32,046 research outputs found
Jorge Luis Borges e a reinvenção poética da entrevista
Tese (doutorado) - Universidade Federal Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Literatura.O escritor argentino Jorge Luis Borges concedeu um extenso número de entrevistas nas suas últimas três décadas de vida, que aqui se propõem sejam consideradas como parte significativa de sua obra. Para tanto, verifica-se a sua tomada de posição diante da entrevista e da conversa, os jogos que realiza durante o evento do diálogo, as suas aventuras com a palavra e as incursões que promove pela narrativa e pelo ensaísmo. O que se descobre é que Borges singulariza a entrevista como uma experiência estética. Na medida em que faz dela um meio de reflexão colaborativa e criativa, coloca em xeque as tentativas de definição e de categorização de campos como a entrevista, a conversa e o ensaísmo. Ao final, vislumbra-se como Borges não apenas realiza o potencial poético da entrevista como ainda, através dela, renova o ensaísmo, fazendo do diálogo um de seus projetos literários finais
Cinema-literatura: proposta de curta-metragem teórico-prático a partir de As ruínas circulares de Jorge Luis Borges
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2009O processo de adaptação cinematográfica permanece um grande tema de discussão entre os meios do cinema e da literatura. Palavras tais como "fidelidade" e "respeito" ainda parecem ser medidas para avaliar um filme adaptado de uma obra literária. No entanto, é preciso enxergar estas relações entre cinema e literatura com mais amplitude e menos essencialismo. As limitações implícitas da palavra "adaptação", do ponto de vista de quem pretende escrever um roteiro a partir de um texto literário, podem apontar para outros termos, tais como recriação, ou melhor ainda, transcriação, já que trata-se de um processo de criação de um universo a partir de outro, provocando um deslocamento de sentidos. É neste exato espaço de trânsito de significados e estruturas que pretendo inserir minha reflexão. Em um movimento teórico-prático, trabalharei com o conto As ruínas circulares de Jorge Luis Borges e o processo que envolve a produção de um curta-metragem que terá o texto do escritor argentino como ponto de partida. A meu ver, este trabalho propiciará uma maneira muito concreta de articular o "problema" da adaptação cinematográfica a partir da literatura. A produção prática junto à reflexão teórica tentará libertar-se do conceito de adaptação a partir da perspectiva da criatividade e do potencial do ato cinematográfico. Em suma, é necessário encontrar um gesto que permita transitar entre literatura e cinema sem mais sentimento de perda, mas sim de enriquecimento.Le processus d'adaptation cinématographique demeure un thème sujet à controverses parmi les domaines du cinéma et de la littérature. Des termes tels que "fidélité" et "respect" restent encore un des mesures qui indiquent la qualité d'un film adapté d'une oeuvre littéraire. Néanmoins, il faut percevoir ces relations entre cinéma et littérature avec plus d'ampleur et moins d'essentialisme. Les limitations implicites du mot "adaptation", du point de vue de celui ou celle qui désire écrire un scénario à partir d'un livre, peuvent indiquer d'autres termes, comme recréation, ou bien encore, transcréation, puisqu'il s'agit d'un processus de création qui part d'un univers pour en créer un autre, engendrant un flux de significations. C'est dans cet espace exact de transit de sens et de structures que j'ai l'intention de situer ma réflexion. Dans un mouvement théorique-pratique, je prendrai comme objet de travail le conte Les ruines circulaires de Jorge Luis Borges et le processus comprend la réalisation d'un court-métrage qui aura le texte de l'écrivain argentin comme point de départ. Cette recherche mettra en évidence un exercice très concret d'articulation du "problème" de l'adaptation cinématographique. La réalisation pratique conjointe à la réflexion théorique tenteront de se libérer du concept d'adaptation à partir de la perspective de la créativité et du potenciel de l'acte cinématographique. Em somme, il faut trouver un geste qui permette un transit entre la littérature et le cinéma sans qu'il contienne un sentiment de perte, mais oui d'enrichissement
Ethos barroco en Borges: resistencia y creación
Jorge Luis Borges\u27 essays on Walt Whitman (“The Other Whitman,” “Note on Walt Whitman”) and on Gustave Flaubert (“Flaubert and His Exemplary Destiny”) are inserted into the Baroque trend as Latin American aesthetics via two processes that illustrate its ethos: resistance and creation. Borges finds his reflection in the figures of Whitman and Flaubert for an anamorphic becoming-other.Los ensayos de Jorge Luis Borges sobre Walt Whitman («El otro Whitman», «Nota sobre Walt Whitman») y sobre Gustave Flaubert («Flaubert y su destino ejemplar») se insertan en la corriente barroca como estética latinoamericana vía dos procesos que demuestran su ethos: la resistencia y la creación. Borges halla su reflejo en las figuras de Whitman y Flaubert para un devenir-otro anamórfico.
 
La promessa come immagine dell'eternità<br>Tonalità agostiniane in Borges
Borges pronuncia giudizi molto severi su Agostino, considerato soprattutto come il pensatore della grazia e della predestinazione. Il pensiero agostiniano viene irrigidito in formule che ne fanno il campione di un preteso realismo medievale. Ma Borges è più vicino di quanto non creda ad Agostino che in realtà sa perfettamente che un senso alla vita dell’uomo viene non dalla impossibile conquista della felicità, ma dalla sua incessante ricerca
Baroque Ethos in Borges: Resistance and Creation
Los ensayos de Jorge Luis Borges sobre Walt Whitman («El otro Whitman», «Nota sobre Walt Whitman») y sobre Gustave Flaubert («Flaubert y su destino ejemplar») se insertan en la corriente barroca como estética latinoamericana vía dos procesos que demuestran su ethos: la resistencia y la creación. Borges halla su reflejo en las figuras de Whitman y Flaubert para un devenir-otro anamórfico
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Erasmo in Borges, Borges in Erasmo: primi rilievi di una genealogia inesplorata
Sembrerebbe impossibile trovare ambiti del corpus borgesiano in cui studiosi di ogni latitudine e periodo non abbiano esercitato le loro abilità, ma in realtà ciò succede riguardo alla presenza dell’umanista olandese Erasmo da Rotterdam. Partendo da somiglianze di contenuto e di stile tra Elogio della follia di Erasmo e alcune prose narrative, saggistiche e poesie di Borges, nonché, al contrario, da otto ricorrenze di Erasmo in sette saggi brevi di Borges, questo articolo mira a far emergere questa relazione letteraria. Questo pionieristico benché certamente non esaustivo lavoro permette anche di dissotterrare un’ampia e inattesa rete di autori che collegano i due tra i secoli e i continenti
Erasmo in Borges, Borges in Erasmo: primi rilievi di una genealogia inesplorata
It seems impossible to identify areas of the Borgesian corpus that have not been studied by experts from all latitudes and periods, but in fact this is true in relation to the presence of the Dutch humanist Erasmus of Rotterdam. Taking as a starting point similarities in content and style between Erasmus’ The Praise of Folly and some of Borges’ narrative prose, essays and poems, as well as, conversely, from eight occurrences of Erasmus in seven of Borges’ short essays, this article aims to stress this literary relationship. This pioneering though certainly not exhaustive study also unearths a wide and unexpected network of authors linking Erasmo and Borges across centuries and continents.Sembrerebbe impossibile trovare ambiti del corpus borgesiano in cui studiosi di ogni latitudine e periodo non abbiano esercitato le loro abilità, ma in realtà ciò succede riguardo alla presenza dell’umanista olandese Erasmo da Rotterdam. Partendo da somiglianze di contenuto e di stile tra Elogio della follia di Erasmo e alcune prose narrative, saggistiche e poesie di Borges, nonché, al contrario, da otto ricorrenze di Erasmo in sette saggi brevi di Borges, questo articolo mira a far emergere questa relazione letteraria. Questo pionieristico benché certamente non esaustivo lavoro permette anche di dissotterrare un’ampia e inattesa rete di autori che collegano i due tra i secoli e i continenti
Jorge Luis Borges : En principio era la traduccion
L'articolo mostra che la letteratura di Borges non è solo una conseguenza della postmodernità, non deriva solo dal suo atteggiamento decostruzionista nei confronti della cultura, come si
crede, ma viene da molto più lontano, trovando la sua ragion d'essere
nella stessa biografia dell'autore. Ovvero: nella traduzione in spagnolo de The Happy Prince di Oscar Wilde, che Borges aveva fatto a nove anni e che, pubblicato in un famoso giornale di Buenos Aires, venne considerato da tutti come opera di suo padre. È da qui,
infatti, dalla necessità di affermare la propria originalità di scrittore e insieme la propria identità personale, che nasce quel suo particolare tipo di scrittura in cui non si distingue tra opera originale e traduzione, in cui l'autore è un giano bifronte, un Borges
usurpatore e un Borges vittima, e in cui l'individuo non è mai chi
dice (o crede) di essere
El arte de inquietar: el seudoensayo de Borges
Tematem artykułu jest pseudo esej Jorge Luisa Borgesa - opowiadanie wykorzystujące ramy eseju ("Trzy wersje Judasza", "Sekta Feniksa" i inne). Borges tworzy nową formę, która kwestionuje zasadność podziału na fikcję i nie-fikcję. Właśnie w pseudo esejach autor "Alefa" wypowiada najcelniej swoje koncepcje estetyczne i światopoglądowe. "Pierre Menard, autor Don Kichota" przedstawia ideę 'lektury jako pisania', projekt w pełni uświadomionego pisarstwa intelektualnego. Opowiadanie o francuskim smoliście ma wszakże wszelkie cechy autoparodii: Menard jest maską Borgesa, autora 'reescrituras' (fragmentów 'przepisanych na nowo') z "Powszechnej historii nikczemności". Projektując pewną wizję literatury, Borges wskazuje zarazem jej ograniczenia. "Trzy wersje Judasza" pozwalają na interpretację borgesowskiej koncepcji 'estetycznego zdumienia'. 'Błędne odczytanie' "Pisma" przez Nilsa Runenberga doprowadza do stworzenia 'straszliwej' teologii, w której Judasz staje się wcielonym Bogiem. To, co monstrualne, zaskakujące, zawrotne, ma dla Borgesa wartość estetyczną, przerywa automatyczną percepcję świata. W artykule próbuję także uświadomić, iż erudycja borgesowska przekracza tradycyjne funkcje cytatu. Staje się antyerudycją, terenem 'prywatnych żartów', traci funkcję informacyjną czy estetyczną. Końcowy fragment tekstu dotyczy borgesowskiej koncepcji historii idei. Borges zestawia ze sobą idee w taki sposób, jak gdyby były one 'różnymi intonacjami' jednej metafory. Kryterium borgesowskich kompilacji nie jest prawda i fałsz, ale wartość estetyczna idei. Poprzez parodię, antyerudycję i specyficznie rozumianą historię idei Borges podważa prawomocność dyskursu 'serio' o rzeczywistości. Kwestionuje możliwość stworzenia 'adekwatnego' opisu świata
- …
