Revista Ciência em Extensão
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    Projeto Pró-Carroceiros-UFAL: Relato de experiência pautada na Saúde Única

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    Os equídeos de tração carroceiros ainda apresentam papel imprescindível na subsistência e sobrevivência de milhares de famílias em capitais e no interior do Nordeste Brasileiro. Na cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas, acredita-se que mais de duas mil famílias sobrevivam dos animais que puxam carroças, sem quaisquer orientações educativas, ambiental, de saúde pública ou animal. O Projeto Pró-Carroceiros UFAL, que existe desde 2009, objetivou nos anos de 2018 e 2019 atuar na comunidade do Vale do Reginaldo – Maceió – AL, desenvolvendo, além das ações de assistência veterinária e de orientação sobre bem-estar animal, atividades pautadas na saúde única considerando as saúdes humana, animal e conservação ambiental. Este artigo vem trazer o relato de experiência do projeto, que nesta fase durou 18 meses, auxiliando 220 pessoas das comunidades, 28 pessoas da academia, além da conexão de duas indústrias, possibilitando uma tríplice hélice de atuação (Universidade- Empresa –Sociedade Civil)

    O mundo microbiano e você: avaliação do conhecimento da microbiologia entre alunos do ensino médio no município de Divinópolis-MG

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    A Microbiologia, ciência que estuda os microrganismos e suas relações com a saúde humana e o meio ambiente, tem sido abordada de maneira abstrata e descontextualizada na educação básica. Como forma de contribuir para melhorar esse cenário, o projeto de extensão “O mundo microbiano e você” vinculado à Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) foi proposto, direcionado a alunos do terceiro ano do ensino médio de escolas particulares e públicas do município de Divinópolis/MG. O projeto, desenvolvido remotamente durante a pandemia da COVID-19, contemplou 149 estudantes. Para tanto, a equipe do projeto elaborou duas videoaulas e um questionário investigativo (aplicado antes e após as videoaulas), os quais foram enviados aos alunos por intermédio dos diretores ou professores de Biologia das escolas participantes.  Foi observado que o conteúdo das videoaulas contribuiu para aumentar o percentual de acertos à maioria das perguntas, especialmente pelos alunos das escolas particulares.  Pela análise dos dados, pode ser observado um menor aproveitamento dos alunos das escolas públicas, possivelmente relacionado à maior dificuldade ao acesso da tecnologia utilizada na execução deste projeto. Assim, é esperado que uma abordagem presencial posterior agregue maior conhecimento a esses alunos. Mais de 90% do público alvo considerou importante o projeto ter sido desenvolvido em sua escola. Por fim, o desenvolvimento do projeto possibilitou avaliar o conhecimento da Microbiologia entre alunos das escolas do município, além de refletir sobre a habilidade das escolas em administrar este ensino a distância em circunstâncias específicas, tais como em um período pandêmico

    A astronomia como mecanismo de difusão científica em Uberaba

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    Com a intenção de fomentar o conhecimento e a fascinação pela Astronomia e aproximar a UFTM da comunidade, produziu-se em 2019 o programa “A Astronomia como Mecanismo de Difusão Científica em Uberaba”. Objetivou-se interligar o ensino, a pesquisa e a extensão, potencializando a divulgação científica, e criando um ambiente profícuo de aprendizado aos estudantes universitários participantes. Essa proposta extensionista baseia-se no potencial interdisciplinar da Astronomia, bem como na importância de seu ensino. No programa, desenvolveu-se diversos tipos de atividades em uma série de locais da cidade de Uberaba, Araxá e Veríssimo. Na aplicação das atividades, concluímos que existe uma grande carência de conhecimento sobre temas básicos de Astronomia na sociedade em geral, trazendo motivação em ampliar as ações de divulgação e deixá-las duradouras, na forma de um programa de extensão que pudesse ser replicado ao longo dos anos, em variados ambientes sociais da cidade e região

    Jardim sensorial: espaço inclusivo e colaborativo de ensino e de aprendizagem

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    Os Jardins Sensoriais têm a função de despertar a percepção das pessoas sobre o meio ambiente, por meio dos sentidos. Para tanto, utilizam-se plantas e elementos que tenham texturas, aromas e cores peculiares. Esses espaços podem contribuir nos processos de ensino-aprendizagem, pois propiciam contatos entre diferentes sujeitos com a natureza, produzindo outras formas de ensinar e aprender para além das metodologias formais de ensino. O Jardim Sensorial do IFRS - Campus Porto Alegre foi planejado e implementado pelos(as) discentes e docentes do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e, associado a essa proposta, desde 2018 têm sido desenvolvidas atividades através de um projeto de extensão. Nesta pesquisa, buscou-se produzir subsídios que favorecessem a inclusão de pessoas com deficiência e que proporcionassem o desenvolvimento de atividades de sensibilização ambiental em um jardim sensorial (JS). Assim, buscou-se: (i) desenvolver uma pesquisa qualitativa e quantitativa acerca dos temas ambientais e de inclusão, através de questionário, com professores do ensino médio de uma escola da rede estadual de Porto Alegre, circunvizinha ao IFRS – Campus Porto Alegre; e (ii) analisar as normativas e efetuar contato com uma instituição de apoio para pessoas com deficiência (PCD), para o planejamento e execução de adaptações físicas no JS, promovendo a inclusão. Os dados obtidos mostraram que, embora os docentes percebam a necessidade de abordagem dos temas ambientais e da inclusão em suas práticas, o tempo restrito das aulas e a falta de espaço físico são fatores limitantes para uma abordagem em um sentido mais amplo ou transversal de ensino desta temática. Verificou-se, ainda, que a maioria dos participantes gostaria de ter mais informações sobre os objetivos de um Jardim Sensorial e sobre como trabalhar seus conteúdos pedagógicos nesse espaço. Os relatos das pessoas com deficiência mostraram a necessidade de adaptações, muitas vezes despercebidos para a inclusão. A partir das informações recebidas e avaliadas, bem como a consulta à Lei de Acessibilidade, elaborou-se uma lista de importantes adaptações a serem efetuadas, tais como a colocação de caixotes conforme as orientações técnicas, a disponibilização das informações das plantas em braille nas placas dos caixotes; a instalação de uma mangueira guia, entre outras.  Espera-se que essas adaptações, juntamente com a proposição de roteiros temáticos, permitam o desenvolvimento de atividades a serem realizadas de forma autônoma ou guiada, consolidando o Jardim Sensorial como um espaço colaborativo de aprendizagem.

    Semear conhecimento para colher flores

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    Na região Sul do Brasil, existe uma lacuna na integração entre a pesquisa de flores e a extensão devido à incipiente comunicação entre os envolvidos nesse assunto. Com o intuito de incentivar trabalhos integrativos na área de floricultura implementou-se um programa de extensão na Universidade Federal de Santa Catarina como objetivo central de semear, trocar e multiplicar conhecimento sobre flores na microrregião de Curitibanos, SC, a partir de atividades de extensão com estudantes, agricultores, comerciantes e consumidores. Temos como objetivo nesse artigo demonstrar os resultados do programa de extensão Semear conhecimentos para colher flores. Foram realizados levantamentos sobre o cultivo de flores na microrregião através de questionários qualitativos desenvolvidos para quatro públicos-alvo: agricultores, extensionistas rurais, comerciantes e população em geral. Consequentemente, agricultores interessados no cultivo específico do gladíolo receberam orientação técnica da Equipe PhenoGlad, com planejamento prévio da época do plantio e manejo durante o desenvolvimento das plantas. Fundamentados nesses cenários foram organizados seminários, roteiros técnicos e cursos teórico-práticos sobre cultivo do gladíolo, tendo em vista atender ao público de agricultores e técnicos extensionistas que estiveram envolvidos no projeto, assim como estudantes e pesquisadores interessados. A partir disso, desenvolveu-se um canal de comunicação entre universidade e comunidade a partir das mídias sociais que estão sendo veículos de troca de experiências e de divulgação de informações obtidas da pesquisa para o agricultor. Essas informações alcançaram diferentes extratos da população. Os resultados práticos do programa envolveram a formação de recursos humanos em nível de graduação, diante do envolvimento de estudantes em todas as etapas do trabalho. A divulgação do potencial da floricultura na microrregião foi efetivada através dos diversos eventos e publicações em mídias sociais da equipe. Além disso, oportunizou-se a inserção de uma fonte alternativa de renda para agricultores, ampliando a diversificação dos produtos na propriedade e na feira livre, que atualmente, além de seus produtos cotidianos também oferece a opção de flores para os consumidores

    Teletriagem em uma faculdade de Odontologia durante a pandemia

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    O objetivo deste estudo foi relatar a experiência do funcionamento de um serviço de teletriagem vinculado a um projeto de extensão realizado em uma Faculdade de Odontologia no sul do Brasil. Devido à COVID-19, as práticas clínicas dos estudantes de odontologia foram suspensas em março de 2020. Para a retomada segura dos atendimentos, foram necessárias medidas para mitigar o risco de propagação do vírus Sars-CoV-2. Uma ação proposta pela Faculdade de Odontologia foi a implementação de um serviço que realizava teletriagens, a fim de identificar sinais e sintomas de COVID-19 nos pacientes agendados, além de fornecer informações sobre medidas adotadas na faculdade para a realização do atendimento de forma segura. Docentes, técnicos administrativos em educação e discentes participaram das ações do serviço de teletriagem, que foi iniciado em dezembro de 2020. Ao longo de 8 meses de funcionamento, foram realizadas 863 teletriagens com a identificação de 37 pacientes com manifestações de sinais, sintomas ou história de possível contato relacionado à COVID-19. Entre os sinais e sintomas mais mencionados, estavam a dor de cabeça intensa (36,9%) e a desarranjo intestinal (26,3%). Por conseguinte, conclui-se que a teletriagem contribuiu para a retomada de atendimentos odontológicos clínicos de forma segura, em um período no qual não havia vacina ou quando a vacinação ainda estava iniciando. Destaca-se a importância do envolvimento de toda comunidade acadêmica que contribuiu para a retomada das atividades clínicas, beneficiando toda a comunidade

    Programa Diverpet: educação sobre bem-estar animal praticando a reciclagem

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    Observa-se nas últimas décadas o aumento da população de cães e gatos no país e o estreitamento do vínculo entre tutor e animal. Para essa relação ser benéfica a ambos, alguns aspectos sobre a saúde dos animais e o seu bem-estar devem ser difundidos. Sabe-se que a desinformação acarreta em casos de maus-tratos e abandonos de animais com consequentes problemas de saúde pública. Neste sentido, o Programa DiverPet surgiu com o objetivo de disseminar os conceitos sobre o bem-estar animal para assegurar a qualidade de vida dos cães e gatos e colaborar para a conscientização ambiental através de ações de extensão presenciais com crianças e adultos e ações virtuais nas redes sociais do programa, contribuindo também para a formação profissional dos acadêmicos de medicina veterinária ao executarem e planejarem ativamente essas ações. Nas ações presenciais com crianças foram abordados os conceitos de bem-estar animal, saúde de cães e gatos, enriquecimento ambiental, reciclagem e sustentabilidade e as crianças puderam confeccionar brinquedos fundamentados no enriquecimento ambiental com materiais recicláveis para seus animais de estimação. Para mensurar o desempenho dessas ações foi elaborada uma avaliação com questões objetivas que era respondida pelas crianças ao final da ação. Nas ações de extensão presenciais com adultos foi realizada uma oficina abordando o correto manejo nutricional, onde os participantes receberam informações teóricas e puderam confeccionar biscoitos naturais para seus animais de estimação e no final responderam um questionário avaliativo. Devido à pandemia pela COVID-19 o programa precisou se adaptar, realizando ações virtuais por meio de publicações em mídias sociais e mantendo os objetivos de disseminar informações para garantir a qualidade de vida dos animais, além de informações sobre a COVID-19. Entre os resultados obtidos pelo programa destaca-se o acerto de 97,36% das questões pelas crianças e o bom alcance que as postagens receberam nas mídias sociais, além do impacto positivo para a formação profissional dos acadêmicos de medicina veterinária, organizadores e executores das ações. Com as ações e seus resultados observou-se a importância da realização de ações de extensão com o foco em promover a melhoria do bem-estar animal, aliando ao bem-estar humano e ao meio ambiente, ou seja, fomentando o Bem-Estar Único.     

    Práticas Integrativas e Complementares na Rede de Atenção em Saúde: relato de experiência sobre as ações ofertadas em 2022

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    Objetivo: relatar a experiência na oferta de seis ações extensionistas de práticas integrativas e complementares (PICs) à comunidade em 2022. Métodos: Trata-se de um relato de experiência referente a seis ações ofertadas em 2022, promovidas pelo Projeto de Extensão (PE) Práticas Integrativas e Complementares na Rede de Atenção em Saúde (PIC-RAS), da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O PE conta com a colaboração de voluntários de diferentes cursos da área da saúde e universidades do Brasil. As ações abordadas foram: 1) Produção e divulgação de materiais sobre PICs nas redes sociais do projeto de extensão; 2) Ciclo de Lives: Diálogos sobre as Práticas Integrativas e Complementares; 3) Oficinas sobre plantas medicinais; 4) Sessões de auriculoterapia; 5) Oficina de arteterapia: cuidando com afeto, com ênfase em crochê; 6) Qualificação sobre as práticas integrativas e complementares. As atividades ocorreram de forma online e/ou presencial. Os convites para cada atividade foram divulgados previamente nas redes sociais do projeto. Resultados: A produção e divulgação de materiais rendeu 18 publicações inéditas e 17 Throwback Thursday (TBT), os materiais relacionados as plantas medicinais apresentaram maior interesse do público, sendo que a publicação mais curtida obteve 149. Ocorreram sete lives, as quais totalizaram 1.012 visualizações, com uma média de 145 visualizações em cada live. Foram realizadas 23 “Oficinas sobre as plantas medicinais” presenciais e quatro encontros online, atingindo 550 participantes. As sessões de auriculoterapia foram presenciais, com 15 atendimentos semanais entre agosto a novembro, totalizando 168 participantes. A oficina de arteterapia com ênfase em crochê obteve 25 participantes, com cinco encontros presenciais, resultando na confecção de 10 mantas, as quais foram doadas ao hospital escola da UFPel. Por fim, na qualificação interna “sobre as práticas integrativas e complementares”, ocorreram três encontros, que oportunizaram aos integrantes do projeto aprendizado e esclarecimento de dúvidas, totalizando 30 integrantes. Conclusão: As ações extensionistas proporcionam trocas de saberes entre universitários e a comunidade, além de promover ações a partir das necessidades da população. O projeto de extensão proporcionou diferentes terapêuticas em variados locais para a comunidade, facilitando o acesso das práticas. Destaca-se a relevância em incentivar experiências similares, aumentando a oferta das práticas integrativas à comunidade, auxiliando na implementação da política pública das Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde

    Extensão, pesquisa e divulgação científica: do laboratório para a sociedade

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    O “Na Banca com a Vovó” (NBCV) foi criado no primeiro semestre de 2019 como um projeto de extensão do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC/USP) que visa popularizar a pesquisa universitária. Para isso, um grupo composto de alunos de graduação, pós graduação e professores cria pautas para vídeos curtos e divertidos em que pesquisas de alta relevância são explicadas de maneira simples às suas avós. O NBCV produz, ainda, imagens, textos e infográficos que visam a disseminação da ciência no cotidiano da população. Os materiais são distribuidos a partir dos perfis oficiais do projeto em diferentes plataformas, que incluem Youtube, Instagram, Facebook, Twitter e um site próprio. Menos de um ano após o lançamento do primeiro vídeo, o NBCV já atingiu cerca de 60 mil pessoas em suas redes sociais, além de participar de eventos científicos dentro e fora da universidade. Esperamos que o projeto seja capaz de estimular o interesse pela ciência e trazer mais conhecimento científico ao cotidiano de nossa sociedade

    Práticas psicológicas em uma instituição socioeducativa: um relato de experiência

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    Intervenções psicoeducativas em grupo têm sido práticas utilizadas em contextos institucionais, com o intuito de romper com o paradigma tradicional clínico. Neste contexto, o presente relato de experiência apresenta e discute intervenções psicológicas realizadas por duas estudantes do curso de Psicologia, em um Centro de Atendimento Socioeducativo do município de Petrolina-PE. Tais atividades contemplaram 08 adolescentes do sexo masculino, com idades entre 17 e 18 anos. Nos encontros foram trabalhadas as seguintes temáticas: Emoções; Família; Empatia; Resolução de Conflitos e Autocontrole; Autoconceito e Autoestima; Comportamento Pró-Social. O último encontro foi dedicado ao encerramento. A experiência possibilitou às mediadoras do grupo o manejo de atividades que ainda são pouco realizadas em contexto de socioeducação de adolescentes, bem como permitiu aos socioeducandos um espaço de escuta acolhedora e de aprendizagem de habilidades necessárias para construção de autonomia. As discussões foram realizadas à luz de trabalhos que versam sobre a socioeducação no Brasil, assim como de literatura voltada para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

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