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Can we speak English? Reflections on the unspoken EFL in Brazil
This essay explores the issue of oral production in English as a foreign language in Brazil. It reports the difficulty some students find to speak the language to matters of authority and legitimacy constituted in a particular history of language policies. Interest in the theme emerged because many Brazilian students who know English state they cannot speak the language and avoid pronouncing it and engaging in conversations. A discursive methodological framework forms the basis for the analysis of postings collected from discussion forums on different websites. First, I can´t speak English works as the reference statement that makes it possible to verify a discursive regularity in operation in Brazil. Second, a postcolonial theoretical framework supports the discussion on the conditions of possibility to speak English as a foreign language in a former Portuguese colony. The author argues that the ghost of the native, idealized speaker prevents students from recognizing the English they know as legitimate, and to speak it, and points out that dignity is a possible discourse to help deconstruct the colonial, silenced positioning that exists regarding the oral production in this foreign language
Teorizações-chave sobre educação linguística para a sustentabilidade: uma entrevista com Suresh Canagarajah
Since the publication of the Sustainable Development Goals (SDGs) for The 2030 Agenda for Sustainable Development, proposed by the United Nations in 2015, the term sustainability has gained increasing visibility across various sectors. However, as we write this text – with only six years remaining before the established deadline to achieve these goals – it is evident remains to be done. This paper, presented in the form of an interview, offers a critical Applied Linguistics perspective on language education for sustainability. The overall aim is to reflect on whether and how we have addressed the SDGs in our research, theoretical frameworks, and mainly, in language education. The discussion focuses on how decolonial, Indigenous ontoepistemologies inform us on ways we can transform the neoliberal, naturalized perpeptions and knowledge into thinking and acting otherwise in a collapsing world. Such perspectives transcend the dualistic views of the Modern European logic that operates through binary, hierarchical concepts such as human/nature, human/nonhuman, reason/affect, materiality/spirituality, fostering co-existence and mutual wellbeing. Some key aspects addressed in the conversation are the devastating effects of colonialism, the persistence of linguistic racism, and the importance of delinking from current colonial language traditions while relinking to Indigenous principles and methods. Moreover, as the UNESCO orientations on education for sustainable development are reviewed, concepts such as “dispositions” in place of competences, and learning as lifelong and lifewide are proposed.Desde la publicación de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) de la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible, propuestos por las Naciones Unidas en 2015, el término sostenibilidad ha ganado cada vez más visibilidad en diversos sectores. Sin embargo, en el momento de escribir este texto, a solo seis años de que se cumpla el plazo fijado para alcanzar estos objetivos, es evidente que aún queda mucho por hacer. Este artículo, presentado en forma de entrevista, ofrece una perspectiva crítica de la Lingüística Aplicada a la educación para la sostenibilidad. El objetivo general es reflexionar sobre si hemos abordado los ODS y cómo en nuestras investigaciones, marcos teóricos y, especialmente, en la educación lingüística. La discusión se centra en cómo las ontologías y epistemologías decoloniales e indígenas nos informan sobre las formas de transformar las percepciones y conocimientos naturalizados del neoliberalismo en formas de pensar y actuar de manera diferente en un mundo que se derrumba. Tales perspectivas trascienden las visiones dualistas de la lógica europea moderna, que opera a través de conceptos binarios y jerárquicos, como humano/naturaleza, humano/no humano, razón/sentimiento, materialidad/espiritualidad, promoviendo la coexistencia y el bienestar mutuo. Algunos aspectos clave abordados en la conversación son los efectos devastadores del colonialismo, la persistencia del racismo lingüístico y la importancia de desprenderse de las tradiciones lingüísticas coloniales actuales y reconectarse con los principios y métodos indígenas. Además, en la revisión de las directrices de la UNESCO sobre la educación para el desarrollo sostenible, se proponen conceptos como "disposiciones" en lugar de competencias, y el aprendizaje como un proceso a lo largo de toda su trayectoria.Desde a publicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, proposta pelas Nações Unidas em 2015, o termo sustentabilidade tem ganhado crescente visibilidade em diversos setores. No entanto, ao escrevermos este texto – com apenas seis anos restantes até o prazo estabelecido para alcançar esses objetivos – é evidente que ainda há muito a ser feito. Este artigo, apresentado na forma de uma entrevista, oferece uma perspectiva crítica da Linguística Aplicada sobre a educação para a sustentabilidade. O objetivo geral é refletir sobre se e como temos abordado os ODS em nossa pesquisa, quadros teóricos e, principalmente, na educação linguística. A discussão foca em como as ontologias e epistemologias decoloniais e indígenas nos informam sobre maneiras de transformar as percepções e conhecimentos naturalizados do neoliberalismo em formas de pensar e agir de maneira diferente em um mundo em colapso. Tais perspectivas transcendem as visões dualistas da lógica moderna europeia, que opera por meio de conceitos binários e hierárquicos, como humano/natureza, humano/não-humano, razão/sentimento, materialidade/espiritualidade, promovendo a coexistência e o bem-estar mútuo. Alguns aspectos-chave abordados na conversa são os efeitos devastadores do colonialismo, a persistência do racismo linguístico e a importância de desvincular-se das tradições linguísticas coloniais atuais e reconectar-se aos princípios e métodos indígenas. Além disso, ao revisar as orientações da UNESCO sobre educação para o desenvolvimento sustentável, são propostos conceitos como “disposições” no lugar de competências, e aprendizagem como um processo ao longo da vida e em todo o seu percurso
UM CORPO NA FOTOGRAFIA DO JORNAL
Este artigo discute, via uma perspectiva discursiva materialista, o efeito do olhar lançado sobre uma foto sobre notícia de violência publicada na primeira página de um jornal no Brasil. A discussão recai sobre qual é um efeito possível desse gesto de interpretação ao nível do óptico, como ele é produzido, o que é a materialidade olhada e o olhar e como esses termos podem ser conceituados na teoria discursiva. Uma pequena discussão sobre o corpo, pela mesma perspectiva, também tem lugar, dada a especificidade da imagem analisada
O discurso médico e apatologização da educação
Em discussões sobre avaliação escolar, e em meio à afirmação de que ela é um “instrumento que ajuda a direcionar e redirecionar a prática pedagógica”, não é raro ouvir de professores, coordenadores pedagógicos, diretores e assessores de escolas públicas e privadas a afirmação de que o que se faz na escola por meio desse “instrumento” é “diagnosticar” as “dificuldades” dos alunos. “Diagnostica-se”, através da avaliação, os “problemas” que os alunos têm, o que “não conseguiram apreender das aulas” e que “remédio” lhes deve ser dado para “sanar” tais problemas. Todas essas palavras são originalmente encontradas no discurso médico para a descrição de situações de doença, mas elas fazem parte, igualmente, do meio escolar. O objetivo deste texto é discutir a forma como a escola se apropria desse discurso e seus efeitos.ABSTRACT:When evaluation comes as a topic for discussion it is common to hear teachers, principals and pedagogical coordinators refer to evaluation tests as “instruments that help direct and redirect the pedagogical practice”. They state “that via the application of tests” it is possible “to diagnose” the students’ “difficulties”, their learning “problems”, what topics “they could not learn” and the kind of “medication” that should be administered in order to cause them “to recover”. All these terms are originally found in the medical discourse to refer to medical situations, illnesses, but they have been largely used in the educational discourse as well. The objective of this study is to reflect on how such terms migrated to the educational environment and what their effects are. Keywords: evaluation; diagnosis; discours
Body of memory
Orientador: Carmen Zink BologniniTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da LinguagemResumo: O corpo é objeto de estudo em diferentes disciplinas, sendo compreendido de forma diferente em cada uma delas, abordado nos mais variados recortes de pesquisa. O corpo pode ser estritamente biológico, psicologicamente apreendido ou socialmente determinado, a depender do olhar que se lhe lança. O presente estudo, em sua novidade, objetiva abordá- pelo viés da linguagem. Alicerçada no dispositivo teórico-analítico da Análise de Discurso, a pesquisa procura compreender o funcionamento do corpo constituído por e na linguagem. A partir dos conceitos de memória discursiva, enquanto tecido material que sustenta o dizível para o sujeito, e de condições de produção dos sentidos, enquanto exterior determinante dos sentidos, discutem-se os gestos corporais como formulações do corpo e o corpo como materialidade significante do/no discurso. Discutem-se também o olhar e sua forma de funcionamento no discurso e o dizer dirigido ao corpo e constituindo identificações sociais. Como material de pesquisa, toma-se o corpo do descendente de japoneses no Brasil, analisando seus gestos, suas formas de nomeação, a história de imigração no país. A abordagem proposta para o corpo neste estudo traz para discussão o que está além do biomecânico e fisiológico e que o constitui. Ou seja, a diferença está em focalizar a linguagem, que transforma o ser biológico em sujeito simbólico. A contribuição que se quer dar às disciplinas que lidam com o corpo é uma leitura sobre o tema pela perspectiva da linguagem. Ao mesmo tempo, propõe-se contribuir com a teoria discursiva e os estudos sobre a linguagem com mais um elemento de reflexão no que se refere ao sujeito e ao sentidoAbstract: The body is the object of study in various disciplines. It can represent a strictly biological matter, a psychological constitution that can be apprehended or a socially determined object. This study, on its turn, aims at analyzing it via the language. The theoretical-analytical background comes from the Discourse Analysis. Based on key concepts as discursive memory . the historical complex whole that enables the speakable to the subject . and conditions of production of meaning . that is, external conditions that determine them, the body is understood as constituted in and by language. The focus of the study is to comprehend the way such constitution works. Within the study body gestures are seen as formulations of the body, and the body is seen as a significant materiality in/of discourse. The look and the word addressed to the body by the other are also theme of a deeper discussion. They are understood as constituents of the identifications of the body. The analysis is focused on gestures and body descriptions of Brazilians who are Japanese descendents living in Brazil. The discursive approach of the body goes beyond its biomechanical and physiological characteristics to reach it as a matter of language, language that transforms the biological human being into a symbolic subject. It is believed that this study may contribute to a better understanding of the body and to the re-discussion of its concepts in the various disciplines and that it may also contribute with the discursive theory and linguistic studies by touching on an essential subjective issueDoutoradoMulticulturalismo, Plurilinguismo e Educação BilingueDoutor em Linguística Aplicad
Subjetividade brasileira e aprendizagem de linguas estrangeiras : um estudo discursivo
Orientador : Carmen Zink BologniniDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudo da LinguagemMestrad
Girls from Rio and girls from Ipanema in the waves of feminism
The purpose of the essay is to reflect on Feminism based on my own experience as a woman, taking as a reference the years 1960 and 2021 in the city of Rio de Janeiro. My gaze is on two poetic productions, Garota de Ipanema (1962), written by Antônio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes, and Girls from Rio (2021), a song composed by Anitta in partnership with other authors ), seeking to understand the representation that these actors make of themselves and other people in those contexts. My reflection is not limited to gender issues, as historical and, above all, political factors have always governed Feminism. I conclude the essay, relying on the reflections of Heloisa Buarque de Hollanda (2018, 2019) to state that the wave experienced in Feminism that marked the girl of 1962 was interrupted by the Military Dictatorship, which led us to postpone our wave until 1985, an issue that was repeated in other Latin American countries. Differently, the wave that involves the girl of 2021 hits the rocks, due to its own strength and not due to the violence that the previous wave had to face, confirming that Feminism has advanced, a lot, in our country.A proposta do ensaio é refletir sobre o Feminismo a partir de minha própria experiência como mulher, tomando como referência os anos de 1960 e de 2021 na cidade do Rio de Janeiro. Meu olhar está em duas produções poéticas, Garota de Ipanema (1962), cuja autoria é de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, e Girls from Rio (2021), canção composta por Anitta em parceria com outro(a)s autore(a), procurando entender a representação que essas e esses atores fazem de si e de outras pessoas daqueles contextos. Minha reflexão não se limita às questões de gênero, pois os fatores históricos e, sobretudo, políticos, sempre regeram o Feminismo. Concluo o ensaio, apoiando-me nas reflexões de Heloisa Buarque de Hollanda (2018, 2019) para afirmar que a onda vivida no Feminismo que marcou a garota de 1962 foi interrompida pela Ditadura Militar, o que nos levou a adiar nossa onda para 1985, questão que se repetiu em outros países da América Latina. Diferentemente, a onda que envolve a garota de 2021 bate contra os rochedos, por conta de sua própria força e não pela violência que a onda anterior precisou enfrentar, confirmando-se que o Feminismo avançou, e muito, em nosso país
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