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A influência da profundidade de agachamento no desempenho e em fatores biomecânicos no salto vertical
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-graduação em Educação Física, Florianópolis, 2013Introdução: O salto vertical (SV) é uma habilidade motora presente em diversas modalidades esportivas. Além disso, o SV é um teste amplamente utilizado para estimar a potência de membros inferiores objetivando avaliar e monitorar programas de treinamento. Existem diversos fatores que influenciam no desempenho no SV, dentre eles o comprimento muscular, o qual pode ser alterado em função da variação do ângulo articular envolvido no movimento. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar o desempenho, a atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos dos membros inferiores, os parâmetros cinéticos e cinemáticos durante os saltos verticais CMJ e SJ realizados a partir de diferentes profundidades de agachamento. Método: Participaram do estudo 22 sujeitos (23,5 ± 3,58 anos; 82,38 ± 9,83 kg; 185,5 ± 6,31 cm; 13,79 ± 3,31 % de gordura) praticantes das modalidades de voleibol ou basquetebol. Os participantes, após aquecimento e familiarização, realizaram três saltos em cada situação testada, que correspondia a diferentes profundidades de agachamento. No CMJ testaram-se as seguintes posições: 1) posição preferida - PREF; 2) ângulo de flexão do joelho 90°, enquanto que no SJ realizaram-se: 1) posição preferida - PREF e com ângulo do joelho em 2) 70º; 3) 90º; e 4) 110° de flexão. Os SV foram realizados sobre uma plataforma de força (Kistler Quatro Jump), ao mesmo tempo em que foi filmado o movimento (Canon ELPH 500) e monitorado a atividade EMG (Miotec) dos músculos vasto lateral (VL), reto femoral (RF) e bíceps femoral (BF). A ordem de execução dos saltos (CMJ vs SJ) assim como as diferentes situações de agachamento dentro de cada salto foram randomizadas. Foram analisadas as seguintes variáveis: altura do salto, potência média (PM) e pico (PP), força máxima (FMAX) absoluta e normalizada pela massa corporal, taxa de desenvolvimento de força (TDF), deslocamento angular do quadril (DAQUA), joelho (DAJOE) e tornozelo (DATOR), pico de velocidade do centro de massa (PV), velocidade angular do quadril (VAQUA), joelho (VAJOE) e tornozelo (VATOR), ativação EMG (%RMS) dos músculos VL, RF e BF na fase excêntrica e concêntrica do CMJ e concêntrica do SJ. Para análise foram selecionadas as variáveis relativas ao salto de melhor desempenho em cada situação. Para comparar as variáveis entre as posições, foi utilizado ANOVA para medidas repetidas, com teste post-hoc de Bonferroni. Para verificar quais variáveis poderiam explicar o desempenho em cada situação de salto foi utilizada a regressão linear múltipla, com o método stepwise para a seleção das variáveis. Adotou-se um nível de significância de p=0,05. Resultados: A altura do salto aumentou com o aumento da profundidade do agachamento em ambos os saltos CMJ e SJ. Quanto às variáveis cinéticas, foi observado que em ambos os tipos de saltos CMJ e SJ, a PM, PP, FMAX absoluta e normalizada apresentam os maiores valores nos saltos realizados nas menores profundidades de agachamento. Para a TDF, no CMJ não houve diferença entre as situações, já no SJ os maiores valores foram observados nos saltos realizados na posição 110°, seguido pela posição PREF, 90 e 70°. Os maiores deslocamentos angulares do quadril e joelho foram observados nos saltos realizados nas maiores profundidades de agachamento em ambos os tipos de saltos CMJ e SJ. O PV do centro de massa no instante da impulsão foi maior nos saltos realizados nos menores ângulos de flexão de joelho, tanto no CMJ quanto no SJ. No CMJ a VAQUA apresentou os menores valores nos saltos realizados na posição >90°, a VAJOE apresentou os maiores valores na posição PREF. No SJ as velocidades angulares do quadril e joelho não apresentaram diferença entre as posições, apenas a VATOR foi maior na posição PREF comparado a posição 70°. Quanto à atividade EMG, durante a fase concêntrica do CMJ os valores RMS do VL foram maiores na posição >90°, os demais músculos não apresentaram diferença. Na fase excêntrica, o músculo VL apresentou os maiores valores RMS na posição >90°, para o RF não foi observada diferença entre as posições e o BF na posição 90°. Para os saltos SJ, os valores RMS dos músculos VL e RF não mostraram diferença entre as diferentes posições, o músculo BF apresentou menor ativação na posição 70° comparado a posição 90°, mas não diferiu para as demais posições. A análise de regressão mostrou que o PV é a variável que mais explica a variação no desempenho, independente da posição adotada e do tipo de salto. Conclusão: O desempenho no SV é influenciado pelo nível de flexão do joelho, sendo que, o melhor desempenho é obtido quando saltos são realizados numa maior profundidade de agachamento tanto no CMJ quanto no SJ. As variáveis cinéticas apresentaram maiores valores quando os saltos foram realizados a partir de uma menor profundidade de agachamento, situação esta em que foram verificadas as menores alturas. Os saltos realizados nas maiores profundidades de agachamento apresentaram maiores valores de deslocamento angular. As maiores profundidades de agachamento apresentam as maiores velocidades angulares e os melhores desempenhos nos saltos CMJ. Em relação à atividade EMG, o reto femoral não apresentou nenhuma diferença dentre todas as situações testadas do CMJ e SJ. Já os músculos vasto lateral e bíceps femoral sofrem influencia das diferentes posições. Em relação à regressão linear, o pico de velocidade instante de impulsão parece ser a variável que mais está explicando o desempenho, tanto no CMJ quanto no SJ Abstract:Introduction: The vertical jump (VJ) is a test extensively used to estimate the lower limbs power to evaluate and monitor training programs. However, when performed starting from different angles of knee flexion may result in different performances and modify aspects related to power output. Thus, the objective of this study was to analyze the performance, electromyographic activity (EMG) of the muscles of the lower limbs, besides kinematic and kinetic parameters during counter movement jump (CMJ) and squat jump (SJ) performed from different depths of squat. Methods: Twenty two subjects (23.5 ± 3.58 years; 82.38 ± 9.83 kg; 185.5 ± 6.31 cm; 13.79 ± 3.31% fat) trained in volleyball or basketball participated of this study. In the CMJ the following positions were tested: 1) preferred position - PREF, 2) knee flexion angle 90°, while in the SJ were performed: 1) preferred position - PREF and with knee maximum flexion angle in 2) 70o; 3) 90o, and; 4) 110°. The VJ were performed on a force platform (Kistler Four Jump), while that motion was filmed (Canon ELPH 500) and monitored the EMG activity (Miotec) of the vastus lateralis (VL), rectus femoris (RF) and biceps femoris (BF). The execution order of the jumps (CMJ vs SJ) and the different situations within each squat jump were randomized. The following variables were analyzed: jump height, mean power (MP) and peak (PP), maximum force (FMAX) absolute and normalized by body mass, rate of force development (RFD), angular displacement of the hip (ADHIP) knee (ADKNEE) and ankle (ADANK), peak velocity of the center of mass (PV), the angular velocity of the hip (AVHIP), knee (AVKNEE) and ankle (AVANK), EMG activation (% RMS) muscles VL, RF and BF during eccentric and concentric CMJ and concentric SJ. The variables related to jump of better performance in each situation were analyzed. ANOVA with repeated measures ANOVA with post-hoc Bonferroni was used to compare variables. To determine which variables could explain the performance in each situation, multiple linear regression was used. We adopted a significance level of p=0.05. Results: Jump height increased as increasing squat depth both the CMJ and SJ jump. In both types of jumps CMJ and SJ, PM, PP, FMAX absolute and normalized showed highest values in the jumps performed in lesser squat depths. TDF in CMJ was not different within situations, however, in the SJ the highestvalues were observed in jumps performed in the position 110°, followed by PREF, 90o and 70°. The highest ADHIP and ADKNEE were observed in the jumps performed in the jumps with larger depths squat in both CMJ and SJ. The PV of the center of mass at the take-off was higher in the jumps performed in the smaller knee flexion angle in both CMJ and in SJ. In the CMJ, the AVHIP showed the lowest values in the jumps performed in the position >90°, the AVKNEE showed the highest values in the position PREF. In the SJ, the angular velocities of the hip and knee joints showed no difference between the positions, just AVANK in the position PREF was higher compared position 70°. Regarding EMG activity, the RMS values of VL were higher in position >90° in both concentric and eccentric phases of the CMJ. For RF not was difference observed. The BF to 90° during the eccentric phase. For SJ, RMS values of the VL and RF muscles showed no difference between the different positions, BF showed less activation in position 70° compared to position 90°, but did not differ in the other positions. Regression analysis showed that the PV is the main variable that explained the variance in performance, regardless of the position adopted and the type of jump. Conclusion: Vertical jump performance is influenced by the level of knee flexion angle, and the best performance is obtained when jumps are performed in greater depths squat in both CMJ in SJ. The kinetic variables showed higher values when the jumps were performed from a lower depths squat, situation that presented the lowest heights. The jumps performed in larger depths squat showed higher values of angular displacement. The highest depths of squat showed larger angular velocities and the best performances in the CMJ jumps. EMG activity of the rectus femoris showed no difference among all the situations tested in CMJ and SJ, while vastus lateralis and biceps femoris suffered influences of different positions. In relation to linear regression, the peak velocity at take-off seems to be the main variable that explains the performance in both CMJ and SJ
Power training: specificity of the exercise mode in performance transfer, external load control and use of the stretch-shortening cycle
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2023.Esta tese foi dividida em quatro estudos, os quais tiveram como objetivos: a) investigar o efeito de modelos específicos de treinamento de sprint e salto vertical sobre parâmetros de velocidade-potência e transferência de treinamento; b) analisar a validade e reprodutibilidade de um transdutor de posição linear (enconder Ergonauta) para avaliar o desempenho do salto vertical; c) analisar a carga ótima para potência (0, 10, 20, 30, 40 e 50% da massa corporal) no squat jump (SJ) e no countermovement jump (CMJ) e investigar a associação entre o perfil força-velocidade (indivíduos equilibrados ou desequilibrados) e a condição ótima de carga externa (com carga ou sem carga); d) comparar diferentes métodos para avaliação da utilização do ciclo alongamento-encurtamento (CAE) em atletas de diferentes esportes. Para o primeiro objetivo (estudo 1) foi realizado um estudo de revisão sistemática, seguindo as recomendações do PRISMA. Para testar a validade e reprodutibilidade do encoder (estudo 2) na avaliação do CMJ foram avaliados 23 participantes, no qual foram analisadas as medidas de altura do salto e velocidade média propulsiva, obtidas pelo encoder e por uma plataforma de força. No estudo 3 participaram 22 homens praticantes de diferentes esportes que realizaram o SJ e CMJ com diferentes cargas (0 a 50% da massa corporal) para avaliar a carga ótima. Além disso, foi calculado o perfil força-velocidade (perfil F-v). Para atender ao último objetivo (estudo 4) foram avaliados 341 atletas (esportes de combate, esportes coletivos, corredores velocistas), aplicados os testes CMJ e SJ para identificar a utilização do CAE usando três métodos: índice de força reativa (IFR), porcentagem de pré-alongamento (PA) e taxa de utilização excêntrica (TUE). Análises estatísticas utilizadas nos estudos foram: estudo 2 ? ANOVA para medidas repetidas usada para comparar as métricas do CMJ e SJ (pico de potência, altura e velocidade propulsiva média ? VPM) entre diferentes condições de carga externa e teste Kappa para testar o nível de concordância entre zona de carga de potência ótima e os grupos do perfil F-v; estudo 3: coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para testar a reprodutibilidade entre medidas e Bland-Altman para verificar concordância entre medidas (encoder e plataforma de força); estudo 4: ANOVA one way foi usada para comparar utilização do CAE em diferentes esportes. Em todos os testes foi considerado valor de p<0,05. Os resultados do estudo 1 indicaram que os treinamentos de salto vertical e sprint induziram melhorias específicas, bem como a transferência do treinamento para o desempenho de velocidade e potência, com maiores efeitos específicos e de transferência de treinamento para o treinamento com salto vertical. Em relação encoder Ergonauta, os resultados mostraram excelente reprodutibilidade para ambas as métricas (altura do salto e VMP), considerando os dois instrumentos de avaliação. Além disso, a altura do salto e a VMP, obtidas pelo Ergonauta e plataforma de força, foram fortemente correlacionadas. O gráfico de Bland-Altman mostrou boa concordância para ambas às métricas. No estudo 3, de forma geral, houve uma diminuição do desempenho em todas as métricas (altura do salto, potência e VPM) no CMJ e SJ em cargas mais altas (melhor desempenho sem carga ? somente a massa corporal). Não foi encontrada concordância significativa entre o perfil F-v e as métricas do CMJ e SJ. O último estudo demonstrou correlações muito grandes entre os métodos para altura do salto e potência, concordância quase perfeita para altura do salto e para potência. Os resultados indicaram que a utilização do CAE é maior em esportes coletivos do que esportes de combate. A partir da revisão sistemática conclui-se que as intervenções de treinamento de salto vertical e sprint são eficazes no aumento de ações específicas; no entanto, o treinamento de salto vertical produz maiores efeitos específicos e de transferência de treinamento para o sprint linear do que o treinamento de sprint. Em relação ao encoder Ergonauta, conclui-se que o equipamento é reprodutível e válido para medir as variáveis de desempenho do CMJ (altura do salto e VPM). No estudo 3, conclui-se que o desempenho no CMJ e SJ é maior na condição de 0% de carga externa, e o perfil F-v não está relacionado com a carga externa ótima no CMJ e SJ. E por fim, no estudo 4 conclui-se que os diferentes métodos para calcular o CAE são fortemente correlacionados e apresentam excelente concordância entre eles considerando a altura do salto e a potência produzida.Abstract: This thesis was divided into four studies, which aimed to: a) investigate the effect of specific sprint and vertical jump training models on velocity-power parameters and training transfer; b) analyze the validity and reliability of a linear position transducer (Ergonauta encoder) to evaluate the vertical jump performance; c) analyze the optimum load for power (0, 10, 20, 30, 40 and 50% of body mass) in the squat jump (SJ) and countermovement jump (CMJ) and investigate the association between the force-velocity profile (individuals balanced or unbalanced) and the optimal external load condition (loaded or unloaded); d) compare different methods for evaluating the use of the stretch-shortening cycle (SSC) in athletes from different sports. For the first objective, a systematic review study was carried out, following the PRISMA recommendations. To test the validity and reliability of the encoder (study 3) in the evaluation of the countermovement jump (CMJ), 23 participants were evaluated, in which the measures of jump height and mean propulsive velocity (VPM), obtained by the encoder and by a force platform, were analyzed. In the study 3, 22 men practicing different sports participated in the SJ and CMJ with different loads (0 to 50% of body mass) to evaluate the optimal load, in addition, the strength-velocity profile (F-v profile) was calculated. In the study 4, 341 athletes (combat sports, team sports, sprinters) were evaluated, applying the CMJ and SJ tests to identify the use of the SSC using three methods: reactive strength index (RSI), pre-stretch augmentation percentage (PSA), and eccentric utilization ratio (EUR). Statistical analyzes used in the studies: Study 2: Intraclass correlation coefficient (ICC) to test the reliability between measurements and Bland-Altman to verify agreement between measurements (encoder and force platform); study 3 - repeated measures ANOVA used to compare CMJ and SJ metrics (peak power, height, and VPM) between different external load conditions, and Kappa test was used to test the agreement between optimal power load zone and F-v profile groups; Study 4: One way ANOVA was used to compare CAE use in different sports. In all tests, the level of significance was set at p<0.05. Study 1 results indicated that vertical jump and sprint training induced specific improvements as well as transfer from training to velocity and power performance, with greater specific and transfer effects from training to vertical jump training. Regarding the Ergonauta encoder (study 2), the results show excellent reliability for both metrics (jump height and VMP) considering the two instruments. In addition, the jump height and the VMP, obtained from Ergonauta and force platform, were strongly correlated. The Bland-Altman plot showed good agreement for both metrics. In study 3, in general, there was a decrease in the performance of metrics (jump height, power and VPM) in CMJ and SJ at higher loads (better performance with subject? body mass). No significant agreement was found between the F-v profile and the CMJ and SJ metrics. The study 4 demonstrated very large correlations between methods for jump height and power, almost perfect agreement for jump height and output power. The results indicated that the use of SSC is greater in team sports than combat sports. From the systematic review (study 1), it is concluded that the vertical jump and sprint training are effective in increasing specific actions; however, vertical jump training produces greater transfer training effects for linear sprint than sprint training. Regarding the study 2, it is concluded that the Ergonauta equipment is reliable and valid for measuring the CMJ performance variables (jump height and VPM). In the study 3, it is concluded that the performance in CMJ and SJ is higher in the condition of 0% external load (body mass), and the F-v profile is not related to the optimal external load in CMJ and SJ. Finally, it is concluded that the different methods to calculate the SSC are strongly correlated and show excellent agreement between them considering the jump height and power output (study 4)
Folk dances in elementary school I - an experience report
The aim of this study was to describe an experiential report on folk dance practices during
supervised internship I, highlighting its significance in the cultural, educational, and social
development of students. Physical Education, as a curricular component, is approached as a
discipline dealing with body culture, and dance is incorporated into the curriculum from a
post-critical perspective. The National Common Curricular Base (BNCC) recognizes dance
not only as physical development but also as a promoter of cognitive, emotional, and social
skills. The thematic unit of Dances emphasizes the importance of integrating dance into
school curricula as a cross-cutting tool, enriching the educational experience
comprehensively. Folk dances, especially in the school context, provide a unique opportunity
for student’s to connect with their cultural roots. By incorporating these dances into
educational programs, schools play an active role in preserving local cultural heritage,
fostering a deeper understanding of traditions, and encouraging respect for diversity. The
study highlights the importance of exploring folk dances during the curricular internship,
providing future educators with practical application of theory. The choice of Amazonian folk
dances as the focus of the internship reflects the cultural richness of the region. The
experiential report describes the process of introducing dance content, from theoretical classes
to effective practice, seeking to adaptactivities according to each class's profile. The study
concludes by pointing out that folk dance practices, aligned with BNCC guidelines, not only
contribute to students' cultural formation but also enrich the pedagogical repertoire of interns,
solidifying dance as a vital language in the educational landscapeO objetivo desse estudo foi descrever um relato de experiência de práticas de danças
folclóricas durante o estágio supervisionado I, destacando sua importância no
desenvolvimento cultural, educacional e social dos alunos. A Educação Física, como
componente curricular, é abordada como uma disciplina que trata da cultura corporal, e a
dança é inserida no currículo sob uma perspectiva pós-crítica. A Bases Nacional Comum
Curricular (BNCC) reconhece a dança não apenas como desenvolvimento físico, mas também
como promotora de habilidades cognitivas, emocionais e sociais. A unidade temática Danças
destaca a importância de integrar a dança nos currículos escolares como uma ferramenta
transversal, enriquecendo a experiência educacional de forma abrangente.As danças
folclóricas, especialmente no contexto escolar, oferecem uma oportunidade única para os
alunos se conectarem com suas raízes culturais. Ao incorporar essas danças nos programas
educacionais, as escolas desempenham um papel ativo na preservação do patrimônio cultural
local, promovendo uma compreensão mais profunda das tradições e incentivando o respeito à
diversidade.O estudo destaca a importância de explorar danças folclóricas durante o estágio
curricular, proporcionando aos futuros educadores a aplicação prática da teoria. A escolha das
danças folclóricas amazônicas como foco do estágio reflete a riqueza cultural da região. O
relato de experiência descreve o processo de introdução do conteúdo de dança, desde aulas
teóricas até a prática efetiva, buscando adaptar as atividades de acordo com o perfil de cada
turma.O estudo conclui apontando que as práticas de danças folclóricas, alinhadas com as
diretrizes da BNCC, não apenas contribuem para a formação cultural dos alunos, mas também
enriquecem o repertório pedagógico dos estagiários, solidificando a dança como uma
linguagem vital no panorama educaciona
Relação entre força muscular e o desempenho físico em jogadores de futsal universitário
This study investigated the relationship between lower limb muscle strength and physical performance in university futsal players. The sample consisted of 14 athletes from the futsal team of the Federal University of Amazonas (age: 20.80 ± 2.60 years; height: 1.74 ± 0.07 m; body weight: 71.53 ± 10.04 kg), all with a minimum of two years of experience in the sport. Strength tests (1RM) were applied in the bilateral and unilateral (dominant) squat, and the power and speed tests, countermovement jump (CMJ), squat jump (SJ), 10 and 30 m sprint and agility test (T test). The 1RM test in the bilateral squat showed a significant correlation with the CMJ (p = 0.02; r = 0.61) and SJ (p = 0.02; r = 0.60). The 1RM test in the unilateral squat correlated positively and significantly with the CMJ (p = 0.01; r = 0.73) and SJ (p = 0.01; r = 0.7). In the 30-meter sprint, there was a negative and significant correlation with the 1RM in the unilateral squat (p = 0.02; r = -0.61). It is concluded that the muscular strength of the lower limbs is related to performance in activities that require power and speed. Therefore, it is recommended that training programs include exercises aimed at developing maximum strength and muscular power to improve performance in sports such as futsal.Este estudo investigou a relação entre a força muscular dos membros inferiores e o desempenho físico em jogadores de futsal universitário. A amostra foi composta por 14 atletas da equipe de futsal da Universidade Federal do Amazonas (idade: 20,80 ± 2,60 anos; estatura: 1,74 ± 0,07 m; peso corporal: 71,53 ± 10,04 kg), todos com experiência mínima de dois anos na modalidade. Foram aplicados os testes de força (1RM) no agachamento bilateral e unilateral (dominante), e os testes potência e velocidade, contermovement jump (CMJ), squat jump (SJ), sprint de 10 e 30m e teste de agilidade (teste T). O teste de 1RM no agachamento bilateral apresentou correlação significativa com o CMJ (p = 0,02; r = 0,61) e SJ (p = 0,02; r = 0,60). O teste de 1RM no agachamento unilateral se correlacionou de forma positiva e significativa com o CMJ (p = 0,01; r = 0,73) e o SJ (p = 0,01; r = 0,7). No sprint de 30 metros, houve uma correlação negativa e significativa com o 1RM no agachamento unilateral (p = 0,02; r = -0,61). Conclui-se que a força muscular dos membros inferiores apresenta relação com o desempenho em atividades que exigem potência e velocidade. Desta forma, recomenda-se que programas de treinamento contemplem exercícios voltados para o desenvolvimento da força máxima e da potência muscular para melhorar o desempenho em esportes como o futsal.1Nã
Efeitos do treinamento combinado aeróbio e resistido na aptidão aeróbia e na composição corporal de adultos jovens
Treinamento de potência com resistência elástica para idosos: uma revisão de escopo
The aging process causes a considerable reduction in muscle power when compared to the capacity for force production, which impairs the functional capacity of the older people. In this scenario, the practice of power training has been recommended to combat such losses. Among the ways to apply this training, little has been investigated regarding the use of elastic resistance. Thus, this study aimed to investigate the effects of power training with elastic resistance on the functional capacity and power of old people, as well as to compare the effects of this type of training with traditional strength training on the power and functional capacity of old people. This is a scoping review with a qualitative and exploratory approach, carried out in databases such as PubMed, SPORTDiscus and Web of Science. The inclusion criteria considered were: studies with old people (≥ 60 years) undergoing power training with elastic resistance, comparison with conventional and/or control strength training groups, with functional capacity and muscle power tests being evaluated. After the entire selection process, 4 studies were included in this review, all of which involved women aged between 67 and 78 years old. The studies analyzed demonstrated that power training with elastic resistance improved functional capacity, with emphasis on an increase of up to 32.56% in the SPPB score, a reduction of 33.56% in the time of the chair rise test in 5 repetitions, and improvements in handgrip strength of up to 26.5%. Regarding muscle power, increases in the peak torque of the knee extensors of up to 39.17% were observed. Compared to traditional strength training, training with elastic bands showed superior performance in several functional and muscular parameters, in addition to being more accessible. Thus, power training with elastic resistance is efficient in improving the functional capacity and muscular power of older women and can help old people reduce disability, improve the performance of daily life activities and reduce the risk of mortality.O processo de envelhecimento promove a redução considerável da potência muscular quando comparado a capacidade de produção de força, que prejudicam capacidade funcional de idosos. Nesse cenário, tem sido recomendada a prática do treinamento de potência para combater tais prejuízos. Dentre as formas de aplicar esse treinamento, pouco tem sido investigado quanto à utilização da resistência elástico. Assim, este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento de potência com resistência elástica sobre a capacidade funcional e potência de idosos, assim como, comparar os efeitos desse tipo de treinamento com o treinamento de força tradicional sobre a potência e a capacidade funcional de idosos. Trata-se de uma revisão de escopo com abordagem qualitativa e exploratória, realizada em bases de dados como PubMed, SPORTDiscus e Web of Science. Os critérios de inclusão considerados foram: estudos com idosos (≥ 60 anos) submetidos a treinamentos de potência com resistência elástica, comparação com grupos de treinamento de força convencional e/ou controle, sendo avaliados testes de capacidade funcional e potência muscular. Após todo o processo de seleção, foram incluídos 4 estudos nesta revisão, os quais todos envolveram mulheres com idade variando entre 67 a 78 anos de idade. Os estudos analisados demonstraram que o treinamento de potência com resistência elástica melhorou a capacidade funcional, com destaque para o aumento de até 32,56% no escore do SPPB, redução de 33,56% no tempo do teste de levantar da cadeira em 5 repetições e melhorias na força de preensão manual em até 26,5%. Em relação à potência muscular, foram observados aumentos no pico de torque dos extensores do joelho de até 39,17%. Comparado ao treinamento de força tradicional, o treinamento com elástico apresentou desempenho superior em diversos parâmetros funcionais e musculares, além de se mostrar mais acessível. Assim, o treinamento de potência com resistência elástica é eficiente para melhorar a capacidade funcional e a potência muscular de idosas e pode auxiliar idosos na redução de incapacidade, melhora na realização das atividades de vida diária e redução do risco de mortalidade.1Nã
Percepção de saúde e perfil de pacientes com obesidade em estágio pré bariátrica atendidos no Programa de Atividades Motoras para Deficientes - PROAMDE/HUGV
Obesity is characterized by an inflammatory process, due to excessive accumulation of adiposity, mainly abdominal, which brings with it other, even more complex, comorbidities. Morbidly obese (BMI above 40 kg/m2) are increasingly looking for bariatric surgery, largely due to the failure of less invasive treatments. In addition, the perception of health is a dimension of extreme relevance for the interpretation of other factors and variables that influence the individual and their own health. Therefore, the objective of this study was to present the profile of patients in pre-bariatric stage assisted in the program of motor activities for the disabled - PROAMDE/HUGV and to evaluate the self-perception of health. The methodology used for this research was exploratory and descriptive, as it seeks to know more deeply about patients, with a view to making their profile and self-perception about health more explicit and clear. Most participants were women (81.82%), mean BMI of 49.9 kg/m2, married marital status, schooling ranging from incomplete elementary school to complete higher education, and both personal and family background, the prevalence was of arterial hypertension and diabetes. As for the perception of health, in general, the current state worries them, but they seek help and medical guidance and it is noted that bariatric surgery, for most, can change their lives, making future health much better than the present.A obesidade caracteriza-se por um processo inflamatório, devido ao acúmulo excessivo de adiposidade, principalmente abdominal, e que traz consigo outras comorbidades, ainda mais complexas. Obesos mórbidos (IMC acima de 40 kg/m2) estão cada vez mais à procura da cirurgia bariátrica, muito devido ao fracasso de tratamentos menos invasivos. Além disso, a percepção de saúde é uma dimensão de extrema relevância para interpretação de outros fatores e variáveis que influenciam o indivíduo e a sua própria saúde. Por isso, o objetivo deste estudo foi apresentar o perfil dos pacientes em estágio pré bariátrica atendidos no Programa de Atividades Motoras para Deficientes – PROAMDE/HUGV e avaliar a autopercepção de saúde. A metodologia utilizada para essa pesquisa foi exploratória descritiva, pois buscou conhecer com maior profundidade sobre os pacientes, com vistas a tornar seu perfil e autopercepção a respeito da saúde mais explícito e claro. Como principais resultados verificamos que a maioria dos participantes são do sexo feminino (81,82%), com a média de IMC de 49,9 kg/m2, o estado civil são casadas, a escolaridade variando entre ensino fundamental incompleto e ensino superior completo e tanto antecedentes pessoais como familiares, a prevalência foi de hipertensão arterial e diabetes. Quanto a percepção de saúde, no geral, o estado atual os preocupa, porém buscam ajuda e orientação médica e nota-se que a cirurgia bariátrica, para a maioria, pode mudar a vida deles, tornando a saúde futura muito melhor do que a presente.3Nã
Methodological concepts for teaching and learning volleyball
Volleyball is a popular sport in Brazil that is widely practiced and taught in schools. It is the second most popular sport in the country. As a result, there is a lot of discussion about the best approaches to teaching it. Different pedagogical approaches have been adopted to teach volleyball. Traditional methods focus on fragmented technical education, including partial and global approaches. However, contemporary approaches prioritize teaching through games and student-centered situations. Two examples of contemporary approaches are the Teaching Games for Understanding (TGfU) method and Sports Education. This literature review aims to describe pedagogical approaches to teaching volleyball in educational and sporting contexts. The research was conducted through analysis of scientific articles, books, and dissertations. It is the teacher's responsibility to choose the most suitable pedagogical approach based on various factors such as the students' skill level, teaching goals, practice conditions, and available resources. There is no single method that is superior to others, and the teacher must keep learning to effectively adapt to student needsO voleibol é um esporte popular no Brasil, amplamente praticado e ensinado nas escolas, sendo o segundo esporte mais popular do país. Consequentemente, o ensino de sua prática retorna discussão sobre as melhores abordagens para ensiná-lo. Diferentes abordagens pedagógicas têm sido adotadas para o ensino do voleibol. Os métodos tradicionais concentram-se no ensino técnico fragmentado, incluindo abordagens parciais e globais. Contudo, as abordagens contemporâneas priorizam o ensino através de jogos e situações centradas no aluno. Dois exemplos de abordagens contemporâneas são o método Teaching Games for Understanding (TGfU) e a Educação Esportiva. Responsabilidade do professor é escolher a abordagem pedagógica mais adequada com base em vários fatores, como o nível de habilidade dos alunos, objetivos de ensino, condições de prática e recursos disponíveis. Não existe um método único que seja superior aos outros, e o professor deve continuar aprendendo para se adaptar efetivamente às necessidades dos alunos.3Nã
DESEMPENHO MOTOR DE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA E PARTICULAR DE ENSINO
O objetivo do presente estudo foi analisar e comparar os níveis das fases maturacional das habilidades motoras fundamentais que estão os alunos de 6 e 7 anos de ambos os gêneros do ensino fundamental de escolas Públicas e Escolas Particulares de Manaus. Foram avaliados 161 alunos sendo 81 de duas Escolas Públicas e 80 de três escolas Particulares. Foram realizados três testes de habilidades motoras fundamentais básicas: estabilizadora (caminhada direcionada), locomotora (salto em distância) e manipulativa (arremesso por cima). Em cada teste foi realizado permitido três tentativas, sendo realizadas as filmagens dos testes para posterior análise. Para tabulação dos dados foi considerada apenas a melhor tentativa para cada teste avaliado em vídeo. As crianças foram classificadas por estágios de maturidade, em estágio inicial, elementar e maduro da fase das habilidades motoras fundamentais, de acordo com os critérios motores obtidos pelo programa Fundamentals Motor Skills. Pode-se observar no presente estudo que as crianças tanto das Escolas Públicas quanto das Escolas Particulares apresentam níveis de habilidades motoras semelhantes em relação à caminhada direcionada, porém para a habilidade motora de arremesso por cima e salto em distância as crianças das escolas Públicas tiveram um desempenho melhor comparado às crianças das escolas Particulares, porém as crianças de ambas escolas se encontram com atraso motor, com isso, não podemos afirmar com convicção qual o motivo do atraso motor das crianças de ambas as Escolas
A influência da profundidade de agachamento no desempenho e em parâmetros biomecânicos do salto com contra movimento
The aim of this study was to analyze the effect of different squat depths in the performance and biomechanical parameters at counter movement jump (CMJ). Twenty-two male volleyball or basketball players volunteered to participate in this study and all were currently competing at the college level. The CMJ was performed in three different conditions: 1) with relative knee flexion at the end of counter movement phase smaller than 90° (<90°); 2) greater than 90° (>90°), and; 3) preferred position (PREF). During the CMJ, kinematic, kinetic, and electromyography parameters were assessed. ANOVA for repeated measures with post-hoc Bonferroni´s test was used for variables comparison, with a significance level set at p?0.05. The higher performance was on PREF and <90° situations compared with CMJ>90°. Average and peak power, as well as absolute and normalized peak forces, were higher in >90° CMJ. The peak velocity of CG and angular velocities of hip and knee were higher in the <90° condition. EMG activity of the vastus lateralis (VL) during the descending and ascending phases were higher in position >90°. Recuts femoris and biceps femoris did not show difference in any jump phases. In conclusion, the knee flexion interferes the performance and the biomechanical variables at the CMJ. The highest jumps were got at a deeper squat, so this technique could be used for athletes in order to optimize the vertical jump performance in the training and competitions.O objetivo do presente estudo foi analisar a influência de diferentes profundidades de agachamento no desempenho e em parâmetros biomecânicos no salto com contra movimento (CMJ). Participaram do estudo 22 atletas de voleibol ou basquetebol do sexo masculino, participantes de competições em nível regional e universitário. Os CMJ foram realizados em três condições: 1) com flexão relativa do joelho ao final da fase de contra movimento menor que 90° (CMJ<90°); 2) maior que 90° (CMJ>90°) e; 3) posição preferida (CMJPREF). Durante os CMJ foram mensurados: altura do salto, variáveis cinemáticas, cinéticas e eletromiográficas. ANOVA para medidas repetidas com post-hoc de Bonferroni foi utilizado na comparação das variáveis, adotando-se nível de significância de p?0,05. O desempenho foi maior na situação PREF e <90° comparado ao CMJ >90°. A potência média e pico, a força máxima normalizada e absoluta, apresentaram os maiores valores na posição >90°. O pico de velocidade e as velocidades angulares de quadril e joelho apresentaram os maiores valores na posição <90°. A EMG do vasto lateral, durante as fases descendente e ascendente, foi maior na posição >90°. Os músculos reto femoral e bíceps braquial não apresentaram diferença entre as condições. Conclui-se que o desempenho e as variáveis biomecânicas analisadas no CMJ são influenciados pelo nível de flexão do joelho. As maiores alturas foram obtidas nos saltos realizados a partir de uma maior profundidade de agachamento, assim, tal estratégia técnica poderia ser utilizada por atletas a fim de otimizar a altura do salto vertical nos treinamentos e competições
