Portal de Publicações Eletrônicas da Ufac (Univ. Federal do Acre)
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    SEMENTES TRADICIONAIS DE AMENDOIM: FONTE PROTÉICA, VISANDO A SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DOS POVOS AMAZÔNICOS

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    O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma das sementes oleaginosas mais cultivadas no mundo, a espécie é originária da América do Sul e pertencente à família Fabaceae. Além disso, é uma planta considerada rústica uma vez que se adapta a diferentes condições ambientais. A cultura, apresenta grande relevância econômica e alimentícia devido à sua ligação direta com a indústria e ao seu elevado valor nutricional, com uma composição rica em óleo e proteínas. O presente estudo teve como objetivo quantificar a composição nutricional de sementes de amendoim tradicionais e de uma variedade comercial. O experimento foi realizado na Unidade de Tecnologia de Alimentos (UTAL) da Universidade Federal do Acre (UFAC), e o delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado (DIC), com 4 tratamentos em triplicata. Os tratamentos foram compostos pela variedade comercial IAC-TATU-ST (T0) e três variedades tradicionais de amendoim: preto (T1), vermelho (T2) e roxo (T3), provenientes do vale do Juruá, no estado do Acre. As variáveis avaliadas foram teor de proteína total, carboidratos, umidade, cinzas, fibras, vitamina C e lipídeos. Na análise estatística foi constatada diferença significativa (p<0,05) para proteína total, carboidratos, umidade, cinzas, fibras e lipídeos. A única variável que não apresentou diferença significativa foi o teor de vitamina C.   Palavras-chave: Sementes tradicionais; Análise bromatológica; Proteín

    A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: UMA ANÁLISE A PARTIR DO CENTRO DE RIO BRANCO - ACRE

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    O presente artigo tem por objetivo analisar o espaço urbano do centro de Rio Branco (Acre) a partir das (re) construções identitárias dessa localidade. Com foco nas discussões epistemológicas que orientam uma concepção de espaço originada do princípio anti-mercadológico no processo de geração cultural posta na estética do centro de Rio Branco. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica utilizando como referencial teórico-metodológico os seguintes autores: Suertegaray (2001); Schmid; (2012) e Santos (1977) com as categorias relacionadas ao espaço urbano e seus significados. O estudo apontou que a produção espacial e da paisagem do centro de Rio Branco são orientadas por uma lógica mercadológica para o acúmulo de capital e pouco se preocupa com aspectos socioculturais e necessidades atreladas as diferentes identidades acreanas. Nessa perspectiva, propomos como alternativa possível para se desvencilhar dessa lógica mercadológica imposta por agentes sociais dominantes, uma postura anti-mercadológica que se caracteriza pela consideração aos sujeitos marginalizados e suas epistemologias evidenciadas pelo seu modo de interpretar e experienciar o centro de Rio Branco/AC

    O NEGÃO, A PATRICINHA E A LOIRINHA: DISCURSO, RAÇA E ALTERIDADE EM CANÇÕES POPULARES QUE TEMATIZAM O AMOR INTERRACIAL

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    No presente trabalho, buscou-se analisar como o discurso produz uma imagem do amor interracial entre homens negros e mulheres brancas. Entendendo a colonialidade como ideologia determinante da sociedade brasileira, fundamentada no racismo, é imprescindível analisar como funcionam os mecanismos de significação da ideologia racista. À luz da Análise de Discurso materialista, desenvolvida a partir de Michel Pêcheux (2019 [1969]), analisaram-se letras das canções “Patricinha do Olho Azul” (2011), interpretada pelo Grupo Bom Gosto e “A loirinha, o playboy e o negão”, interpretada pela cantora Kelly Key (2003). Observou-se como são produzidas as imagens de homens negros e mulheres brancas e o modo como interagem dialeticamente as opressões de gênero (machismo), de raça (o racismo) e de classe (classismo), nas letras dessas canções. Tanto em uma canção quanto em outra, apresenta-se como necessária a justificação da eleição do amor de um homem negro por uma mulher branca, construindo-se assim uma argumentação que se baseia na cisão corpo racializado e alma (“sem cor”). Ao mesmo tempo em que o homem negro é validado “apesar de sua cor” por virtudes intrínsecas, é também valorizado por sua hipersexualidade

    A EDUCAÇÃO NO COMBATE AO RACISMO E A XENOFOBIA NO BRASIL

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    Refletir sobre os processos de educação e analisa-los envolve compreender as demandas sociais vigentes. Assim, as instituições de educação escolar e acadêmica, bem como as instituições de educação não-formal, não podem estar alheias às questões sociais e devem promover práticas de transformação da sociedade por um viés da ética, da justiça e da equidade. Ao aproximar esse debate das questões migratórias, argumenta-se que é necessário promover um espaço educacional de escuta e acolhida de diversas questões que estão ao redor das demandas dos(as) migrantes. A partir disso, anuncia-se que o objetivo deste artigo é discutir os preconceitos enfrentados por migrantes negros(as) no Brasil e promover uma discussão acerca da importância de uma educação antixenorracista. Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico e justifica-se pela necessidade e urgência do debate acerca da educação para pessoas migrantes no Brasil, assim como a importância do protagonismo migratório na sociedade. Tal protagonismo deve estar presente nas instituições educacionais para garantir a promoção de uma transformação social, com a inclusão dessas pessoas e a redução dos preconceitos enfrentados. Como principais conclusões, defende-se uma educação que mantenha uma práxis de combate ao racismo por meio da compreensão da diversidade cultural, das diversas identidades e da importância da valorização das narrativas migratórias enquanto protagonistas de suas histórias

    PROTAGONISMO DA JUVENTUDE JIRIPANKÓ: OS MOVIMENTOS INDÍGENAS E A UNIVERSIDADE COMO TERRITÓRIO DE LUTA

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    O presente trabalho tem como objetivo analisar a perspectiva da juventude indígena da comunidade Jiripankó, localizada no sertão alagoano, em meio aos movimentos culturais e à universidade, considerando-a como um território de luta. Este trabalho segue a metodologia da pesquisa etnográfica (MATTOS, 2011), em que buscamos discutir sobre uma temática vivenciada por um dos pesquisadores. Para realização deste estudo, foram coletadas entrevistas com duas jovens da comunidade, que fazem parte do grupo “Tonã Toa”, na qual discutimos questões relacionadas à temática do protagonismo e da juventude, além da importância deles para os movimentos de luta e de resistência. Como embasamento teórico, utilizamos pesquisadores como Dayrell (2003), Dayrell e Gomes (2009), Santos, Ferreira e Santos (2022); e o Plano Pedagógico do Curso de Letras da Licenciatura Intercultural (CLIND-AL, 2018). Além disso, recorremos a algumas reflexões sobre o Letramento de Resistência (SOUZA, 2011), considerando a união entre espaços não formais e formais de ensino (aldeia e universidade) para a construção de um diálogo e para a formação cidadã desse grupo que, por vezes, foi silenciado. Analisamos os dados de forma qualitativa, priorizando a descrição e interpretação das falas das colaboradoras. Diante disso, constatamos que não existe apenas uma juventude (singular), mas diferentes juventudes (plural), em que ser indígena não está vinculado a um estereótipo e que cada indivíduo, por mais que carregue o traço identitário da cultura, possui uma identidade individual, na qual ele tem autonomia de escolher quais serão os caminhos que deseja trilhar

    ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: INTERFACES DIALÓGICAS COM A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

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    Discute-se o diálogo reflexivo entre alfabetização de jovens e adultos e a educação das relações étnico-raciais. Trata-se de um recorte da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGed) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). As análises reflexivas foram realizadas por meio da abordagem qualitativa de cunho exploratório, cujo instrumento para elaboração dos dados foi a entrevista semiestruturada. Quanto às participantes, elegemos oito educandas do I segmento etapas I, II e III da modalidade EJA, que equivale ao 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental anos iniciais, todas autodeclaradas negras. Recorremos, também, à pesquisa bibliográfica e documental, bem como aos marcos legais que alicerçam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a educação das relações étnicos raciais. Os resultados apontam que o/a educando/a da EJA é o mesmo sujeito que, desde a infância, experiencia opressões sociais por conta do seu pertenço étnico, de raça/cor, de classe, de gênero e tantas outras formas de violência. Embora exista uma vasta legislação que ampare a discussão dessa temática na escola, ela ainda tem dificuldade de abordar essas questões, assim, muitas vezes, silencia-se diante do racismo estrutural que perpassa o âmbito escolar

    OS DESDOBRAMENTOS DA OMISSÃO DO QUESITO COR / RAÇA NAS MATRÍCULAS ESCOLARES E SUAS IMPLICAÇÕES

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    O presente artigo apresenta uma discussão acerca das possíveis implicações na omissão ou não preenchimento do quesito cor / raça durante o preenchimento das matrículas escolares na rede pública de ensino, tendo em vista a obrigatoriedade deste dado através da Portaria nº 156 de 20/10/2004.  A temática justifica-se, pois através destes dados é possível a elaboração, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas à eliminação de desigualdades históricas entre grupos populacionais. De natureza qualitativa, para a realização do trabalho foi realizada uma pesquisa documental como metodologia. O objetivo do artigo é  compreender como a omissão ou não preenchimento do quesito cor/raça nas fichas de matrículas pode indicar uma negação dos estudantes de identificarem-se como indíviduos negros. O referencial teórico do trabalho pauta-se no conceito de negritude a partir de Munanga (2012) e na discussão acerca do ser negro e tornar-se negro, segundo Neusa Santos Souza (1983). Como resultado, foi possível perceber que a omissão dos dados raciais pode desencadear dentre tantos, a não formulação de políticas públicas direcionadas ao combate do racismo, a não identificação dos estudantes e a manutenção do racismo nas instituições escolares

    APRESENTAÇÃO DA CAPA: MARIA BEATRIZ NASCIMENTO

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    FICHA TÉCNICA

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    Ficha Técnic

    COLONIALIDADE E RESISTÊNCIA: O IMAGINÁRIO RACISTA EM THE WHITE WITCH OF ROSEHALL

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    Este artigo tem como objetivo analisar as manifestações de ideologias raciais na obra - The White Witch of Rosehall de Herbert De Lisser. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de cunho analítico, empregando o dialogismo bakhtiniano e a perspectiva decolonial. Assim, buscamos desvelar as camadas ideológicas subjacentes ao texto. Metodologicamente, fundamentamo-nos na análise dialógica do discurso, conforme as concepções do Círculo de Bakhtin, através de autores como Bakhtin (2000, 2015) e Volóchinov (2018), em conjunção com a episteme decolonial, que desafia narrativas dominantes, por meio de autores como Quijano (2005), Said (2007), Mignolo (2005, 2011), entre outros. Utilizamos os conceitos de heterodiscurso e ideologia para interpretar enunciados que evidenciam ideologias de viés preconceituoso contra os negros, ao mesmo tempo em que enaltecem a branquitude. Concluímos que os discursos heterodiscursivos que permeiam a obra estão carregados de ideologias que legitimam e propagam a ordem eurocentrada de constituição do mundo.ABSTRACT This article aims to analyze occurrences of racial ideologies in Herbert De Lisser’s work - The White Witch of Rosehall. The research adopts a qualitative analytical approach, employing Bakhtinian dialogism and the decolonial perspective. Thus, we seek to uncover the ideological layers underlying the text. Methodologically, we anchor ourselves in the dialogical discourse analysis, according to the conceptions of the Bakhtin Circle, along with the decolonial episteme, which challenges dominant narratives. We employ the concepts of heterodiscourse and ideology to interpret statements that reveal prejudiced ideologies against black people, while extolling whiteness. Keywords: Ideology; Racialization; Heterodiscourse; Decolonialit

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