Projeto SABER
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Esquizo-simbiose: o fim das políticas do sujeito como horizonte democrático
Este artigo analisa a crise da democracia liberal no neoliberalismo, que molda subjetividades através do individualismo competitivo, corroendo valores democráticos. Com base em pensadores como Dardot, Laval e Foucault, examina como o sujeito neoliberal internaliza a lógica empresarial, reduzindo a política a mera gestão técnica. Propõe uma governamentalidade de esquerda alternativa baseada na interdependência e no conceito de simbionte político que rejeita identidades fixas. Defende a descolonização do desejo e a construção de novos fundamentos éticos para imaginar futuros alternativos. Seguindo Deleuze, Guattari e Preciado, conclui que a transformação democrática exige ações coletivas micropolíticas capazes de superar o individualismo para criar novas formas de existência comunitária
Agenciamentos do futuro: a tapeçaria “em 2085 povos originários retomam a Amazônia” de Randolpho Lamonier como contradiscurso e linha de fuga
Neste artigo, analisamos a tapeçaria “Em 2085 povos originários retomam a Amazônia”, de Randolpho Lamonier, entendida como um contradiscurso artístico que reconfigura imaginários futuros. Com base na perspectiva discursiva de Michel Pêcheux, nos pensamentos rizomáticos de Gilles Deleuze e Félix Guattari, e em diálogo com as ontologias ameríndias de Ailton Krenak e Eduardo Viveiros de Castro, exploramos como esta obra mobiliza uma reconfiguração da relação humano-ambiente. Ao operar como gerador de linhas de fuga e de devires, a tapeçaria desafia a narrativa dominante do progresso tecnocapitalista, provocando uma reflexão sobre como esses encontros discursivos, artísticos e cosmológicos ampliam a potência de imaginar, reconfigurar subjetividades e propor novas formas de existir
Vom Satz der Phänomenalität zur Weltanschauungsentwicklung
Es geht darum, die Entwicklung von Diltheys Lebensphilosophie zu untersuchen, insbesondere seinen Fokus auf das Prinzip der Phänomenalität, das alle Objekte und Gefühle als Tatsachen des Bewusstseins betrachtet. Der Text diskutiert, wie Dilthey frühere Ansätze wie die von Descartes, Kant und dem Positivismus kritisiert, weil sie die Erfahrung auf die intellektuelle oder materielle Repräsentation beschränken. Es ist anzumerken, dass für Dilthey die Erfahrung dem Denken vorausgeht und dass jedes philosophische Wissen von Annahmen abhängt, die nicht vollständig überprüft oder begründet werden können, was ihn dazu veranlasst, die Zentralität der gelebten Erfahrung in der Begründung der Philosophie zu verteidigen
CONTRIBUIÇÕES DO PET FÍSICA NA PERSPECTIVA DO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Em 2024, o PET Física do IFCE-Sobral desenvolveu atividades integrando ensino, pesquisa e extensão. Destacam-se a criação de mídias sociais, com um site, perfil no Instagram e canal no YouTube, ampliando a divulgação de suas ações e o acesso a recursos educacionais. Também foi realizado o projeto Física para o Enem, com a elaboração e distribuição de materiais didáticos para estudantes de escolas públicas. Além disso, os petianos desenvolveram atividades para mecânica básica e cálculo na graduação, utilizando o LaTeX. Essas iniciativas proporcionaram aos bolsistas experiências práticas, desenvolvimento de habilidades pedagógicas e maior interação com a comunidade, reforçando o papel do PET na formação de profissionais críticos e comprometidos com o ensino de física contextualizado. O programa consolidou-se como um espaço de aprendizado colaborativo e de relevância na educação
Brindar Deleuze é (P)ovo(Ar): “o mundo inteiro é um ovo”
Exatos 25 anos se passaram desde o primeiro impacto causado pela obra Diálogos do filósofo francês Gilles Deleuze em minha jornada existencial. Brindar os cem anos do nascimento do Filósofo da diferença, vida que segue pulsando através de muitas outras, é uma honra. O breve relato compartilhado neste artigo é prova disso. Gilles Deleuze (se) tatua (n)o mundo - o seu (e) é assinaturamundo. O (entre), suamarcaconectiva. Sua lógica é aberrante. Seu empirismo, transcendental. Seu cérebro é um Outro. Consciência é ato vital. Sensação é variedade. Seu animal é anômalo. O problemático é um complexo virtual diferenciado. As suas lutas não são contra o Caos, mas (com ele). Pensamento puro é sem-imagem. Repetição é duração diferencial. A sua filosofia, exercícios lógicos e incansáveis de diferir diferen(ç)ando. Diferença, expressão singular em ‘campo intensivo’ é ‘metodizada’ pela dramatização. P(ovo)Ar torna-se tática intensiva, expressão ético-política, artística e pedagógica – visibilizar (in)visíveis. A convergência ‘drama-ovo’ faz ruir questionamentos balizadores do pensamento representacional, o que é? se torna questão frágil, vai importar a força de outras perguntas: para quê? Quando? Quanto? Como?. No final, brindar a Deleuze é serbrindada por sua anarquia coroada pela perversão das ordens previamente estabelecidas através de dinamismos espaço-temporais compostos pelo substantivo da multiplicidade e pelos desígnios de uma diferença diferen(ç)ante
O descaminho de vinhos na tri-fronteira entre Dionísio Cerqueira/SC, Barracão/PR e Bernardo de Irigoyen/MNES
Resumo: As cidades de Dionísio Cerqueira/SC, Barracão/PR e Bernando de Irigoyen na Argentina, são separadas por fronteira seca. Constituem centros conurbados, apenas separados pelo Parque Turístico Ambiental e uma linha de divisa cartográfica. O turismo de compras é um dos principais catalizadores da economia local, movimentando o comércio, hotelaria e restaurantes de ambos os lados da fronteira, além de gerar emprego e renda para a população. No início dos anos 2000, em decorrência da grave crise financeira vivida pela Argentina, o comércio de vinhos argentinos ganhou grande protagonismo, atraindo milhares de turistas brasileiros que vem em busca dos melhores e mais exclusivos vinhos elaborados na Argentina. Os preços competitivos e a ampla variedade de marcas, rótulos e variedades disponíveis nas vinotecas de Bernando de Irigoyen/MNES, fez nascer na Tri-Fronteira um novo ramo de trabalho informal, conhecido popularmente como “contrabando” de vinhos, que consiste no transporte de caixas vinhos para as cidades maiores do litoral catarinense, Curitiba ou Serra Gaúcha para posterior revenda. O presente artigo visa dialogar entre as categorias do “legal e do ilegal”, ou como o “ilegal, mas moralmente aceitável” se comportam no contexto do comércio do vinho argentino na Tri-Fronteira
A consolidação dos domínios luso-amazônicos: os casamentos mistos nas povoações indígenas da capitania de São José do Rio Negro (1755-1773)
This article discusses the promotion of mixed marriages between non-indigenous men (civilian and military) and indigenous women in the captaincy of São José do Rio Negro between 1755 and 1773. These unions were regulated by the Law of April 4, 1755 and were part of the project to consolidate the settlements (towns and places) distributed along the banks of the Amazon rivers, as provided for the Diretório dos índios (Indian Directorate) (1757-1798). The analysis of marriage policy will focus on four dynamics: 1) the debate, distribution and quantification of mixed marriages in the indigenous settlements; 2) alliances with local powers; 3) military casualties; 4) the possibilities of ascending in the Royal Service.Este artigo aborda a promoção de casamentos mistos entre homens não indígenas (civis e militares) e mulheres indígenas na capitania de São José do Rio Negro entre 1755 e 1773. Essas uniões foram regulamentadas pela Lei de 04 de abril de 1755 e fizeram parte do projeto de consolidação das povoações (vilas e lugares) distribuídas pelas margens dos rios amazônicos, conforme previa o Diretório dos Índios (1757-1798). A análise sobre a política matrimonial privilegiará quatro dinâmicas: 1) o debate, a distribuição e a quantificação dos casamentos mistos nas povoações indígenas; 2) as alianças com os poderes locais; 3) as baixas militares; 4) as possibilidades de ascensão no Real Serviço
Quando o real escorre pelas tintas: : a autoficção
The purpose of this article is to provide some brief notes on whats is currently know as autofictioon and, above all, on its relationships, sometimes quite nebulous, with reality and truth. Here, as a guiding hypothesis for this reading, we adopt the perspective according to which autofiction puts on stage a subject of writing who, because he is a subject of language, proposes a narrative of himself moved by memory, na unrealiable memory and, therefor, essentially faboulous. Still, but nos less relevant: it is assumed here that autofiction is entirely crafted by inextricable dialogues between the inside and the outside – between the intimate and the “outside” −, between the “I” and the “Other(s)”.El objetivo de este artículo es dar algunos apuntes sobre lo que actualmente se conoce como autoficción y, sobre todo, sobre sus relaciones, a veces bastante nebulosas, con la realidad y la verdad. Aquí El objetivo de este artículo es dar algunos apuntes sobre lo que actualmente se conoce como autoficción y, sobre todo, sobre sus relaciones, a veces bastante nebulosas, con la realidad y la verdad. Aquí, como hipótesis orientadora de esta lectura, adoptamos la perspectiva según la cual la autoficción pone en escena a un sujeto de la escritura que, por ser lenguaje, propone una narración de sí mismo movido por la memoria, una memoria poco confiable y, por El objetivo de este artículo es dar algunos apuntes sobre lo que actualmente se conoce como autoficción y, sobre todo, sobre sus relaciones, a veces bastante nebulosas, con la realidad y la verdad. Aquí, como hipótesis orientadora de esta lectura, adoptamos la perspectiva según la cual la autoficción pone en escena a un sujeto de la escritura que, por ser lenguaje, propone una narración de sí mismo movido por la memoria, una memoria poco confiable y, por tanto, esencialmente fabuloso. Aún así, pero no menos relevante: se asume aquí que la autoficción está íntegramente elaborada a partir de diálogos inextricables entre el interior y el exterior –entre lo íntimo y el “exterior”-, entre el “yo” y el “Otro(s)”. s)".tanto, esencialmente fabuloso. Aún así, pero no menos relevante: se asume aquí que la autoficción está íntegramente elaborada a partir de diálogos inextricables entre el interior y el exterior –entre lo íntimo y el “exterior”-, entre el “yo” y el “Otro(s)”. s)"., como hipótesis orientadora de esta lectura, adoptamos la perspectiva según la cual la autoficción pone en escena a un sujeto de la escritura que, por ser lenguaje, propone una narración de sí mismo movido por la memoria, una memoria poco confiable y, por tanto, esencialmente fabuloso. Aún así, pero no menos relevante: se asume aquí que la autoficción está íntegramente elaborada a partir de diálogos inextricables entre el interior y el exterior –entre lo íntimo y el “exterior”-, entre el “yo” y el “Otro(s)”. s)".A proposta deste artigo é aquela de enunciar algumas notas sobre o que se conhece contemporaneamente como autoficção e, sobretudo, sobre suas relações, por vezes bastante nebulosas, com o real e a verdade. Adota-se, aqui, como hipótese norteadora desta leitura, a perspectiva segundo a qual a autoficção põe em cena um sujeito de escritura que, porque ser de linguagem, propõe uma narrativa de si movimentada pela memória, memória pouco fiável e, por isso mesmo, essencialmente fabuladora. Ainda, mas não menos relevante: assume-se aqui que a autoficção é toda trabalhada por diálogos inextricáveis entre o interior e o exterior – entre o íntimo e o “fora” −, entre o “Eu” e o(s) “Outro(s)”