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EDUCAÇÃO ESPECIAL NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA: : EM FOCO OS EVENTOS CIENTÍFICOS
Acesso e permanência dos alunos público alvo da educação especial (alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e/ou superdotação), é garantida por parte pelos professores, que devem vivenciar uma formação de qualidade através de atividades curriculares e extracurriculares, como eventos científicos que discutam a educação especial. Dessa forma, objetiva-se relatar se licenciandos de cursos de ciências da natureza (ciências biológicas, física e química) de Instituições de Ensino Superior do estado de Goiás participaram de eventos científicos que discutiram a temática da educação especial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa. Para coleta de dados fez-se uso de questionários e entrevistas com licenciandos. Estes foram analisados utilizando a Análise Textual Discursiva e organizados em categorias. Observou-se, que os licenciandos não tem participado de eventos sobre educação especial, muitas vezes por desconhecerem a sua existência. Considera-se a vivência dessas atividades de importância para a formação de professores, pois preenchem lacunas promovidas pelo processo de aligeiramento da formação. Sendo necessário ampliar a divulgação destes eventos, bem como garantir que em eventos da área de ciências da natureza que sejam locais e regionais essa discussão seja contemplada
AS FEIRAS DE CIÊNCIAS E A CONSTRUÇÃO LÚDICA DE CONHECIMENTOS COM ALUNOS PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
O presente trabalho apresenta relatos e reflexões de uma experiência no Ensino de Ciências vivenciadas durante a participação em duas Feiras de Ciências; em uma escola de Ensino Médio da cidade de Catalão/Goiás e na Feira de Ciências promovida pela Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão. A reflexão relatada diz respeito a inclusão de educandos público alvo da educação especial nas atividades citadas. Neste trabalho, avaliar-se-á o caráter lúdico presente nas Feiras de Ciências no processo de desenvolvimento dos educandos com a intenção de incluí-los e socializá-los no ambiente escolar. Para tanto, adotou-se o método da abordagem histórico-cultural, tendo como instrumentos de construção de dados a observação participante e a entrevista semiestruturada realizada com dois alunos, sendo um menino com deficiência intelectual leve e uma menina com déficit de aprendizagem. Acredita-se que a influência do meio e das relações sociais através das vivências do educando nas atividades é que determinam o desenvolvimento do sujeito. Os resultados obtidos evidenciaram o êxito da experiência, constatado a partir das falas dos participantes, que expressaram alto grau de motivação, interesse e prazer por terem participado das atividades. Assim, através da mediação do professor nas atividades conseguiu-se criar situações/estratégias nas quais os educandos estabeleceram sua própria autonomia, construíram conhecimentos de forma crítica, prazerosa e efetiva, aprenderam a falar em público, a socializar-se e, principalmente, melhoraram sua autoestima
Discussão sobre a Educação Especial em cursos de Licenciatura da área de Ciências da Natureza em Goiás
A Educação Especial deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. Discutir a temática na formação de professores é fundamental para a garantia do processo de ensino e aprendizagem dos alunos público alvo da educação especial (PAEE). Este trabalho, objetiva analisar como a Educação Especial vem sendo discutida em cursos de licenciatura em ciências da natureza no Estado de Goiás. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida em quatro Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Goiás, contemplando nove cursos de ciências da natureza e cento e trinta e três licenciandos. Foram realizados questionários e entrevistas, além da análise dos Projetos Pedagógicos de Curso. Organizou-se os dados em categorias a partir da Análise Textual Discursiva. Todos os cursos investigados possuem a disciplina Libras, que é uma garantia legal, três possuem disciplinas específicas para abordar a temática. Além disso, a maioria dos licenciandos afirmou que essa discussão ocorreu nas disciplinas do núcleo pedagógico oferecidas pelo curso. Observa-se que ainda é pouca a discussão sobre Educação Especial nos cursos de ciências da natureza no Estado de Goiás, sendo necessário que a reflexão seja ampliada garantindo que os licenciandos superem a visão de senso comum de que os alunos PAEE não aprendem
A DISCUSSÃO SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL NOS CURSOS DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA NATUREZA: O QUE PENSAM OS LICENCIANDOS
Diversas legislações garantem, na rede regular de ensino, a educação dos alunos que são público-alvo da Educação Especial, e um dos principais agentes no processo de inclusão é o professor. Pensar a sua formação voltada para a Educação Especial se constitui em um desafio. Assim, objetiva-se relatar como licenciandos de cursos de Ciências da Natureza do estado de Goiás vivenciaram a discussão sobre a Educação Especial em sua formação. Participaram da pesquisa quatro Instituições de Ensino Superior, envolvendo licenciandos de nove cursos de Ciências da Natureza. O questionário e a entrevista semiestruturada foram os instrumentos de coleta de dados. Como resultado, evidenciou-se a crença dos licenciandos de que a discussão sobre essa temática em sua formação inicial não é suficiente para que eles possam lidar com a complexidade dos alunos que são público-alvo da Educação Especial, sendo então necessário garantir, por meio de decretos, a obrigatoriedade de disciplinas teóricas e práticas que abordem tal tema
A Discussão sobre a Educação Especial no Pibid
A história da pessoa com deficiência passou da segregação à inclusão, e,nesse contexto, o acesso e a permanência no ensino regular se tornaramdireitos garantidos legalmente. Mas, observa-se que esses direitos somenteserão facilitados se o professor possuir formação na área e o entendimento arespeito da importância da educação especial, e esta discussão deve ocorrernos diversos espaços e momentos formativos, incluindo o ProgramaInstitucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Diante do exposto,pretende-se apresentar como o Pibid dos cursos de ciências da natureza(Ciências Biológicas, Física e Química) do Estado de Goiás vem discutido atemática da educação especial com os futuros professores. Trata-se de umapesquisa qualitativa que teve como referencial teórico a psicologiahistórico-cultural e como instrumentos de construção de dados: análise doProjeto Pedagógico dos Cursos (PPC), questionário e entrevistas comcoordenadores e licenciandos. Os dados foram analisados a partir da AnáliseTextual Discursiva. Observou-se que grande parte dos pibidianos teve contatocom o aluno público-alvo da educação especial durante a realização dasatividades do projeto, mas poucos o envolveram nas atividades desenvolvidas.Assim, evidencia-se a necessidade de que a educação especial sejaacrescentada nos objetivos do Pibid como forma de garantia da permanênciadesse aluno na escola e de seu desenvolvimento.Palavras-chave: Pibid; Formação Inicial; Educação Especia
Formação e profissionalização docente para a educação especial no campo na perspectiva histórico-cultural
A educação especial é uma modalidade de educação transversal que deve ser oferecida na rede regular de ensino para educandos público da educação especial em todos os espaços inclusive no campo. Consequentemente, o professor deve ser preparado para lidar com suas especificidades. Assim, o objetivo do presente trabalho é discutir as contribuições da Psicologia Histórico-Cultural para a formação de professores de ciência da natureza que vão atuar com alunos com deficiência que vivem no campo. Destaca-se que a pesquisa é subsidiada pela concepção de professores na Psicologia Histórico-Cultural, que compreende este como sujeito que transmite o conhecimento historicamente acumulado pelo homem. Apresentamos o referencial teórico da pesquisa, procurando entender o professor como aquele que ensina à criança aquilo que ela não é capaz de aprender por si só. Desta feita, a tarefa do processo educativo é dirigir o desenvolvimento psíquico do indivíduo, tendo o educador como mediador dos conteúdos científicos. Pensamos a mediação como ferramenta para promover o desenvolvimento dos aprendizes, incluindo o público da educação especial, pois é através da mediação, das relações entre os homens que a aprendizagem acontece, e apresentar a linguagem como um dos principais meios de promovê-la. Discutimos também que a proposta de Vigotski para o trabalho com a pessoa com deficiência evidencia que o professor deve realizar suas mediações para descobrir as “vias de acesso” à constituição de conhecimentos e valores. O professor precisa conhecer o que está íntegro e, por essa via colateral, contribuir para o desenvolvimento do aluno. Portanto, acreditamos que formar professores a partir desse referencial teórico contribui para o atendimento do aluno com deficiência que vivem no campo
Avaliação de alunos público alvo da educação especial: a visão de coordenadores e licenciandos de ciências da natureza
a avaliação se faz presente a todo o momento do nosso cotidiano, e não é diferente no contexto escolar, mas observa-se que a principal forma de avaliar os alunos ainda é através de testes, provas, ou seja, de instrumentos que apenas classificam os alunos. Essa visão de avaliação precisa ser mudada, para uma que veja esse momento do processo de ensino e aprendizagem também como uma forma de garantir o desenvolvimento do aluno, principalmente quando existe a presença do aluno público alvo da educação especial. Sendo assim, o presente artigo busca relatar como coordenadores e licenciandos vem o processo de avaliação de alunos público alvo da educação especial. Destaca-se que este trabalho refere-se a pesquisa de mestrado denominada “Docência, Formação de professores e Educação Especial nos Cursos de Ciências da Natureza” realizada no Estado de Goiás, em quatro Instituições de Ensino Superior Pública, tendo coordenadores e licenciandos como sujeitos, bem como entrevista e questionários como instrumento de coleta de dados. Por meio dos dados, podemos observar que a avaliação dos alunos público alvo da educação especial se apresenta como um desafio aos professores e futuros professores de ciências da natureza. Portanto, acreditamos ser de fundamental importância que concepções de avaliação sejam discutidas durante a formação de professores, e que nesta discussão o processo de avaliação de alunos público alvo da educação especial também seja discutida, bem como as suas especificidades e potencialidades, garantindo assim que ocorra a inclusão escolar, bem como uma avaliação inclusiva.
O Programa de Iniciação à Docência e a discussão da Educação Especial
Ao longo da história a pessoa com deficiência vivenciou diversas situações indo da segregação até a inclusão, tendo então o acesso e a permanência garantidos legalmente. Mas destacamos, a permanência deste sujeito em sala regular é facilitada se o professor possui uma formação voltada para a discussão da heterogeneidade da sala de aula, discussão essa que deve ocorrer nos diversos espaços formativos, incluindo o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Dessa forma, se pretende com esse trabalho relatar se o Pibid dos cursos de ciências da natureza (ciências biológicas, física e química) vem discutido a temática educação especial com os futuros professores. Pesquisa, esta que se associa a dissertação de mestrado intitulada “Docência, Formação de professores e Educação Especial nos Cursos de Ciências da Natureza”, uma pesquisa qualitativa a partir da abordagem histórico-cultural e que teve como instrumentos de construção de dados a análise do Projeto Pedagógico dos Cursos (PPC), bem como a aplicação de questionário e entrevistas com coordenadores e licenciandos, dados estes que foram analisados tendo em vista a Análise Textual Discursiva. Observou-se que grande parte dos pibidianos teve o contato com o aluno durante a realização das atividades do projeto, mas poucos foram os participantes desse programa que envolveram o aluno público alvo da educação especial nas atividades desenvolvidas. A partir dos dados e da visão que possuímos sobre a importância do projeto Pibid na formação inicial de professores vemos a necessidade de que a educação especial seja acrescentada também nos objetivos do programa como forma de garantia da permanecia e desenvolvimento deste aluno
“E EU NEM TINHA IDEIA DE QUE EXISTIAM CONGRESSOS SOBRE ISSO”: A DISCUSSÃO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA ALÉM DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LICENCIATURA
A educação especial é uma modalidade de educação que deve ser oferecida na rede regular de ensino, por meio do acesso e da permanência dos sujeitos, sendo que a permanência é garantida, em parte, pelos professores, que ainda hoje se sentem despreparados para lidarem com as especificidades do aluno público-alvo da educação especial, portanto, deve ser garantido a este uma formação que promova espaços de discussão sobre esta temática, por meio de disciplinas, e mesmo do incentivo à participação em eventos científicos que discutam a temática. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é analisar a participação de licenciandos do curso de Ciências da Natureza do estado de Goiás em eventos científicos que discutem a educação especial. Trata-se de um trabalho que faz referência à pesquisa de mestrado intitulada “Docência, Formação de professores e Educação Especial nos Cursos de Ciências da Natureza”, que se configura como uma pesquisa qualitativa tendo a teoria histórico-cultural como principal referencial teórico. Para coleta de dados, fizemos uso de uma triangulação de instrumentos: análise do PPC dos cursos, entrevistas com coordenadores e licenciandos e questionários com licenciandos, utilizando para este trabalho apenas dados referentes aos licenciandos. Após a constituição dos dados, os mesmos foram analisados utilizando a Análise Textual Discursiva. Observamos, por meio dos dados, que os licenciandos dos cursos de Ciências da Natureza não estão tendo a oportunidade de participarem de eventos específicos que abordem a educação especial, o que é prejudicial ao processo de formação desses sujeitos, pois atividades complementares como eventos, congressos, oficinas e minicursos preenchem lacunas na formação do aluno, lacunas promovidas pelo processo de aligeiramento da formação dos professores.
Palavras-chave: Formação inicial. Educação Especial. Eventos Científicos
Garantia da formação para a educação especial: o professor formador
it is observed that the discussion regarding the formation of teachers directed to the special education gains force from the decade of 1990 with the several laws emphasizing the necessity that this discussion is realized. If we take into account the legal texts, we can consider that the education of the students targeted by special education is leading to a promising future, however, when we observe the reality of the school, teachers and students, we find that the law, in theory is a guarantee of human rights, has neither secured nor proportionate conditions for such. Based on this idea, the objective of this article is to explain if the professors of the biological sciences, physics and chemistry of the state of Goiás experienced an initial or continuing formation that discussed special education. This is a qualitative research with a theoretical basis in the historical-cultural approach, having as main tool of data construction the interview with coordinators of natural science courses. Data that were analyzed and organized into categories based on Discursive Textual Analysis. The data show us that most of the training teachers did not experience the discussion of special education at any time, neither during their formation nor during the exercise of teaching which leads us to believe in the need to provide this continuous training on the subject, as way of ensuring initial quality training.se observa que la discusión con relación a la formación de profesores orientada a la educación especial gana fuerza a partir de la década de 1990 con las diversas leyes enfatizando la necesidad de que esa discusión sea realizada. Si tomamos en cuenta los textos legales, podemos considerar que la educación de los alumnos público objetivo de la educación especial se encamina hacia un futuro prometedor, sin embargo, cuando observamos la realidad de la escuela, de los profesores y alumnos, verificamos que la ley, en tesis es una garantía de los derechos humanos, no ha asegurado ni proporcionado condiciones para ello. A partir de esta idea, el objetivo del presente artículo es explicar si los profesores formadores de curso de ciencias de la naturaleza ciencias biológicas, física y química del Estado de Goiás vivenciaron una formación inicial o continuada que discutió la educación especial. Se trata de una investigación cualitativa con base teórica en el abordaje histórico-cultural, teniendo como principal instrumento de construcción de datos la entrevista con coordinadores de cursos de ciencias de la naturaleza. Datos que fueron analizados y organizados en categorías basadas en el análisis textual discursivo. Los datos nos muestran que la mayoría de los profesores formadores no vivenció la discusión de la educación especial en ningún momento, ni durante su formación ni durante el ejercicio de la docencia lo que nos lleva a creer en la necesidad de oportunizar a estas formación continuada sobre la temática, como forma de garantizar una formación inicial de calidad.Observamos que a discussão com relação a formação de professores voltada para a Educação Especial ganha força a partir da década de 1990, com diversas leis enfatizando a necessidade de que essa discussão seja realizada. A educação dos alunos público alvo da educação especial encaminha-se para um futuro promissor, no entanto, quando observamos a realidade da escola, dos professores e alunos, verificamos que a lei, em tese é uma garantia dos direitos humanos e, portanto, não tem assegurado nem proporcionado condições para tal, uma vez que a discussão da temática na formação se dá em sua maioria pela presença da disciplina Libras, uma vez que o professor formador não se sente preparado para promover tais discussões. Assim, o objetivo do presente artigo é explanar se os professores formadores de curso de Ciências da Natureza, Ciências Biológicas, Física e Química do Estado de Goiás vivenciaram uma formação inicial ou continuada que discutiu a Educação Especial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com base teórica na psicologia histórico-cultural, tendo como principal instrumento de construção de dados a entrevista com coordenadores de cursos de Ciências da Natureza. Os dados que foram analisados e organizados em categorias com base na Análise Textual Discursiva. Através da análise destes, foi possível observar que a maioria dos professores formadores não vivenciou a discussão da Educação Especial em nenhum momento, nem durante sua formação, o que nos leva a crer na necessidade de oportunizar a estes formação continuada sobre a temática, como forma de garantir uma formação inicial de qualidade
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