50 research outputs found

    Suma Etnológica Brasileira - Resenha Crítica

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    A publicação da Suma Etnológica Brasileira em 1987 representou um marco para os estudos etnobiológicos brasileiros. Nesta resenha buscou-se situar a obra do ponto de vista da história da constiruição da etnobiologia e etnoecologia latinoamericana e seus desdobramentos para os novos campos de investigação

    Guara-portu-ñol: uso y cultivo de plantas en jardines domésticos urbanos de Puerto Iguazú, Misiones, Argentina

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    Las funciones de huertas y jardines domésticos suelen ser diversas. Desde cada uno de los usos asignados se resuelven diferentes aspectos de la subsistencia, algunos simbólicos y otros de carácter utilitario. Sus usos al igual que su diversidad se han documentado en múltiples culturas y contextos (VOGL, VOGL-LUKASSER, 2003; TRINH et al., 2003; ALBUQUERQUE et al., 2005; DEL RÍO et al., 2007; CAHUICH CAMPOS, MARIACA MÉNDEZ, 2010; CALVET-MIR et al., 2015).Fil: Furlan, Violeta. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Nordeste. Instituto de Biología Subtropical. Universidad Nacional de Misiones. Instituto de Biología Subtropical; Argentin

    Panorama etnoecológico de la pequeña horticultura familiar en enclaves rurales y urbanos del centro-norte de la Patagonia

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    El paisaje patagónico, pensado como una construcción cultural, es causa y efecto de la manipulación humana de todos sus componentes naturales (Reis et al. 2014). Dicha humanización dependen de la visión de las sociedades que lo habita, siendo en este caso un territorio en donde se han proyectado a lo largo del tiempo diferentes cosmovisiones sobre su paisaje (Ladio & Molares, 2014). Para citar un ejemplo paradigmático es el caso de la manzana (Malus domestica) traída por los Jesuitas a la región desde Chile en su intento infortunado de evangelizar a las comunidades originarias. Los manzanos se asilvestraron rápidamente y se expandieron exitosamente al sudoeste de la provincia de Neuquén, llamándose la zona como "Gobernación de las Manzanas" en dominios del líder indígena Saihueke (mediados siglo XIX). Hasta el día de hoy las comunidades Mapuches de la zona fabrican una bebida de significancia cultural y ritual, conocida vulgarmente como "chicha" (Ladio & Lozada, 2000) y los manzanos asilvestrados constituyen parte primordial de los paisajes valorados por estas comunidades como también son incluidos en sus huertos domésticos. Es decir que los avatares históricos que se imprimen en el paisaje están permanentemente interactuando con los sistemas hortícolas que hoy en este libro nos interesan.Los paisajes hortícolas en el Centro-Norte de la Patagonia (provincias de Neuquén, Río Negro y Chubut), son unos de los paisajes que tienen el mayor grado de procesos de domesticación. Siguiendo a (Blancas et al. 2010), nos referimos al hecho que en estos ámbitos se han puesto en acción un conjunto de intervenciones y transformaciones a nivel de especies y de sus genes, y también a nivel del paisaje, con el fin de adecuar el espacio para satisfacer necesidades materiales y espirituales (principalmente ligadas a la alimentación y la salud).Fil: Ladio, Ana Haydee. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Patagonia Norte. Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medioambiente. Universidad Nacional del Comahue. Centro Regional Universidad Bariloche. Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medioambiente; Argentin

    Traditional knowledge of cerrado and AtlanticForest coomunities : a comparasion

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    Orientadores: Carlos Alfredo Joly, José Geraldo Wanderley MarquesTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campoinas, Instituto de Filosofia e Ciências HumanasResumo: O moderno e hegemônico modelo urbano-industrial de desenvolvimento capitalista demonstra claros sinais de esgotamento e falência geral, expressa de forma especial pela crise socioambiental gerada pela degradação dos ecossistemas em todo o planeta. A construção de caminhos alternativos a esse modelo de desenvolvimento passa inevitavelmente pela promoção de uma ecologia dos saberes, a partir de um diálogo verdadeiro entre a ciência moderna e outras formas de saber e produzir conhecimento, tal como os chamados saberes tradicionais. O presente trabalho se insere dentro do escopo da etnoecologia, a qual pode ser entendida como um campo de cruzamento de saberes científicos e populares sobre o funcionamento dos ecossistemas. Utilizando uma abordagem quali-quantitativa, o objetivo do trabalho foi descrever de forma comparativa os saberes tradicionais de duas comunidades quilombolas situadas no sudeste brasileiro sobre alguns processos ecológicos, em especial as relações tróficas entre plantas e animais. Os saberes ecológicos das duas comunidades foram compradas tendo-se em consideração tanto as diferenças biofísicas que diferenciam os biomas que habitam (Mata Atlântica e Cerrado), bem como a história ambiental de cada região. Além disso, o trabalho propõe uma revisão crítica do fazer etnoecológico enquanto uma construção de um discurso sobre coletivos naturezas-culturas. Os resultados encontrados reforçam o caráter preciso e ao mesmo tempo dinâmico dos saberes ecológicos das comunidades tradicionais. Em geral, o conhecimento das comunidades sobre a ecologia das espécies investigadas no trabalho demonstrou-se tão ou mais detalhado quanto aquele existente na literatura científica disponível. Isso demonstra claramente o "desperdício de experiências humanas" que caracteriza a maioria das políticas de conservação da biodiversidade que não permitem a participação das comunidades locais dos processos decisórios. Algumas diferenças encontradas nos saberes ecológicos das duas comunidades aparentemente estão relacionadas as características de composição florística e a estrutura da comunidade vegetal dos ambientes campestres e florestais. No entanto, percebe-se que a história de vida dos indivíduos bem como a história ambiental são elementos fundamentais para a compreensão dos padrões encontrados. Por fim, uma análise dos saberes ecológicos das comunidades enquanto componentes de redes sóciotécnicas mais amplas indica os novos papéis que esses saberes tem desempenhado na ação política desses grupos. A inserção das comunidades estudadas nas dinâmicas sociopolíticas regionais e globais tem provocado releituras locais dos significados de seus saberes tradicionais. Além do caráter cultural, esses saberes tem se tornado ferramentas políticas na luta por direitos territoriais e identitários das comunidades tradicionais. Desta maneira, a prática de uma "etnoecologia abrangente" caracteriza-se por uma percepção do caráter híbrido dos saberes ecológicos, componentes de uma rede de relações em expansão no tempo e no espaço, a um só tempo tradicionais e modernos, locais e globais, expressão da natureza e da cultura dos povosAbstract: The modern and hegemonic urban-industrial model of capitalist development shows clear signs of exhaustion and general bankruptcy, expressed in a special way by the crisis generated by the environmental degradation of ecosystems across the planet. The construction of alternative paths to this model of development inevitably involves the promotion of an "ecology of knowledge", from a true dialogue between modern science and other ways of knowing and producing knowledge, such as the so-called traditional knowledge. This work falls within the scope of ethnoecology, which can be understood as a field of intersection of traditional and scientific knowledge on the functioning of ecosystems. Using a qualitative and quantitative approach, the objective of this study was to describe comparatively traditional knowledge of two maroon communities located in southeastern Brazil on some ecological processes, especially the tropic relationships between plants and animals. The ecological knowledge of the two communities was compared taking considering both the biophysical differences that distinguish the living biomes (Atlantic Forest and Cerrado) and the environmental history of each region. Furthermore, this work proposes a critical review of the ethnoecological practice, while doing a construction of a discourse on natures-cultures collectives. The results found reinforce the precise and dynamic character of the ecological knowledge of traditional communities. In general, the knowledge of the communities on the ecology of the species investigated showed up to be as much or as more detailed as the one existing in the available scientific literature. This clearly demonstrates the "waste of human experiences" that characterizes most biodiversity conservation policies that do not allow the participation of local communities in decision making processes. Some differences found in the ecological knowledge of both communities apparently are related to features of floristic composition and plant community structure of grassland and forest environments. However, it is clear that the life histories of the individuals, as well as the environmental history, are key elements to understanding the patterns found. Finally, an analysis of the ecological knowledge of communities as components of broader socio-technical networks indicates new roles that this knowledge has played in these political action groups. The insertion of the communities studied in regional and global sociopolitical dynamics has caused local re-evaluations of the meanings of their traditional knowledge. Besides the cultural character, this knowledge has become political tools in the struggle for land rights and identity of traditional communities. Thus, the practice of an "embracing ethnoecology" is characterized by a perception of the hybrid character of ecological knowledge, components of an expanding network of relationships in the time and space, at the same time traditional and modern, local and global, expressing of nature and culture of the peopleDoutoradoAspectos Biológicos de Sustentabilidade e ConservaçãoDoutor em Ambiente e Sociedad

    PODE A NATUREZA FALAR? PERSPECTIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL MULTIESPÉCIE

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    A colonialidade do poder e do saber, a outra face do projeto da modernidade, teve como consequência o apagamento e subalternização da diversidade saberes produzida pelos povos e comunidades à margem do aparato técnico-científico ocidental. Ao mesmo tempo, a própria natureza, reduzida a uma metafísica mecanicista, foi convertida em mero palco da marcha inexorável do progresso conduzida pelo capital organizado. Neste texto propormos um alargamento das lutas decoloniais contra os epistemicídios e construção de uma ecologia de saberes que reconheça os conhecimentos e mundos mais que humanos produzidos pelos outros viventes. Dada a coincidência ontológica entre viver e conhecer, a consideração dos saberes inscritos nos corpos, nos territórios e nas alianças entre as espécies tornam-se a matéria de uma educação ambiental para a construção de sujeitos ecopolíticos. A educação (ambiental) pois, não é mais pensada como u fenômeno humano, mas um ato contínuo que se dá em um mutirão multiespécie para produção de pluriversos. Desta forma, frente às ruinas do capitaloceno, somos provocados a pensar sobre caminhos de construção de uma educação ambiental multiespécie, em que a regeneração das bases da vida seria possível a partir da atenção à multidão de vozes dos viventes de Gaia

    O retiro em meio ao Parque Nacional da Serra do Cipó: lugar, normas, resistências, flexibilizações

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    Protected areas have been consolidated as one of the main environmental protection policies adopted by the world. However, their adoption and deployment have caused conflicts with socio-spatial dynamics of the places where they are placed and imposed. Through my experi-ences with Brazilian protected areas, my concerns about how environmental norms may in-terfere in the configuration of these places have been increasing. To understand this situation, I turn to this dissertation on Retiro, place where Serra do Cipó National Park was created. My most specific experiences about Retiro were guided through qualitative research methodolo-gies, such as interviews with local residents and users, environmental managers and public prosecutors. I also made use of participant observation to understand part of the routine of retireiros and environmental managers. I have noticed that there are multiple dimensions interspersed in place, such as urbanization processes and tourist activities. However, I will focus here on the imposition of environmental standards highlighted during my experiences as more direct interference in the place. I concluded that, in a way, the regulations of the national park and the conduct of its management team are flexible and ensure the uses and occupations of the retireiros. However, some direct and subtle restrictions are still faced by the local families and, in front of them, these people take varying forms of resistance. The place Retiro, therefore, is not reconfigured only by the imposition of environmental standards, but also by the resistance of the retirees and the flexibility of the environmental managers regarding these norms. I therefore point out the need for conservation management instru-ments, such as the terms of commitments, to be adopted to better ensure the reconciliation between the interests of the retireiros and the environmental protection actions that, in view of my experiences, constitute the Retreat as a place.As áreas protegidas foram consolidadas como uma das principais estratégias políticas de pro-teção ambiental adotadas mundo afora. Contudo, sua adoção e implantação têm causado conflitos com dinâmicas socioespaciais dos lugares onde elas são postas e impostas. Por meio de minhas experiências com unidades de conservação brasileiras, minhas inquietações sobre como normas ambientais podem interferir na configuração desses lugares foram aumen-tando. Para compreender essa situação, debruço-me nesta dissertação sobre o Retiro, lugar onde foi criado o Parque Nacional da Serra do Cipó. Minhas experiências mais específicas na região do Retiro foram orientadas por metodologias de investigação qualitativa, como entre-vistas com moradores e usuários do lugar, gestores ambientais e promotores públicos. Tam-bém lancei mão da observação participante para compreender parte da convivência com a região de retireiros e gestores ambientais. Observei que existem múltiplas dimensões inter-caladas no lugar, como processos de urbanização e atividades turísticas. Entretanto, debruçar-me-ei aqui sobre a imposição de normas ambientais destacadas durante minhas experiências como interferências mais diretas no lugar. Concluí que, de certa forma, o regulamento do par-que nacional e a conduta de sua equipe gestora são flexíveis e asseguram usos e ocupações dos retireiros. Entretanto, algumas restrições diretas e sutis ainda são enfrentadas pelas famí-lias do lugar e, frente a elas, essas pessoas adotam formas variadas de resistência. O lugar Retiro, portanto, não é reconfigurado apenas pela imposição de normas ambientais, mas tam-bém pela resistência dos retireiros e flexibilização dos gestores ambientais quanto a essas normas. Aponto então a necessidade de que instrumentos de gestão de unidades de conser-vação, como os termos de compromissos, sejam melhor discutidos para se chegar a um deno-minador comum favorável a ambas as partes

    Jajogueroguata Teko Porã Re: ensino de ciências e alianças afetivas junto às escolas municipais MBYA GUARANI em Maricá (RJ)

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    Essa pesquisa se movimenta na possibilidade de alianças afetivas, usando conceito cunhado pelo intelectual Ailton Krenak, entre um professor de ciências juruá – palavra que designa os não indígenas na língua guarani – e as comunidades escolares das Aldeias Ara Hovy e Ka’aguy Ovy Porã, ambas da etnia Mbya Guarani e situadas no município de Maricá (RJ). No espaço das Escolas Municipais Indígenas Kyringue Arandua e Para Poty Nhe’ë Já, realizaram-se reflexões e experimentações pedagógicas no campo do ensino de ciências, tecendo conexões com o arandu (sabedoria, conhecimento) e as cosmopolíticas do povo Mbya Guarani. De que forma esses encontros com o Mbya reko – modos de ser do povo Mbya – podem provocar rupturas e novas possibilidades para o ensino de ciências realizado nas escolas indígenas e não indígenas? Como despir e confrontar o pensamento colonizador e colonizado que também nos habita enquanto professores e pesquisadores? Acompanhou-se o cotidiano vivido em sala de aula das duas escolas citadas através de uma metodologia de inspiração cartográfica, assim como vivências organizadas pelas comunidades indígenas e voltadas para um público juruá. Buscou-se tecer articulações e cruzamentos possíveis com uma constelação de conceitos da língua e da cultura mbya guarani, entendidos como “flechas” para perfurar e desestabilizar noções cristalizadas no ensino de uma ciência colonizadora e colonizada. Minhas narrativas enquanto pesquisador e professor foram articuladas num diário de campo, atravessando os seguintes eixos: 1) As cosmopolíticas dos seres mais que humanos que habitam as aldeias e suas escolas, focando especialmente nos vínculos mantidos com os animais, as plantas e a Mata Atlântica; 2) O corpo e seus movimentos, diferenças e processos; a profunda conexão do corpo com a yvy rupa, “o leito terrestre”; 3) A decolonização da linguagem; a incompreensão, o estranhamento e o intraduzível da língua guarani na perspectiva de um juruá; 4) O caminhar em direção ao teko porã, que pode ser traduzido de forma simplificada como “Bem Viver”, mesmo em territórios fragilizados, e a importância da espiritualidade na resistência histórica do povo Mbya para manter seus modos de ser; 5) O papel dos professores, sejam juruás ou não, diante das lutas travadas pelos povos indígenas. A partir dessas reflexões, apresento a centralidade de territórios indígenas demarcados para o Bem Viver dessas comunidades e das suas escolas, e como a proposição cosmopolítica e as alianças afetivas podem ser potentes na construção de novos significados para o ensino de ciências em escolas indígenas e não indígenas.This research moves through the possibility of affective alliances, a concept coined by the Indigenous intellectual Ailton Krenak, between a Juruá – a word that designates non- Indigenous people in the Guarani language – science teacher and the school communities of the Ara Hovy and Ka'aguy Ovy Porã Indigenous villages, both of Mbya Guarani ethnicity and located in the municipality of Maricá, Rio de Janeiro State, Brazil. Within the Kyringue Arandua and Para Poty Nhe'ë Ja Indigenous Municipal Schools, reflections and pedagogical experiments were performed in the field of science teaching, weaving links between arandu (wisdom) and the cosmopolitics of the Mbya Guarani people. How might these meetings with the Mbya Reko – ways of being of the Mbya people – cause ruptures and new possibilities for science teaching conducted in Indigenous and non-Indigenous schools? How to confront the colonizing and colonized thinking that also inhabits us as teachers and researchers? The daily life of the classrooms at both schools cited, as well as cultural experiences organized by the Indigenous communities for a Juruá public, were followed through a cartographic inspiration methodology. I sought to weave possible articulations with a constellation of concepts from the Mbya Guarani language and culture, understood as “arrows” that destabilize crystallized notions in the teaching of a colonizing and colonized science. My narratives as a researcher and teacher were articulated in a field diary, along the following lines: 1) the cosmopolitics of more than humans who inhabit the villages and their schools, focusing especially on bonds with animals, plants and the Atlantic Forest; 2) the body and its movements, differences and processes; the deep connection of the body with the Yvy Rupa, “the earthly bed”; 3) the decolonization of language; the misunderstanding, the incomprehensible and the untranslatable of the Guarani language from a Juruá perspective; 4) The path towards Teko Porã, which can be loosely translated as “good living”, even in fragile territories, and the importance of spirituality in the historical resistance of the Mbya people in order to maintain their ways of being; 5) The role of teachers, whether Juruá or not, as important allies on the struggles waged by the Indigenous peoples. Based on these reflections, I present the centrality of demarcated Indigenous territories for the wellbeing of these communities and their schools, and how the cosmopolitical proposition and affective alliances can be potent in the construction of new meanings for science teaching in Indigenous and non-Indigenous schools.234 p

    THE POWER OF THINGS WITHOUT PRICE: TRADITIONAL PEOPLES AND COMMUNITIES AND THE CRITICISM OF DEVELOPMENT

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    THE POWER OF THINGS WITHOUT PRICE: TRADITIONAL PEOPLES AND COMMUNITIES AND THE CRITICISM OF DEVELOPMENTTHE POWER OF THINGS WITHOUT PRICE: TRADITIONAL PEOPLES AND COMMUNITIES AND THE CRITICISM OF DEVELOPMENTTHE POWER OF THINGS WITHOUT PRICE: TRADITIONAL PEOPLES AND COMMUNITIES AND THE CRITICISM OF DEVELOPMEN

    ETNOBIOLOGÍA POLÍTICA: DE LA ANTROPOLOGÍA COGNITIVA HACIA LA DEFENSA DE LA PLURIVERSALIDAD

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      La práctica etnobiológica, en cuanto constituye un campo interdisciplinario que investiga los saberes sobre los ecosistemas de pueblos indígenas y comunidades afrodescendientes, tradicionales y campesinas; se ha involucrado cada vez más en sus luchas políticas, especialmente en América Latina y el Caribe. La expansión del capitalismo trajo como implicancia la pérdida de los territorios que históricamente ocupaban estos colectivos, viendo amenazada su propia existencia como grupo social. Sin embargo, una de las estrategias de resistencia y lucha de estos grupos subalternos ha sido la deconstrucción del discurso técnico-científico hegemónico mediante la legitimación y reconocimiento de los modos alternativos de manejo de los territorios representados por sus saberes ecológicos tradicionales. En el marco de este trabajo reflexionaremos sobre las consecuencias académicas y sociales de las conexiones existentes entre investigaciones etnobiológicas y las cosmopolíticas de los pueblos indigenas, afrodesciendentes, campesinos y comunidades de las periferias urbanas en Latinoamérica. La profundización de las políticas neoliberales en América Latina y el Caribe a lo largo de la década de 1990 y de los megaproyectos neoextractivistas a principios de milenio, trajo como resultado graves consecuencias sobre los modos de vida y territorios de estas comunidades por todo el continente. En muchos casos, los resultados de investigaciones etnobiológicas se han tornado en herramientas políticas de las propias comunidades en sus luchas por derechos territoriales y culturales. Teniendo en cuenta los vínculos establecidos entre la práctica etnobiológica y la ecología política de los grupos subalternos, es inviable una postura académica indiferente a este nuevo contexto de investigación, orientando una perspectiva de investigación y práctica que denominamos Etnobiología Política. No se trata de confundir los campos de acción científica y política, sino de reconocer que los saberes ecológicos tradicionales, más allá de formas cotidianas de relación con el ambiente y manejo de ecosistemas por las comunidades, se convierten en elementos centrales de sus luchas históricas en busca de derechos y autonomías, de confrontación con el sistema mundial moderno-colonial y reafirmación de otras formas de producir alianzas y comunidades con los demás seres que habitan la Tierra con ellos.

    Manejo agroecológico de áreas sobre canga usando tecnologias e conhecimento tradicional.

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    Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.Atualmente, os ecossistemas estão sendo influenciados pela pressão advinda dos processos de extração de recursos a fim de suprir as necessidades das populações. Dentre esses processos inclui-se a mineração. No Brasil, a região do Quadrilátero Ferrífero - Minas Gerais apresenta grande representatividade na produção mineral, principalmente na extração de ferro e alumínio, que tem provocado inúmeros problemas ambientais. O impacto em áreas mineradas, muitas vezes, torna o ambiente inóspito para a maioria das espécies vegetais, no processo de sua revegetação. Dada a necessidade de suavizar os impactos sobre os ecossistemas e as estruturas socioambientais destas áreas, propõe-se averiguar o conhecimento tradicional das comunidades em Ouro Preto (MG) no manejo de solos lateríticos para o cultivo de espécies úteis. Neste contexto, este trabalho teve como foco o conhecimento local sobre a implementação de métodos agrícolas, tecnologias e inovação, capazes de influenciar a estrutura física e química dos solos de canga, tornando-os aptos ao cultivo de plantas. Adicionalmente, foram coletadas amostras de solos manejados pelas diferentes técnicas tradicionais para analises físicas e químicas (fertilidade e metais), assim como amostras de espécies medicinais e alimentares (teor de metais). Além disso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com habitantes das áreas estudadas.Currently, ecosystems are being influenced by the pressure from resource extraction processes to meet the needs of populations; between these processes include mining. In Brazil, the Quadrilátero Ferrífero - Minas Gerais region presents great representability in the mineral production, mainly in the extraction of iron and aluminum, which has caused numerous environmental problems. Impact on mined areas often renders the environment inhospitable to most plant species in the process of revegetation. Given the need to smooth the impacts on the ecosystems and socio-environmental structures of these areas, it is proposed to investigate the traditional knowledge of the communities in Ouro Preto (MG) in the management of lateritic soils for the cultivation of useful species. In this context, this work focused on local knowledge about the implementation of agricultural methods, technologies and innovation, able of influencing the physical and chemical structure of canga soils, making them suitable for plant cultivation. Additionally, samples of soils handled by the different traditional techniques for physical and chemical analyzes (fertility and metals), as well as samples of medicinal and food species (metal content) were collected. In addition, semi-structured interviews were conducted with inhabitants of the studied areas
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