Revista Ciência em Extensão
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    Revista ciência em extensão / UNESP - Pró-Reitoria de Extensão Universitária. --      Vol. 15, no. 1 (Jan/Mar. 2019). -- São Paulo : UNESP, 2004 -       Trimestral      Texto em português, inglês e espanhol      Vol. 1, no. 1, publicado também on line      A partir do Vol. 1, no. 2; publicado somente on line em:      http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/index         ISSN 1679-4605 Ciências humanas – Periódicos.  2. Ciências exatas – Periódicos.  3. Ciências biológicas – Periódicos. I. UNESP - Pró-Reitoria de Extensão Universitária

    Análise das Publicações em Extensão Universitária: Quinze anos da Revista Ciência em Extensão

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    Este artigo tem por objetivo principal analisar a Revista Ciência em Extensão desde sua criação em 2004 na perspectiva das transformações que o conceito de extensão universitária apresentou nestes 15 anos referenciando os marcos legais da extensão e a partir da análise das métricas associadas às publicações efetuadas na RCE. Este estudo teve como procedimentos metodológicos a análise exploratória a partir de dados primários e secundários referenciando artigos avaliam e revisam as revistas de extensão universitária no Brasil. A página inicial da RCE recebeu 1.667.809 visualizações de página de 469.338 usuários de 136 países e 95,9% das visitas foram provenientes de 1.328 cidades do Brasil. A RCE passou de periodicidade semestral para trimestral nos últimos dez anos, ampliando a quantidade de trabalhos publicados (média de 44 trabalhos por ano). Foram publicados 743 trabalhos, 216 são resumos de Congressos de Extensão da UNESP e foram retirados da análise, ou seja, foram publicados 527 trabalhos de extensão e as composições finais receberam 521.091 downloads. Dos 527 trabalhos 55%  são artigos, 41% são relatos de experiência e 4% demais tipos. Em relação à área temática de extensão, 45% da saúde, 25% da área de educação, 11% de Ciências agrárias e veterinárias, 6% de meio ambiente, 3% de cultura e as demais áreas com valores de 2% ou menos. A maioria dos trabalhos publicados são de outras Instituições de Ensino Superior (64%). Conclui-se a RCE destaca-se não só a abrangência nacional e internacional, mas também a diversidade e qualidade de trabalhos acompanhando o fortalecimento da Extensão Universitária que assume o seu real papel e significado nas instituições de ensino do país e que demonstra a abrangência importância da RCE como veículo de divulgação científica do conhecimento produzido não apenas pela comunidade acadêmica, consolidando este espaço de publicação aos pesquisadores e leitores envolvidos com as ações e atividades extensionistas

    Uma saúde e posse responsável animal: disseminando conceitos em Sousa-PB

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    O número de animais encontrados nas ruas vem crescendo com o passar dos anos em muitas cidades e estados, sendo que em bairros periféricos esse problema é mais perceptível. Este fato impulsionou discentes do curso de Medicina Veterinária a realizarem um projeto voltado à conscientização de crianças e adolescentes, visto que se registra série de problemas relativos aos animais errantes, uma vez que estes podem ser transmissores de várias doenças, com risco à saúde pública. Ainda é possível notar a falta de informação e conscientização por parte da população, sendo necessárias iniciativas voltadas ao esclarecimento do tema em questão. Dessa forma, discentes do curso de Medicina Veterinária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba realizaram atividades de conscientização acerca dos temas: Uma saúde e Posse responsável de animais, em populações de 1113 estudantes de escolas estaduais de Ensino Fundamental II e Médio do município de Sousa-PB. Foram ministradas palestras através de metodologias ativas do ensino e aprendizagem, consistindo em exposição demonstrativa e provocativa. Os recursos utilizados para ministração das palestras foram audiovisuais tais como data show, literatura de cordel e cartilhas educativas ilustradas. O período relativo às palestras foi concentrado em um mês, com visitas diárias nas escolas. Ao final do projeto foi possível avaliar os alunos através da aplicação de questionários antes e após a ministração das palestras. Constatou-se ganho de conhecimento em relação aos temas ministrados, no entanto, nota-se que os alunos possuíam conhecimento prévio acerca dos temas, pois os resultados da análise dos questionários demonstraram acertos concentrados no escore máximo, o qual foi representado pelo escore 4. Entretanto, os resultados foram insatisfatórios ao questionamento referente às zoonoses, principalmente nas turmas de 7º e 9º ano do Ensino Fundamental II, apresentando 42,38 e 32,79% de acertos, respectivamente, evidenciando a falta de conhecimento dos alunos quanto às doenças que podem ser transmitidas dos animais aos seres humanos. Devido à falta de informação a respeito dos temas Uma Saúde e Posse responsável de animais, verifica-se a importância do trabalho extensionista quanto à conscientização de crianças e adolescentes.

    Extensão, arte e cultura envolvendo gerações

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    Este relato de experiência descreve as ações que fizeram parte das atividades culturais da 1ª Prenda Veterana e do 1º Peão Veterano da 2nd Região Tradicionalista do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Paraná (2nd RT-MTG-PR, Gestão 2013/2014). Tais ações contemplaram atividades de resgate dos princípios do tradicionalismo gaúcho na cidade de Ponta Grossa-PR, valorizando a trajetória da tradição gaúcha na região dos Campos Gerais, visto que a cidade foi originada pela rota dos tropeiros gaúchos, e também foi berço de entidades da sociedade civil como o MTG-PR e a CBTG (Confederação Brasileira de Tradições Gaúchas). Nesse sentido, foi realizada durante os anos de 2013 e 2014 o Projeto de Extensão Do passado ao futuro das raízes gaúchas na cultura pontagrossense: a arte tradicionalista envolvendo gerações na Universidade Aberta para a Terceira Idade da Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde foram desenvolvidas atividades semanais que envolveram aulas de danças gaúchas, estudo dos aspectos históricos, culturais e folclóricos da região sul do Brasil. Foram também realizadas as Tardes do Causo, que se materializaram em eventos de integração entre os alunos e convidados. O projeto revelou sua importância ao promover situações que estimularam a valorização do idoso como sujeito que participou da história de formação do município. Constatou-se também que muitas das atividades ministradas na disciplina eram situações cotidianas dos idosos em sua família e comunidade que foram vivenciadas em sua infância e/ou juventude. Percebeu-se que a cultura gaúcha faz parte da vida dos alunos que participaram do Projeto e que esta contribuiu para o fortalecimento e valorização da história de um povo.

    Percepção de usuários de uma ESF sobre Acidente Vascular Encefálico

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    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é a terceira causa de morte no mundo, levando ao óbito cerca de 6,2 milhões de pessoas a cada ano. No Brasil, é uma das principais causas de internações hospitalares e mortalidade, resultando em pacientes com deficiências neurológicas parciais ou totais que dificultam a realização independente das atividades de vida diária. Neste estudo, demonstramos que a população entrevistada, uma comunidade usuária de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Uruguaiana/RS, apresenta uma carência de conhecimentos tanto no que diz respeito às maneiras de prevenção quanto aos cuidados iniciais ao paciente acometido. A amostra foi composta por 20 participantes, 80% do sexo feminino e 20% do sexo masculino, com média de idade 47 anos, todos usuários cadastrados na ESF em pesquisa, que já buscaram algum tipo de atendimento no estabelecimento. Foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturada, com questões abordando o conhecimento dos indivíduos sobre o AVE, como cuidados iniciais, sinais e sintomas, entre outros. Os resultados obtidos demonstraram que a população estudada tem algum conhecimento sobre o AVE, mas apresenta carência de algumas informações importantes, tanto no que diz respeito às maneiras de prevenção quanto aos cuidados iniciais necessários ao paciente acometido pelo AVE. Tais resultados são importantes para guiar ações de divulgação científica na atenção primária, pois além de poder diminuir os índices de ocorrência da doença e também diminuir as sequelas pós-evento, através do rápido atendimento, ainda, podem minimizar os custos de internações hospitalares

    Desafios para recomposição da equipe editorial

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    A Revista Ciência em Extensão (RCE) publica em seu segundo número de 2019, doze trabalhos provenientes de Instituições de Ensino Superior do Rio Grande do Sul ao Amazonas, demonstrando a abrangência da RCE no cenário nacional ao divulgar as ações e atividades de Extensão Universitária desenvolvidas nessas diferentes instituições de ensino.Em 2019, com a finalidade de atender à crescente demanda no processo editorial, iniciamos a recomposição da equipe editorial da Revista Ciência em Extensão. Como desafio para o pleno funcionamento da RCE tivemos ao mesmo tempo o aumento das submissões e a diminuição da equipe devido às aposentadorias e ao menor envolvimento de editores e avaliadores, talvez justificado pelo acúmulo de trabalho que comprometeu as atividades dos docentes na Universidade. Outro aspecto a ser adicionado aos desafios foi relacionado ao quase inexistente financiamento da revista no primeiro semestre. A crise que acometeu os aspectos financeiros e o envolvimento da equipe, incluindo a falta de conhecimento do sistema de editoração eletrônica de revistas por parte dos novos editores de seção levou a situação atual da RCE que desde a nomeação do atual Conselho Editorial nunca enfrentou tamanha crise. Após 12 anos de publicações rigorosamente nos prazos, publicaremos as 3 edições de 2019 e, portanto, iremos recuperar a periodicidade da Revista Ciência em Extensão até o final do ano de 2019.Apesar da situação, o acesso à RCE não foi reduzido de forma expressiva. O sistema de verificação de acesso às páginas da RCE por meio da configuração do Plugin do Google Analytics no sistema de editoração (Open Journal System) evidenciou o crescente acesso à RCE no primeiro semestre de 2019. No período de 01/01 até 30/06/2019 houve 108.712 visualizações de página de 40.775 usuários de 76 países. A análise de cobertura regional - Brasil, demonstrou que 95,9% das visitas foram provenientes de 1.064 cidades.Nesta segunda edição de 2019, a RCE apresenta 5 artigos de Instituições de Ensino Superior de várias regiões do Brasil (UNIPAMPA - IFPB - UFAM – UFT – UFMT) e  7 relatos de experiências em extensão universitária provenientes 6 diferentes Instituições (2 da UEPG e os demais relatos de 5 IES - UNESP FAAC - CESMAC - UFPR – PUCRS – UFVJM). Dos trabalhos apresentados neste número, 7 são da área da saúde, 3 da área da cultura, 1 da área de ciências agrárias e veterinárias e 1 da área da educação. Interessante destacar o quanto a extensão universitária está presente na área de saúde, o que pode sugerir a facilidade da compreensão de ações extensionistas com essa temática, mas nos chama a atenção a diminuição na área da educação.Assim, o primeiro artigo desta edição intitulado Percepção de usuários de uma ESF sobre Acidente Vascular Encefálico, de autoria de Pâmela Billig Mello-Carpes e de Mayara Marques de Souza, investigou o conhecimento de 20 participantes cadastrados em uma Estratégia da Saúde da Família sobre o Acidente Vascular Encefálico, como cuidados iniciais, sinais e sintomas e o que fazer diante de um AVE. Os resultados mostraram que apesar de terem algum conhecimento sobre o AVE possuem carência de informações importantes, principalmente não saber que atitude tomar caso perceba que alguém está senso acometido por um AVE o que representa uma importante ação de divulgação científica na atenção primária à saúde junto à comunidade com a intenção de contribuir para a diminuição dos índices de ocorrência da doença e sequelas pós-evento. Apesar da devolutiva com pequena participação, a realização de uma ação extensionista de divulgação científica na atenção primária é importante ser realizada visando contribuir para a diminuição dos índices de ocorrência da doença e sequelas pós-evento por meio de um rápido atendimento o que minimizaria os custos de internações hospitalares assim como comprometimentos e cuidados junto aos familiares.Na sequência o artigo Uma Saúde e Posse Responsável Animal: disseminando conceitos em Sousa-PB,  de autoria de Jéssica Monique dos Santos Lima e colaboradores analisou os conhecimentos de 1113 estudantes de 3 Escolas de Souza - PB sobre a temática proposta evidenciando que apesar de haver conhecimento prévio acerca dos temas, dado os resultados obtidos, estes foram insatisfatórios ao questionamento referente às zoonoses, principalmente nas turmas de 7º e 9º ano do Ensino Fundamental. Tais atividades extensionistas são fundamentais para a conscientização de crianças e adolescentes em relação aos cuidados com os animais, seja vacinação, vermifugação, cuidados com higiene e alimentação, além da atenção com a saúde psicológica do animal. Esses cuidados permitem uma vida saudável para o animal e para quem convive com ele.No terceiro artigo da edição, Rita Luana Ribeiro Soares e colaboradores apresentam os resultados do artigo Sintomas Osteomusculares e Ginástica Laboral: uma extensão para o setor educacional. Os autores se propõem a descrever os fatores do trabalho que podem contribuir para o surgimento de sintomas osteomusculares, bem como apresentar os resultados de um programa de ginástica laboral junto aos professores e técnicos do setor administrativo educacional do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) desenvolvidos no projeto de extensão universitária intitulado “Promoção de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho”.Os dados obtidos permitiram sugerir, com base nos relatos dos participantes, que a atividade laboral possibilitou a melhora do bem-estar, o aumento da disposição e desempenho e a motivação, apontando que os distúrbios osteomusculares são frequentes em profissionais no âmbito escolar destacando que a ginástica laboral associada a ações educacionais em saúde e ergonomia proporcionam benefícios importantes para a qualidade de vida de seus praticantes.A seguir, Viviane Ferreira Santose Caroline Roberta Freitas Pires apresentam em seu artigo Estratégia de formação para Manipuladores de alimentos de Escolas Públicas atendidas pelo PNAE, uma proposta metodológica para capacitar manipuladores de alimentos envolvidos com a alimentação escolar nas escolas estaduais do município de Palmas - TO.  Setenta e seis (76)  profissionais de dezenove (19) Escolas Estaduais participaram da capacitação embasada em conteúdos teóricos e práticos, favorecendo dinamismo e interatividade para evitar a linearidade, a passividade, a homogeneidade dos participantes. O uso de atividades lúdicas como técnica de ensino se mostrou apropriada ao conteúdo educativo trabalhado e foi capaz de incentivar a reflexão e o debate sobre o tema, proporcionando uma melhor assimilação dos conteúdos programáticos para atender as necessidades do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).O último artigo desta seção de autoria de Tatiane Lebre Dias e colaboradores apresentam o trabalho intitulado Ações de humanização no contexto da enfermaria pediátrica, aspecto de essencial importância no que diz respeito aos efeitos da hospitalização para as crianças e seus familiares. Numa perspectiva multidisciplinar na realização do Projeto de Extensão Universitária “Fora da bolha: atenção multidisciplinar no contexto da enfermaria pediátrica”, as autoras desenvolveram ações de humanização mediante um conjunto de atividades voltadas para a criança, familiares cuidadores e equipe de saúde envolvidas. Tais atividades, com ênfase no aspecto lúdico, possibilitaram que tanto a criança, quanto o familiar cuidador e a equipe de saúde lidassem com situações do cotidiano de hospitalização de forma mais amena, entendo inclusive aspectos médicos invasivos que pudessem ocorrer durante o tratamento.Após realização das diferentes atividades, as ações foram avaliadas e mostraram a expressão de muito feliz apontada pelos envolvidos com a realização das atividades com brinquedo terapêutico, passeio terapêutico, eventos culturais e orientações familiares. Os resultados apontam a importância dessas atividades no contexto hospitalar num processo de humanização da saúde o que favorece a minimização dos possíveis efeitos do processo de internação favorecendo a melhora da qualidade de vida da criança, familiares e equipe de saúde.O primeiro texto da Seção de Relatos de Experiências de Flavia Scigliano Dabbur e colaboradores, intitulado Promoção do uso racional de fotoprotetores, teve como proposta diferentes orientadoras quanto ao uso correto de fotoprotetores. A investigação apontou que apesar das pessoas fazer uso de fotoproteção, muitas ainda são de maneira equivocada. Os resultados demonstraram que as ações foram muito bem aceitas tanto pelos participantes, alunos e professores envolvidos como para a comunidade que sempre se envolveu em novas ações.Considerando o resultado positivo e o forte impacto dessa ação extensionista, ela terá continuidade junto ao Curso de Enfermagem como ação efetiva com a comunidade universitária e extramuros da universidade abrangendo a sociedade local haja vista que é um assunto é de grande valia, sempre muito abordado mas por ter muitas especificidades é importante que seja muito bem conduzido, destacaram os autores.O segundo relato de experiência de autoria de Ana Maria Caliman Filadelfi e colaboradores, teve como título o Uso da web e da pesquisa na educação enquanto prática extensionista. As atividades realizadas a partir do projeto de extensão, “Fisiologia na educação de jovens para a cidadania”, teve o objetivo de ampliar a formação cidadã de crianças e adolescentes. A divulgação dos materiais didáticos utilizados nas aulas mediante as mídias virtuais tem permitido bom acesso não só do público envolvido no projeto, como também da comunidade em geral ao terem contato com temas que incluem higiene, saúde, uso de medicamentos e de drogas. O relato aponta para a importância em associar pesquisa e extensão universitária, qualificando a própria prática acadêmico-profissional.  O texto seguinte, intitulado Projeto Rondon: oficina de teatro na escola para a valorização do patrimônio local de Jacobina-PI, de autoria de Eduardo Cristiano Hass da Silva e Silvia Ramalho Pereira, apresenta interessante resgate histórico do Projeto Rondon em sua primeira fase que durou de 1967 até 1989, quando foi extinto. Em sua segunda fase, com início em 2003, o Projeto Rondon tem como objetivos articulam o desenvolvimento para a cidadania do estudante universitário brasileiro e o desenvolvimento local sustentável em comunidades carentes.Neste texto, os autores relatam as ações do “Teatro na Escola”, realizada na cidade de Jacobina do Piauí, durante a Operação Canudos do Projeto Rondon, no ano de 2013. A atividade funcionou como um espaço para rememorar e preservar parte do patrimônio imaterial da cidade envolvendo os participantes do grupo de teatro e os moradores da cidade, que puderam auxiliar com suas próprias histórias e conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Os autores ressaltam que o teatro enquanto expressão artística, é um excelente mecanismo para despertar o interesse pelo patrimônio local dos sujeitos que o vivenciam. Ao entrarem em contato com o trabalho artístico, os jovens jacobinenses, apesar de suas particularidades e singularidades, encontraram na história local de seu município, elementos capazes de articulá-los em torno de uma identidade comum.No quarto relato, Fórum conexão dos saberes: Extensão Universitária promovendo o desenvolvimento social, os autores Giselia Aparecida Marques e colaboradores descrevem as ações do grupo PET – Conexão de Saberes, oriundo da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, assim como apresentam os resultados alcançados por meio do Fórum Conexão dos Saberes, que vem sendo realizado há seis anos, ininterruptamente. O público alvo das atividades programadas foram representantes de comunidades rurais quilombolas, gestores do município de Serro-MG, organizações não-governamentais e entidades governamentais.A seguir, os autores Andreliza C. Souza, Andre Assmann e Rita de Cássia da Silva Oliveira apresentam o relato Extensão, arte e cultura envolvendo gerações que descreve as ações realizadas na 1ª Prenda Veterana e no 1º Peão Veterano da Segunda Região Tradicionalista do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Paraná, entre os anos de 2013 e 2014. Os objetivos principais destas ações foram resgatar os princípios do tradicionalismo gaúcho, principalmente a valorização de sua trajetória na região dos Campos Gerais, na cidade de Ponta Grossa – PR, uma vez que a cidade teve origem por conta da rota dos tropeiros gaúchos. O relato é resultado do projeto de extensão “Do passado ao futuro das raízes gaúchas na cultura pontagrossense: a arte tradicionalista envolvendo gerações” na Universidade Aberta para a Terceira Idade da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Diversas atividades foram realizadas e um aspecto extremamente importante foi possibilitar a troca de experiências entre jovens e participantes da terceira idade.O sexto relato, Liga de urgências e emergências clínicas: relato de experiências de modelo de ensino prático apresenta os resultados no ensino de duas áreas da medicina que, segundo os autores Andrey Biff Sarris e colaboradores, têm sido considerados insatisfatórios. São elas: urgência e emergência. Os resultados apresentados foram obtidos pela Liga de Urgência e Emergência Clínica – LUEC, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ao longo de quatro anos de atuação. O papel da Liga é capacitar seus integrantes, melhorando a prestação dos serviços oferecidos à comunidade local que precisa de atendimento emergencial. Neste trabalho poderão ser encontrados relatos dos participantes da Liga, focando na importância do projeto em sua formação acadêmica e nos potenciais benefícios da atividade para a comunidade.Os último relato, dos autores Erika Gushiken, Paulo Ricardo Cavalcante e Thais Regina Ueno Yamada apresentam o trabalho Atividades artísticas na terceira idade: rejuvenescendo com aquarela que apresenta as atividades do projeto de extensão  UNATI (Universidade Aberta a Terceira Idade), da Unesp, mostrando as experiências vividas pelos participantes em diversas atividades artísticas, dentre elas, destaca-se o projeto “Rejuvenescendo com Arte”, um de seus segmentos que trabalha com a aplicação de atividades como lápis aquarelável e posteriormente pintura em aquarela, por exemplo. Alguns ajustes foram sendo realizados no decorrer da execução do projeto e ao final, notou-se uma melhora na aplicabilidade da aquarela e na sensibilização referente ao uso das cores, por parte dos integrantes do projeto.Neste número pudemos compartilhar com os leitores ações e atividades extensionista de grande impacto no meio social e acadêmico, fortalecendo o importante papel que a Extensão Universitária realiza ao possibilitar que o estudante tenha contato com diferentes realidades para a construção do seu “ser profissional”.Desejamos que os leitores apreciem os textos que são disponibilizados! Boa leitura

    Extensão universitária em educação para o trânsito: educando para a convivência segura e para cidadania

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    O presente artigo tem como objetivo relatar a experiência do projeto de extensão “Educação para o Trânsito: caminhos da cidadania”, do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) – Campus Maceió, cuja proposta foi realizar ações lúdico/educativas que proporcionassem aos jovens do ensino fundamental o conhecimento de conceitos básicos de trânsito e temas correlatos, tais como: educação, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente e cidadania, evidenciando a consciência sobre segurança urbana no trânsito, assim como a necessidade da inclusão de temas relacionados à educação para o trânsito no sistema de ensino, de maneira a contribuir para o comportamento seguro do cidadão no trânsito. O projeto atingiu cerca de sessenta estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, com idades de treze a quinze anos, divididos em duas escolas estaduais de Maceió (AL). Escolhemos esse público por entender que nessa fase os jovens iniciam seu processo de amadurecimento e que levantar discussões sobre comportamento seguro no trânsito traria benefícios diretos para a vida adulta desses jovens. A ação cumpriu seu objetivo: despertar sobre o cuidado no trânsito e problematizar a educação para o trânsito desde a educação infantil como estratégia de preparação para um trânsito com menos intercorrências e constitui, ainda, um começo ao estímulo à pesquisa e à extensão sobre segurança e educação para o trânsito no âmbito das instituições de ensino básico

    Geração de renda e inclusão social: o projeto “Transformando vidas”

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    O presente estudo tem por objetivo relatar as ações desenvolvidas pelo projeto de extensão “Transformando Vidas” para inclusão socioeconômica de mulheres em situação de vulnerabilidade social por meio da geração de trabalho e renda. Sistematizado a partir de uma metodologia participativa e com auxílio de recursos públicos e da iniciativa privada, as atividades de extensão foram desenvolvidas em três fases. Primeiramente, realizaram-se oficinas de formação profissional no Centro Social Comunitário do bairro com o intuito de contribuir para a geração de trabalho e renda das participantes. Na segunda fase foram inclusos temas relacionados à alimentação saudável e relações interpessoais, grupais e familiares com orientação de profissional da Psicologia. A terceira fase do “Transformando Vidas” é resultado de uma construção processual advinda da percepção do público envolvido que ampliou participação para toda comunidade local com a capacitação para o plantio de hortas urbanas por meio da técnica de hortas suspensas, atividades em andamento no corrente ano. Pelas experiências vividas, percebe-se que o impacto social proporcionado por ações de extensão é um processo gradativo, desafiante e requer uma gestão por meio de planejamento participativo que inclua o público alvo como sujeito ativo. Essa é uma característica marcante que norteou as decisões, inicialmente projetado para geração de trabalho e renda para o público feminino as oficinas foram redimensionadas para todos interessados e temas como alimentação saudável, relações interpessoais e práticas de sustentabilidade.

    Liga de Urgências e Emergências Clínicas: relato de experiência de modelo de ensino prático

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    O ensino de algumas áreas médicas, como a de urgências e emergências clínicas, pelas faculdades de Medicina, tem sido considerado insatisfatório e, nesse contexto, as ligas acadêmicas surgem como formas de preencher possíveis lacunas curriculares e de complementar a capacitação teórica e prática dos estudantes que as integram. O objetivo desse trabalho é expor os resultados da Liga de Urgências e Emergências Clínicas (LUEC) da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ao longo de seus quatro anos de atuação. Essa liga é baseada no trinômio universitário de ensino, pesquisa e extensão e visa capacitar seus integrantes e melhorar a prestação de serviço à comunidade local que necessita de atendimento emergencial. Os dados foram coletados a partir de relatos e depoimentos individuais dos extensionistas, focando na importância do projeto em sua formação acadêmica e nos potenciais benefícios da atividade para a comunidade. Para participar da Liga, os acadêmicos interessados devem inicialmente passar por um curso preparatório, chamado “MedEmerg”, que fornece conhecimentos básicos acerca das principais situações de emergência encontradas na prática clínica. Os integrantes da LUEC realizam plantões diários supervisionados no pronto-atendimento do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, tendo a oportunidade de conhecer na prática como é a vivência nesse tipo de serviço. Além disso, são realizadas reuniões quinzenais para discussão de casos, resolução de dúvidas e trocas de experiências pelos acadêmicos participantes. Com a realização dessas atividades, os estudantes relataram adquirir conhecimentos teóricos e práticos importantes na condução de casos emergenciais, além de terem adquirido maior confiança para lidar com esse tipo de situação. Além disso, a comunidade também tem sido beneficiada, pois passa a receber atendimento de profissionais mais capacitados. Em conclusão, a LUEC tem apresentado resultados positivos, que contribuem para a formação de um médico generalista humano, ético, reflexivo e crítico.

    Diagnóstico agrícola, socioeconômico e ambiental em propriedade de agricultura familiar

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    O estudo objetivou fazer um diagnóstico agrícola, socioeconômico e ambiental em uma Unidade de Produção Agrícola (UPA) da comunidade Vale do Sol II em Tangará da Serra – MT. Trata-se de uma pesquisa descritiva, abordagem quanti-qualitativa, e como estratégia de pesquisa o estudo de caso. Os instrumentos de coleta foram entrevista semiestruturada e observação in loco durante o mês de Maio de 2016. Identificou-se que a propriedade encontra-se diversificada, possuindo desde culturas solteiras bem como consorciadas e também usa o sistema de rotação de culturas. A UPA comercializa a produção para Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). As principais espécies cultivares são abacaxi, banana, mandioca e milho. O agricultor relatou que mesmo diante de algumas dificuldades, considera gratificante desenvolver as atividades no meio rural, e ainda sabe que o manejo adotado na produção dos alimentos está em consonância com a conservação do meio ambiente

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