Bruno Giovanni Mazzola, Mariana Bassi Sutter, Ney Nakazato Miyahira e Maria Tereza Leme Fleury examinam, através de revisão de literatura e de pesquisa quantitativa exploratória usando uma survey com 297 professionais de nível gerencial no Brasil, se a nacionalidade e o escopo das operações interferem na percepção da marca corporativa. Os resultados da pesquisa destacam que a construção da identidade da multinacional é uma das razões principais para a adoção da marca corporativa.
O artigo faz uma revisão do conceito de marca corporativa, das razões que levam a adoção dela e, principalmente, do seu papel nos negócios internacionais. Essa revisão, por si só, já se constitui em contribuição relevante à literatura do marketing internacional. A relação das 26 razões para adotar a marca corporativa, agrupadas em 12 categorias centrais, também pode ser muito útil para pesquisadores que trabalhem com o tema. E, obviamente, as diferenças e semelhanças que os autores identificam entre as posições de empresas nacionais e filiais de multinacionais com relação a adoção de marcas corporativas, além de ser um resultado que pode embasar vários raciocínios de pesquisadores sobre o tema, também sugere desdobramentos em novas questões de pesquisa.
Em “Internacionalização de varejo: Revisão da contribuição dos estudos de caso”, Renata Maria Gomes e Jorge Carneiro sumariam e discutem 42 estudos de casos sobre o tema de internacionalização e sua forma de distribuição e comercialização. Além de se constituir em fonte de inestimável valor para quem estiver buscando sínteses sobre o estado da arte sobre o tema, o artigo ainda traz argumentos que podem ser usados para justificar a necessidade de novos estudos de casos sobre a internacionalização do varejo, principalmente daquelas empresas com origem em países com economias emergentes.
No artigo, os autores identificam que são cinco os principais temas abordados pelos estudos de caso: motivações para internacionalizar, estratégias de internacionalização, modos de entrada, padrões de operação, desempenho das empresas varejistas e desinvestimento. Para cada tema, os autores resumem os principais achados das pesquisas como, por exemplo, as diferenças com relação a tipos específicos de varejistas.
Os autores sustentam que os estudos de caso parecem ter contribuído de forma relevante para o desenvolvimento do processo de internacionalização e para a construção de novas teorias aplicáveis a formatos varejistas, como os de marcas próprias e franquias. Concluem também que, em função da influência do contexto sobre o fenômeno da internacionalização do varejo, o potencial dos estudos de caso na área de estudos internacionais ainda não foi totalmente explorado.
Em “How institutional voids influence Brazilian foreign direct investment in Angola” Renato Virches e Fernanda Ribeiro Cahen dão uma significativa contribuição ao entendimento de como as multinacionais usam os vazios institucionais como oportunidades de mercado, mostrando as particularidades de como isso se dá na relação entre multinacionais brasileiras e os vazios institucionais em Angola. A partir da análise de como as multinacionais brasileiras fazem isso em Angola, sugerem generalizações teóricas possíveis para a relação de multinacionais de países emergentes em outros países emergentes, um tema ainda pouco explorado pela pesquisa sobre institutional voids.
Além de uma descrição rica do contexto institucional daquele país africano, descendo a detalhes dos mercados de produtos, capital e mão de obra, o artigo também descreve as estratégias de empresas brasileiras para lidar com os vazios em cada um desses conjuntos de instituições. As informações contidas e as conclusões são relevantes para pesquisadores estudando o tema de vazios institucionais não só em Angola e do ponto de vista de empresas brasileiras, mas em geral para o entendimento das questões críticas para o desenvolvimento institucional e estratégias de multinacionais de países emergentes.
Ananda Pimenta, Marcus Joswig, Moacir De Miranda Oliveira Junior, Roberto Sbragia, em outra revisão das contribuições que os estudos de caso dão a literatura sobre internacionalização de empresas, focam empresa born-globals. Em “Dimensions on born-global firms´ case studies”, a partir de uma amostra de artigos indexados na base de dados de conhecimento ISI WEB, fazem uma análise quantitativa e qualitativa dessa produção.
Na análise quantitativa, os autores concluem que há tendência positiva de aumento do número de citações desses artigos. Na análise qualitativa, os autores identificam os atributos internos e externos que conduzem a internacionalização. Chamam a atenção para o fato de que o atributo mais mencionado nos artigos é o conhecimento dos gerentes e empreendedores. Outros fatores são o foco estratégico das firmas, a capacidade inovativa delas, o mercado doméstico e redes e alianças. A relação das dimensões e atributos das born-globals pode ser usada para organizar novos estudos e proposições teóricas sobre o tema.
No quinto artigo, Thiago José de Chaves, Thelma Rocha, Jana Reuther e Renata Fernandes Galhanone trabalham o também ainda recente e pouco explorado tema das iniciativas de filias de multinacionais na área dos negócios sociais. A partir de dados secundários, entrevistas com especialistas e com executivos de duas multinacionais atuando no Brasil, analisam como essas empresas usam seu know-how de marketing para atingir os resultados esperados com essas iniciativas.
Além de descreverem em detalhes as iniciativas de duas filiais nacionais de multinacionais da área de bens de consumo no campo dos negócios sociais, os autores comparam essas atuações usando diversas categorias de estratégias e práticas de marketing: O know-how aplicado, o marketing mix e as fontes de conhecimento utilizados. Os autores concluem que as duas filiais têm de fato atuação compatível com os preceitos que orientam a prática das organizações sociais e que os mecanismos de marketing podem contribuir para que empresas, usando esse tipo de atuação, possam contribuir para o benefício da empresa e da sociedade.
E, last but not least, muito pelo contrário, Sylvia Therezinha de Almeida Moraes, Angela da Rocha e Jorge Ferreira da Silva, em “Uso de redes no decorrer do processo de internacionalização: Estudo longitudinal no setor de software” buscam entender como empresas brasileiras de software acessam redes de parceiros internacionais e as utilizam ao longo do tempo em seu processo de internacionalização. Por meio de estudo longitudinais com quatro díades de empresas, cada uma formada por uma empresa brasileira e sediada no exterior, identificam que a sequência de etapas pelas quais passam os relacionamentos permitem falar em dois processos genéricos de evolução desses relacionamentos: Um que é seguido pela empresa nacional no relacionamento com multinacionais e outro que acontece quando a empresa se relaciona com outra de porte similar ao seu.
O estudo traz contribuições ao entendimento de como se iniciam e evoluem redes de relacionamento internacional, principalmente no que concerne a influência do tamanho dos parceiros envolvidos. Não bastasse isso, constitui-se em um excelente exemplo de como descrever e analisar um processo longitudinal a partir de estudos de casos múltiplos.
Ilan Avrichir
Editor-Chef
Entrevista com o professor Ronaldo Parente: o árduo caminho para publicações internacionais de alto impacto
No mês de setembro, a InternexT entrevistou um dos brasileiros com maior destaque mundial no cenário de Estudos sobre Negócios Internacionais. A entrevista foi feita para poder compartilhar as reflexões do entrevistado, sobre o caminho a ser trilhado para publicar em periódicos de alto impacto. A entrevista foi conduzida pelo editor da Internext, Ilan Avrichir e editada com a colaboração de Silvio Luís de Vasconcellos.O entrevistado é o professor Ronaldo Couto Parente, natural do Rio de Janeiro, engenheiro civil, formado na UNIFOR – Universidade de Fortaleza, tem Ph.D. em gestão estratégica em negócios internacionais pela Temple University, nos Estados Unidos e mestrado em finanças pela Universidade de Tampa. Além de editor e revisor em periódicos de impacto na área de negócios internacionais e estratégia, possui publicações em todos os cinco principais periódicos especializados e m sua linha, nos últimos dez anos. É professor titular da Florida International University, de Miami e professor colaborador na Fundação Getúlio Vargas, EBAPE, Rio de Janeiro.Publicar no JIBS é o sonho de qualquer pesquisador da área de negócios internacionais. O que você pode dizer para pesquisadores que queiram publicar no JIBS?Prof. Ronaldo Parente: Antes de mais nada, me permita fazer uma correção, que pode parecer um tanto arrogante, mas acredito que é importante no contexto da nossa entrevista. Esse meu artigo sobre catch-up e A Embrapa que recentemente foi publicado no JIBS, em maio de 2020, é o meu quinto artigo nesse periódico. Um sexto encontra-se em processo de revisão e deve ser sair em breve. Penso que esse adendo pode contribuir ainda mais em responder sua pergunta
CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE [doi: 10.5329/RECADM.20060502005]
Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 A avaliação do desempenho de professores universitários por seus alunos tem sido objeto de muitos estudos. Boa parte deles é no sentido de desenvolver critérios e formas de avaliação. Outra parte é direcionada para o questionamento e reflexão quanto aos problemas e possíveis benefícios da mesma. Por meio deste estudo desenvolveu-se uma escala destinada a avaliação do desempenho do professor. Suas propriedades psicométricas foram identificadas em duas fases. A primeira delas envolvendo 37 assertivas relacionadas ao desempenho do professor. Os resultados desta fase sugeriram a redução do número de assertivas, para possibilitar o emprego de ferramentas de estatística destinadas à identificação e análise das suas propriedades psicométricas. Na segunda fase do estudo foram encontrados índices satisfatórios de consistência e precisão. A análise fatorial sugeriu a presença de dois fatores, também com índices aceitáveis, indicando a validade do instrumento para o universo representado por sua amostra. Sugerem-se novos estudos para conferir maior amplitude de utilização do instrumento.</span
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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