90 research outputs found

    Os desafios da escola na relação com o sujeito/jovem e na construção de uma aprendizagem significativa

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    Este trabalho vem oportunamente refletir sobre aspectos relevantes na construção de uma aprendizagem significativa levando-se em consideração as vivências e conflitos juvenis que muitas vezes se refletem na escola, bem como a postura que a escola assume, ou deveria assumir, na educação e formação desses sujeitos. Baseia-se nas considerações teóricas de Juarez Dayrell (2007), Maria Zenaide Alves e Gustavo Barhuch de Carvalho (2004), Maria Virgínia de Freitas (2005), Marcelo Paixão (2006), Valdir Alves de Souza (2007), entre outros, que nos chamam a atenção para as questões da predisposição para a aprendizagem, da importância da escola estar aberta e em diálogo com o seu entorno, ressignificando seus espaços, a melhoria das suas relações com o público jovem, levando-se em consideração o seu aprendizado prévio ou extra-escolar, conhecendo e valorizando as diferenças sócio culturais, confiando nas possibilidades dos alunos envolvidos no processo. A metodologia adotada é uma reflexão teórica sobre os textos apresentados durante o curso de Pós Graduação na área Juventude, Escola e Cultura que nos chamam a atenção justamente sobre a juventude, seus conflitos, suas vivências e sua relação com a escola, para a partir desse entendimento, desse conhecimento do seu público, a escola promover cada vez mais promover aprendizagens significativas e que satisfaçam aos anseios do jovem nela inserido. Neste trabalho, serão analisados em quais aspectos a escola tem falhado e/ou acertado no processo de ensinoaprendizagem e na promoção da interação positiva entre jovens/escola e a sociedade em que estão inseridos. Diante da importância de se discutir questões relevantes a serem vencidas no trabalho escolar com o jovem evidenciamos também que existem iniciativas bem sucedidas que nos permitem perceber que é possível se fazer uma educação de qualidade e de valorização do sujeito levando-o a construir, verdadeiramente, a sua identidade e autonomia

    Educação em direitos humanos: ótica do pardal ou visão de águia? um estudo sobre a Política Nacional de Educação em Direitos Humanos

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2010Este trabalho tem como objeto de estudo a Política Nacional de Educação em Direitos Humanos. Tal estudo buscou evidenciar a relação entre a "ótica do pardal" e a "visão de águia" no processo de construção e efetivação desta política educacional. Metaforicamente, a perspectiva nos moldes da "visão de águia" pode ser entendida enquanto uma proposição político-pedagógica de-cima-para-baixo ou apropriação do discurso em Direitos Humanos pelos grupos hegemônicos que se utilizam deste mesmo discurso para manter sua dominação. Por outro lado, a perspectiva da "ótica do pardal" remete ao entendimento de que a política de Educação em Direitos Humanos e a apropriação deste discurso pode ocorrer de-baixo-para-cima, ou seja, não simplesmente para, mas com os grupos populares e/ou com os educandos. Partiu-se da hipótese de que a Educação em Direitos Humanos deve ser considerada em sua dualidade, isto é, em seu potencial reprodutor e/ou transformador. Nessa direção, a apropriação do discurso dos Direitos Humanos a-partir-de-baixo é que pode dar uma conotação emancipatória aos mesmos, caso contrário, com um discurso de igualdade restrito a aspectos formais se legitimam e perpetuam-se situações de dominação, desumanização e opressão. Foi realizada pesquisa documental tendo como delimitação temporal a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, focando a análise no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, de 2006. No que concerne à análise do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, buscou-se problematizar o processo de construção deste documento e seus aspectos político-pedagógicos. No que diz respeito aos aspectos políticos presentes no documento, foi possível perceber a necessidade de se avançar na direção de uma crítica mais veemente aos mecanismos estruturais que geram a desumanização, trazendo a tona com mais clareza e profundidade debates em torno de questões mais amplas, tais como justiça social e democracia. Do ponto de vista pedagógico, ficou claro, entre outras coisas, que para haver um fortalecimento da "ótica do pardal" é necessário democratizar o ensino, fortalecer uma perspectiva crítica de Educação em Direitos Humanos e promover metodologias participativas que possibilitem o educando ser sujeito ativo na tematização da Educação em Direitos Humanos na escola

    A Tradução como um ‘Acordo Dialógico’: Uma Perspectiva Bakhtiniana

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    TRADUÇÃO PARA LIBRAS: José Ednilson Gomes de Souza Júnior (Supervisão Geral), Daniela Bieleski e Lais dos Santos di Benedetto Frasca (Orientação e Revisão Final), Raphael Freire Marques (Coordenador do Projeto), Crystonberg da Silva Souza, Julian Ramalho Henry, Marcos Antônio da Silva Filho, Maria Zenaide Pereira Rodrigues, Samantha Alves da Silva (Tradutores), Felipe Lima Souza e Nicolle Campos (Revisores

    JUVENTUDE RURAL EM UM TERRITÓRIO DE INCERTEZAS: QUESTÕES PARA A EDUCAÇÃO

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    Este artigo aborda algumas questões relativas à educação de jovens moradores da zona rural, problematizando o território em que estão inseridos e os desafios postos pelo contexto em que vivem. O estudo foi realizado na região sudeste do estado de Goiás, território marcado pelo avanço do agronegócio, pela exploração de mineradoras, mas também pela resistência de camponeses que sobrevivem do que produzem na agricultura familiar. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi desenvolvida com estudantes do ensino médio e superior e aponta como questão central a necessidade de um encontro entre a escola e o território; a escola e as famílias; a escola e as juventudes rurais. Os jovens entrevistados evidenciaram que, nas condições postas, o quão difícil é acessar a escola; estar na escola; se sentir bem na escola e construir um projeto de escolarização

    Competição de gramáticas do português na escrita catarinense dos séculos 19 e 20

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Linguística.Descrevo e analiso, nesta tese, os padrões empíricos de ordenação de clíticos na escrita catarinense. Os dados analisados são orações finitas não-dependentes com verbos simples e estruturas verbais complexas extraídas de vinte e quatro peças de teatro escritas por brasileiros nascidos no litoral de Santa Catarina, nos séculos 19 e 20. A hipótese que defendo é a de que a escrita catarinense (no cenário da escrita brasileira) reflete um processo de mudança sintática que pode ser interpretado como a competição de diferentes gramáticas, no sentido empregado por Anthony Kroch, em Reflexes of Grammar in Patterns of Language Change (1989). No que se refere às construções em que a variação próclise (clV)/ênclise (Vcl) é atestada em orações finitas não-dependentes, os resultados estatísticos evidenciam um aumento (progressivo) nas taxas de clV em contextos V1 e em contextos X(X)V em que X é antecedido por um sujeito, um advérbio não-modal ou um sintagma preposicional - não-focalizados. Enquanto em textos de autores nascidos no século 20 a próclise em orações com sujeitos pré-verbais é categórica, em textos de autores nascidos no século 19 está correlacionada à natureza dos sujeitos pré-verbais: a próclise nesse contexto é mais recorrente em orações com sujeitos pronominais pessoais, e não o é em orações com sujeitos DPs simples. Referentemente ao padrão de ordenação em complexos verbais, há um aumento (também progressivo) da próclise ao verbo não-finito. Na escrita de autores nascidos no século 19, encontro padrões aparentemente instanciados pela gramática do Português Clássico (PC): construções DPclV e construções XclV com percentagens variáveis e inferiores a 50% e construções com interpolação de "não" e/ou do pronome pessoal "eu". Paradoxalmente, encontro, nesses mesmos textos, padrões instanciados pela gramática do Português Brasileiro (PB) - próclise a V1 e próclise ao verbo não-finito em complexos verbais - e o padrão enclítico instanciado pela gramática do Português Europeu (PE). Com base nos resultados empíricos descritos e analisados, defendo que a ordenação de clíticos na escrita catarinense reflete um caso complexo de competição de três gramáticas do português: PC, PB e PE In this thesis, I describe and analyze the empirical standards of clitic ordering in written texts produced in the state of Santa Catarina, Brazil. The data analyzed are finite, independent clauses, with simple verbs and complex verbal structures, extracted from twenty four plays written by Brazilian playwrights born in the coastal area of Santa Catarina, during the 19th and 20th centuries. My hypothesis is that the clitic ordering of playwrights (within the scene of the Brazilian writing) reflects a process of syntactic change that can be interpreted as the competition of different grammars, in the meaning proposed by Anthony Kroch, in Reflexes of Grammar in Patterns of Language Change (1989). In what concerns the constructions where the variation proclisis (clV)/enclisis (Vcl) occurs in finite, independent clauses, the statistical results reveal a progressive increase in the rates of clV in V1 contexts and in X(X)V contexts where X is preceded by a - non-focused - subject, non-modal adverb or prepositional phrase. Proclisis in clauses with pre-verbal subjects is categorical in texts of authors born in the 20th century. In texts of playwrights born in 19th century, proclisis is correlated to the nature of the pre-verbal subjects: It is more frequent in clauses with personal pronominal subjects, and it is not frequent in clauses with simple DP subjects. Concerning the ordering standard in verbal complexes, there is an (also progressive) increase of proclisis to the non-finite verbs. In the writing of authors born in the 19th century, I found standards apparently instantiated by the grammar of Classic Portuguese (CP): DPclV constructions and XclV constructions in changeable percentages (lower than 50%), and constructions with the interpolation of the adverb "não" and/or the personal pronoun "eu". Paradoxically, I found, in these same texts, standards instantiated by the grammar of Brazilian Portuguese (BP) - proclisis to V1, and proclisis to the non-finite verb in verb complexes - and the enclitic standard instantiated by the grammar of European Portuguese (EP). Based on the empirical results described and analyzed, I affirm that the clitic ordering in the writing of Santa Catarina reflects a complex case of competition of three grammars of Portuguese: CP, BP and EP.

    JUVENTUDE RURAL NO SUDESTE GOIANO E OS DESAFIOS PARA SER ALGUÉM NA VIDA

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    Este trabalho apresenta alguns resultados de uma pesquisa desenvolvida com jovens rurais, onde são apresentados os desafios e as motivações enfrentados por dois jovens de Santo Antônio de Cavalheiros para frequentar a escola de ensino médio nas cidades vizinhas, e construir seu processo de escolarização. Foi desenvolvida pela abordagem qualitativa, tendo como características básicas: o contato direto com o entrevistado. Teve como principal objetivo analisar alguns aspectos do processo de escolarização da juventude rural relativos aos desafios e as motivações para frequentar o ensino regular, tomando como referência a realidade de dois jovens de Santo Antônio de Cavalheiros, estudantes do ensino médio. A partir de estudos realizados por Alves e Dayrell (2016) sobre a condição juvenil é que partem do pressuposto que a juventude rural enfrenta desafios para estudar que ora os motiva, ora os desafia negativamente, principalmente no que diz respeito aos projetos de vida traçados por esses sujeitos. Para esses jovens, a força motriz para frequentar a escola é mais influenciada por motivação extrínseca devida estar ligada a uma promessa de futuro melhor, isto é, o que tem motivado esses sujeitos a frequentar a escola hoje estar mais relacionado a recompensar futuras que presentes

    Participação popular em saúde e Ministério Público: contribuições para a efetivação do Sistema Único de Saúde na pós-modernidade

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito, Florianópolis, 2013O tema da pesquisa aqui desenvolvida é a participação popular em saúde e o Ministério Público. Trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, de método indutivo, cujo objetivo é a análise, no contexto da problemática dos paradigmas gerada pela pós-modernidade, de como deve agir o Ministério Público no campo da participação popular em saúde, de forma a contribuir para a efetivação do Sistema Único de Saúde (SUS). Para alcançar esse desiderato, o trabalho foi dividido em três partes. Num primeiro momento, é visualizada, na pós-modernidade, a democracia participativa como forma de resgate da sociedade como sujeito de direito, situando-se, nesse contexto, o lugar do Ministério Público na seara do exercício do poder político por parte da comunidade na fiscalização e gestão dos bens coletivos extrapatrimoniais. Na seqüência, são desenvolvidos estudos acerca do histórico da saúde pública no Brasil, até chegar-se à institucionalização do SUS, pela Constituição de 1988, nele destacando-se a diretriz da participação popular, os institutos jurídicos que a instrumentam e os problemas existentes no seu exercício. Após, reunindo-se os elementos colhidos anteriormente, são identificadas as formas pelas quais o Ministério Público pode contribuir para garantir uma efetiva participação popular na gestão do SUS, visando à efetivação deste. O foco central da presente pesquisa está na visualização da saúde como bem coletivo extrapatrimonial, cujo titular é a comunidade, passando a efetivação do SUS por uma efetiva participação popular em sua gestão. O Ministério Público, outrossim, ao focar a sua ação, na esfera sanitária, no fortalecimento da participação popular, em contato direto com a comunidade, estará contribuindo de forma efetiva para a consolidação do SUS, em contraposição à crescente concepção liberal de saúde como mercadoria. É o fortalecimento e a efetividade da participação popular no SUS que trará a consequência desejada de incremento da sensação de pertencimento coletivo da saúde, como bem coletivo extrapatrimonial de que se trata

    Política de remuneração e carreira dos professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina (2011-2014): a parcialidade na implementação do piso nacional e a (des)valorização docente

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2014Com a reforma educacional iniciada na década de 1990, o professor tornou-se alvo de políticas públicas educacionais voltadas tanto para a formação e capacitação, quanto para a remuneração e carreira. No Brasil, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), define a destinação de verbas para a remuneração dos professores de escolas públicas. Em 2008, foi implantado o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), estipulando um valor mínimo para o vencimento básico de professores com jornada de trabalho de 40 horas semanais, ou proporcional para as demais cargas horárias, e com formação em nível médio. Apesar da elaboração do PSPN, as redes de ensino públicas brasileiras possuem autonomia para definir o plano de carreira dos professores, visto que não há um plano de âmbito nacional. Diversas redes estão implementando políticas de remuneração e carreira baseadas em avaliações de desempenho docente, que consistem em pagamento de bonificações e definição de avaliações para a progressão na carreira, seguindo a recomendação de Organismos Multilaterais. Diante desse panorama nacional, o objetivo desta pesquisa é investigar a política de remuneração e carreira dos professores da rede estadual de ensino básico de Santa Catarina, no período que compreende o governo de Raimundo Colombo (2011-2014), em correlação com elementos da reforma educacional, iniciada na década de 1990. A análise da legislação servirá de apoio para se entender os conflitos políticos presentes na realidade em estudo. Os procedimentos metodológicos são: análise documental, balanço nas produções acadêmicas, entrevistas semiestruturadas e análise de dados quantitativos. Microdados do Censo Escolar de 2012 são usados para caracterizar a Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina (REESC), e os dados de vencimento básico dos professores complementam as análises. Entrevistas semiestruturadas foram realizadas com um representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) e outro da Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina (SED/SC). A pesquisa constatou que, mesmo sem haver uma consolidação da política de remuneração e carreira docente baseada na meritocracia, existe um contexto de influência formado pela recomendação de mudança na remuneração e carreira docente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela proposta do governo de Santa Catarina. Percebemos a existência de disputas, resistências e parcialidades explícitas em relação à implementação da Lei do Piso na REESC. Concluímos ainda que, mesmo sendo critério definido no Plano de Cargos e Carreiras para progressão salarial, a política de remuneração em curso não valoriza o tempo de serviço e a formação dos professores da REESC.Abstract: Brazil's 1990s education reform placed public school teachers at the center of education policies intended to improve teaching training, qualification, salary and career development. At the federal level, the Fund for Maintenance and Development of the Fundamental Education and Valorization of Teaching (Fundef), replaced by the Fund for the Development of Basic Education and Appreciation of the Teaching Profession (Fundeb), manages the allocation of resources for public school teachers pay. In 2008, the establishment of the National Professional Wage Floor (PSPN) provided a federal base salary for teachers working 40-hour week, or paid accordingly to the teacher's workload and degree. Despite the creation of PSPN, Brazilian public schools have autonomy to design their own career plan for teachers, given the non-existence of a nationwide plan. Following recommendations from Multilateral Agencies, several school networks have been introducing teacher evaluation programs that include bonus payments and performance-linked career ladder progression. Facing this situation, this research seeks to investigate, in line with the 1990s education reform, the policy for teacher compensation and career development in the primary schools of Santa Catarina state, during the government of Raimundo Colombo (2011-2014). An analysis of the legislation concerning this issue will support our understanding of the ongoing political conflicts shown in this study. The methodological approach is based on document analysis, search for supporting scholarly research, semi-structured interviews and quantitative data analysis. Microdata from the 2012 School Census are used to characterize the Santa Catarina State Education Network (REESC), and data from teachers' base salary will complement our analysis. The semi-structured interviews were conducted with a representative of the local Education Workers Union (Sinte/SC) and the HR Director of the Santa Catarina Department of Education (SED/SC). The research found out that, even without establishing a merit-based compensation and career ladder, the government of Santa Catarina is building up a context of influence based on teaching policy changes and the education reform recommendations from the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD). We also realized the existence of entrenched disputes and explicit biases over the enforcement of the wage floor legislation in Santa Catarina public schools. We have concluded that, even if the ongoing pay policy is a criteria set in the Career Action Plan for salary progression, it values neither the length of service nor the level of education of the teachers at REESC

    Ser alguém na vida: um estudo sobre jovens do meio rural e seus projetos de vida

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    Este artigo discute as categorias juventude e projetos de vida, abordando-as a partir de uma pesquisa qualitativa realizada com jovens moradores da zona rural. O objetivo é problematizar a categoria projetos de vida, tomando como referência empírica um grupo de sujeitos de um município mineiro e refletindo sobre a importância dessa categoria para as discussões contemporâneas acerca da juventude. O estudo foi realizado com estudantes do ensino médio, moradores de uma região brasileira marcada pela cultura da migração e cujos projetos de vida mostraram-se sob pontos de vista distintos. A noção de projetos de vida é utiliza neste trabalho em uma perspectiva ampla, não se limitando às escolhas profissionais. Isso porque falar em projetos de vida não pode se limitar a falar em profissão. Afinal, a vida não se resume a trabalho. Para definir e caracterizar os projetos de vida do grupo pesquisado, lançou-se mão de algumas categorias analíticas discutidas a partir de: um arcabouço teórico acerca das noções de juventude, projetos de vida e campo de possibilidades; e das evidências empíricas captadas por meio do estudo etnográfico realizado. A pesquisa concluiu que, embora sejam distintos os modos como os jovens organizam suas condutas futuras, o desejo de “ser alguém na vida” é uma orientação comum à maioria dos sujeitos investigados

    Diálogos teóricos sobre a constituição do ser jovem/ser aluno

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    Com o olhar antropológico sobre a constituição do ser jovem/ser aluno, este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo a análise teórica dos sujeitos jovens na relação com a escola. Sustenta o caráter teórico conceitual deste diálogo com a temática da juventude contemporânea, a bibliografia discutida no Curso Juventude, Escola e Cultura - de modo especial - a produção acadêmica de Juarez Dayrell(2005,2007). O eixo teórico que o caracteriza são as discussões em torno das relações da cultura escolar com as culturas juvenis em seus conflitos e tensões. Ciente de que a escola é a principal responsável por produzir o aluno e sua subjetividade, se faz urgente pensar na contribuição que a mesma pode dar ao jovem ao possibilitar que ele se conheça mais (identidade) e se constitua amplamente como humano. Quando a escola deseja apenas o aluno e não dá visibilidade ao jovem, a instituição enfrenta inúmeros problemas. Ao reduzir os sujeitos a alunos (evidenciando neles só o aspecto cognoscente) a escola vive a sua lógica instrumental e torna-se ela mesma o centro. O desafio que está posto é o de trazer o sujeito para o eixo central da escola. Aprimorar o olhar sobre os alunos, compreendendo-os como sujeitos sócio-culturais, para assim superar a visão homogeneizante do aluno. Porque tal visão não cabe mais. Hoje a Antropologia nos indica a não existência de uma realidade dada e universal, tudo é visto como construção histórica, num outro momento e noutro modelo. Assim, os papéis de aluno e professor também não são dados, mas sim construídos nas relações de poder. Para dar outro significado tanto à escola quanto ao aluno, é preciso que muitos tenham acesso aos novos discursos que estão sendo produzidos nas universidades. Ser professor desses sujeitos implica em estar aberto à escuta, ao diálogo. São eles que podem e estão dizendo o tempo todo e todo o tempo quem são eles. Cabe ao professor (e à escola) tratá-los como eles são, não vê-los só como alunos, mas como jovens – sujeitos de direitos – em busca identitária e de autonomia. Portanto, é fundamental a aprendizagem da escolha porque implica em auto-conhecimento e reflexividade. E se a escola possibilitar no seu espaço a aprendizagem de relações coletivas, pensando sempre na perspectiva do sujeito, poderá imaginar e experimentar alternativas, e celebrar, inclusive, as diferenças. Que o diálogo e a escuta se tornem práticas pedagógicas permanentes, pois ambos são possibilitadores da construção, desconstrução e reconstrução de conceitos
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