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    Do you end up becoming yourself? The character David Foster Wallace

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    Este artigo propõe uma reflexão sobre o mito literário atrelado ao nome David Foster Wallace após o suicídio do autor. Tal reflexão elege como alvo a versão retratada em O fim da turnê (James Ponsoldt, 2015), filme repudiado por familiares e colegas próximos de Wallace. De início, justifico a escolha de encarar DFW como personagem. Na sequência, discuto sobre a noção-chave da dissimulação em DFW, que elucida o dilema entre quem ele dizia ser e o possível personagem de si mesmo. Por fim, reconstruo a querela em torno do filme ora elencado e defendo a dissimulação wallaceana enquanto potência fabuladora que enaltece a ambiguidade.This article proposes a reflection on the literary myth tied to the name David Foster Wallace after the suicide of the author. This reflection elects as a target the version portrayed in The End of the Tour (James Ponsoldt, 2015), a film repudiated by the family and close colleagues of Wallace. At first, I justify the choice of facing DFW as a character. Next, I discuss the key notion of dissimulation in DFW, which elucidates the dilemma between who he claimed to be and the possible character of himself. Finally, I return to the controversy surrounding the mentioned film and I propose the Wallacean dissimulation as a strategy for fiction that praises the ambiguity

    A pornificação do trabalho: uma reflexão a partir de Paul B. Preciado

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    This is a contribution to the twenty-first edition of V!RUS, “We have never been so digital”, addressing the link between digital technologies and precarious works. I propose a theoretical review about what Paul B. Preciado called “pornification of work”, with the purpose of pointing out the prominence of this notion in the context of the global pandemic of 2020. To delimit the concept, I point out its relationship with the idea of “biopolitics”, on the one hand, and its distance from the “post-Fordism” theorists, on the other. In the sequence, I explain how Preciado associates pornographic production with current ways of working. Finally, I argue that the pornification of work emerged in the pandemic situation under the sign of a multitude of disposable and available bodies. By specifying this dimension of the global pandemic crisis, my intention is to highlight the predatory character that the neoliberal economy has recently acquired and, by extension, the general precariousness of working conditions.Esta é uma contribuição ao dossiê “Nunca fomos tão digitais” da revista V!RUS, abordando a vinculação entre tecnologias digitais e a precarização do trabalho. Proponho um recuo teórico acerca do que Paul B. Preciado chamou de “pornificação do trabalho”, com o propósito de assinalar a proeminência de tal noção no contexto da pandemia global de 2020. Para delimitar o conceito, aponto sua veiculação com a ideia de “biopolítica”, de um lado, e seu distanciamento em relação aos teóricos do “pós-fordismo”, de outro. Na sequência, explico como Preciado associa a produção pornográfica aos modos vigentes de trabalho. Por fim, argumento que o trabalho pornificado despontou na conjuntura pandêmica sob o signo de uma multidão de corpos disponíveis e descartáveis. Ao especificar tal dimensão da crise pandêmica global, o meu intuito é destacar o caráter predatório que a economia neoliberal adquiriu recentemente e, por conseguinte, a precarização geral das condições de trabalho

    Entre a atenção e o devaneio: Cézanne tardio e a visualidade que emerge no limiar do século XX

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    Este artigo propõe uma reflexão acerca do papel emblemático que o Cézanne tardio veio a assumir mediante a visualidade que emerge no limiar do século XX. Após uma breve descrição sobre o viés teórico aqui adotado (história da visualidade), delineio o modo pelo qual a obra tardia de Cézanne pretendia demonstrar uma continuidade entre a atenção e o devaneio, ainda que por meio de uma desestabilização paradigmática da visão. Por fim, argumento que tal desestabilização assinala duas instâncias distintas: de um lado, alude a um modelo iminente de automatismo passivo da visão; de outro, suscita novas possibilidades perceptivas pautadas na singularidade irrepetível da visão.Este artículo propone una reflexión sobre el papel emblemático que Cézanne tardío asumió a través de la visualidad que se manifiesta en el umbral del siglo XX. Tras una breve descripción del sesgo teórico adoptado aquí (historia de la visualidad), esbozo la forma por la cual la obra tardía de Cézanne pretendía demostrar una continuidad entre la atención y la ilusión, aunque a través de una desestabilización paradigmática de la visión. Finalmente, argumento que tal desestabilización marca dos instancias distintas: de un lado, alude a un modelo inminente de automatismo pasivo de la visión; por otro, plantea nuevas posibilidades perceptivas basadas en la unicidad irrepetible de la visión.This article proposes a reflection about the emblematic role that the late Cézanne assumed in relation to the emerging visuality in the threshold of the twentieth century. After a brief description of the theoretical bias adopted here (history of visuality), I present the way in which Cezanne’s late work intended to demonstrate a continuity between attention and reverie, although through a paradigmatic destabilization of vision. Finally, I argue that such destabilization points out two distinct instances: on the one hand, it alludes to an imminent model of passive automatism of vision; on the other, it raises new perceptual possibilities based on the unrepeatable singularity of vision

    O abismo através do espelho: a atualidade de Vampyroteuthis Infernalis de Vilém Flusser

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    Based on Vilém Flusser's book Vampyroteuthis Infernalis, this article discusses some of the main concepts discussed there and, from them, proposes a reflection on the contemporary political-mediatic environment. Under an essay-flusserian approach, I start from a brief contextualization of his work and, along the argument, I draw parallels with current debates. The interpretation adopted here is based on the concepts of deforming mirror, esoteric conspiracy and obscenity. I argue, finally, that the vampyroteuthic metaphor remains active in giving us back an image of ourselves where we do not recognize ourselves.Con base en el libro Vampyroteuthis Infernalis, de Vilém Flusser, este artículo discute algunos de los conceptos principales allí tratados y, a partir de ellos, propone una reflexión acerca del ambiente político-mediático contemporáneo. Bajo un enfoque ensayista-flusseriano, parto de una breve contextualización de la obra en cuestión y, a lo largo del argumento, delineo paralelos con debates actuales. La interpretación aquí emprendida se pauta en los conceptos de espejo deformante, conspiración esotérica y obscenidad. Argumento, por último, que la metáfora vampyrotêuthica sigue actuando al devolvernos una imagen de nosotros mismos donde no nos reconocemos.Basé sur le livre de Vilém Flusser, Vampyroteuthis Infernalis, cet article traite de certains des principaux concepts abordés et propose une réflexion sur l’environnement politico-médiatique contemporain. Sous l’approche d’un essai flusserien, je pars d’une brève contextualisation de l’œuvre en question et, tout au long de l’argumentation, fais un parallèle avec les débats actuels. L'interprétation adoptée ici est basée sur les concepts de miroir déformant, de complot ésotérique et d'obscénité. Je soutiens, enfin, que la métaphore du Vampyroteuthis s'ensuit pour nous redonner une image de nous-mêmes là où nous ne nous reconnaissons pas.Com base no livro Vampyroteuthis Infernalis, de Vilém Flusser, este artigo discute alguns dos conceitos principais ali tratados e, a partir deles, propõe uma reflexão acerca do ambiente político-midiático contemporâneo. Sob uma abordagem ensaístico-flusseriana, parto de uma breve contextualização da obra em questão e, ao longo do argumento, delineio paralelos com debates atuais. A interpretação aqui empreendida pauta-se nos conceitos de espelho deformante, conspiração esotérica e obscenidade. Defendo, por fim, que a metáfora vampyrotêuthica segue atuante ao devolver-nos uma imagem de nós mesmos na qual não nos reconhecemos

    Contribuições da função mítica no design de entretenimento - DOI 10.5216/vis.v9i1.18376

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    Intending an transdisciplinary approach, this study aims to demonstrate, using examples from comics, movies and digital games, how the Entertainment Design may be related to the notion of “myth” such as postulated by Jung, Campbell and related autors. The proposal is, therefore, treating the Entertainment Design as part of a polytheistic system that should articulate, so eclectic and multidimensional, the symbolic representations in its way to work and sociocultural spread.Keywords: Entertainment Design, mythical language, cinematic narrativePretendendo uma abordagem transdisciplinar, este trabalho objetiva demonstrar, através de exemplos de histórias em quadrinhos, filmes e jogos digitais, como o Design de Entretenimento pode estar relacionado à noção de “mito” tal como postulada por Jung, Campbell e autores relacionados. A proposta é, portando, encarar o Design de Entretenimento como parte de um sistema politeísta que deva articular, de forma eclética e pluridimensional, as representações simbólicas em seu meio de atuação e propagação sociocultural. Palavras-chave: Design de entretenimento, linguagen mítica, narrativas cinematográfica

    Design e a tecnologia sexual: : breve panorama a partir de Foucault e Preciado

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    This essay outlines a brief conceptual panorama around the notion of “sexual technology” as thought by Paul B.Preciado and Michel Foucault, to understand this technological dimension as a design practice. For this, I present Foucault’s perspective on sexuality, highlighting Preciado’s affiliation with this approach and how design can be understood in this light. Next, I clarify the notion of “technology” (dear to Foucault) and the sense of saying that sex istechnological, with special attention to the concept of “dildo” (dear to Preciado). Then I contextualize some of the historically recent sexual technologies along an abridged panorama of the invention of (hetero)sex, analogously to thegenealogy of the female orgasm traced by Preciado. Once pointed out that heterosexuality is perhaps the most successful design in history, I conclude by stating that, in the field of sexual technology, design operates in an ambivalent way: by maintaining and reinforcing heteronormativity, it paradoxically enables the subversion of the sexuality thus designed.Finally, I also provide a “brief counter-sexual glossary” to clarify some key terms covered in this article.Este ensayo esboza un breve panorama conceptual sobre la noción de “tecnología sexual” en el pensamientode Paul B. Preciado y de Michel Foucault, con el propósito de entender esta dimensión tecnológica como práctica de diseño. En primer lugar, presento la perspectiva de Foucault sobre la sexualidad destacando la afiliación de Preciado en este enfoque y cómo se puede concebir el diseño desde esta perspectiva. A continuación, aclaro la noción de “tecnología” (central para Foucault) y el sentido de decir que el sexo es tecnológico, con especial atención al conceptode “dildo” (central para Preciado). Luego, contextualizo algunas de las tecnologías sexuales históricamente recientes a lo largo de un panorama abreviado de la invención del (hetero)sexo, análogamente a la genealogía del orgasmo femenino trazada por Preciado. Una vez señalado que la heterosexualidad es quizás el diseño más exitoso de la historia,concluyo afirmando que, en el campo de la tecnología sexual, el diseño opera de manera ambivalente: al mantener yreforzar la heteronormatividad paradójicamente permite la subversión de la sexualidad así construida. Finalmente, esbozo un breve glosario contrasexual, con el fin de aclarar algunos términos clave utilizados en este artículo.Este ensaio delineia um breve panorama conceitual em torno da noção de “tecnologia sexual” nos pensamentos de Paul B. Preciado e Michel Foucault, com o intuito de depreender tal dimensão tecnológica enquanto uma prática de design. Para tanto, apresento a perspectiva de Foucault acerca da sexualidade, destacando a filiação de Preciado para com essa abordagem e como que o design pode ser entendido sob esse prisma. Esclareço, na sequência, a noção de “tecnologia” (cara à Foucault) e o sentido de dizer que o sexo é tecnológico, com especial atenção ao conceito de “dildo” (caro à Preciado). Contextualizo, então, algumas das tecnologias sexuais historicamente recentes ao longo de um panorama abreviado da invenção do (hetero)sexo, na esteira da genealogia do orgasmo feminino traçada por Preciado. Uma vez assinalado que a heterossexualidade talvez seja o design mais bem-sucedido da história, concluo apontando que, no terreno da tecnologia sexual, o design aciona uma via de “mão-dupla”: pela manutenção e reforço da heteronormatividade, possibilita, paradoxalmente, a subversão da sexualidade assim construída. Por fim, forneço ainda um “breve glossário contrassexual”, com o intuito de esclarecer alguns termos-chaves abordados neste artigo

    El derecho a mirar desde Foucault, Spivak y Mbembe

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    Este ensaio adota o pensamento foucaultiano como base para propor um recuo teórico em torno da noção de “direito de olhar” enquanto reivindicação de uma posição nas lutas sobre “como ver”. Após contextualizar o certame, reviso dois textos pontuais que cotejam Foucault: Pode o subalterno falar?, de Gayatri Spivak, e Necropolítica, de Mbembe. Do primeiro, depreendo a ideia geral de que o direito de olhar é o contrário do direito de “ver sem ser visto”. Do segundo, deduzo uma função de opacidade e de gestão da invisibilidade que a necropolítica exerce em conjunção com a biopolítica. Por fim, sustento que, se todo “ver” depende de um “não ver”, o direito de olhar reivindica uma posição que está sempre por construir.Este ensayo adopta el pensamiento foucaultiano como base para proponer un estudio teórico del “derecho a mirar” en cuanto derecho a una posición en las luchas sobre “cómo ver”. Después de contextualizar el tema, reviso dos textos específicos que critican a Foucault: ¿Puede hablar el subalterno?, de Gayatri Spivak, y Necropolítica , de Mbembe. Desde Spivak extraigo la idea general de que el derecho a mirar es lo opuesto al derecho a “ver sin ser visto”. Desde Mbembe deduzco una función de gestión de la opacidad y la invisibilidad ejercida por la necropolítica, en paralelo a la biopolítica. Finalmente, sostengo que, si todo “ver” depende de “no ver”, el derecho a mirar exige una posición siempre por construir.This essay adopts Foucault’s thinking as a basis to deepen the notion of the “right to look” while claiming a position in the debate on “how to see”. After contextualizing the subject, I review two specific texts that criticize Foucault: Can the Subaltern Speak? by Gayatri Spivak, and Necropolitics by Mbembe. From the first, I extract the general idea that the right to look is the opposite of the right to “see without being seen”. From the second, I deduce an opacity and invisibility management function that the necropolitics exerts in conjunction with biopolitics. Finally, I argue that, if all “seeing” depends on “not seeing”, the right to look demands a position that is always to be built

    Symbolic articulations: a philosophy of design through the prism of a tragic hermeneutics

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    O objetivo desta tese é propor um aporte teórico-filosófico vale dizer, uma filosofia do design que possa, de um lado, dimensionar a dinâmica dos processos simbólicos mediados pelo design e, de outro, situar a experiência estética articulada por esses processos. Os instrumentos de orientação utilizados foram as obras de Nietzsche, Clément Rosset, Paul Ricoeur, Rogério de Almeida e Mario Perniola, entre outros autores, além de obras literárias e cinematográficas, convocadas a ilustrar a noção de hermenêutica trágica, inaugurada neste trabalho. Tais instrumentos foram operados metodologicamente por meio de revisão bibliográfica (modalidade básica de pesquisa), guiando-se pela hermenêutica simbólica (Ricoeur). A discussão delineada em três capítulos (Filosofia do design, Filosofia trágica e Hermenêutica trágica) visa apresentar, no quarto capítulo (Design como articulação simbólica), aspectos de uma articulação simbólica operada pelo design e da qual se vale o olhar contemporâneo para compreender o mundo e para nele atuar.This thesis aims to propose a theoretical and philosophical supply that is, a philosophy of design which can, on the one hand, to scale the dynamics of symbolic processes mediated by design and, on the other, to place the aesthetic experience articulated by these processes. The orientation tools were the works of Nietzsche, Clément Rosset, Paul Ricoeur, Rogério de Almeida, Mario Perniola, among others, in addition to films and literary works, convened to illustrate the notion of \"tragic hermeneutic\", inaugurated in this thesis. These instruments were methodologically operated through literature review (basic mode of research) and guided by the symbolic hermeneutics (Ricoeur). The discussion delineated in three chapters (\"Philosophy of design,\" \"Tragic philosophy\" and \"Tragic hermeneutics\") aims to present, in the fourth chapter (\"Design as symbolic articulation\"), some aspects of a symbolic articulation operated by design and by which the contemporary view takes to understand the world and to act on it

    FAUSTO E O SUJEITO LIBERAL: NOTAS GENEALÓGICAS A PARTIR DE FOUCAULT

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    RESUMO: Este artigo propõe um panorama genealógico em torno do mito de Fausto, considerando-o enquanto narrativa capaz de conjugar discursivamente duas práticas comumente tidas como distintas entre si, a do cuidado de si e a da governamentalidade, como atinentes a um mesmo tipo de racionalidade, a do sujeito liberal. Para tanto, começo por interrogar a subjetividade ocidental a partir da omissão subjetiva em Platão e do apagamento do eu na Odisseia homérica. Esse desaparecimento condicionante do sujeito aponta para a compreensão, na sequência, de como uma conduta ética pode, com o passar do tempo, converter-se em subjetivação moral. Com isso em vista, retomo e amplio o comentário de Foucault acerca do mito de Fausto, e argumento que a simbólica de um “retorno a si mesmo” segue na esteira de um modo de organização societária que incita a liberdade como meio de subjetivação. Por fim, discorro sobre como essa racionalidade liberal estabelece, à maneira do pacto faustiano, uma relação de indissociabilidade congênita entre liberdade e sujeição (ou “responsabilidade”), bem como entre a gestão populacional e a de si mesmo. PALAVRAS-CHAVE: Fausto. Foucault. Sujeito. Liberalismo.     ABSTRACT: This article proposes a genealogical panorama around the myth of Faust, considering it as a narrative capable of discursively combining two practices commonly considered to be distinct from each other, that of care for the self and that of governmentality, as pertaining to the same type of rationality, that of the liberal subjectivity. To do so, I begin by questioning Western subjectivity from the subjective omission in Plato and the erasure of the self in the Homeric Odyssey. This conditioning disappearance of the subject points to the understanding, in sequence, of how an ethical conduct can, over time, become moral subjectivation. With this in mind, I return and expand Foucault's comment on the myth of Faust, and I argue that the symbolic logic of a “return to self” follows in the track of a mode of societal organization that incites freedom as a way of subjectification. Finally, I discuss how this liberal rationality establishes, in the manner of the Faustian pact, a congenital and inseparable relationship between freedom and subjection (or “responsibility”), as well as between the population management and the self-management. KEYWORDS: Faust. Foucault. Subjectivity. Liberalism

    Uma procissão de pequenos apocalipses: o imaginário póstumo de Sinal e Ruído

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    Can the works of the past incorporate images and ways of seeing that historically succeed them? This study focuses on the graphic novel Signal to noise, by Neil Gaiman and Dave McKean from 1992, to deal with the posthumous resonance of the images, based on the theme of the apocalypse. It starts with the problem according to which the way we deal today with the past re-signifies it as a past, which, nevertheless, constituted us and brought us to this present. Finally, in the posthumous imaginary of the studied work, Benjamin's figure of the post-narrator is identified, who fulfills the paradoxical and anonymous task of remembering all the past and present souls that follow in procession towards oblivion.Podem as obras do passado incorporar imagens e modos de ver que historicamente as sucedem? Este estudo se debruça sobre a novela gráfica Sinal e ruído, de Neil Gaiman e Dave McKean de 1992, para tratar da ressonância póstuma das imagens, a partir da temática do apocalipse. Parte-se da problemática segundo a qual o modo como lidamos, hoje, com o passado o ressignifica enquanto passado, o qual, não obstante, nos constituiu e nos trouxe a este presente. Por fim, depreende-se do imaginário póstumo da obra estudada a figura benjaminiana do pós-narrador, que cumpre a tarefa paradoxal e anônima de rememorar todas as almas pretéritas e presentes que seguem em procissão rumo ao esquecimento
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