Portal de Peritódicos da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
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Humilhação social no cotidiano de estudantes adolescentes do interior do Tocantins
This research aimed to identify and analyze expressions of social humiliation in the daily lives of adolescents. It constituted a field study, characterized as analytical-descriptive, utilizing a qualitative approach supported by ethnographic research methodologies. The target population comprised students from a public school situated in a city in the interior of the state of Tocantins, located in the Northern region of Brazil. The methodological framework included semi-structured interviews and both direct and participant observations. The transcriptions of the interviews, alongside the field diaries generated during the research, underwent Content Analysis, which resulted in the following thematic categories: (1) domination and social inequality: origins of social humiliation; (2) facets of anguish: social humiliation and its subjective manifestations; and (3) school and social humiliation: articulations and confrontations. Social humiliation was conceptualized as a phenomenon arising from the contradictions inherent in social organization and capitalist modes of production. The school, along with other daily life contexts, including neighborhoods characterized by limited communal spaces, emerged as environments where power dynamics and domination exacerbate social inequalities. Frequently, the local population encounters situations of humiliation, which are intertwined with manifestations of aggression, violence, anguish, fear, a lack of future prospects, feelings of helplessness, and a sense of disconnection. Addressing social humiliation necessitates the establishment of spaces for collective participation, access to fundamental rights, and opportunities to dream, envision, and resist the social oppression that adolescents and other community members experience on a daily basis.Este estudio tuvo como objetivo identificar y analizar las expresiones de humillación social en la cotidianidad de los adolescentes. Se trató de una investigación de campo, con un enfoque analítico-descriptivo y cualitativo, apoyada en metodologías etnográficas. El público objetivo estuvo compuesto por estudiantes de una escuela pública situada en una ciudad del interior del estado de Tocantins, en la región Norte de Brasil. La metodología incluyó entrevistas semiestructuradas y observaciones, tanto directas como participantes. Las transcripciones de las entrevistas y los diarios de campo producidos fueron sometidos a un Análisis de Contenido, resultando en tres categorías temáticas: (1) Dominación y desigualdad social: orígenes de la humillación social; (2) Caras de la angustia: humillación social y sus manifestaciones subjetivas; (3) Escuela y humillación social: articulaciones y enfrentamientos. La humillación social fue abordada como un fenómeno emergente de las contradicciones en los modos de organización social y de producción capitalista. La escuela y otros espacios de la vida cotidiana, como los barrios, con sus limitados ambientes de convivencia, se destacaron como contextos donde el poder y la dominación intensifican las desigualdades sociales. Frecuentemente, la población local se ve sometida a situaciones de humillación, que se articulan con manifestaciones de agresividad, violencia, angustia, miedo, ausencia de perspectivas respecto al futuro, sensación de desamparo y falta de pertenencia. Afrontar la humillación social exige la creación de espacios de participación colectiva, acceso a derechos básicos y oportunidades para soñar, imaginar y resistir la opresión social que los adolescentes y demás miembros de la comunidad experimentan cotidianamente.Esta pesquisa analisou manifestações de humilhação social no cotidiano de adolescentes. Tratase de um estudo qualitativo apoiado em técnicas etnográficas, realizado em uma escola pública de um município do interior do estado do Tocantins. O público-alvo foi composto por 12 estudantes com idades entre 14 e 16 anos (M = 14,85, DP = 0,67) - cinco do gênero feminino e sete do gênero masculino -, matriculados no 9º ano do ensino fundamental, ofertado na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Professores, gestores, a psicóloga e a assistente social da escola participaram da etapa de observação e contribuíram com relatos em conversas informais. O método incluiu entrevistas semiestruturadas, intervenção em grupo e observações direta e participante. As transcrições das entrevistas e os diários de campo foram submetidos à Análise de Conteúdo, resultando nas seguintes categorias temáticas: (1) desigualdade social, violência e humilhação social, (2) humilhação social e suas manifestações subjetivas, (3) escola e humilhação social: articulações e enfrentamentos. A humilhação social foi entendida como um fenômeno resultante das contradições da organização social e da produção capitalista. A escola e outros espaços cotidianos, como o bairro, emergiram como contextos onde poder e dominação intensificam as desigualdades sociais. Frequentemente, a população local vivencia situações de humilhação, que se manifestam em agressividade, violência, angústia, medo, ausência de perspectivas e sensação de desamparo. O enfrentamento dessa humilhação requer espaços de participação coletiva, acesso a direitos básicos e possibilidades de resistência à opressão vivenciada pelos adolescentes e demais membros da comunidade.Palavras-chave: Humilhação Social; Adolescente; Psicologia Social; Etnografia
Dinâmica demográfica e segregação urbana da população brasileira nas cidades médias espanholas: uma análise exploratória geográfico-estatística
O presente artigo investiga de maneira preliminar e exploratória a distribuição e segregação da população de origem brasileira nas cidades médias da Espanha, preenchendo uma lacuna nos estudos sobre segregação urbana nessas áreas, aspecto importante no contexto urbano espanhol pela sua dinâmica demográfica, funcionalidade e conectividade urbana. Utilizando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a pesquisa analisa a evolução e o impacto da imigração brasileira em 34 áreas urbanas no interior peninsular ao longo de cinco períodos (2003, 2007, 2012, 2017 e 2022). O Índice de segregação (IS) é empregado para analisar a segregação urbana. Os resultados revelam a concentração da população brasileira em três eixos e sugere a possibilidade de uma regionalização dessa distribuição populacional baseada em características sociodemográficas, econômicas e culturais. O ID, apesar de não oferecer uma análise completa sobre a segregação urbana, indica como uma possível hipótese sobre redes de apoio entre imigrantes, uma vez que áreas com maior concentração de brasileiros geralmente apresentaram IS menores, com tendencias de serem baixos ou médios. O trabalho contribui para a compreensão das dinâmicas demográficas e socioespaciais dos brasileiros na Espanha, ressaltando a importância das cidades médias na presença de imigrantes e na estruturação urbana
Ritmos urbanos e atmosferas afetivas: o uso de tecnologias móveis para análise de emoções urbanas em Cuiabá – MT
Este artigo tem por objetivo apresentar o potencial da biodetecção participativa em mobilidade para o estudo dos ritmos urbanos e das atmosferas afetivas. A partir da discussão desses conceitos e a sua relevância para o estudo do espaço urbano, salienta-se a problemática do estudo empírico dos ritmos e atmosferas, nomeadamente em relação à dimensão mais-que-representacional do afeto. Com isto em mente, propomos as metodologias móveis e a biodetecção como instrumentos para captar as dinâmicas atmosféricas e rítmicas da experiência urbana. O nosso argumento ancora-se num estudo sobre a aplicação de uma metodologia de biodetecção participativa em mobilidade com 12 participantes no Centro Histórico de Cuiabá, Mato Grosso, que teve o objetivo de compreender como a prática da biodetecção permite que os sujeitos auto-interpretem a sua própria percepção atmosférica e rítmica. Os resultados mostram como a introdução do biossensor possibilitou um maior engajamento com a relação corpo-ambiente no espaço urbano, mas também desencadeou relevantes desafios técnicos, metodológicos e analíticos para os participantes, podendo servir como um estudo-piloto que contribua com outras pesquisas nessa temática
Papa Francisco e o papel da mulher: pelo reconhecimento, um encontro com a ternura
Nesse artigo, temos por objetivo apresentar a valorização do papel da mulher na Igreja e na sociedade no pensamento do Papa Francisco, que retoma o Concílio Vaticano II (1963-1965) e, particularmente, a Conferência de Aparecida (2007). O papel da mulher é considerado por Francisco pelo viés da dignidade, de modo favorecer a contemplação das realidades divinas e expressar a harmonia do mundo. Pelo reconhecimento da identidade feminina e suas características, Francisco visa transformar a consciência dos fiéis, superando uma visão limitada e estereotipada do papel da mulher. Propõe que a mulher tem sua importância e deve ser valorizada em sua singularidade. Assim, temos a relevância do papel da mulher na igreja e no mundo. Apesar de não extrapolar os limites provenientes da estrutura tradicional da Igreja Católica, o atual Papa favorece mediante documentos oficiais, pronunciamentos, posturas e decisões, uma abertura à mulher e emancipa o seu papel. Pela mulher, em sua existência ativa, podemos nos encontrar com a ternura de Deus. Como referência metodológica usaremos a hermenêutica de Paul Ricoeur, particularmente a conceituação de reconhecimento, a partir de sua obra “Percurso do reconhecimento”, de 2004
A philosophical problem: why servitude? | Um problema filosófico: por que a servidão?
The present article aims to discuss the conditions of possibility for the issue of human servitude to be inscribed in the history of thought as a philosophical problem. To that end, we will revisit the classic essay "The Voluntary Servitude," by Etienne de La Boétie, since by daring to question not only the political fact of domination but also to invert the perspective and ask about its opposite: if command necessarily depends on its contrary, why do we obey?, the author not only changed the coordinates on which political thought was based but also decisively implicated human will in the production and reproduction of servitude. It is, therefore, voluntary servitude as a symptom of an era—born with the constitution of the political field—that unfolds in La Boétie\u27s discourse; hence, paradoxically, a trans-historical issue that continues to provoke inquiries in the contemporary context.O presente artigo objetiva discutir as condições de possibilidade para que a problemática da servidão humana pudesse se inscrever na história do pensamento como problema filosófico. Para tanto, retomaremos a leitura do clássico ensaio A servidão voluntária, de Etienne de La Boétie, uma vez que, ao ousar questionar não apenas o fato político da dominação, mas inverter a perspectiva e perguntar pelo seu avesso: se o mando depende necessariamente do seu contrário, por que obedecemos?, o autor não apenas mudou as coordenadas sobre as quais se assentava o pensamento político, mas implicou decisivamente a vontade humana na produção e reprodução da servidão É, portanto, a servidão voluntária como sintoma de uma época – parida com a constituição do campo político – que se descortina no Discurso de La Boétie, por isso, paradoxalmente, uma problemática trans-histórico, a qual continua a produzir interpelações no contemporâneo.
 
Tecnologia, poder e cuidado: uma crítica situada a partir do Tecnoescepticismo: Resenha de THE DISCO NETWORK: Technoskepticism: Between Possibility and Refusal. Stanford: Stanford University Press, 2025, 231 pp.
Editorial – Simondon en la Iberofonía | Simondon na Iberofonia
La Revista de Filosofía Aurora tiene la alegría de anunciar la publicación del dossier "Simondon en la Iberofonía", organizado por los profesores Eladio Craia (Pontificia Universidad Católica de Paraná) y Luis Mérida (Universidad Autónoma de Barcelona). Este dossier reúne una serie de contribuciones que exploran, desde distintos enfoques, la actualidad y la potencia del pensamiento de Gilbert Simondon en los contextos filosóficos de América Latina y la Península Ibérica, destacando la riqueza y la diversidad de lecturas posibles a partir de su obra.