Revista Ciência em Extensão
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    Acessibilidade geográfica ao serviço de hemodiálise no Vale do Jequitinhonha

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    A hemodiálise é a principal alternativa de Terapia Renal Substitutiva utilizada por pacientes com doença renal crônica terminal. Em decorrência dos custos para manutenção dos centros de diálise, é comum a concentração do serviço em municípios com maior infraestrutura na Rede de Atenção à Saúde, sendo necessário o deslocamento dos pacientes de seus municípios de residência.Com isso, podem surgir problemas de acessibilidade geográfica para os pacientes residentes nos 24 municípios do Vale do Jequitinhonha e que necessitam de se deslocarem para uma unidade hospitalar de hemodiálise, localizada no município de Diamantina, para realizarem as sessões de hemodiálise. Assim, procurou-se realizar um estudo ecológico para avaliar os fatores que podem afetar na acessibilidade geográfica ao serviço de hemodiálise como: a rota percorrida do município de residência ao serviço, levando em consideração o tempo e distância de deslocamento, por meio do Google Maps; o perfil socioeconômico, ambiental e demográfico desses municípios por meio de ferramentas como o QGIS e bases de dados de domínio público. Os dados foram analisados pelo Microsoft Excel, demonstrando uma alta vulnerabilidade desses municípios e variações na acessibilidade geográfica ao serviço, com 37,5% dos municípios apresentando um intervalo de 30-100km de distância do serviço, enquanto 50% e 12,5% possuem cerca de 101-200Km e 201-250Km de distância, respectivamente, mediana de 127,5Km, com tempos de viagem semanais de 40min a 4h10min. Observam-se deslocamentos maiores que o recomendado, podendo acarretar pior prognóstico em saúde, o que mostra a importância desse estudo para o planejamento dos serviços de saúde pelos municípios, considerando uma região tão carente de recursos como o Vale do Jequitinhonha

    A Extensão Universitária abraça o Brasil

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    A Revista Ciência em Extensão (RCE) apresenta, nesta primeira edição de 2017, dezesseis trabalhos de Universidades de Roraima ao Rio Grande do Sul, demonstrando sua abrangência nacional e sua importância como veículo de divulgação de ações e pesquisas científicas em Extensão Universitária.A análise de tráfego no Portal da Revista realizada mediante o sistema Google Analytics, desde sua publicação na edição 12, número 4, no final de dezembro de 2016 até 20 de março de 2017, apresenta 41.019 visualizações de páginas de 8.666 visitantes de 44 países. A análise de cobertura regional - Brasil, demonstrou que 95,9% das visitas foram provenientes de 661 cidades. Pode-se ressaltar que este primeiro trimestre, possivelmente por ser período de férias, a RCE apresentou índice relevante de acessos em comparação a 2016. No referido período foram submetidos 38 trabalhos, constou-se 3.050 usuários cadastrados entre leitores, autores e novos avaliadores ad hoc. Atualmente a RCE possui 36 artigos aceitos e em edição, 89 artigos em avaliação e 30 trabalhos recém-submetidos.Neste período contou-se também com a inserção da RCE na base REDIB – Rede Ibero-americana de Inovação e Conhecimento Científico.Neste número de 2017, a RCE apresenta 8 artigos científicos (2 da UNESP e os demais da  UFPB, UFLAVRAS, UFMT, UFPA, UF Tocantins, UF e Rural do Semiárido) e 8 relatos de experiências em extensão universitária, sendo um trabalho da UNESP, dois trabalhos da UNIFESP e os demais da UEBA, UE FEIRA DE SANTANA, UFRR, UFRN e UNIPAMPA. Destes trabalhos, 8 são da área da saúde, 7 da área da educação e um da área de meio ambiente.Assim destaca-se não só a abrangência nacional e internacional da revista, mas também a diversidade e qualidade de trabalhos que apresenta, voltados a extensão universitária

    Trabalho multiprofissional e COVID-19: relato de experiência de extensionistas

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    A pandemia da COVID-19 trouxe implicações para a saúde integral da população, acometida ou não pelo vírus. Muitas pessoas têm experienciado sintomas da patologia, luto, medo, ansiedade e desesperança em relação ao futuro, impactando sua saúde. Assim, torna-se fundamental o cuidado multiprofissional da população. Para oferecê-lo, na pandemia, surgiu um projeto de extensão de uma universidade com a participação de discentes, docentes e profissionais de várias áreas da saúde. A partir disso, esse estudo relata a experiência de discentes do curso de graduação em psicologia nesse projeto. Aos usuários do projeto, era oferecido um espaço de escuta e acolhimento que poderia ser atendimento único ou prolongado, de acordo com a demanda e a singularidade dos sujeitos. Apesar das limitações, como a oscilação da internet de atendentes e usuários, o projeto possibilitou encaminhamentos mais assertivos e um cuidado integral. Além disso, proporcionou muitos aprendizados aos profissionais participantes, principalmente pelo trabalho multiprofissional

    Educação ambiental: plantando e colhendo mudas agroecológicas em viveiros comunitários

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    O intuito do trabalho é ampliar ações em um grupo comunitário do assentamento Cabeceira do Rio Iguatemi, no Distrito de Paranhos – Mato Grosso do Sul, que desenvolve uma ação de viveirismo. Devido vulnerabilidade econômica dos produtores participantes, o projeto busca através da produção de mudas de espécies nativas e frutíferas promover renda aos produtores, além da conservação dos ambientes naturais e a sustentabilidade no manejo da biodiversidade. Serão cultivadas espécies como canafístula, copaiba, cedro e amendoim falso, além de outras mudas como ypê rosa e amarelo, uva japonesa, nim, ingá, jaboticaba, pitanga vermelha, goiaba vermelha, acerola, pocam, mexerica, tarumã, farinha seca, cachoteira, jamelão, marfim, soita, ameixa nativa, cumbaru, erva mate, laranjinha, limão, sidra, coco e romã. Os trabalhos serão desenvolvidos por um grupo de 13 famílias, onde as atividades serão divididas entre si, serão essas responsáveis pelo plantio das sementes, irrigação, cuidar da estrutura do local, coletar sementes nas matas, manejar o minhocário, realizar a adubação, que serão acompanhadas por meio de assistência técnica. Para a ampliação do viveiro serão utilizados materiais como tubetes, saquinhos, canos de irrigação dentre outros. Ao longo das visitas serão realizadas reuniões com todos os participantes para debater questões pertinentes ao projeto e as atividades que serão realizadas no dia. As sementes das árvores nativas serão retiradas de árvores presentes na região, escolhendo as melhores sementes

    Percepção ambiental dos moradores adjacentes a Horta das Corujas em São Paulo

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    A urbanização e o aumento crescente da migração das áreas rurais em direção às grandes cidades brasileiras deixa importantes marcas negativas no meio ambiente urbano. A fim de minimizar estes impactos as hortas urbanas estão dentre as estratégias aplicadas nas metrópoles para mitigar aos impactos negativos causados ao verde urbano nas grandes cidades mundiais. Neste contexto, a Horta das Corujas é uma importante área verde da cidade de São Paulo que serve para diminuir os efeitos causados ao meio ambiente em decorrência do crescimento acelelarado e a falta de planejamento urbano. O presente estudo teve como objetivo avaliar as percepções ambientais  dos moradores adjacentes a Horta das Corujas em São Paulo. A partir de um questionário semiestruturado, objetivou-se realizar uma análise com abrangência quantitativa e qualitativa da percepção ambiental desses munícipes. Observou-se que a população da região estudada é composta em sua maioria por mulheres, com faixa etária predominante de 30 a 49, sendo que 91,5% dos entrevistados conhecem o conceito de hortas urbanas e os possíveis impactos ambientais e comportamentais que esse tipo de instalação gera nos moradores da região. Metade da população entrevistada afirmou conhecer e frequentar a Horta das Corujas. Dessa forma, esse estudo foi capaz de demonstrar que boa parte da população adjacente à uma horta urbana é capaz de reconhecer os seus benefícios para o ecossistema urbano

    Disseminação do conhecimento e uso da ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller) na alimentação humana

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    A ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller) é classificada como uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) pertencente à família Cactaceae. É uma hortaliça de fácil propagação e baixo custo e, por isso, torna-se uma ótima alternativa para a população, pois apresenta boas fontes de nutrientes, alta disponibilidade, além de baixo valor de mercado. Diante disso, o presente artigo objetivou apresentar o projeto realizado para disseminar o conhecimento sobre a ora-pro-nóbis, incentivando a ampliação de seu uso e consumo, de forma online e impressa, na região do município de São Miguel do Oeste. Para a realização do trabalho, foram produzidas mudas da espécie, além de serem confeccionadas cartilhas informativas e cards, os quais contêm QR Codes e links que direcionam para vídeos com receitas adicionadas das folhas. Ainda, foi promovida a divulgação e distribuição do material produzido e das mudas na Feira Municipal de São Miguel do Oeste e no Instituto Federal de Santa Catarina, câmpus São Miguel do Oeste. Foram distribuídas 78 mudas, 50 cartilhas e 112 cards. Ademais, os vídeos produzidos e publicados na playlist da plataforma YouTube no canal do IFSC Região Oeste obtiveram mais de 1,6 mil visualizações (ao todo), e o alcance obtido na feira e na escola foi de 82 e 56 pessoas, respectivamente, totalizando mais de 1,7 mil pessoas impactadas com o trabalho. Sendo assim, e o trabalho atingiu o objetivo, uma vez que a ora-pro-nóbis, as formas de utilização desta PANC na alimentação e seus benefícios, despertaram o interesse do público e apresentaram resultados promissores e satisfatórios.@font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1107305727 0 0 415 0;}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman",serif; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes;}div.WordSection1 {page:WordSection1;

    Curso de extensão: neuroeducação na formação inicial docente

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    A neuroeducação, ao integrar os domínios da neurociência e da educação, promete transformar práticas pedagógicas ao oferecer insights sobre o funcionamento cerebral no aprendizado. No entanto, a inserção deste conhecimento nos currículos de formação docente ainda está em fase inicial. O estudo em foco avaliou o impacto de um curso de extensão em neuroeducação na capacitação e desenvolvimento de futuros educadores. Utilizando uma metodologia qualitativa, o estudo direcionou-se para alunos de Ciências Biológicas, valendo-se de questionários e análises temáticas para decifrar as perspectivas e recomendações dos envolvidos. Os resultados sugerem que o curso trouxe avanços significativos nas práticas pedagógicas, captando o interesse da maioria dos participantes, muitos dos quais demonstraram satisfação e desejo de aplicar o que aprenderam em suas práticas. Contudo, as avaliações indicaram três principais áreas de melhorias: a necessidade de mais conteúdo prático, a incorporação do tema em currículos de graduação e uma perspectiva mais interdisciplinar. 

    Ludicidade como ferramenta para educação ambiental sobre resíduos eletroeletrônicos

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    O objetivo no presente artigo é explanar a criação dos jogos lúdicos que foram realizados pelo Projeto de Extensão TREE – UFPB: sensibilização sobre o correto descarte e reaproveitamento dos resíduos eletroeletrônicos na região metropolitana de João Pessoa - PB e a partir disso, refletir sobre como a metodologia ativa contribui para o processo de ensino-aprendizagem, não somente através do conhecimento à respeito das áreas de ensino convencional, mas também no desenvolvimento de conhecimento em educação ambiental, com desenvoltura em realizar atividades em equipe, bem como a preocupação social em disseminar os conhecimentos sobre sustentabilidade. Os jogos desenvolvidos foram: Treebuleiro, Caixa Surpresa, Treememória, Futreebol e Labirintree, relacionados aos conceitos sustentáveis e/ou a partir de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos coletados pelo TREE, como placas de circuito impresso (PCI)

    Práticas participativas e dialógicas no ensino e extensão: articulando saberes na Vila de Ponta Negra, Natal/RN

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     Este artigo tem como objetivo apresentar a experiência desenvolvida na Vila de Ponta Negra, em Natal, RN, através de projeto de melhoria de ensino, vinculados à graduação em Gestão de Políticas Públicas da UFRN, no ano de 2019. Trabalhamos a partir de uma postura dialógica (FREIRE, 1983a, 1983b, 1992, 1993, 2005),  priorizando metodologias de cunho participativo no sentido de dar voz à comunidade, aos alunos, monitores e estagiário docente. Acompanhamos de maneira sistemática e participativa as ações e políticas públicas no território dos serviços de saúde, educação e assistência social, buscando estabelecer relações de reciprocidade que nos deram acesso ao “universo de concepções, práticas e experiências” dos moradores da Vila (BIZERRIL, 2008, p.158).Como resultado desse processo destacamos o aprendizado da escuta-consulta-diagnóstico participativo das demandas da sociedade civil frente aos serviços públicos, por um lado, e por outro, as dificuldades dos atores que estão na ponta da política pública.

    O despertar do discente ao cinema com ciência, uma ação extensionista

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    Diante de um contexto pandêmico, democratizar o acesso às informações científicas de maneira remota, leve e fácil, passou a ser uma estratégia poderosa de ensino. Realizar ações que promovam o debate científico através da linguagem cinematográfica de maneira virtual se configura como uma prática inovadora, antes realizada geralmente de forma presencial. Desse modo, o presente artigo objetivou analisar o despertar do discente para a relação entre cinema e ciência, à luz de um projeto extensionista denominado  “BioCine: Cinema com Ciência”, vinculado a um curso de licenciatura em Ciências Biológicas a distância e que tinha como meta principal, exibir mensalmente, filmes com temáticas biológicas em uma sala virtual, para os mais diversos públicos desde discentes do curso bem como à comunidade em geral, como forma de proporcionar debates científicos fora do contexto presencial, mas também capazes de proporcionar reflexões sobre temas importantes e atuais. Após as exibições o público era convidado a preencher um questionário avaliando o projeto, em seus aspectos técnicos e pedagógicos. Durante o ano de 2021 o projeto atingiu 677 participantes, o que totalizou uma média de 75 participantes por exibição, tendo 508 retornos de questionários. Os dados coletados abordaram o perfil sociodemográfico bem como a avaliação do projeto, em seus aspectos técnicos e pedagógicos. Os resultados apontam que, 76,3% dos participantes são discentes em Ciências Biológicas e 23,7% da comunidade em geral, com predominância do gênero feminino (69%), com idade média de 32 anos, variando de 18 a 57 anos. 97,2% do público afirma que o projeto foi uma experiência satisfatória, 89% concordam que a exibição apresentou qualidade adequada e 97,2% afirmam que a edição não prejudicou o entendimento do filme. Com base na percepção discente, a ação extensionista tem sido valiosa, permitindo ao futuro professor estar mais bem preparado para usar filmes em sua sala de aula, bem como, a experiência aponta que o cinema é de fato uma poderosa ferramenta educativa que desperta o interesse do público pela Ciência, abre espaço para novos questionamentos e cria oportunidades para que ela seja contemplada no cotidiano, gerando novos horizontes além do apresentado na ficção

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