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Harun Farocki: media operator
A obra de Harun Farocki (1944-2014) nos traz importantes contribuições para o método-estilo de trabalho com imagens e palavras. Este artigo procurou apreender e sistematizar a consistência de sua contribuição, propondo três aportes fundamentais desse método-estilo: o horizontal (imagem/palavra), o transversal (imagens do mundo) e o transindividual (operação), vislumbrando, assim, a perspectiva maior de Farocki: a de operar mídias enquanto ponto de inflexão farmacêutico.The work of Harun Farocki (1944-2014) gives us a respectable contribution to the method of working with images and words. This paper intended to apprehend and systematize the coherence of his contribution, suggesting three fundamental approaches of this method/style: the horizontal (image/word), the transverse (images of the world) and the transindividual (operation), thus catching sight of the larger perspective of Farocki: operating media as a pharmakon inflection point
Corpo e política na teoria social: a formulação nietzschiana e o marco interpretativo de Foucault
http://dx.doi.org/10.5007/1806-5023.2009v6n3p59A literatura contemporânea que relaciona conceitual e tematicamente corpo e política ganhou bastante abrangência. Realizamos aqui uma leitura dos alicerces sobre o assunto a partir de dois expoentes maiores: Nietzsche e Foucault. Em Nietzsche, procura-se desvendar o porquê do ‘mal-entendido’ do pensamento ocidental sobre o corpo; compreendendo-se, por conseguinte, a dimensão política que toma seu entendimento sobre o valor e sentido do conhecer e da vida. Em Foucault, procura-se entender sua leitura nietzschiana da relação corpo/política. O pensador francês trouxe com isso um novo sentido para pensar a história. Situamos assim a proposta genealógica como o estudo da história do corpo como “o próprio corpo do devir”, entendendo, pois, a dimensão política da crítica da subjetividade moderna e da perspectiva da governamentalidade sobre os corpos, isto é, do biopoder, tal como trata diversos autores contemporâneos
Teoria crítica da mídia: Chun, Galloway, Wark
We performed a presentation of the critical theory of the media (North American, emerged from the 2000s) present in the authors Wendy Hui Kyong Chun, Alexander R. Galloway and McKenzie Wark. We distinguish three key themes, software, networks and classes, which engender a compilation of texts (articles and book chapters). From this, we outline the themes, questions, contexts and central theses raised by the authors, as well as make explicit, in final considerations, the scopes of their media archaeologies, which foment their critical theories.Realizamos uma apresentação da teoria crítica da mídia (norte-americana, surgida a partir dos anos 2000) presente nos autores Wendy Hui Kyong Chun, Alexander R. Galloway e McKenzie Wark. Distinguimos três temas-chave, software, redes e classes, que engendram uma compilação de textos (artigos e capítulos de livros). A partir disso, delineamos os temas, as questões, os contextos e as teses centrais levantadas pelos autores, assim como explicitamos, em considerações finais, os escopos de suas arqueologias de mídias, que fomentam suas teorias críticas
MARX E NIETZSCHE: POSIÇÕES ACERCA DO PROGRESSO
Procuramos investigar a noção do progresso em dois pensadores: Karl Marx e Friedrich Nietzsche. No século XIX, o paradigma do progresso, ancorado no pensamento humanista-iluminista, baseou-se fortemente em uma compreensão que enalteceu um valor teleológico, de temporalidade linear, contínua e irreversível, de ampliação da liberdade humana e da racionalidade da história. Hegel foi quem ofereceu bases importantes para este pensamento. Na posição prometeica de Marx, destacada por sua crença na racionalidade inerente à história e à ciência, permanecemos – ainda que de forma original e percebendo limites – muito próximos ao pensamento humanista-iluminista hegeliano, desenvolvendo, especificamente, um otimismo último acerca do progresso, enquanto positividade e possibilidade de revelar e acelerar a resolução das contradições socio-históricas erguidas com o modo de produção capitalista. Por sua vez, na posição dionisíaca de Nietzsche, destacada por sua descrença na racionalidade inerente à história e à ciência, temos uma crítica categórica ao pensamento humanista-iluminista, desenvolvendo, especificamente, uma oposição ao “falso ídolo” progresso, enquanto valor mediocrizante das potências da vida e constituidor de uma variante decadente de vontade de poder niilista. Em considerações finais, assinalamos algumas positividades e negatividades das posições dos dois pensadores, evidenciando, por fim, um posicionamento contemporâneo sobre a noção
Montagem dialética e transindividual: o cinema de Farocki e a perspectiva de Rancière
Desenvolvo resposta a uma pergunta que me faz adentrar em temas contemporâneos importantes de estética e política, especialmente no cinema documentário: de que forma se poderia compreender as observações sobre montagem e as questões estético-políticas de Rancière ao acompanhar, do mesmo modo, as proposições de montagem e as questões estético-políticas de Farocki? Teceremos considerações sobre a montagem dialética e transindividual, e sobre diferentes temas-chave e abordagens de Rancière e Farocki. Palavras-chave: Harun Farocki; Jacques Rancière; montagem dialética; montagem transindividual; estética; política.
Materialidades fílmicas, magia e montagem: Reflexões sobre a montagem cinematográfica em Interface (1995)
Realizamos uma interpretação da obra Interface (1995), que nos convoca a fazer seis breves reflexões, relacionando questões sobre materialidades fílmicas, magia e montagem no contexto da sociedade industrial
Montagem dialética e transindividual: o cinema de Farocki e a perspectiva de Rancière
Je développe une réponse à partir d’une question qui me fait entrer dans des
thèmes contemporains importants d’esthétique et de politique, en particulier en ce qui concerne le film documentaire : comment pourrait-on comprendre les observations sur
le montage et les questions esthétiques-politiques de Rancière à partir des propositions
de montage et des questions esthétiques-politiques de Farocki ? Tout en effectuant des
considérations à propos du montage dialectique et transindividuel, et sur différentes
questions-clés et approches de Rancière et Farocki.I propose an answer to a question that makes me enter into contemporary
and quite important issues of aesthetics and politics, especially concerning the
documentary film: how could one understand the observations on montage and the
aesthetic-political issues of Rancière following the montage proposals and aestheticpolitical
issues of Farocki? I will propose considerations about dialectics and transindividual
montages, and on different key issues and approaches to Rancière and
Farocki.Desenvolvo resposta a uma pergunta que me faz adentrar em temas contemporâneos
importantes de estética e política, especialmente no cinema documentário:
de que forma se poderia compreender as observações sobre montagem e as questões
estético-políticas de Rancière ao acompanhar, do mesmo modo, as proposições de
montagem e as questões estético-políticas de Farocki? Teceremos considerações sobre
a montagem dialética e transindividual, e sobre diferentes temas-chave e abordagens
de Rancière e Farocki.Desarrollo la respuesta a una pregunta que me hace adentrarme en importantes
problemas contemporáneos de estética y política, especialmente en el cine
documental: ¿de qué forma se podría comprender las observaciones sobre el montaje
y las cuestiones estético-políticas de Rancière, al seguir, del mismo modo, las
propuestas de montaje y los problemas estético-políticos de Farocki? Para ello, realizo
algunas consideraciones acerca del montaje dialéctico y transindividual, y sobre
diferentes temas-clave y enfoques de Rancière y Farocki
O Tempo da técnica: a crise da experiência temporal na modernidade técnica
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2010A partir da constatação de que o cidadão moderno tem uma dificuldade crescente em pensar seu tempo íntimo e social, perguntamo-nos porque se vive uma crise na organização do tempo da vida e o que a técnica moderna tem a ver com isso. Ao salientarmos o problema sociológico, importamo-nos com o horizonte fenomenológico estabelecido na teoria social para pensar a técnica moderna como veículo de inserção e definição da temporalidade humana. A dissertação conjeturou o problema da crise de organização do tempo da vida a partir da revelação do tempo da técnica. Demandamos uma caracterização mais rigorosa da técnica moderna. Na dissertação, Heidegger e Simondon são relidos hoje, pois desenvolveram amplas perspectivas para entender a caráter volitivo e objetual da técnica sua ontologia e concretude, abrindo-nos para pensar a dimensão temporal dela. Argumentamos que o tempo da técnica se transforma em um elemento tensional para a temporalidade da vida humana tão logo que o universo de tecnificação compõe crescentemente a objetivação cultural do tempo do mundo e determina um descompasso com o tempo da vida. Os autores Don Idhe e Bernard Stiegler são fundamentais para discorrer contemporaneamente neste sentido. Por fim, apontamos para as problemáticas empíricas, destacando questões cognitivas e sócioculturais a respeito.From the observation that the modern citizen has increasing difficulty in thinking his time intimate and social, we conjecture why citizen experiencing a crisis in the organization of life, and what modern technology has to do with it. Through contemplate the sociological problem, we care about the phenomenological horizon established by social theory to think modern technology as a vehicle for integration and definition of human temporality. The dissertation interprets the problem of the crisis of organization lifetime from the revelation of the time of technique. We demand a more rigorous characterization of modern technology. Heidegger and Simondon are rereading today because have developed broader perspectives to understand the character volitional and objectual of technique - its ontology and concrete - by opening to think the temporal dimension of it. We argue that time of technique becomes a tension element to the temporality of human life as soon as the universe of technification engage increasingly the cultural objectification of lifeworld and provides a step with the lifetime. The authors Don Ihde and Bernard Stiegler are essential to discuss this. Finally, we point to the empirical issues, explicitly cognitive and sociocultural about
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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