PROA-UA (Univ. de Aveiro)
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    A Perspetiva Multimodal da Execução de Instants d\u27un Opéra de Pékin de Qigang Chen: a Dialogue Between Piano, Percussion, and Martial Arts Dance

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    This article examines Chinese-French composer Qigang Chen’s piano work Instants d\u27un opera de Pekin from a multimodal perspective, highlighting the interplay developed between music, nonverbal movement, and visual in the creative experience of the performers. The study includes an in-depth analysis of this piano work that incorporates elements of Peking Opera and explores the rhythmic complexity, timbral texture, and body movement issues that arise in the collaboration between the pianist, the percussionist, and the martial arts dancer. Through an interdisciplinary perspective, this study also attempts to provide an innovative approach to bridging different art forms of performance, delving into the theoretical underpinnings of multimodal communication and its application to musical performance. The musical and cultural meanings of the work will be revealed from the experience of the Chinese pianist and articulating with the percussionist and dancers of the martial art from Portugal. This collaboration provides insight into how performers can expand their expressive power by incorporating different cultural elements into their performances. By exploring the multimodal perspective of Chen\u27s work, the study highlights the transformative potential of multimodal performance in expanding the boundaries of the traditional concert experience and contributes to our understanding of the intricate dialogue between different modes and the ways in which their integration can enhance the artistic experience.Este artigo examina a obra para piano Instants d’un opéra de Pékin, do compositor sino-francês Qigang Chen, a partir de uma perspetiva multimodal, destacando a interação desenvolvida entre música, movimento não verbal e elementos visuais na experiência criativa dos intérpretes. O estudo inclui uma análise aprofundada desta obra pianística que incorpora elementos da Ópera de Pequim e explora a complexidade rítmica, a textura tímbrica e as questões de movimento corporal que surgem na colaboração entre o pianista, o percussionista e o dançarino de artes marciais. Através de uma abordagem interdisciplinar, o estudo procura também oferecer uma perspetiva inovadora para estabelecer pontes entre diferentes formas artísticas de performance, aprofundando os fundamentos teóricos da comunicação multimodal e sua aplicação na performance musical. Os significados musicais e culturais da obra serão revelados a partir da experiência de um pianista chinês, em articulação com percussionistas e dançarinos de artes marciais portugueses. Esta colaboração proporciona uma visão sobre como os intérpretes podem expandir o seu poder expressivo ao incorporar diferentes elementos culturais nas suas atuações. Ao explorar a perspetiva multimodal da obra de Chen, o estudo destaca o potencial transformador da performance multimodal na expansão das fronteiras da experiência de concerto tradicional e contribui para a nossa compreensão do diálogo intricado entre diferentes modos e das formas como a sua integração pode enriquecer a experiência artística

    The New Green Transport Industry : Electric Vehicles in China

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    A crescente pressão ambiental, a nível mundial, tem conduzido ao desenvolvimento de tecnologias que utilizam recursos renováveis e energias limpas. A China, reconhecida como “a fábrica do mundo”, lar de uma percentagem significativa da população mundial e grande consumidora de energia, tem a urgente necessidade de desenvolver as chamadas energias verdes. Segundo o 14.º plano quinzenal publicado em 2021, a China pretende incentivar a utilização dos recursos naturais renováveis e o uso de energias limpas. O governo central tem impulsionado o fabrico de veículos elétricos em resposta à grave poluição que a maioria das suas cidades enfrenta. Em 2021 o país contava com um total de 395 milhões de veículos registados, entre os quais 7,84 milhões (2,6%) de automóveis elétricos, segmento que representou um aumento de 59,25% em comparação com o ano anterior. Ao mesmo tempo, a estratégia de “Uma Faixa, Uma Rota” resulta na cooperação acentuada entre a China e os países euroasiáticos aderidos face a novas necessidades na sociedade internacional, o que assinala uma concordância do desenvolvimento desta indústria nova. Isto significa uma oportunidade aos veículos elétricos chineses. Conforme os dados da Associação de Fabricantes de Automóveis Chinesa (Zhongguo Qiche Gongye Xiehui), a China exportou 679 mil veículos elétricos no ano de 2022, e o número poderá duplicar em 2023. A presente investigação tem por objetivo analisar a realidade da indústria de veículos elétricos na China, através da comparação de dados, consulta de documentos oficiais e de publicações de referência. Num primeiro momento, o artigo apresenta os principais desafios ambientais do país e medidas tomadas pelo governo chinês em resposta. A segunda parte descreve o desenvolvimento de veículos elétricos na China, e analisa a oportunidade resultada da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. O artigo conclui-se com a análise crítica sobre o percurso desta nova indústria.The growing global environmental pressure has led to the development of technologies that rely on renewable resources and clean energy. China, recognised as the “world’s factory”, home to a significant proportion of the global population and a major consumer of energy, faces an urgent need to develop so-called green energy. According to the 14th Five-Year Plan, published in 2021, China aims to promote the use of renewable natural resources and clean energy. The central government has actively driven the manufacturing of electric vehicles (EVs) in response to the severe pollution affecting most of its cities. By 2021, the country had a total of 395 million registered vehicles, of which 7.84 million (2.6%) were electric vehicles – a segment that saw an increase of 59.25% compared to the previous year. At the same time, the “Belt and Road Initiative” has strengthened cooperation between China and participating Eurasian countries in response to new demands within the international community, highlighting a convergence of interests in the development of this emerging industry. This presents a significant opportunity for Chinese electric vehicles. According to data from the China Association of Automobile Manufacturers (Zhongguo Qiche Gongye Xiehui), China exported 679,000 electric vehicles in 2022, and this number is expected to double in 2023. This study aims to analyse the current state of the electric vehicle industry in China by comparing data, consulting official documents, and reviewing reference publications. Firstly, the article presents the country’s main environmental challenges and the measures adopted by the Chinese government in response. The second section outlines the development of the electric vehicle sector in China and examines the opportunities arising from the Belt and Road Initiative. The article concludes with a critical analysis of the trajectory of this emerging industry

    Camões and Couto: the historical encounter on the return trip to the Kingdom (1569)

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    Camões e Diogo do Couto foram amigos em Goa entre 1559 (data da chegada do futuro cronista à Índia Portuguesa) e 1562 (data da partida do Poeta para os Mares do Sul da China na Viagem para a China e Japão). Couto esteve dez anos na milícia ao serviço do Governo da Índia entre 1559 e 1569, Camões como provedor dos defuntos entre 1562 e 1564. No regresso sofreu um naufrágio na latitude do Mecon (Camões, 1963, Lus., X, p. 128), nas suas margens terá recebido cuidados de saúde de monges budistas (Camões, 1963, Lus., VII, pp. 79-80, e X, pp. 127-128) e regressou finalmente à Índia Portuguesa. Embarcado em finais de 1567 com o capitão Pero Barreto para a capitania de Sofala e Moçambique, aí aguarda ocasião para continuar o regresso ao Reino quando, em maio de 1569, ouve dizer que Diogo do Couto havia desembarcado e lhe envia o soneto Amado Couto (Cruz, 1993, Déc. VIII, v. extensa, p. 471). Ambos na torna-viagem para o Reino, acabam por conviver de fevereiro a novembro de 1569 na Ilha e, depois, durante a viagem no Santa Clara até ao desembarque em Cascais, em abril de 1570. Foi um encontro providencial, graças ao qual o Poeta dá conta ao dialogista (e futuro cronista da Ásia) da sua viagem à China (Macau), testemunho plasmado por Couto no (Primeiro) ‘Diálogo do Soldado Prático’ (1569), capítulo 25. Sem este encontro histórico, não saberíamos hoje, com certeza histórica, em que estabelecimento português da China o Poeta esteve, qual o ano em que partiu para Macau (1562) e com que Capitão-mor da Viagem pera a China e Japão ele embarcou (Pero Barreto). Testemunho incontornável o de Couto, em 1569 no Diálogo e, muitos anos depois, reiterado na Década VIII (v. extensa).Camões and Diogo do Couto’s sociable friendship lasted between 1559 in Goa (the arrival of the future chronicler in Portuguese India) and 1562 (our Poet’s departure for the China South Seas on the Voyage to China and Japan. Couto served in the militia for 10 years under the India Government (1559-1569) and Camões served as provider for the dead between 1562 and 1564. He survived a shipwreck at/the latitude of the MeKong (Camões, 1963, Lus., X, p. 128), along whose shores he was cared for by Buddhist monks (Camões, 1963, Lus., VII, pp. 79-80 and X, pp. 127-128) and finally sailed back to Portuguese India. Towards the end of 1567 he sails with Captain Pero Barreto to the Captaincy of Sofala and Mozambique, where he awaits the continuation of his return trip to the Kingdom. It is here, in May of 1569, that he learns about Couto’s trip and sends him the sonnet “Beloved Couto” (Cruz, 1993, Déc. VIII, extended version, p. 471). The two men get together on the Island between February and November 1569 and sail on the Santa Clara all the way to the Kingdom, where they finally disembark in April 1570. Theirs was truly a providential encounter, as Camões conversed extensively about his voyage to China (Macau) with his friend and future chronicler of Asia. Couto mentions these conversations in his (First) Diálogo do Soldado Prático (1569), chapter 25. This historical encounter sheds irrefutable evidence about which Portuguese Settlement in China Camões was in, the year he left for Macau (1562) and that Pero Barreto was indeed the Captain Major on the Voyage to China and Japão. Couto’s testimony in his 1569 Dialogue and, years later, in Década VIII (extended version) is simply undeniable

    Memories of Macau: Remembring Henrique de Senna Fernandes (1923-2010)

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    Para comemorar o centenário do nascimento de Henrique de Senna Fernandes (1923-2010), pretendo, com este trabalho, prestar uma pequena homenagem ao “mais representativo escritor de Macau” (José Carlos Seabra Pereira) e incentivar o interesse do público luso-chinês pela literatura macaense, que tanto merece. Através de uma análise dos exemplos extraídos (principalmente) da obra-prima Amor e Dedinhos de Pé: Romance de Macau (1986), procuro ilustrar três elementos peculiares que me parecem fundamentais para entender o imaginário literário de Senna Fernandes, bem como a idiossincrasia da cultura macaense. Os elementos são: primeiro, o amor e os laços de sangue que tendem a transcender as fronteiras entre a identidade e a alteridade; segundo, a interessante atitude dos macaenses perante a medicina tradicional chinesa; terceiro, o cosmopolitismo e a sabedoria pragmática da elite macaense. A meu ver, os leitores chineses e portugueses em geral, e os agentes culturais em particular, podem e devem beneficiar de um estudo mais aprofundado das obras de Henrique de Senna Fernandes, não apenas pelo valor estético, mas sobretudo pela valiosa experiência macaense (bem reflectida na escrita do autor) em manter viva e livre a comunicação entre as culturas luso-asiáticas. A aprendizagem desta lição macaense, no momento delicado em que vivemos hoje, talvez seja mais urgente do que nunca.Commemorating the 100th anniversary of Henrique de Senna Fernandes (1923-2023), by this article I intend to pay a homage to the “most representative Macao writers” (José Carlos Seabra Pereira), as well as to stimulate Luso-Chinese readers’ interest in Macanese literature, which it so deeply deserves. Through an analysis of examples taken (mainly) from the masterpiece – Love and Toes: Romance of Macao (1986), I seek to illustrate three peculiar elements that appear to me to be fundamental in understanding Senna Fernandes’s literary imaginaire, as well as the idiosyncrasy of Macanese culture. These elements are: firstly, love and blood ties that tend to transcend the boundaries between identity and alterity; secondly, the interesting attitude of the Macanese community towards traditional Chinese medicine; thirdly, the cosmopolitanism and pragmatic wisdom of the Macanese elite. In my opinion, Chinese and Portuguese readers inn general, and cultural agents in particular, can and should benefit from a more in-depth study of Henrique de Senna Fernandes’s works, not only for their aesthetic value, but above all for the valuable Macanese experience (well reflected in the author’s writing) in keeping lively the communication between Portuguese and Asian cultures. In the delicate moment we live today, perhaps it is more urgent than ever to learn this cross-cultural lesson which Macao still richly provides us

    As Estruturas de Igualdade de Género nas Instituições de Ensino Superior Portuguesas

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    Entre 2019-2021, foi realizado um primeiro diagnóstico sobre a sustentabilidade nas instituições de ensino superior (IES) portuguesas, incluindo a integração da dimensão da Igualdade de Género (IG) como área fundamental da sustentabilidade (Madeira et al., 2022). Nesse estudo, verificou-se que na adoção de práticas e de iniciativas para a promoção da IG, apenas três IES, do total de 28, reportavam então a existência de estruturas próprias. No mesmo inquérito, a presença da temática da IG no plano estratégico e na estratégia de investigação, foi a área onde se verificava menor esforço. Entretanto, desde 2022, as IES têm de ter um plano para a IG, nomeadamente para concorrer a projetos financiados pelo Horizonte Europa (Comissão Europeia, 2022), pelo que se constituíram várias estruturas de IG. Este trabalho faz um estudo exploratório sobre estas estruturas, com o objetivo de entender o seu atual estado, tendo realizado entrevistas semiestruturadas, a representantes de 10 IES. Os resultados mostram que há dificuldades comuns de funcionamento, nomeadamente a falta de tempo para dedicar a esta tarefa e a difícil conciliação com uma agenda sobrecarregada, das pessoas envolvidas. Simultaneamente, é evidenciada uma elevada importância conferida a estas estruturas, como essenciais para melhor acolher e acompanhar a comunidade académica

    Das Palavras às Coisas: Portugal e a China na Europa do século XVII

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    Maritime contacts between Europe and China proved to be a decisive and particular driving force behind a wide and diversified network of relations practiced on a global scale. The arrival of astonishing and surprising reports gave rise to a strong and intense interest in such a prodigious and wealthy land, whose image quickly spread throughout Europe. Beside the travel narratives, materials and objects from China rose great curiosity and enchantment. In a growing global mercantile economy, China started to play an important role, as its goods and artifacts of great ingenuity and artistry quickly became the target of countless demands. The present article describes the news and the knowledge represented in the travelogues on China and the Chinese products and objects Europe seeks to acquire, use, collect and later imitate? How do they reach Europe and what impact will they have on its daily life? What role do the Portuguese play in this exchange of news and “things” from China? These are some of the questions that this article will try to answer based on concrete examples of the reception and appropriation of Chinese culture in Portugal and Europe.Os contactos marítimos entre a Europa e a China irão revelar-se um decisivo e particular motor de uma ampla e diversificada rede de relações praticadas à escala global. A chegada de relatos de espanto e surpresa irá dar azo a um forte e intenso interesse face uma terra tão prodigiosa e abastada, cuja imagem se irá rapidamente propagar pela Europa. A acompanhar as notícias das narrativas de viagens chegam igualmente materiais e objetos que irão originar grande curiosidade e encanto. Numa crescente economia mercantil global, a China conquistará um papel de relevo, visto que as suas mercadorias e artefactos de grande engenho e arte rapidamente se tornam alvo de uma inúmera procura. Que notícias são estas? O que representam estes novos conhecimentos? Que produtos e objetos são os que a Europa procura adquirir, usar, colecionar e, mais tarde, imitar? Como chegam à Europa e que impacto irão ter no seu quotidiano? Qual o papel dos portugueses nesse intercâmbio de notícias e “cousas” da China? Estas são algumas das perguntas a que o presente artigo intentará responder a partir de concretos exemplos da recepção e apropriação da cultura chinesa em Portugal e na Europa

    Rota da Saúde Mental na China

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    On the Road to Mental Health in China, the author looks firstly at the perspective of mental health that Western studies have presented in China in the 20th and 21st centuries, based on an analysis of the works of psychoanalysts such as Carl Jung and social psychologist Michael Harris Bond in Beyond the Chinese Face (1991) and in the Oxford Handbook of Chinese Psychology (2010), contrasting them in the second part of the text with the data provided by Chinese authors on the current state of this field of research in the country, for example, those presented by Qicheng Jing and Xiaolan Fu (2001) in “Modern Chinese Psychology: its Indigenous Roots and International Influence”, or even with the analysis of the perspective of Daniel T. L. Shek (2010) when the authors try to understand what is distinctively Chinese about Chinese psychology. Throughout the paper, the link of Chinese tradition is searched from the field of social psychology towards anthropological philosophy.Na Rota da Saúde Mental na China procura-se, num primeiro momento, indagar qual a perspetiva da saúde mental que os estudos ocidentais têm vindo a apresentar sobre a China dos séculos XX e XXI, a partir da análise dos trabalhos de psicanalistas como Carl Jung e do psicólogo social Michael Harris Bond em Beyond the Chinese Face (1991) e em Oxford Handbook of Chinese Psycology (2010), contrastando-os na segunda parte do texto com os dados fornecidos por autores chineses sobre o estado atual deste campo de investigação no país, por exemplo, aqueles facultados por Qicheng Jing e Xiaolan Fu (2001) em “Modern Chinese Psychology: its Indigenous Roots and International Influence”, ou ainda com a análise da perspetiva de Daniel T. L. Shek (2010) quando os autores procuram compreender o que possui de caracteristicamente chinês a psicologia chinesa. Averigua-se, também, ao longo do trabalho o fio da tradição chinesa que une o campo da psicologia social e a filosofia antropológica

    The Geopolitics of Sino-Portuguese Relations in the Pre- and Post-Pandemic Period: Necessity, Peak, and Erosion

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    Neste artigo procuraremos fazer um balanço da evolução das relações sino-portuguesas no período pré e pós-covid. Para o efeito, deter-nos-emos no projeto da Faixa e Rota Chinesa (FRC), já que este tem servido de alavanca geopolítica às relações entre Lisboa e Pequim, sendo o caso português considerado inclusive um estudo de caso na União Europeia face ao bom acolhimento da FRC por parte de Lisboa. Procurar-se-á analisar os impactos geopolíticos nas relações sino-portuguesas resultantes não só da pandemia, como também da postura chinesa face à guerra na Ucrânia. Pretendemos assim averiguar se e em que medida a pandemia e a guerra na Ucrânia podem ter contribuído para um realinhamento da política externa portuguesa, afastando-a da China e aproximando-a da posição tradicional da União Europeia e dos Estados Unidos.In this article we aim to assess the evolution of Sino-Portuguese relations in the pre- and post-Covid period. To this end, we will focus on the Chinese Belt and Road Initiative (BRI), as it has provided a geopolitical boost to Sino-Portuguese relations. Indeed, the Portuguese case is even considered a case study in the European Union, given how well Portugal has welcomed the BRI. We will try to analyse the geopolitical impacts on Sino-Portuguese relations resulting not only from the pandemic, but also from the Chinese stance on the war in Ukraine. We intend to find out whether and to what extent the pandemic and the war in Ukraine may have contributed to a realignment of Portuguese foreign policy, moving it away from China and closer to the traditional position of the European Union and the United States

    Tradução de Chinês para Português das Frases com Sujeito Vazio: Análise de Relatório para o 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China

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    This study analyzes the translation of phrases with null subjects from Chinese to Portuguese, highlighting the structural differences between the languages. The research is based on a comparative analysis between Chinese and Portuguese, focusing on the classification and reference mechanism of the null subject in both languages. Using cases from the Report of the 20th National Congress of the Communist Party of China as examples, the work aims to study the translation procedures employed, taking into account the specific characteristics of Chinese governmental reports and the syntactic properties of the two languages. The analysis reveals that the implementation of structures in the target language is intrinsically linked to the coreference mechanism of the null subject in both languages. After a detailed and careful analysis, it is concluded that the most effective translation procedure include the use of independent clauses with null subjects, subjective infinitive clauses (non-finite), gerundive constructions, the use of the imperative mode, and the adoption of the passive voice.Este estudo analisa a tradução de chinês para o português das frases com sujeito vazio, destacando as diferenças estruturais entre as línguas. O estudo baseia-se em uma análise comparativa entre chinês e português, com foco na classificação e mecanismo de referência do sujeito vazio em duas línguas. Utilizando como exemplo casos do Relatório do 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, o trabalho pretende estudar os procedimentos de tradução empregados, levando em consideração as características específicas dos relatórios governamentais chineses e propriedades sintáticas das duas línguas. A análise revela que a implementação de estruturas na língua-alvo está intrinsecamente ligada ao mecanismo de correferência do sujeito vazio em ambas as línguas. Após uma análise detalhada e criteriosa, conclui-se que os procedimentos de tradução mais eficazes incluem o uso de orações independentes com sujeito nulo, orações infinitivas subjetivas (não flexionadas), construções gerundivas, o emprego do modo imperativo e a adoção da voz passiva

    Expansion and decline of Esoteric Buddhism in China

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    Atualmente, o Budismo Esotérico é sinónimo das escolas de Budismo presentes no Tibete, também referido como Budismo Vajrayana ou caminho do trovão/diamante, por estas fazerem parte da principal tradição de Budismo esotérico a sobreviver até aos dias de hoje e também devido à sua grande popularidade no Ocidente. Menos conhecida é a escola de Budismo Esotérico Shingon praticada no Japão. Menos conhecido ainda é o facto de essa escola ter as suas raízes numa escola esotérica praticada na China durante a dinastia Tang (618-907 d.C.), a escola Zhenyan. Esta escola desapareceu tão rápido como chegou, o que é particularmente impressionante tendo em conta o nível de influência que os seus proponentes atingiram junto do poder imperial, processo cujo auge se deu sobre a liderança do mestre sogdiano Amoghavajra. As razões para a rápida ascensão e depois queda e obscuridade desta escola têm várias razões que se centram no que traziam de novo para o sistema de crenças chinesas e também em como estas eram aplicadas e transmitidas. Em particular o Budismo esotérico chinês ganhou poder político através do uso de rituais sobrenaturais que poderiam trazer benefícios para o poder imperial, como rituais da chuva, longevidade e até a morte de oponentes, mas acabou por não conseguir usar essa influência para ganhar raiz no dia a dia da sociedade chinesa em grande parte por as suas práticas de transmissão de ensinamentos estarem dependentes de transmissões muito avançadas e secretas que não permitiram instruir um número significativo de sucessores. Na ausência de uma classe monástica numericamente significativa esta escola não o consegui assim resistir à perda de influência junto do poder político na China Tang e acabou por desaparecer como uma linhagem independente deixando vestígios da sua existência em rituais e divindades adotados pelas outras escolas Budistas mais populares.Nowadays, most people with enough knowledge on the matter will associate the term Esoteric Buddhism with Tibetan Buddhism, also referred to as Vajrayana Buddhism, due to the fact that it was this form of esoteric Buddhism that managed to survive to today. Fewer people will be aware of the Shingon school of esoteric Buddhism from Japan. Even fewer people will be aware of its Chinese predecessor, the Zhenyan school of esoteric Buddhism. This was a school that during the Tang dynasty (618-907 A.D.) managed to reach an impressive amount of influence with the imperial court, in particular under the Sogdian monk Amoghavajra, which only makes the speed of their disappearance more astonishing, lasting only a few decades as an independent school in China. The reasons for the lightning rise and then fall of this school of esoteric Buddhism are mostly due to the nature of the teaching and rituals it brought to China as well as how these were transmitted in the school. Of particular interest for the political powers of the time was the focus on rituals capable of bringing material outcomes, such as bringing rain, longevity and even killing opponents. At the same time, this influence with the imperial administration did not translate into a broader influence among the Chinese populace in great part due to the school’s transmission of its teaching being a very elite, secret and time-consuming process that made it impossible to have a large body of trained monks that could propagate its teachings. The Zhenyan school was therefore unable to resist the eventual loss of imperial favor in China leading to its disappearance from East Asia minus Japan. It did leave behind traces in rituals and deities that would be adopted by other schools of Chinese Buddhism

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