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Histórias e práticas de um ensino na escola primária: marcas e movimentos da matemática moderna
Esta tese trata da constituição de uma cultura de ensino de matemática moderna na escola primária. Voltou-se às décadas de 1960 e 1970, momento de reformulação do ensino da matemática no Brasil, para compreender as propostas do Movimento da Matemática Moderna (MMM) no âmbito nacional e internacional. A partir daí, passa-se a analisar como e de que modo um ensino de matemática moderna foi acolhido, apropriado e praticado na implantação das quatro séries primárias do 1º Grau do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina, em 1980, estabelecendo-se uma cultura de ensino. Dos elementos teóricos em torno do que quer dizer cultura, articula-se um fazer história historicamente como uma prática que toma referenciais da história e da história da educação, bem como fontes documentais (escritas) e orais (memórias). Da discussão e análise dessas fontes, conclui-se que, ao selecionar uma cultura de ensino de matemática moderna em dispositivos externos, a escola fabricava marcas, regras e costumes para este ensino. Era, portanto, uma cultura de ensino de matemática moderna recriada pelas professoras, a partir de uma rede ampla de relações estabelecidas e redimensionadas por práticas e normas construídas na escola. Isso também leva a compreender, em outra perspectiva, que a escola analisada atuou como um espaço de reinvenção permanente do ensino e do saber matemático. Por fim, cabe dizer que a tese é narrada sob o ponto de vista de um contador de histórias, apontando para a possibilidade de pensar, no presente, o saber matemático para a escola primária (anos iniciais) como uma prática histórica e culturalmente produzida
Ontologia e conhecimento no tratado V.3 (49), de Plotino
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em FilosofiaA primeira parte da dissertação é constituída dos comentários ao Tratado 49 (V.3), de Plotino, no qual o filósofo reflete sobre aquilo que seria capaz de autoconhecimento. Ele começa avaliando o raciocínio e a discursividade, nos quais não encontra tal capacidade, porém, afirma que a alma pode elevar-se a um modo de conhecimento superior à razão, tornando-se o Intelecto. Passa a descrever o processo da intelecção e conclui que há nele identidade entre sujeito, objeto e ato e que nessa reflexividade perfeita encontra-se o conhecimento de si. Mas, a intelecção exige uma unidade transcendente como fundamento e, portanto, Plotino passa a questionar como do Uno surge o múltiplo, apresentando a processão e a gênese simultânea do Intelecto e da multiplicidade dos entes. Salienta que o Uno em sua simplicidade e inefabilidade é potência de tudo e termina afirmando que a alma que tenha ascendido ao Intelecto pode, ao voltar-se exclusivamente para o Uno, ter um contato direto com aquele princípio transcendente se ela abandonar tudo. A segunda parte da dissertação articula os temas que Plotino apresentou. Aprofunda a discussão da gênese conjunta do Intelecto e da multiplicidade de entes, tratando da emanação e da relação estabelecida pelo retorno para o Uno, e do Ente pré-noético, o qual, ao tentar conhecer o Uno produz em si mesmo o uno-múltiplo inteligível. Na continuidade, é apresentada a estreita correlação entre os vários níveis ontológicos e os níveis do "eu", mostrando a mobilidade do "si" através dos diferentes graus de unidade e interioridade. Em seguida, as condições a que deve submeter-se o conhecimento para ser verdadeiro conhecimento de si, que é conhecimento do Todo e é representado pela intelecção, um processo no qual, ao intencionar o Uno, o múltiplo delimita essências produzindo inteligíveis. Tal processo é não-discursivo e tem de ser desdobrado e fragmentado para ser expresso no discurso. Quanto ao Uno, há impossibilidade de expressá-lo, tendo em vista sua potência infinita e sua simplicidade absoluta; pode-se, porém, falar sobre o Uno com um discurso apofático. Ao final, é avaliada a ascese plotiniana e a propriedade de qualificá-la The first part of the dissertation is composed of the commentaries on Treaty 49 (V.3), of Plotinus, in which he reflects on that which would be capable of self-knowledge. He begins evaluating reasoning and discursivity, in which he does not find such capacity. However, he states that the soul can ascend to a way of knowledge superior to reason, becoming Intellect. He then describes the process of intellection and concludes that there is identity in it among subject, object and act and that in this perfect reflexivity one finds self-knowledge. But, intellection requires a transcendent unity as a foundation and, therefore, Plotinus begins questioning how the multiplicity comes from the One, presenting the procession and the simultaneous genesis of Intellect and of the multiplicity of beings. Pointing out that the One, in its simplicity and ineffability is the potency of all, he ends affirming that the soul which has already ascended to Intellect can, by turning exclusively to the One, have a direct contact with that transcendent principle, if it lets everything go. The second part of the dissertation articulates some topics presented by Plotinus. With a careful exam of the conjunct genesis of Intellect and of the multiplicity of beings, it deals with the emanation and the relation established by the conversion of the multiple to the One and with the pre-noetic Being, which, by trying to know the One, produces in himself the intelligible one-multiple. Next, the intimate correlation of the various ontological levels with the levels of the "I" is presented, showing the mobility of the "self" through different degrees of unity and interiority. After that, the conditions to which knowledge has to submit in order to be true self-knowledge are examined. This knowledge is knowledge of all, is represented by intellection, a process in which, by the intentional return to the One, the multiple delimitates essences, producing intelligible beings. This process is non-discursive and has to be deployed and fragmented in order to be expressed in discursive reason. As to the One, it is impossible to express it, taking into account its infinite potency and its absolute simplicity. We may, however, speak about the One using apophatic discourse. At the end, plotinian ascent and the convenience of qualifying it as mystic are evaluated
Tabla genealógica de la casa de Pinto de Acuña. [Manuscrito]
Empieza en Nuño Alvarez Pereyra, V nieto de Garci Méndez de Sousa (Véase tabla nº 23249).
Termina en su IV nieto Antonio Pinto de Acuña y Coello, Acuña, señor de Fielgueiras.Pertenece a la Colección Salazar y Castro de la RA
Tabla genealógica de la casa de Pinto de Acuña. [Manuscrito]
Empieza en Nuño Alvarez Pereyra, V nieto de Garci Méndez de Sousa (Véase tabla nº 23249).
Termina en su IV nieto Antonio Pinto de Acuña y Coello, Acuña, señor de Fielgueiras.Pertenece a la Colección Salazar y Castro de la RA
Storie di testi e tradizione classica per Luciano Canfora
The book includes fifteen papers on Greek and Latin philology, the history af ancient texts, the classical tradition and the history of classical scholarship. They have been collected by the editors on the occasion of the 75th birthday of Luciano Canfora. The authors of the papers are: N. Bianchi, P. Butti de Lima, G. Carlucci, A. Corcella, V. Cuomo, I. Eramo, M. Losacco, V. Maraglino, S. Micunco, M.S. Montecalvo, R. Otranto, C. Petrocelli, P.M. Pinto, C. Schiano. G. Solaro. A "Bibliography of Luciano Canfora from 1963 to 2017", edited by S. Micunco e S. Brillante, follows in the second part of the volume.Il volume presenta, nella prima parte, quindici scritti raccolti dai curatori in occasione del settantacinquesimo compleanno di Luciano Canfora. I saggi riguardano la filologia greca e latina, la storia dei testi antichi, la ricezione dell’antichità classica e la storia degli studi. Ne sono autori: N. Bianchi, P. Butti de Lima, G. Carlucci, A. Corcella, V. Cuomo, I. Eramo, M. Losacco, V. Maraglino, S. Micunco, M.S. Montecalvo, R. Otranto, C. Petrocelli, P.M. Pinto, C. Schiano. G. Solaro. La seconda parte contiene la "Bibliografia di Luciano Canfora dal 1963 al 2017", pubblicata a cura di S. Micunco e S. Brillante
“Living Museums of Human Traditions”: Alexina de Magalhães Pinto and her Conception About the “Eminent Educational Role of the Tales”
What is the social character of folktales? Can tales contribute to human formation? In the “Preliminary note” of the book Contribuição do folk-loro brazileiro para a bibliotheca infantil (1907), the writer and folklorist from Minas Gerais, Alexina de Magalhães Pinto (1869–1921), naming folktales (whether they are “fairy tales, fabulous or biblical”) as “living museums of human traditions”, argues that those narratives would contain an “eminently educational” role. This paper presents the author, her work, and, thereafter, analyzes “Historia (sic) de um cachorrinho”, which is part of the collection mentioned above, aiming to reflect upon this function of the tales of instructing and educating (which the author talks about). From this analysis — of a bibliografic and critical-analytical nature — results the understanding about the unique contribution of the teacher and researcher Alexina de Magalhães Pinto for the history of Brazilian children’s literature, in its broad sense (especially for her commitment in carrying out an ethnographic and historical research to compose works from oral tradition and Brazilian folklore to serve generations), and also the perception about the merit of her task of launching, at that time, a debate about the humanizing character of fiction. It is possible to conclude, from this analysis, that literary and fictional productions, by making fabulation possible, can instruct and educate, among other aspects, because of their character of transcending limits of time, modes and forms of representation of multiple and diverse experiences.Qual o tipo de conhecimento pode um conto popular transmitir? Pode o conto contribuir para a formação humana? Em “Nota preliminar” do livro Contribuição do folk-loro brazileiro para a bibliotheca infantil (1907), a escritora e folclorista mineira Alexina de Magalhães Pinto (1869–1921), nomeando os contos populares (quer sejam “de fadas, fabulosos ou bíblicos”) como “museus vivos das tradições humanas”, argumenta que essas narrativas conteriam papel “eminientemente educador”. Este artigo apresenta a autora, sua produção e, na sequência, analisa a “Historia (sic) de um cachorrinho”, que integra a coletânea supracitada, com o objetivo de se refletir sobre essa função educadora dos contos (de que nos fala a autora). Desta análise — de caráter metodológico bibliográfico e crítico-analítico — resulta o entendimento sobre a contribuição singular de Alexina de Magalhães Pinto para a história da literatura infantil brasileira, em seu sentido amplo. Esse legado é notável por seu empenho em realizar uma pesquisa etnográfica e histórica para compor obras a partir da tradição oral e do folclore brasileiro para servir às gerações futuras. O mérito dessa tarefa reside no fato de a autora ter se dedicado, naquele tempo, a um debate sobre a potência que a ficção detém de nos ensinar sobre a vida. É possível concluir, a partir desta análise, que as produções literárias e ficcionais, ao possibilitarem a fabulação, podem instruir e educar, entre outros aspectos, por seu caráter de transcender limites de tempos, modos e formas de representação das múltiplas e diversas experiências
Percepções de alunos acerca da avaliação institucional da UFSC: do desinteresse à vontade de participar /
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico.O presente trabalho teve como objetivo conhecer a percepção de alunos de graduação acerca do Processo de Avaliação Institucional da Universidade Federal de Santa Catarina. (PAIUFSC), no período de 1996 a 1998. A pesquisa foi desenvolvida de março de 1998 a abril de 2000, os sujeitos pesquisados foram 52 alunos, de 13 cursos de graduação da UFSC. Tendo em vista ouvir alunos em seus significados, optou-se por desenvolver o estudo através do método qualitativo de pesquisa. Os dados foram colhidos por meio de entrevista no próprio Campus da UFSC. O estudo mostra que os alunos de graduação, matriculados e cursando regularmente a universidade no período de 1996 a 1998, desconhecem o processo e planejamento do PAIUFSC. A unanimidade deles conhece apenas o questionário de avaliação. Quanto à devolução dos dados, ele inexiste ou quando acontece é de forma inadequada na percepção dos entrevistados. Os resultados confirmam que o aluno reconhece que o processo é válido, entretanto, demonstram desinteresse, e ao mesmo tempo uma grande vontade de participar do PAIUFSC como um todo
PINTO, J. M. COMUNICAÇÃO E DISCURSO: INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE DISCURSOS. SÃO PAULO: HACKER EDITORES, 1999
PINTO, J. M. COMUNICAÇÃO E DISCURSO: INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE DISCURSOS. SÃO PAULO: HACKER EDITORES, 1999
Caderno de Desenho Geométrico II, Pinto, Licenciatura em Matemática, v. 2, PR, 1973
Este caderno, de 1973, pertence a ex-aluna do curso de Licenciatura em Matemática, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. Umuarama,PR. A aluna era Neuza Bertoni Pinto, nascida em 1939. O caderno é do tipo espiral, com capa colorida, apenas com local para a identificação do aluno, da marca/fabricante Tilibra. Há 71 p., todas preenchidas. Neste repositório também podem ser encontrados outros cadernos desta aluna. Este exemplar pertence ao acervo da Prof.ª Dr.ª Neuza Bertoni Pinto, residente em Curitiba, Paraná.Caderno de Desenho Geométrico II (equivalência de áreas; concordância de reta e arcos; cônicas; elipse)
Desenvolvimento de um sistema informatizado para mapeamento de figuras de interferencia conoscopica em liomesofases
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciencias Fisicas e MatematicasDesenvolvemos um sistema informatizado (hard e software), para mapeamento de figuras de interferência. O sistema ora viabilizado foi utilizado para mapeamento de figuras de interferência conoscópicas em liomesofases homeotropicamente alinhadas. O sistema liotrópica estudado tem a seguinte composição: CH3(CH2)9NH4Cl [41,67%] / NH4Cl [4,17%] / H2O [54,16%], e exibe as temperaturas de transições. Mapeamos a evolução das figuras de interferências, como função da temperatura, e as parametrizamos (intensidade versus posição dos bicos). Os resultados obtidos com a parametrização foram cotejados com dados existentes na literatura, para o comportamento da birrefringência como função da temperatura, mostrando excelente concordância. Assim, pensamos que o sistema ora viabilizado, possa ser usado na elucidação do comportamento do grau de ordem de sistemas liotrópicos via parametrização de figuras mapeadas. Complementarmente é possível calcular os volumes das figuras de interferências mapeadas, que estão associados à intensidade integrada da radiação que atravessa a amostra, e portanto contém informações sobre os fenômenos ordem/desordem nas transições. Todavia, uma exploração quantitativa destes dados não será objeto deste trabalho, e apenas comentaremos seus aspectos qualitativos mais relevantes
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