Portal de Periódicos do Instituto de Artes - Unesp (Universidade Estadual Paulista)
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Arte + Identidade Negra = A Performance Negra? Um olhar para o Fórum Nacional de Performance Negra
This article conducts a study on how the concept of black performance is being understood within the scope of the National Forum of Black Performance, with the aim of expanding the possibilities and spaces where this debate is being carried out by black people. The National Black Performance Forum is an initiative of the Bando de Teatro Olodum and Cia. dos Comuns and was created with the aim of proposing and demanding concrete actions within the scope of public cultural policies aimed at black Brazilian art. Understanding the voice of this forum in the scenario of performing arts in Brazil, we take a look at the first three editions, aiming at the conceptual approaches on black performance present in the speeches of some of the personalities who participated in this political and artistic movement, but seeking to understand how the Forum itself performs his blackness.Este artigo realiza um estudo sobre a forma pela qual o conceito de performance negra está sendo compreendido no âmbito do Fórum Nacional de Performance Negra, com o intuito de alargar as possibilidades e espaços onde esse debate está sendo realizado por pessoas negras. O Fórum Nacional de Performance Negra é uma iniciativa do Bando de Teatro Olodum e da Cia. dos Comuns e foi criado com o objetivo de propor e cobrar ações concretas no âmbito das políticas públicas culturais voltadas para a arte negra brasileira. Compreendendo a relevância desse fórum no cenário das artes cênicas no Brasil, lançamos um olhar para as três primeiras edições, mirando as abordagens conceituais sobre performance negra presentes nas falas de algumas das personalidades que participaram desse movimento político e artístico, mas buscando compreender como o próprio Fórum performatiza sua negritude
A Guerrilha Rural de Robin Hood contra o Xerife: algumas palavras sobre o Grupo Núcleo e suas primeiras incursões teatrais pela periferia de São Paulo, durante o período da ditadura civil-militar no Brasil
Grupo Núcleo, a theatrical collective from São Paulo that emerged in 1969 at Teatro de Arena, and which had outstanding artistic and political activity on the outskirts of the city of São Paulo, during the years of the civil-military dictatorship. Combining artistic experimentation and political engagement, the Núcleo developed theatrical expedients and militancy tactics that were important in the context of cultural resistance against the authoritarian regime. This article, based on documental research and interviews with former members of the Núcleo, addresses the show “Robin Hood e o Xerife”, from 1973, a theatrical work aimed at children who participated in the group’s first forays into the popular neighborhoods it was part of. allusions to the ongoing rural guerrilla warfare in the country.O Grupo Núcleo, coletivo teatral paulistano que surgiu em 1969 no Teatro de Arena, e que teve destacada atuação artística e política pela periferia da cidade de São Paulo, durante os anos da ditadura civil-militar. Combinando experimentação artística e engajamento político, o Núcleo desenvolveu expedientes teatrais e táticas de militância que foram importantes no contexto de resistência cultural contra o regime autoritário. Este artigo, produzido a partir de pesquisa documental e entrevistas com ex-integrantes do Núcleo, aborda o espetáculo “Robin Hood e o Xerife”, de 1973, trabalho teatral direcionado ao público infantil que participou das primeiras investidas do grupo por bairros populares que fazia alusões a guerrilha rural em curso no país
Apresentação : Rebento no. 18 - Representação e representatividade na produção artística contemporânea
Relicário de Concreto - A luta dos Queixadas e a Greve da Fábrica de Cimento Portland Perus: inspirações e representações no teatro
ABSTRACT: The article "Concrete Reliquary - The Fight of the Queixada and the Strike at the Portland Perus Cement Factory: Inspiration and Representations in Theater" discusses the history of the Portland Perus Cement Factory, Brazil's first cement factory, its importance for the verticalization of São Paulo, and its relationship with the local community. The text highlights the creative process of the theater performance by the Pandora Theater Group titled "Concrete Reliquary," which was inspired by the strike of the factory workers, known as the "Queixada" strike, which lasted about seven years during the Civil-Military Dictatorship in Brazil and left significant marks on the history of the Perus neighborhood. The Pandora Theater Group, based in the same neighborhood, finds inspiration in these memories to create the play "Concrete Reliquary," which portrays the story of a young man in search of employment at the factory. The creative process explores the relationship between theater, memory, and territory, using documentary and personal approaches to rescue and represent the workers' struggle. The article emphasizes the importance of preserving collective memory, questioning injustices, and valuing the stories of those who resisted and fought for their rights.Este artigo aborda a história da Fábrica de Cimento Portland Perus, primeira fábrica de cimento do Brasil, sua importância para a verticalização de São Paulo e sua relação com a comunidade local. O texto destaca o processo criativo do espetáculo do Grupo Pandora de Teatro intitulado Relicário de Concreto, cuja criação foi inspirada na greve dos trabalhadores da fábrica, conhecida como Greve dos Queixadas, que durou cerca de sete anos durante a Ditadura Civil-Militar no Brasil e deixou marcas significativas na história do bairro de Perus. O Grupo Pandora de Teatro, sediado no mesmo bairro, encontra inspiração nessas memórias para criar o espetáculo, que retrata a história de um jovem em busca de emprego na fábrica. O processo criativo explorou a relação entre teatro, memória e território, utilizando abordagens documentais e pessoais para resgatar e representar a luta dos trabalhadores. O artigo destaca a importância de preservar a memória coletiva, questionar as injustiças e valorizar as histórias dos que resistiram e lutaram por seus direitos
Em caminhada:: sobre o processo e reverberação da peça de dança "O que Mancha"
O presente texto apresenta os caminhos do processo de criação em dança da peça O que maacha de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, acompanhando seu início, seu desenvolvimento com a descoberta do mote principal da peça que é a relação imbricada entre voz e movimento, até suas reverberações através de textos escritos por pessoas que assistiram a peça durante a temporada no Sesc Avenida Paulista em julho de 2023. Este texto compartilha os caminhos da criação em dança, às vezes, difíceis de descrever por não ter um único percurso, mas vários estreitos caminhos ao mesmo tempo.
Ao final do texto, há o compartilhamento de outros escritos a partir da experiência da peça fazendo refletir os rastros e reverberações textuais que acontecem quando se finaliza o acontecimento de uma dança
Mais vale o magnetismo que faz a agulha da bússola apontar, do que a direção para onde ela aponta: Coletivo Ka em Florianópolis
The Ka Collective emerges in Florianópolis as a response to the disaster posed by the COVID-19 pandemic, which brutally affected the conditions whereby street people manage to stay alive. The group’s response went beyond the need to gather individual artists who already were involved with socially engaged art practices in order to attend to the street people’s drastic new conditions. The forging of an art collective within the context of the pandemic became the means with which to propel actions so as to address the socio-political, cultural, and subjective complexities of a scenario of – new and old – urgencies. Meeting the hygiene and social isolation protocols of the first stages of the pandemic, the collective sought to re-gather a communal practice wherein to share and build knowledge, experiences, engender politics of affection and care, through radical togetherness. Against the neoliberal patriarchal-racializing-capitalism’s politics of death, there resurface forces that produce politics of care, of the encounter, feeding into circuits of affects through art, agroecology, seed library, sprout cells and guerrilla gardening.O presente artigo é uma entrevista com o coletivo Ka, de Florianópolis. O grupo surgiu como resposta a uma urgência posta pela pandemia do COVID-19, que deixou a população de rua e a população em situação de vulnerabilidade à própria sorte. A resposta dada pelo coletivo não se satisfez em acolher essa população pelo viés do assistencialismo social, da filantropia engajada, mas exigiu que os atravessamentos políticos nas esferas da vida social como área de atuação artística se fizessem valer, em particular nesse cenário urgente – uma urgência que se trava “por cima da cerca ou do muro... É trocando bolo com a vizinhança que estreitamos os laços afetivos e potencializamos o corpo político da nossa rua, bairro e cidade. Nenhuma dessas relações é simples ou tranquila. Estar em coletivo, construir coisas em grupo gera uma série de conflitos, confrontos e desentendimentos, e é aprendendo a lidar com as diferenças que vamos construindo uma ética da amizade e alterando a paisagem urbana que vivemos.” Esta entrevista privilegia o formato da conversa, em consonância com a proposta de um estarjunto radical. Ela gira em torno de uma prática artística cujo valor não recai sobre a produção estética ali produzida, mas pelo valor atribuído à saúde política engendrada no encontro, na ética do cuidado, no circuito de saberes e afetos que transborda para uma trama mole, espontânea para além das ações do próprio coletivo e para além de seus integrantes. Produção de subjetividade como condição de seu processo, mas também como resultado, de arte
Antônio Araújo e o Teatro da Vertigem: a cidade em cena
In the article, we discuss the relationship between the site-specific creations of Teatro da Vertigem and the city of São Paulo, territory occupied by the group from São Paulo in its shows. We return to the central concepts that underlie the collective's research, in particular, the notion of collaborative creation, as described by director Antônio Araújo, who directs Vertigem alongside Eliana Monteiro and Guilherme Bonfanti. After listing what moves the collective in deciding on its future creative processes, we follow how the creative and logistical dilemmas were faced in the making of Marcha a Ré (2020), performance-film created by the group, in collaboration with Nuno Ramos; work that exemplifies both the fusion between artistic languages and the practice of continued research, which characterize the collective, as well as the relationship with the polis, an interest that results in stagings arranged in friction with the bodies of the city and citizens.No artigo, discutimos a relação entre as criações em site-specific do Teatro da Vertigem e a cidade de São Paulo, território ocupado pelo grupo paulistano em seus espetáculos. Retomamos as conceituações centrais que embasam as pesquisas do coletivo, em especial, a noção de criação colaborativa, conforme descrita pelo encenador Antônio Araújo, que dirige o Vertigem ao lado de Eliana Monteiro e Guilherme Bonfanti. Após enumerar o que move o coletivo na decisão sobre seus futuros processos criativos, acompanhamos como foram enfrentados os dilemas criativos e logísticos na realização de Marcha a Ré (2020), performance-filme criada pelo grupo, em colaboração com Nuno Ramos; trabalho que exemplifica tanto a fusão entre linguagens artísticas e a prática de pesquisa continuada, que caracterizam o coletivo, quanto a relação com a pólis, interesse que resulta em encenações dispostas em atrito com os corpos da cidade e dos cidadãos
A Arte é um escape: narrativa sonora
In this narrative, actress and director Yara de Novaes creates different sound atmospheres to narrate her artistic trajectory, revisiting emotional references from her childhood and sharing significant insights and experiences from her theatrical practice. Recalling from the studio to the dark room, in her parents’ house, to the theatrical stages, she locates imagination as a space for self-knowledge and art as an escape and rescue of vital movement.Keywords: Sound Narrative; Memory; Artistic Trajectory; Actress-Director.Nesta narrativa, a atriz e diretora Yara de Novaes cria diferentes atmosferas sonoras para narrar sua trajetória artística, revisitando referenciais afetivos da infância e partilhando significativas percepções e experiências de sua práxis teatral. Recordando do ateliê ao quarto escuro, na casa dos pais, aos palcos teatrais, localiza a imaginação como espaço de conhecimento de si e a arte como escape e resgate do movimento vital.Palavras-chave: Narrativa sonora; Memória; Trajetória Artística; Atriz-Diretora
Receita, em tese, de uma possibilidade de criação com o Grupo Katharsis [κάθαρση]
In this podcast, the theater director shares a possible recipe for procedures and creations that make up his scenic poetics, featuring his own language developed with the Katharsis Group, existing since 1989, headquartered in the city of Sorocaba, in the interior of the state of São Paulo.
Keywords: Performing Arts; Scenic poetics; Theatre in Sorocaba.Neste podcast, o diretor teatral partilha uma possível receita de procedimentos e criações que compõem sua poética cênica, caracterizando-se em uma linguagem própria desenvolvida junto ao Grupo Katharsis, existente desde 1989, sediado na cidade de Sorocaba, interior do estado de São Paulo.
Palavras-chave: Artes Cênicas; Poética cênica; Teatro em Sorocaba