Portal de Publicações Eletrônicas da Ufac (Univ. Federal do Acre)
Not a member yet
3767 research outputs found
Sort by
A LUTA CONTRA O RACISMO: UM DEVER DE TODOS OS EDUCADORES (AS)
Através da educação recebida desde a infantil até a universidade, o racismo epistêmico e todos os valores cativos dos colonizadores ligados a moralidade de origem judaico-cristã se mantêm vigentes sob o olhar do Estado. Nesse sentido, nossa tese para que a liberdade possa se efetivar se resume na ideia de que os educadores (as) devam ser os primeiros (as) a se emanciparem da colonialidade do poder e do saber. O conhecimento deve ser livre das amarras e de interesses burgueses em consonância com o Estado e o igrejismo. Para tanto, a pedagogia utilizada no ensino institucional deve ser regularizada pelo debate político/militante e de reparo das atrocidades cometidas contra diversas tradições étnicas
SOLIDÃO E AMOR: É POSSÍVEL AMAR UMA MULHER NEGRA?
O texto tem como fim discutir as dinâmicas dos relacionamentos afetivo-sexuais das mulheres negras, contextualizado a partir do racismo estrutural no Brasil. Ao utilizar dados históricos, políticos e sociais como material de análise, busca-se evidenciar os modos pelos quais opera a colonialidade no corpo das mulheres negras. A colonialidade refere-se aos sistemas de opressão, dominação e exploração que surgiram a partir do colonialismo e continuam a impactar as sociedades contemporâneas, especialmente em relação aos corpos das mulheres negras. O objetivo central é compreender como o racismo estrutural brasileiro influencia a construção e a vivências dos relacionamentos afetivo-sexuais dessas mulheres, muitas vezes resultando em sentimentos de solidão. Para tal análise, é adotada uma abordagem psicossocial que considera os aspectos históricos, sociais e psíquicos que moldaram a experiência da população negra no Brasil. A análise desses dados permite observar como as práticas coloniais continuam a influenciar as vidas das mulheres negras. Ao trazer à tona essas questões, o artigo contribui para uma reflexão crítica sobre as disparidades raciais e de gênero no Brasil, que contiguamente influenciam as práticas que regulam e disciplinam a vida da mulher negra, muitas vezes colocando-a em uma posição de nulidade ou preterimento
O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA PRÁXIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: UM ESTUDO DE CASO
Nesta investigação científica, pretende-se caracterizar a práxis pedagógica desenvolvida, na Educação Escolar Quilombola atrelada ao uso das tecnologias digitais. Tal pesquisa foi desenvolvida na rede pública de ensino, em uma escola de Ensino Médio, situado no município da Região Metropolitana do Salvador (RMS), interior do estado da Bahia. Com a finalidade de enriquecimento teórico, os ensinamentos destacados pela UNESCO foram fundamentais para este estudo. Com a Década Afrodescendente e autores, tais como: Gomes (2015), Munanga (1996), Coelho (2022) Leite (2000), Freire (1967; 2003), que discutem categorias conceituais necessárias ao enriquecimento teórico desta pesquisa. Como metodologia optou-se por um estudo de caso, para tal utilizou-se um questionário semiestruturado, organizado em quatro seções: a primeira com o objetivo de traçar o perfil dos docentes quanto ao desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas, a segunda para perceber se o professor conhece o território onde a escola está inserida, a terceira para conhecer a infraestrutura tecnológica disponível na escola e a quarta, com o objetivo de identificar como o uso das tecnologias se faz presente nas práticas pedagógicas. A pesquisa evidenciou que as principais dificuldades enfrentadas pelos professores são: desconhecimento dos aplicativos, falta de infraestrutura, como também, problemas de conexão com a internet, que têm sido os principais obstáculos, para utilizar-se tais tecnologias, em sala de aula. No entanto, faz-se necessário dar continuidade no trabalho para certificar se os dados obtidos refletem a realidade da educação escolar quilombola, em outros territórios. Por fim, constatou-se que as tecnologias podem tanto potencializar quanto dinamizar as práticas desenvolvidas nesta instituição de ensino, as quais emergem da comunidade, a partir dos conhecimentos e memórias produzidos por e a partir das vivências locais
EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, DECOLONIALIDADE E ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA: O QUE DIZEM AS RECENTES PESQUISAS ACADÊMICAS?
O Brasil é um país marcado pela colonialidade, o que implica que há uma série de relações de poder históricas, que subalternizam povos e criam desigualdades sociais relevantes. Nesse cenário, o Ensino de História no âmbito escolar torna-se um profícuo meio de conscientização, caracterizando como um modo de propiciar outros modos de pensar as nossas formas de “ser” e “estar” no mundo. Considerando que estudiosos, educadores e movimentos sociais atuam fortemente para garantir um ensino que valorize a História e Cultura Africana, e que, ao longo dos anos, tais ações culminaram na elaboração de leis, por exemplo, a Lei nº 10.639/03, torna-se relevante compreender como pesquisas, no âmbito da Educação, têm dialogado com práticas decoloniais. Nesse sentido, objetivamos compreender de qual maneira o pensamento decolonial tem influenciado práticas e reflexões, teóricas e metodológicas, a respeito do Ensino de História, com vistas a apontar possíveis desafios, dificuldades e perspectivas diante das colonialidades e de poderes que, historicamente, atravessam e conformam o pensamento do sul global. Para isso, optamos por uma pesquisa do tipo bibliográfica, analisando a produção acadêmica na interface da Educação para as Relações Étnico-Raciais com os estudos decoloniais e anticoloniais, considerando, neste último caso, relações com questões próprias à diáspora africana. Com base em nossos resultados, consideramos que as pesquisas encontradas nesta revisão de literatura ressoam de forma uníssona pelo retomar da História afrodiaspórica como uma forma de possibilitar a justiça social e uma educação antirracista no contexto escolar, apontando ainda que, apesar da existência de leis que visam garantir essa retomada histórica na educação, há muito o que se fazer para a sua efetivação, bem como para que se possa atingir outra consciência social
TRABALHO COLABORATIVO ENTRE O AEE E PROFESSORES REGULARES: uma etnografia escolar sobre inclusão na região do salgado marapaniense
O presente artigo busca analisar no âmbito da educação inclusiva, quais os principais entraves no processo colaborativo entre o serviço de Atendimento Educacional Especializado-AEE e professores regulares em escolas públicas de ensino fundamental na região norte do Brasil, especificamente na costa Norte brasileira, conhecida como “Região do Salgado Marapaniense”, no município de Marapanim/PA, uma área praiana que é parte integrante da região amazônica. Para tal, foi realizada uma etnografia escolar que teve como metodologia um estudo qualitativo constando de levantamento bibliográfico sobre o tema educação inclusiva e ainda observação participante no ambiente escolar dentre anos de 2018 a 2021, em turmas do ensino fundamental, nas disciplinas de história, estudos amazônicos e no âmbito pedagógico voltado para o serviço de Atendimento Educacional Especializado-AEE. Este estudo se fez relevante, pois analisa os desafios da educação inclusiva em escolas públicas, desvelando que, mesmo após quase duas décadas da instauração da Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e demais leis que alteram esse tema, muitas dificuldades ainda podem ser encontradas no cotidiano escolar. Como pressupostos teóricos, utilizamos os estudos de Alves (2021), De Almeida, Urbieta, Da Silva (2016), Freire (2016), Mendes (et al.) (2016) e Tuma Martins (2021). Como resultado, tivemos a oportunidade de observar experiências exitosas e a permanência de alguns empeços nas dinâmicas de convivência entre o serviço de Atendimento Educacional Especializado-AEE e os professores regulares da rede municipal de ensino no município de Marapanim/PA.
PALAVRAS-CHAVE: Educação. AEE. Colaboração. Professores Regulares
INTERSECÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO MIDIÁTICA E GESTÃO ESCOLAR : Uma intervenção no estágio obrigatório
This study evaluated the impact of media education practices in the implementation of an intervention project during the school management internship, focusing on the critical skills developed to consume and produce digital content. The management internship was seen as a point of convergence between theory and practice, enabling interns to understand both the challenges of educational management and media education practices. Participant observation, audiovisual recordings, field notes, and discussion groups were used to assess the media education activities developed in schools. The results indicate that, although students are immersed in digital media, their use of these tools for educational purposes is still incipient. The article concludes that school management plays a central role in promoting media education, which not only complements the curriculum but also prepares students to face the challenges of the digital age.Este estudo avaliou o impacto das práticas de educação midiática na implementação de um projeto de intervenção, durante o estágio em gestão de unidades escolares, com foco nas habilidades críticas desenvolvidas para consumir e produzir conteúdo digital. O estágio em gestão foi visto como um ponto de convergência entre teoria e prática, permitindo que os estagiários compreendessem tanto os desafios da gestão educacional quanto as práticas de educação midiática. Foram utilizadas observação participante, registros audiovisuais, anotações de campo e rodas de conversa para avaliar as ações de educação midiática nas escolas. Os resultados indicam que, embora os estudantes estejam imersos em mídias digitais, o uso dessas ferramentas para fins educativos ainda é incipiente. O artigo conclui que a gestão escolar desempenha um papel central na promoção de uma educação midiática que não só complementa o currículo, mas também prepara os alunos para enfrentar os desafios da era digital
LAZER E AS POPULAÇÕES LGBTQIA+: um estudo sobre a produção de conhecimentos
Este estudio identifica y analiza la producción de conocimientos sobre ocio y poblaciones LGBTQIA+ disponibles en el campo de los Estudios del Ocio en Brasil. Para ello, se trata de una investigación bibliográfica, cuyas fuentes de consulta fueron: Revista Licere; Revista Brasileira de Estudos do Lazer; Disertaciones y Tesis del Programa de Posgrado Interdisciplinario en Estudios del Ocio; Actas del Congreso Brasileño de Estudios del Ocio. Se levantaron todos los textos publicados hasta octubre de 2024. En total, se identificaron 15 trabajos, los cuales abordan temas como: diversidad sexual y políticas de ocio; ocio y homosexualidades; prácticas deportivas y sexualidad; hinchadas de fútbol queer; discursos mediáticos sobre homoafectividad y ocio; ocio, transexualidad femenina y sistema penitenciario. Concluimos que las personas LGBTQIA+ tienen sus posibilidades de ocio limitadas, ya sea por miedo a miradas discriminatorias o incluso por violencia física. Los trabajos destacan que los movimientos de defensa de las personas LGBTQIA+ reconocen la importancia del ocio para una vida de mayor calidad, pero que este no es un tema de constante visibilidad dentro del movimiento. También observamos que las fechas de las publicaciones están distanciadas, lo que sugiere una falta de continuidad en la producción académica sobre el tema.This study identifies and analyzes the production of knowledge about leisure and LGBTQIA+ populations available in the field of Brazilian Leisure Studies. To that end, it is a bibliographic research, and the sources consulted were: Revista Licere (Licere Journal); Revista Brasileira de Estudos do Lazer (Brazilian Journal of Leisure Studies); Dissertations and Theses from the Interdisciplinary Graduate Program in Leisure Studies; and the Proceedings of the Brazilian Congress of Leisure Studies. All texts published up until October 2024 were collected. In total, we identified 15 works, which address topics such as: sexual diversity and leisure policies; leisure and homosexuality; sports practices and sexuality; queer football fan clubs; media discourses on homoaffectivity and leisure; leisure, female transsexuality, and the prison system. We conclude that LGBTQIA+ individuals have their leisure opportunities restricted, whether due to fear of discriminatory gazes or even physical violence. The works highlight that LGBTQIA+ advocacy movements recognize the importance of leisure for a higher quality of life, but it is not a consistently prominent issue within the movement. We also observed that the publication dates are spaced out, suggesting a lack of continuity in academic productions on the subject.Este estudo identifica e analisa a produção de conhecimentos sobre lazer e populações LGBTQIA+ disponíveis no campo de Estudos do Lazer brasileiro. Para tanto, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, cujas fontes de consulta foram: Revista Licere; Revista Brasileira de Estudos do Lazer; Dissertações e Teses do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer; Anais do Congresso Brasileiro de Estudos do Lazer. Foram levantados todos os textos publicados até outubro de 2024. Ao todo, identificamos 15 trabalhos, os quais abordam temas como: diversidade sexual e políticas de lazer; lazer e homossexualidades; práticas esportivas e sexualidade; torcidas de futebol queer; discursos midiáticos sobre homo afetividade e lazer; lazer, transexualidade feminina e sistema prisional. Concluímos que as pessoas LGBTQIA+ tem as suas possibilidades de lazer cerceadas, seja por medo de olhares discriminatórios ou mesmo de violência física. Os trabalhos destacam que os movimentos de defesa das pessoas LGBTQIA+ reconhecem a importância do lazer para uma vida com mais qualidade, mas que este não é um tema em constante evidência dentro do movimento. Percebemos também que as datas das publicações são espaçadas, sugerindo falta de continuidade de produções acadêmicas sobre o tema.