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A hora do conto e o desenvolvimento das competências linguísticas na educação pré-escolar: Que relação?
Este tema surgiu da necessidade de investigar mais sobre a importância que a Hora do Conto tem na vida das crianças e, em que medida é que esta contribui para o desenvolvimento das competências linguísticas no âmbito da Educação Pré-escolar.
As competências linguísticas em contexto pré-escolar permitem às crianças uma maior facilidade na aprendizagem de novas áreas quando estes entram no primeiro ciclo do ensino básico e, a Hora do Conto, juntamente com o trabalho do Educador, potencia, certamente, esse desenvolvimento.
No entanto, para podermos dinamizar a Hora do Conto, é importante saber qual a verdadeira função que um contador de histórias desempenha na pessoa do Educador de Infância, e qual o seu contributo na leitura de uma história porque, ler um conto é muito mais do que pegar num livro e ler as folhas que o constituem, é encarar as várias personagens que dele fazem parte, é ser capaz de transmitir verdadeiramente as emoções e, compreender a mensagem que está por detrás daquele texto, é sentir o que se está a ler e conseguir transmitir ao grupo que está à sua frente.
Este relatório de investigação, para além de querer comprovar a importância que a Hora do Conto tem no desenvolvimento das competências linguísticas, também permite ao Educador, perceber qual o seu papel como contador de histórias e promotor da evolução linguística.
Palavras-Chave: Hora do Conto, competências linguísticas, consciência linguística, Educador
Estratégias pedagógicas em 1º ciclo do ensino básico promotoras de uma educação personalizada
O mundo atual encontra-se em constante mudança e o ensino não é exceção. Assim, a
prática na docência torna-se, cada vez mais, uma tarefa complexa e exigente. O
professor é desafiado, todos os dias, a olhar para os seus alunos individualmente e a dar
resposta às suas necessidades e potencialidades. Contudo, não existe uma fórmula
mágica que colmate as exigências propostas pelos mesmos. Existem, porém, estratégias
motivadoras, atividades que despoletam o gosto para a aprendizagem, bem como
desafios que estimulam os alunos a criar, questionar, imaginar, refletir e aprender. Estes
fatores, para além de imprescindíveis de serem aplicados e trabalhados, são o motor
que guiará os alunos ao sucesso.
Este percurso investigativo tem como finalidade verificar e investigar as estratégias e
atividades pedagógicas promotoras de uma educação personalizada, que despoletam
uma aprendizagem mais eficaz e atrativa no 1º Ciclo do Ensino Básico.
No decorrer do estágio em 1.º Ciclo do Ensino Básico, foram confirmados diversos
desafios à atividade docente. Toda a intervenção educativa foi assente em princípios,
valores e estratégias que proporcionaram uma aprendizagem personalizada e adaptada
ao contexto, turma e alunos do 1.º ano de escolaridade.
Deste modo, apresentar-se-á uma seleção de atividades realizadas com a turma onde
foi realizada a prática de ensino supervisionada em 1.º Ciclo do Ensino Básico, bem
como sugestões de atividades a realizar. Esta seleção é acompanhada dos diferentes
olhares dos intervenientes: os alunos, a professora orientadora cooperante e a
professora supervisora
Aprendizagens essenciais em contexto de 1º CEB: relato de uma experiência refletida
No mundo atual, cada vez mais há a preocupação de perceber como os alunos aprendem e de que modo se pode facilitar/simplificar esse procedimento. O presente relatório que aqui se apresenta tem como principal objetivo perceber quais as contribuições que a neuroeducação pode oferecer aos processos aprender e ensinar, tendo em conta o estímulo adequado e diferenciado.
Com a presente investigação, ambicionamos entender de que forma é que a estratégias neurodidáticas influenciam na aprendizagem e desenvolvimento de cada aluno. Para atingir o nosso objetivo, aplicamos em sala de aula um conjunto de intervenções educativas baseadas em estratégias características da neuroeducação. Participaram nesta investigação treze alunos duma turma do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Assim, na prática de ensino supervisionada em 1.º Ciclo do Ensino Básico, todos os desenhos de intervenção educativa, tiveram, essencialmente, como principal objetivo produzir uma aprendizagem personalizada, tendo em conta o contexto, a turma e os alunos com qual trabalhamos ao longo desta intervenção.
Após análise de toda a informação recolhida, podemos considerar essencial o processo de ensino e de aprendizagem, tendo em conta as aulas lecionadas pela estagiária, a partir de diferentes perspetivas: alunos, orientadora cooperante e da estagiária. Os resultados obtidos comprovam que a planificação das aulas, quando fundamentadas na neuroeducação, contribuem positivamente no rendimento académico dos alunos e potenciam o seu desenvolvimento de uma forma integral e integrada
Promoção de práticas de igualdade de género em contexto pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico
O presente relatório resulta de um percurso de investigação com base na intervenção em
contextos de estágio e propõe uma reflexão sobre a Prática Profissional na perspetiva da
Igualdade de Género.
Desenvolveu-se sob um percurso de investigação-ação e consiste na descrição, e
principalmente numa reflexão de todo percurso desenhado e experienciado numa sala de
Jardim de Infância da rede privada da cidade de Gondomar, mais concretamente na vila de
Fânzeres e numa escola pública na periferia do Porto, no âmbito do mestrado em Educação
Pré-Escolar e Ensino do 1º ciclo do Ensino Básico.
A opção escolhida quanto à temática incidiu na Promoção de Práticas de Igualdade de
Género no Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, cujo interesse e curiosidade
surgiram após observadas as atitudes e os comportamentos de género por parte das
crianças. Fomentar nas crianças a igualdade de género e a mudança das representações,
atitudes e comportamentos que, de alguma forma, se revelem estereotipados em função do
género, implica o desenvolvimento de várias atividades com as crianças, a partir do
conhecimento do grupo em articulação com o conhecimento das conceções da educadora
de infância e da professora cooperante.
No âmbito da metodologia utilizada, investigação-ação, o percurso vivido caracterizou-se
por momentos de discussão, foi valorizada a intervenção, a pesquisa e a inovação. Alguns
procedimentos serviram para a construção de saberes, incrementando o desenvolvimento
profissional e pessoal assim como uteis a uma ação educativa de qualidade.
No entanto, é importante referir que este relatório tem como base dois contextos de
intervenção e prática, ou seja, dois estágios, o que nos permitiu começar a refletir no 1º
estágio com onze crianças com idade de quatro anos e que continua no 2º estágio com vinte
crianças do 3ºA. Posto isto, a reflexão, apesar de serem estágios diferentes, estão
direcionados para o mesmo objetivo: colmatar as diferenças de desigualdades de género e
promover novas práticas através da igualdade de género, para que se promova uma
sociedade mais igualitária sendo que esta reflexão deverá ser contínua
Os centros de apoio à aprendizagem e a sua operacionalização
presente dissertação de mestrado é o culminar de uma investigação que tem como foco perceber como se operacionalizam os Centros de Apoio à Aprendizagem.
Este documento reflete o percurso investigativo, procedendo-se a revisão de literatura para clarificar os conceitos como Centros de Apoio à Aprendizagem e Inclusão, compreender o Decreto-Lei nº54/2018, o Decreto-Lei nº55/2018 e ainda o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
A realização desta dissertação de mestrado teve como objetivo perceber as dinâmicas de funcionamentos dos Centros de Apoio à Aprendizagem, identificar os seus recursos (humanos e materiais), percecionar a relação entre os tipos de materiais existentes e as problemáticas existentes nas escolas, e ainda perceber como é que estes centros potenciam a inclusão dos alunos, assim como as escolas conseguem articular o Decreto-lei nº55/2018.
Ao longo do percurso investigativo, construíram-se e recorreu-se a um instrumento de recolha de dados, o inquérito por questionário, para perceber, quer as perceções dos Educadores e Professores do Ensino Básico, quer as dos Professores de Educação Especial e Coordenadores das Equipas Multidisciplinares.
Com esta investigação conclui-se, de uma forma geral, que os docentes acreditam não existir recursos materiais e humanos suficientes, para completarem o seu trabalho, pois muitas vezes tem que dispor do seu vencimento para compra de material. Não existem docentes suficientes que consigam responder a um e a todos os que necessitam de ajuda, de modo a responder às dificuldades, ao longo do ano. Apoiam ainda a ideia de que os Centros de Apoio à Aprendizagem têm pertinência numa Escola Inclusiva, mas demonstram a necessidade da existência de algumas mudanças para que tudo possa ser ainda melhor
Inclusão de crianças com trissomia 21 na educação pré-escolar
A Trissomia 21 (T21) caracteriza-se por uma alteração cromossómica. Esta anomalia acontece tanto em crianças do sexo feminino, como do sexo masculino e é um dos defeitos congénitos mais comuns devido à divisão errada dos cromossomas durante a meiose, que resulta de um zigoto que contém três cromossomas 21 em vez de dois.
Existem três tipos de T21, a Trissomia Livre, a Translocação e o Mosaicíssimo e a maneira como os bebés são afetados não depende do número de células normais que ele possui, mas sim da região do corpo em que essas células se localizam.
O presente relatório de estágio foi realizado com a intenção de responder à questão de Como Podem os Educadores Promover a Inclusão de Crianças com Trissomia 21 no Jardim de Infância? Para isso, definiram-se objetivos que permitiram compreender o processo da Educação Inclusiva no Jardim de Infância e, numa primeira fase, foi feita a pesquisa de informação teórica que complementou os dados. Numa segunda fase, foi definida a estrutura metodológica, baseada no estudo de caso de uma criança com Trissomia 21, de uma instituição de Educação Pré-escolar. As metodologias foram ao encontro dos objetivos definidos inicialmente e foram pensadas de modo a recolher informações mais aprofundadas de modo a responder a esses objetivos. Os instrumentos consistiram na realização de entrevistas a alguns intervenientes no desenvolvimento da criança em estudo e na observação direta da intervenção da educadora de infância em sala, de modo a percecionar momentos de inclusão e de funcionamento de um grupo que envolve uma criança com esta problemática.
Numa terceira fase é feita a análise dos dados recolhidos e das observações feitas ao longo dos anos letivos 2018/2019 e 2019/2020, de modo a responder aos objetivos e à questão de investigação, seguida da conclusão onde se faz o balanço de todo o processo de investigação e onde são mencionadas as experiências e as dificuldades sentidas durante a realização do relatório.
Por fim, conclui-se que as crianças com T21 são tão capazes de atingir determinados objetivos quanto as outras crianças, simplesmente precisam de mais tempo e de mais atenção por parte do adulto para que se consigam superar com mais facilidade. Aliado a estes fatores, quanto mais cedo se iniciar o Plano Individual de Intervenção Precoce, mais benefícios e rápidos resultados serão atingidos. As estratégias utilizadas pelos profissionais que intervêm com estas crianças são, na sua maioria, estratégias que já são bastante frequentes e, algumas, até obrigatórias em qualquer intervenção em contexto de Educação Pré-escolar porque são estratégias benéficas para qualquer criança
Educação Histórica e Património em Contexto Pré-Escolar – a implementação e os resultados de dois projetos
O relatório que se apresenta, intitulado “Educação Histórica e Patrimonial em
Contexto Pré-Escolar – a implementação e os resultados de dois projetos”, incide sobre
o trabalho desenvolvido na unidade curricular de Prática do Ensino Supervisionada em
Educação Pré-Escolar.
Os projetos contruídos e implementados tiveram como objetivo perceber se é
possível trabalhar com crianças entre os 5 e os 6 anos em contexto de jardim de infância
a valorização do Património Cultural, quer do Património Construído, quer do
Património Imaterial. Centrada a abordagem na História e no Património Local, foi ainda
objetivo deste trabalho promover o diálogo intergeracional, entre as crianças e os seus
avós, e uma maior interação escola-famílias.
Metodologicamente situado no âmbito da investigação-ação, os projetos cuja
implementação e resultados analisámos no presente relatório, permitiram às crianças
adquirir conhecimento sobre os jogos de infância dos avós e, através da visita a dois
fortes, conhecer de forma mais envolvida a comunidade local desenvolvendo uma
atitude de respeito pelo Património e História Local e de pertença
Sinalização de formas de violência junto de pessoas idosas
O presente trabalho aborda a temática das formas de violência junto das pessoas idosas, englobando a problemática do envelhecimento da sociedade portuguesa, as políticas sociais e os programas especiais, as diferentes formas de violência e a sua prevenção, culminando numa proposta de intervenção comunitária que se baseia na sinalização das mesmas, através da valorização da autoconfiança e da autoestima da pessoa idosa.
O propósito deste projeto surge da necessidade de alertar para o fenómeno social do envelhecimento, bem como prevenir o aparecimento de formas de violência nas pessoas idosas, através do reconhecimento da realidade com a elaboração de entrevistas a elementos técnicos, que trabalham com pessoas idosas, a elementos de forças de segurança e a pessoas idosas na comunidade.
Sendo assim, o estudo empírico baseia-se no modelo qualitativo a partir de entrevistas semiestruturadas que permitem perceber a realidade em estudo, de forma a desenvolver uma proposta de intervenção focada na valorização da autoconfiança e da autoestima da pessoa idosa.
PALAVRAS-CHAVE: Pessoas Idosas, Violência nas Pessoas Idosas, Prevenção, Gerontologia, Intervenção Comunitária
A Pedagogia da Escuta como prática educativa: narrativas do educador sobre a criança com deficiência
Pós-Graduação em Educação Especial: inclusão, desenvolvimento e aprendizagensInvestigar em Educação Especial distingue-se pelos diversos temas que
se atravessam para fazer pensar sobre as possibilidades de inclusão,
acompanhando a génese de uma prática docente. O tema sobre a escuta é um
caminho que vem a ser introduzido, pelas palavras do educador Loris
Malaguzzi (1920-1994)2, na sua abordagem de atuação em Educação Pré-
Escolar- Reggio Emilia.
Por sua vez, a Pedagogia da Escuta surge, em jeito de uma das muitas
metáforas que Loris Malaguzzi utiliza, para fazer uma interlocução de como o
adulto pode-se aproximar do mundo da criança. O autor sugere, assim, um
modo de atuar em Educação Pré- Escolar como forma de facilitar as
aprendizagens que se pretendem significativas para todas as crianças. O
presente trabalho vem a expor a nossa investigação, de natureza qualitativa,
que marca um caminho para a mudança das práticas em Educação Especial.
Pretendemos compreender os significados no que se refere: a) à proposta do
educador-de-infância sobre a imagem de criança com deficiência; b) ao papel
da Pedagogia da Escuta na sustentação de práticas inclusivas.
Deste modo, partindo de uma reflexão, interpelada pelo pensamento
“malaguzziano”, procurámos compreender a representação dos educadores
sobre as potencialidades da escuta na compreensão da criança com
deficiência. Este diálogo, entre a pesquisa e o conhecimento de novos
significados, traçou o nosso percurso investigativo como um “quebra-cabeças”
nos encontros e ensaios aquando da apropriação de diferentes técnicas e
instrumentos que vêm a qualificar o nosso interesse sobre a Pedagogia da
Escuta como forma de agir em Educação EspecialInvestigating in Special Education is distinguished by several themes that
go through to make think about the possibilities of inclusion, following the
genesis of a teaching practice. The listening topic is a path that comes to be
introduced, in the words of the educator Loris Malaguzzi (1920-1994)3, in His
approach to act in Childhood Education - ReggioEmilia.
In its turn, the Pedagogy of Listening appears, in shape of one of many
metaphors that Loris Malaguzzi uses, to make na interlocution of how adults
can approach the child's world. The author suggests an acting way, in
Childhood Education, that facilitates the learning process as is intended to be
meaningful for all children. The present work exposes our research, from a
qualitative nature, which mark a path for changing practices in Special
Education. We intend to understand the meanings regarding: a) the proposal of
the kindergarten teacher about disable child´s image; b) the role of Pedagogyof
Listening to support inclusive practices.
That way,starting from a reflection, challenged by “Malaguzzian” thinking,
we tried figured out how educators represent their listening potencial to
understand children with disabilities.This dialogue, between research and
knowledge of new meanings, traced our investigation path as a “puzzle” in
meetings and essays when appropriating different techniques and instruments
which qualifys our interest in the Pedagogy of Listening as a way of acting in
Special Education.
Keywords:Disability, EducationalNeeds, SpecialEducation, Inclusion,
ListeningPedagogy
Guia da Participação das Crianças e Jovens: Centros Educativos das Irmãs Doroteias
O Guia da Participação das Crianças e Jovens está organizado em cinco pontos:
i) uma reflexão e fundamentação teórica sobre o conceito de participação;
ii) uma apresentação das razões para a adotar a participação nos centros educativos das Irmãs Doroteias, com base no Perfil dos(as) Alunos(as);
iii) uma problematização de “o que é participação” e “o que não é participação”;
iv) uma referência aos fatores “inibidores da participação” e aos fatores “facilitadores da participação”;
v) um “mural de experiências”, que apresenta exemplos concretos, tanto de centros educativos das Irmãs Doroteias como de outras escolas que mostram como é possível envolver as crianças e os jovens nas decisões sobre a escola