Portal de Publicações Eletrônicas da Ufac (Univ. Federal do Acre)
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    DEMANDA POPULAR: DE QUE FORMA BEYONCÉ UTILIZOU-SE DA SEMIÓTICA SOCIAL EM “FORMATION” PARA A PROMOÇÃO DE LUTAS ANTIRRACISTAS E A FAVOR DA EQUIDADE DE GÊNERO?

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    Nesta pesquisa, apresenta-se uma análise crítica do videoclipe "Formation" (2016), da cantora norte-americana Beyoncé. Tendo por objetivo entender de que maneira a artista utilizou-se de semióticas no videoclipe a fim de fazer seu público compreender movimentos políticos como Mulherismo, Racismo Estrutural e Patriarcado. Patrícia Collins (2014), Zaíra dos Santos e Sônia Pimenta (2017), com ênfase nos anos de 2014 a 2023, nos ajudam a entender melhor essas dinâmicas da comunicação que integram os signos, aprofundando-se no campo da Semiótica Social, que será o manifesto mais preciso de como é possível que haja tantas maneiras do “emissor” criar significados e passá-los ao “receptor”. As conclusões do presente artigo ambicionam que seja possível exercitar no leitor uma visão de mundo mais crítica, isso é, entendendo que a reparação histórica das temáticas que aqui serão citadas se inicia com o seu entendimento. Mostrando na prática que conteúdos artísticos não são meramente decorativos ou formas de entretenimento, mas que podem ser poderosos de espelhos da realidade

    NEGRITUDE FEMININA NO ESTADO DO ACRE: UMA IDENTIDADE EM CONSTRUÇÃO

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    Historicamente, pessoas brancas não apenas ocuparam lugares de privilégios, mas também moldaram as esferas de poder de maneira a influenciar a população brasileira, induzindo-a a assimilar suas falas e adotar seu discurso. Esse processo de manipulação da identidade nacional levou muitos brasileiros a almejarem o branqueamento e a negar suas raízes africanas e afro-brasileiras, promovendo, assim, a invisibilização da herança cultural negra. O objetivo deste trabalho é analisar as trajetórias e os obstáculos enfrentados pelas mulheres acreanas na construção de sua identidade negra. A metodologia adotada foi qualitativa, com a realização de uma pesquisa bibliográfica seguida de entrevistas, utilizando a abordagem da história oral. Para fundamentar esta análise, foram utilizadas as contribuições de Munanga (2019), Souza (2021) e Gomes (1995), que abordam a temática da negritude e a valorização dos traços fenotípicos na construção da identidade de pessoas negras no contexto acreano. Como resultado, observou-se a importância dos processos de transição capilar na trajetória de construção da identidade negra, além do impacto dos atos e falas racistas na percepção de si mesmas. Esses fatores desempenham um papel crucial na formação da identidade dessas mulheres. Ademais, constatou-se a relevância das ações afirmativas e do acesso ao conhecimento como ferramentas fundamentais para a desconstrução de paradigmas e a superação das amarras impostas pelo racismo

    EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS ANTIRRACISTAS NUMA ESCOLA PÚBLICA DO SERTÃO ALAGOANO: POR UMA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

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    O referido artigo versa sobre um relato de experiências pedagógicas de cunho antirracista no decorrer dos dois anos em que tive a oportunidade de exercer a função de coordenador pedagógico numa escola pública da esfera municipal do sertão alagoano, localizada entre as comunidades quilombolas Gameleiro e Guarani, ambas já certificadas pela Fundação Cultural Palmares há uma década. Este esboço busca não somente divulgar as produções exitosas realizadas pela unidade de ensino no que concerne à diversidade étnico-racial já previstas no plano de ação anual, mas refletir sobre a Educação Quilombola. Para este artigo, utilizar-se-á uma pesquisa de natureza qualitativa com principais aportes teóricos dos estudiosos Clóvis Moura; Kabengele Munanga; Ana Paula Brandão; José Maurício Arruti, Edison Carneiro, Zezito de Araújo, além das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, que serão necessárias para aprofundamento dos debates. Nesta perspectiva, serão expostos os projetos didáticos que a unidade realizou ao longo destes dois últimos anos voltados para o respeito à história afro-brasileira, levando toda a comunidade escolar à conscientização, à luta e à abolição de todas as formas de preconceito e racismo, pois acredito que, por meio da educação, a sociedade será mais igualitária e justa

    QUE AMOR NÃO É LIVRE? QUE RESPONSABILIDADE NÃO É AFETIVA? RESENHANDO E APRENDENDO SOBRE AFETOS COM GENI NÚÑEZ E O PENSAMENTO INDÍGENA

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    NÚÑEZ, Geni. Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023

    Testemunhas de Jeová: contra o facismo, em defesa da democracia?

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    Este artigo busca refletir sobre as fronteiras, entendidas tanto no sentido físico quanto simbólico, que moldam o posicionamento político das Testemunhas de Jeová. A partir da análise do folheto Conspiração Contra a Democracia, publicado em 1940 no Brasil. - uma denúncia contra regimes totalitários como o fascismo. Busca-se questionar: isso implica que as Testemunhas de Jeová são, de fato, defensoras da democracia? A análise da adequação do discurso político da religião em diferentes territórios e contextos históricos pode elucidar essa questão. A reflexão propõe discutir como as fronteiras — seja de um território, de uma cultura ou de uma conveniência política — podem influenciar e até transformar as práticas religiosas, levando a adaptações conforme as circunstâncias locais

    Cristofisiologismo dos evangélicos na política brasileira: as estratégias e movimentações das Assembleias de Deus no Brasil e Imperatriz no campo político

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    O presente ensaio é parte de uma investigação desenvolvida pelos autores que se relacionam com a temática das interseções e trânsitos de fronteiras entre o espaço religioso e o político no Brasil. O foco principal permeia na análise das carreiras, trajetórias e percepções de agentes religiosos da Igreja Assembleia de Deus de Imperatriz (IEADI) que se notabilizaram pelo investimento e/ou ocupação de cargos eletivos nos últimos anos. A metodologia desse estudo norteia-se pela revisão bibliográfica de autores da historiografia, bem como da sociologia, estabelecendo uma discussão interdisciplinar e; os estudos da História Oral como instrumento para apreensão das visões e narrativas que correspondem aos sujeitos/grupos analisados a partir das concepções de Amado; Ferreira (2006) e Delgado (2003), cujas proposições tratam da relevância da oralidade como estratégia no campo da história para perceber os relatos e a vinculação entre história e memória e como a problemática religiosa recebe uma forte incidência desse recurso enquanto fontes a serem pesquisadas. Compreender a conexão entre história e sociologia ao vislumbrar o lugar de discurso dos embates e disputas presentes no campo religioso, como afirma Pierre Bourdieu (2007), é extremamente necessário. O recorte espacial e temporal, definidos no trabalho em questão, se voltam para uma realidade na qual os desdobramentos em torno das singularidades e características da IEADI tipificam sobre como o sagrado vai além de um cenário propriamente circunscrito no âmbito da fé e, portanto, se manifestam e sinalizam que o seu processo de alcance se estende a estratos sócio-históricos plurais

    PERCURSO HISTÓRICO E CURRICULAR DA EDUCAÇÃO MUSICAL NO BRASIL: : que perfil de professores?

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    O estudo teve o objetivo de traçar, de forma sistêmica e sucinta, uma narrativa qualitativa (BARDIN, 1977) de incursão histórica da trajetória da Educação Musical brasileira e o perfil dos professores de música. Para tal, buscou situar o leitor a respeito das principais transformações que o ensino de música sofreu ao longo da história, tencionando contextualizar as atuais legislações e documentos norteadores do ensino de música na escola, sempre apoiado nos estudos desenvolvidos por Fernando Galizia (2011), Maria Trench Fonterrada (2008), Alícia Maria Loureiro (2003) e Maura Penna (2004). Os resultados revelaram que as políticas educacionais que trataram/tratam da música na escola envolveram/envolvem distintos interesses, refletindo uma correlação de forças complexas, em que o Estado assumiu a função de mediar as diferentes reivindicações, bem como definir e intervir na educação por meio da legislação e de mecanismos próprios, imprimindo um perfil profissional para atuação de forma polivalente na disciplina de Arte

    CORPO, RACISMO E PENSAMENTO ABISSAL: : INVESTIGAÇÕES ACERCA DO CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO FÍSICAS NOS ANOS INICIAIS

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    Mais de um século após o fim do sistema escravocrata brasileiro, parte da sociedade observou a necessidade de se incluir a história e cultura da população afro-brasileira nos currículos escolares, o que precisou ser feito por meio de uma obrigatoriedade com peso de lei (Lei 10.639/03). Mas apenas colocar o corpo-território negro no currículo não se constitui ferramenta suficiente para promover a descolonização histórica, é valido questionar se e sob qual ótica o negro vem sendo abordado no currículo e o que pode ser feito para diminuir a colonialidade social sobre este corpo-território. Diante disso, este trabalho visa investigar o corpo-território negro no currículo escolar das aulas de Educação Física do município de Volta Redonda, para isso se aproximando em perspectiva teórica do pensamento Pós-abissal, de Boaventura de Souza Santos e outros autores, na busca por uma visão crítica e descolonial do currículo. Foi encontrado que o currículo da referida rede apresenta traços de colonialidade por meio de silenciamentos e normatizações que pouco orientam para a construção de uma educação efetivamente decolonial do negro nas aulas. Consideramos que se faz necessário um maior diálogo com os professores na elaboração curricular e que se faz indispensável maiores reflexões sobre a presença do negro no currículo para que os conteúdos referentes a cultura afrodiaspórica não estejam no currículo por mera força de lei, desse modo, se tornando presenças que sem reflexão para além do pensamento abissal podem continuar ausentes

    O MOVIMENTO NEGRO BRASILEIRO: DEFINIÇÕES E A DICOTOMIA POLÍTICA VERSUS CULTURA

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    O movimento negro desempenha um papel fundamental na compreensão de como as discussões sobre relações raciais desenvolveram-se ao longo da história do Brasil, tanto no campo intelectual quanto no ideológico. Nos estudos sobre essa temática, no século XX, é possível identificar duas principais correntes. A primeira, representada por Gilberto Freyre, defende a existência de uma convivência racial harmoniosa no país. A segunda, impulsionada pelos estudos da Unesco, reforçou a existência de problemas raciais já denunciados pelo movimento negro brasileiro, como a Frente Negra Brasileira, desde os anos 1930. Nesse contexto, o movimento negro foi o principal agente na contestação da ideologia da democracia racial e utilizou esses estudos para fortalecer suas argumentações. Sendo a linha de frente no enfrentamento ao racismo e à discriminação sofrida pela população negra no pós-abolição, torna-se essencial compreender o alcance e os limites de sua atuação. Assim, este estudo busca analisar a definição do movimento negro brasileiro, a partir das noções ampla e restrita identificadas pelo historiador Joel Rufino dos Santos (1985), bem como discutir a relação entre culturalismo e ativismo negro no Brasil

    EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: NJINGA E AS AHOSI NO ENSINO BÁSICO

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    O presente artigo busca fazer uma reflexão a respeito do caráter subjetivo das personalidades africanas anticoloniais importantes na história da África, de modo a elucidar as práticas adotadas  para conduzir as relações coloniais e manter suas tradições vivas; bem como discutir o racismo no ambiente escolar e sua relação de causa e efeito para vida de crianças e adolescentes negras. Com enfoque na história como uma disciplina presente no currículo de formação das escolas brasileiras, com práticas pedagógicas, que incorporem nos planos de aula o estudo de biografias africanas, estabelecendo uma associação de identidade, valorização cultural, que está prevista nas competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), tais medidas como aulas direcionadas à cultura africana em relação ao papel que as figuras femininas anticoloniais desempenharam e desempenham podem  fazer com que meninas negras e meninos negros se reconheçam com os conteúdos, para além do período traumático que foi a escravidão moderna

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