Revista Ciência em Extensão
Not a member yet
    1047 research outputs found

    Projeto Descontrair Só Ria: o brincar no hospital

    Get PDF
    Introdução: O processo de hospitalização gera situações únicas de angústia, ansiedade e sofrimento para o paciente e seus familiares. Para as crianças, a experiência da internação hospitalar pode ser bem difícil. Existe o medo do desconhecido, ambiente e pessoas estranhas, linguagem técnica incompreensível, técnicas invasivas e por vezes dolorosas, além da inquietação pelo tempo ocioso e passividade. Diante disso, o projeto de extensão Descontrair Só ria foi criado. Objetivo: Promover ações lúdicas junto às crianças internadas em uma unidade hospitalar no município de Diamantina, Minas Gerais, visando reduzir o sofrimento das crianças e familiares e auxiliar no processo de recuperação. Métodos: As crianças internadas no setor de pediatria do Hospital Nossa Senhora da Saúde formaram o público alvo para as atividades extensionistas desenvolvidas duas vezes por semana por uma equipe interdisciplinar da área da saúde. As atividades consistiram de leitura de livros infantis, pintura e criação, jogos educativos e interativos, atividades com fantoche e brinquedos. Questionários próprios, simples e objetivos, direcionados aos responsáveis pelas crianças e aos profissionais envolvidos no setor de pediatria foram aplicados para avaliação das atividades. Expressões faciais foram criadas para as crianças sinalizarem seus sentimentos no início e após a atividade extensionista. Reuniões periódicas foram realizadas para melhorias e discussão do aprendizado. Resultados: Após 19 meses de intervenção, 431 crianças de 1 a 14 anos de idade foram abordadas, em sua maioria meninos (58 %). A maioria dos responsáveis pelas crianças (89 %) classificou como excelente a ideia do projeto. Todos afirmaram que deixariam seu filho participar novamente das atividades propostas. Mudança da rotina hospitalar deixando a criança mais feliz e a diminuição do estresse e angústia da internação foram os motivos mais pontuados pelos responsáveis (39 % e 37 %, respectivamente) sobre a importância de brincar com as crianças no ambiente hospitalar. Todos os responsáveis relataram se sentir melhor pelo menos por uns momentos enquanto seus filhos participavam das atividades propostas pelo projeto. Todos os funcionários afirmaram que as atividades desenvolvidas auxiliaram a recuperação das crianças durante o período de internação, que o comportamento das crianças melhorou após a realização das atividades do projeto e que a intervenção ajudou na rotina de trabalho da equipe. A escolha das expressões faciais foi variada.Conclusão: O projeto conseguiu levar um pouco de descontração e alegria para as crianças e um alento aos pais que quando veem seu filho sorrir expressam felicidade. Não atrapalha a rotina hospitalar, pelo contrário, acaba por auxiliar o setor. Os discentes envolvidos, a cada reunião, mostraram maior aprendizado, com crescimento profissional e pessoal, adquirindo um olhar mais humano sobre a comunidade.

    University extension and income generation in the context of the coronavirus (SARS-COV-2) pandemic

    Get PDF
    The new coronavirus pandemic (SARS-COV-2) has had a special performance in Brazil for several reasons, which caused mainly economic and social problems. The Lonarte Extension Project from the State University of Londrina (UEL) works with the reuse of PVC banners with two sewing groups in a situation of social vulnerability, and the motivation for carrying out this study was the concern of being updated with their productive and financial realities in the current scenario, so that they could be assisted. The methodology applied in this study was exploratory bibliography, interview by guidelines, and the mental map as a tool for creativity. The interviews with the seamstresses from the groups revealed the need for higher demands of work. The application of Systems Design concepts (since the problem that arises is considered chaotic) and Design for Social Innovation enabled the creation of connections amongst new actors, such as a Cooperative of Recyclable Waste Collectors and a Medical Work Cooperative, which made it possible to systematize a sewing order of PPE to protect the collectors from the Coronavirus contagion.Os Jardins Sensoriais têm a função de despertar a percepção das pessoas sobre o meio ambiente, por meio dos sentidos. Para tanto, utilizam-se plantas e elementos que tenham texturas, aromas e cores peculiares. Esses espaços podem contribuir nos processos de ensino-aprendizagem, pois propiciam contatos entre diferentes sujeitos com a natureza, produzindo outras formas de ensinar e aprender para além das metodologias formais de ensino. O Jardim Sensorial do IFRS - Campus Porto Alegre foi planejado e implementado pelos discentes e docentes do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e, associado a essa proposta, desde 2018 têm sido desenvolvidas atividades através de um projeto de extensão. Neste trabalho, buscou-se produzir subsídios que favorecessem a inclusão de pessoas com deficiência e que proporcionassem o desenvolvimento de atividades de sensibilização ambiental em um jardim sensorial (JS). Assim, objetivou-se: (i) desenvolver uma pesquisa qualitativa e quantitativa acerca dos temas ambientais e de inclusão, por meio de questionário, com professores do ensino médio de uma escola da rede estadual de Porto Alegre, circunvizinha ao IFRS – Campus Porto Alegre; e (ii) analisar as normativas e efetuar contato com uma instituição de apoio para pessoas com deficiência (PCD), para o planejamento e execução de adaptações físicas no JS, promovendo a inclusão. Os dados obtidos mostraram que, embora os docentes percebam a necessidade de abordagem dos temas ambientais e da inclusão em suas práticas, o tempo restrito das aulas e a falta de espaço físico são fatores limitantes para uma abordagem em um sentido mais amplo ou transversal de ensino desta temática. Verificou-se, ainda, que a maioria dos participantes gostaria de ter mais informações sobre os objetivos de um Jardim Sensorial e sobre como trabalhar seus conteúdos pedagógicos nesse espaço. Os relatos das pessoas com deficiência evidenciaram a necessidade de adaptações, muitas vezes despercebidos para a inclusão. A partir das informações recebidas e avaliadas, bem como a consulta à Lei de Acessibilidade, elaborou-se uma lista de importantes adaptações a serem efetuadas, tais como a colocação de caixotes conforme as orientações técnicas, a disponibilização das informações das plantas em braille nas placas dos caixotes; a instalação de uma mangueira guia, entre outras.  Espera-se que essas adaptações, juntamente com a proposição de roteiros temáticos, permitam o desenvolvimento de atividades a serem realizadas de forma autônoma ou guiada, consolidando o Jardim Sensorial como um espaço colaborativo de aprendizagem

    Registro correto de PICS no SUS: elaboração de material instrucional

    Get PDF
    Tem sido estudada a dificuldade dos profissionais de saúde em registrar as ações das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) em Unidade Básica de Saúde (UBS) e já foi identificada a necessidade de orientação para registro correto no preenchimento das fichas. Objetivo: relatar novos conhecimentos provenientes de atividades de extensão no curso de medicina de modo a esclarecer novas práticas, levando em consideração a singularidade e a interdisciplinaridade que as PICS oferecem. Método: o reconhecimento e a valorização das PICS envolvendo o campo científico da Saúde Coletiva foi ofertada a alunos do sexto período do curso de graduação em medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Campus Chapecó-SC. Devido a situação da pandemia da Covid-19, as atividades ocorreram de modo remoto, de forma que os alunos foram responsáveis por contatar UBS da região sul do Brasil, com a finalidade de identificar a realidade das PICS nos devidos municípios. Resultados: os alunos conseguiram contato com UBS de três cidades da região sul, a saber, Pérola do Oeste-PR, Florianópolis-SC e Santa Rosa-RS. Cada município adota uma conduta diferente em relação às PICS de acordo com suas demandas e possibilidades, buscando sempre, a integralidade do cuidado. Conclusão: a partir das informações coletadas, verifica-se que as PICS ainda são oferecidas de forma insuficiente à população, além de que, quando são devidamente ofertadas, são registradas indevidamente. Dessa forma, os alunos elaboraram um material informativo de como proceder com o registro correto das PICS nas UBS

    Carta Ao Leitor

    Get PDF
      Sejam bem-vindos ao universo da Extensão Universitária! Este Volume 3 - 2011 da Revista Ciência em Extensão apresenta os resumos dos trabalhos premiados no 6º Congresso de Extensão Universitária da Unesp. Realizado em Águas de Lindóia, de 25 a 27 de outubro de 2011, o evento teve um número recorde de participantes. Foram 1.663 alunos de graduação e pós-graduação, professores e servidores técnico-administrativos. Eles apresentaram 1.149 projetos, 852 em forma de painéis e 297 oralmente. O Congresso teve um público 41% maior do que a edição anterior, com extensionistas da USP, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual de Londrina, entre outras instituições. Ocorreu uma intensificação, portanto, no número de ações que possam atender aos problemas sociais, em diversas áreas do conhecimento. Durante o Congresso, onde foi ainda distribuído um manual de 18 páginas para elaboração de projetos de extensão universitária criado pela Proex, também foi lançado pela Pró-Reitoria um Catálogo dos projetos de Extensão da Unesp, brochura de 532 páginas que apresenta, por meio de resumos e fotos, 1.241 programas e projetos cadastrados. Trata-se de um material a ser distribuído aos diretores e às bibliotecas das unidades universitárias, bem como a outras universidades. Os projetos e programas da Proex estão divididos em oito categorias. Entre elas, Educação e Saúde concentram a maior parte das ações, somando 687. Já as áreas de Tecnologia e Meio Ambiente, com 172 projetos, têm crescido por meio de uma política de indução. Outras áreas são: Comunicação, 80 ações; Cultura, 85; Direitos Humanos, 33; Espaços Construídos, 10; Política e Economia, 19; Trabalho, 29. Há ainda na publicação uma descrição do projeto de corais da instituição. Tudo isso dentro de um contexto que vê a Extensão como um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade. Torna-se assim possível que a comunidade acadêmica encontre na sociedade conhecimentos enriquecedores para sua formação, ao mesmo tempo em que beneficia esta sociedade, com os conhecimentos acadêmicos adquiridos nos bancos da Universidade. Dessa maneira, são desenvolvidos na Extensão projetos de inclusão social que articulam educação, saúde, trabalho, geração de renda, desenvolvimento sustentável e valorização das culturas regionais. Na área de educação, é trabalhada a formação de indivíduos multiplicadores, que se deslocam para regiões distantes e comunidades carentes, alfabetizando a população. Trata-se de um esforço contínuo de desenvolvimento de projetos regulares, sistemáticos e extensivos a várias cidades onde se localizam os Câmpus da Unesp, sendo que muitos projetos específicos são realizados onde existem os cursos correlatos. Assim, cerca de 1.200 projetos estão espalhados por todo Estado de São Paulo, beneficiando a população e permitindo que os alunos da Unesp conheçam a realidade e necessidades da região em que vivem. Boa leitura

    Expediente Vol. 7 nº 3 - Suplemento

    No full text
    Suplemento do 6º Congresso de Extensão Universitária da UNESPAguas de Lindóia - Outubro de 2011Ficha CatalográficaRevista ciência em extensão / UNESP - Pró-Reitoria de Extensão Universitária. - 6º Congresso de Extensão Universitária da UNESPVol. 7, no. 3 Suplemento - São Paulo : UNESP, 2004 -  Semestral Texto em português, inglês e espanhol Vol. 1, no. 1, publicado também on line A partir do Vol. 1, no. 2; publicado somente on line em: http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/index ISSN 1679-460

    Relato de ações de educação em saúde em comunidade quilombola

    Get PDF
    Apesar do grande avanço das leis que buscam incluir comunidades quilombolas e ampliar serviços de saúde em regiões segregadas como as comunidades de remanescentes de quilombos, a universalidade de acesso ainda não é uma realidade. Pensando nisso o objetivo do presente trabalho é descrever um relato de experiência referente ao desenvolvimento do projeto “Educação em Saúde como Ferramenta de Prevenção e Empoderamento de uma Comunidade Quilombola”, desenvolvido pela Universidade sem Fronteiras pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Tal projeto foi o estudo exploratório descritivo, quanti-qualitativo com caráter de pesquisa-ação, e aplicação de um grupo focal desenvolvida junto à totalidade de moradores da comunidade quilombola do Sutil, Ponta Grossa/PR. Foi desenvolvido um instrumento com variáveis socioeconômicas, saúde geral e bucal a fim de traçar as principais necessidades da comunidade. Foram observadas as principais barreiras encontradas pelos moradores dessas comunidades, são elas: dificuldade de acesso a serviços de saúde, transporte, e falta de saneamento básico como rede de esgoto e abastecimento de água, reforçando a situação de vulnerabilidade social. Sendo realizadas doze atividades junto à comunidade sobre diversos temas. Por fim, o gestor neste contexto deve promover a inclusão dessas comunidades, descentralizando a oferta da rede de serviços públicos de saúde deixando de focar apenas na ampliação da oferta dos serviços nas sedes dos municípios, e sim nas necessidades de acesso dos usuários em regiões mais distantes

    A dramaturgia do telejornalismo como ferramenta para o combate a violência contra a mulher e promoção da equidade de gênero

    Get PDF
    A televisão e o telejornalismo são, frequentemente, demonizados e taxados como responsáveis pela geração e proliferação de discursos e de fluxos comunicacionais que corroboram para as políticas – sejam elas econômicas ou sociais – vigentes. Do mesmo modo, quando se fala em contrafluxo de informação o jornalismo para telas é excluído desse processo. Um exemplo disso são as ações educomunicativas que, na maior parte das vezes, têm como base os produtos impressos ou radiofônicos. Assim, esse paper tem como proposta mostrar que a dramaturgia do telejornalismo pode ser utilizada como base para o exercício educomunicativo e para a promoção de políticas públicas que vão em oposição ao aceito social e culturalmente. Para isso, apresentamos as atividades do projeto de extensão “Florescer: a comunicação na efetivação de políticas públicas para mulheres”, que por meio de oficinas educomunicativas produz com crianças do terceiro ano do Ensino Fundamental materiais audiovisuais de combate a violência contra a mulher e de promoção da equidade de gêneros

    Batalha contra a covid-19, considerada uma pandemia no cenário universal

    Get PDF
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia onze de março de 2020 que o novo vírus da família coronavírus foi considerado uma pandemia e neste cenário universal estão os profissionais da saúde (agentes comunitários de saúde, enfermeiros, médicos, entre outros), atuando diretamente na linha de frente desta batalha. O presente projeto objetivou confeccionar e doar máscaras e aventais cirúrgicos. Alguns gestores da saúde foram categóricos em afirmar que materiais de proteção contra a disseminação do novo coronavírus estavam faltando. A confecção foi efetuada por costureiras voluntárias e a doação foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Assis Chateaubriand/PR, que foi responsável pela distribuição aos profissionais de saúde. Estudantes voluntárias realizaram chamadas ao vivo, via Webinar, para auxiliar na conscientização da população em relação aos perigos e cuidados desta pandemia. Pode-se concluir que o desenvolvimento deste pôde contribuir para atender às demandas mundiais de colaboração mútua, em todos os sentidos e de forma satisfatória, para minimizar a propagação do novo coronavírus. 

    Um ano de direito para todos: experiências da disseminação de conteúdo jurídico em uma rede social

    Get PDF
    Em virtude da necessidade de se viabilizar a manutenção de relações sociais, afetivas e institucionais durante a pandemia, uma equipe de docentes e acadêmicos do curso de Direito institucionalizou o projeto de extensão “Erga Omnes - Falando de Direito para todos”, com o objetivo de assegurar não só a continuidade das atividades acadêmicas, como também a criação e a manutenção de relações patêmicas dos acadêmicos envolvidos para com o curso e a instituição universitária. Inicialmente concebido para alcançar 200 pessoas pelo Instagram @erga.omnes.unemat, com seis professores e dois acadêmicos, o projeto completou um ano de existência com 594 seguidores, equipe formada por sete docentes, dezenove discentes e uma membra externa, ritmo diário de publicações e apresenta as seguintes métricas do Instagram entre 20 e 26 de abril: 389 contas alcançadas, 251 interações e 2533 impressões. Metodologicamente, além da publicação ordinária de conteúdo jurídico voltada para a comunidade externa e acadêmica, a multicitada proposta extensiva também possui atividades extraordinárias paralelas, como sorteios de obras jurídicas, transmissões síncronas (lives) e uma série no IGTV que visa a apresentar diversas profissões jurídicas a bacharelandos e bacharéis recém-formados  (Direito & Profissões). A escolha de cada post é feita por todo o grupo ou em subequipe, a depender da sua natureza, e leva em consideração a experiência do estafe com os usuários, a existência dos meios e modos exequíveis para a implementação da proposta e a opinião do público-alvo — percebida pela equipe que compõe o projeto mediante recursos netnográficos. A adoção dessa técnica, conforme demonstram as métricas consultadas e as respostas colhidas em processo seletivo de admissão de acadêmicos, mostrou-se satisfatória para viabilizar uma efetiva consecução do objetivo pretendido de integrar as comunidades externa e acadêmica a partir da disseminação de temas pertinentes à seara jurídica

    Extensão Universitária e Saúde da População Negra: entraves da branquitude

    Get PDF
    A extensão universitária tem ampliado seu foco de atuação para o campo das relações raciais a partir das ações afirmativas. As iniqüidades raciais na saúde da população negra passam a ocupar papel importante nas políticas públicas em virtude das lutas e conquistas dos movimentos negros. Fruto desses esforços, e, em consonância com a  Constituição Federal e o Sistema Único de Saúde, em 2009 foi promulgada a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Contudo, a força do racismo que estrutura a organização da sociedade brasileira, segue produzindo impactos nas instituições, em especial nas universidades. No campo da saúde da população negra os desafios para sua consolidação nas práticas de ensino, pesquisa e extensão são muitos. Assim, este trabalho apresenta uma reflexão teórico-prática a partir das ações de extensão do projeto Saúde da População Negra e a Integração com os Serviços de Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande Sul, no período de 2020-2021. O objetivo deste trabalho é discutir os entraves que o debate racial encontra por parte de docentes da saúde, também no campo da extensão universitária, sendo a branquitude um processo importante a ser analisado. Os referenciais teórico-metodológicos embasam-se na Psicologia Social, na Análise Institucional e nos Estudos das Relações Raciais. Propõe-se como analisador o relato de experiência de bolsistas do referido Projeto em evento nacional  de extensão universitária, durante a pandemia do Covid-19, em 2021. A cena analisada foi uma roda de conversas para apresentação de trabalhos de extensão em um congresso nacional, realizado de forma virtual. Estavam presentes na sala uma professora-mediadora e os/as apresentadores/as de trabalhos. A maioria das pessoas presentes na sala era branca. A presença em espaços acadêmicos majoritariamente brancos é uma realidade vivida por estudantes negras(os) que produz  um desconforto naturalizado, pois são forçados a se acostumarem com essa falta de representatividade na universidade. O debate analisado ocorreu entre a professora branca, as cinco apresentadoras (quatro negras e uma branca) e um estudante branco. A metodologia utilizada foi o registro em diários de campo para a posterior produção de análise crítica.  Para explicitação dos marcadores sociais da diferença que produzem subjetivação e iniquidades raciais nas experiências de vida, utilizou-se o formato das escrevivências. Os resultados encontrados apontam a permanência de discursos acadêmicos que não reconhecem o racismo como uma determinação social em saúde, amparados pelo mito da democracia racial e da primazia de enunciados biomédicos. Além disso, explicitou-se a manifestação dos privilégios da branquitude em compactuar com o silenciamento de pessoas negras. Importante salientar que esta análise qualitativa se embasa na compreensão de que o posicionamento individual está inscrito na trama das relações sociais e institucionais. As falas individuais estão carregadas de relações de saber-poder, as quais foram possibilitadas pela produção de subjetividade que é sempre coletiva. Assim, tomamos essa situação-análise como representativa do que vivenciamos nas relações universitárias e da extensão. Apostamos na necessidade desta reflexão crítica e antirracista para contribuir com os estudos que se debruçam sobre os efeitos nefastos do racismo na vida de estudantes negras e negros

    916

    full texts

    1,047

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Revista Ciência em Extensão
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇