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Entrevista com Pepe Rovano: cineasta ítalo-chileno diretor do documentário Bastardo: la herencia de un genocida (2023)
“VOCÊ FOI LUTA, NÓS SEREMOS RESISTÊNCIA”: RESISTIR À SEGUNDA MORTE NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
Este artigo tem como objetivo debater a produção literária acerca da ditadura civil-militar brasileira, especificamente os romances produzidos a partir do século XXI, Ainda estou aqui (2015), de Marcelo Rubens Paiva; Azul-corvo (2010), de Adriana Lisboa; K. – relato de uma busca (2011), de Bernardo Kucisnki e Soledad no Recife (2009), de Uraniano Mota. Escritos com um distanciamento temporal de mais de quarenta anos, as obras constroem uma leitura acerca do passado histórico a partir do presente, e principalmente da tentativa de elaboração da experiência traumática por parte dos sobreviventes e dos herdeiros da ditadura. A discussão pretende analisar as formas de (re)construção da resistência e dos militantes da resistência em tais obras, ou seja, partindo da hipótese que apresentam outra perspectiva literária para o que significava e significa, contemporaneamente, resistir. Resistir assume ainda outro sentido que se estende à própria literatura, a partir de seus narradores e autores que, décadas depois, inscrevem, nas obras literárias, as experiências traumáticas do período e as histórias apagadas e escondidas dos personagens
A mediação diante do cárcere: os casos de sobrevivente André du Rap e Cela forte mulher
A produção artística e crítica contemporâneas têm colocado em questão a necessidade de observar perspectivas histórias antes silenciadas, de forma a opor-se e resistir ao apagamento de experiências e vivências de grupos, raças, etnias e cores diversas. Em um país como o Brasil, entretanto, caracterizado por desigualdades sociais gritantes, tal tentativa foi e é marcada pela disjunção e pela mediação. Esta mediação frequentemente é marcada por produções em que o intelectual, branco e da elite, organiza e edita a obra de alguém que testemunha outra vivência, o subalternizado, negro e pobre. Se por um lado a figura do intelectual é central para desvelar e inscrever tais histórias, por outro, a mediação não é imparcial, mas marcada por relações de poder. A proposta deste trabalho é introduzir questões relativas ao conceito de literatura de testemunho, literatura sobre o/do cárcere e analisar dois exemplos de tal literatura, os textos Sobrevivente André du Rap (2002) e Cela forte mulher (2003), de maneira a discutir como os textos se estruturam e problematizam a mediação radical da alteridade entre intelectuais e detentos, os seus impasses éticos e textuais, bem como refletir sobre a dificuldade em estabelecer uma (ou muitas) autoria(s) diante de uma certa apropriação autoral da voz do outro
“VOCÊ FOI LUTA, NÓS SEREMOS RESISTÊNCIA”: RESISTIR À SEGUNDA MORTE NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
Este artigo tem como objetivo debater a produção literária acerca da ditadura civil-militar brasileira, especificamente os romances produzidos a partir do século XXI, Ainda estou aqui (2015), de Marcelo Rubens Paiva; Azul-corvo (2010), de Adriana Lisboa; K. – relato de uma busca (2011), de Bernardo Kucisnki e Soledad no Recife (2009), de Uraniano Mota. Escritos com um distanciamento temporal de mais de quarenta anos, as obras constroem uma leitura acerca do passado histórico a partir do presente, e principalmente da tentativa de elaboração da experiência traumática por parte dos sobreviventes e dos herdeiros da ditadura. A discussão pretende analisar as formas de (re)construção da resistência e dos militantes da resistência em tais obras, ou seja, partindo da hipótese que apresentam outra perspectiva literária para o que significava e significa, contemporaneamente, resistir. Resistir assume ainda outro sentido que se estende à própria literatura, a partir de seus narradores e autores que, décadas depois, inscrevem, nas obras literárias, as experiências traumáticas do período e as histórias apagadas e escondidas dos personagens
On living and surviving : mourning, guilt and testimony in the post-dictatorship literature
Orientador: Márcio Orlando Seligmann SilvaDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da LinguagemResumo: Este trabalho realiza uma leitura comparativa entre as obras da literatura contemporânea brasileira K. - relato de uma busca (2011) e Não falei (2004), tendo em vista o teor testemunhal dessas obras em relação ao período da ditadura civil-militar brasileira. Escritas com um distanciamento temporal de mais de quarenta anos, as obras constroem uma leitura acerca do passado histórico a partir do presente, e principalmente da tentativa de elaboração da experiência traumática por parte dos sobreviventes. A inscrição do trauma dos sobreviventes percorre, principalmente, as questões do luto e da culpa; bem como a dificuldade da realização do trabalho de luto e da expiação. A narração e o testemunho serão, dessa forma, uma tentativa necessária, ainda que fragmentária e determinada sob o signo da impossibilidade, de elaboração da experiência. De outra parte, as obras debatem a crítica e a autocrítica das violências perpetradas durante o período ditatorial brasileiro, bem como exigem a definição das responsabilidades e de formas de reparação. Refletem sobre o passado no contexto de seu tempo, o presente, sobre uma história que ainda não acabou, mas que é decidida também pelo movimento dos dias atuais. A leitura intertexual perpassa os debates dos campos do saber da literatura, da filosofia, da psicanálise, da história e da educação, bem como de outras criações literárias e artísticasAbstract: This work is about a comparative reading between the contemporary Brazilian books K. - relato de uma busca (2014) e Não falei (2004), towards its testimonial content about the Brazilian civilian and military dictatorship. Written with a passage of more than forty years apart of the event, the literary works build a type of reading about the historical past from the current days, and mostly about the survivors¿ attempt of working through the traumatic experience. The survivors¿ trauma inscription is about, mostly, the issues of mourning and guilt; and the associated difficulties in the work of mourning and atonement. Thereby, the narration and the testimony goes through the the traumatic experience elaboration and the imperative to tell, even though in a fragmentary and difficult way. This work also discusses the criticism and the self-criticism about the violence perpetrated during the dictatorships¿ period. The literary pieces reflect about the past regarding their own written time - the present - about a history that is not over, but it is also decided in the current days. The intertextual reading goes through debates of different fields, such as literature, philosophy, psychoanalysis, history and education, as well as other literary and artistic creationsMestradoTeoria e Critica LiterariaMestra em Teoria e História Literária1481644CAPE
Literatura nas aulas de línguas adicionais
A ideia deste dossiê parte do desejo de fortalecer pontes que possam viabilizar o trânsito entre os campos da Linguística Aplicada e dos Estudos Literários. A distância entre as disciplinas parece fazer cada vez menos sentido em um mundo em que as agendas de pesquisas sobre linguagens, bem como as práticas sociais atravessadas por elas, dão-se cada vez mais em um âmbito intra, inter, multi, transdisciplinar. Por isso, ao assumirmos o caráter indisciplinar que perpassa as áreas em questão, apresentamos aqui reflexões e propostas aplicadas que envolvem línguas e linguagens, conjugando-as de modo que o trabalho sobre e com o texto literário seja visto como parte imprescindível à educação linguística, e vice-versa.A ideia deste dossiê parte do desejo de fortalecer pontes que possam viabilizar o trânsito entre os campos da Linguística Aplicada e dos Estudos Literários. A distância entre as disciplinas parece fazer cada vez menos sentido em um mundo em que as agendas de pesquisas sobre linguagens, bem como as práticas sociais atravessadas por elas, dão-se cada vez mais em um âmbito intra, inter, multi, transdisciplinar. Por isso, ao assumirmos o caráter indisciplinar que perpassa as áreas em questão, apresentamos aqui reflexões e propostas aplicadas que envolvem línguas e linguagens, conjugando-as de modo que o trabalho sobre e com o texto literário seja visto como parte imprescindível à educação linguística, e vice-versa.A ideia deste dossiê parte do desejo de fortalecer pontes que possam viabilizar o trânsito entre os campos da Linguística Aplicada e dos Estudos Literários. A distância entre as disciplinas parece fazer cada vez menos sentido em um mundo em que as agendas de pesquisas sobre linguagens, bem como as práticas sociais atravessadas por elas, dão-se cada vez mais em um âmbito intra, inter, multi, transdisciplinar. Por isso, ao assumirmos o caráter indisciplinar que perpassa as áreas em questão, apresentamos aqui reflexões e propostas aplicadas que envolvem línguas e linguagens, conjugando-as de modo que o trabalho sobre e com o texto literário seja visto como parte imprescindível à educação linguística, e vice-versa
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
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