Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti

Repositório Institucional da ESEPF
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    Retratos da planificação educativa em escolinhas comunitárias de Moçambique

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    O artigo apresenta o resultado de uma análise documental efetuada a 406 planificações da prática educativa de monitores de nove escolinhas de gestão comunitária da província de Niassa, em Moçambique. Estas escolinhas comunitárias constituem uma resposta educativa a crianças até aos 6 anos e enquadram-se num projeto desenvolvido pela Diocese de Lichinga que, com a parceria e apoio de outras organizações não governamentais, ao longo de mais de 20 anos, tem tido como intuito reforçar a oferta e a melhoria da qualidade do trabalho na área da educação pré-escolar. Esta análise permitiu caracterizar o modo de planificar dos monitores responsáveis pela prática educativa das escolinhas comunitárias, identificando aspetos formais e pedagógicos, nomeadamente no que diz respeito às intencionalidades, aos conteúdos, às atividades e experiências educativas que proporcionam, à organização do espaço e do tempo, ao papel destinado à criança nestes processos e à reflexão e avaliação sobre a intervenção. Os dados foram reveladores do trabalho de formação já realizado junto destes monitores permitindo equacionar melhorias ao nível da formação e intervenção destes profissionais, nomeadamente no que diz respeito à necessidade de assumirem, cada vez mais, uma atitude construtora do currículo

    A identidade da criança através da representação gráfica. As artes visuais como área facilitadora no processo de aprendizagem infantil

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    O presente relatório de investigação surge no âmbito do Mestrado em Educação Pré-escola e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. A presente temática encontra se sob orientação da Doutora Sandra Mónica Figueiredo de Oliveira. Desta forma, pretendemos perceber qual é a identidade da criança através da representação gráfica, e como as Artes Visuais podem ser facilitadoras no processo de aprendizagem das crianças. Sendo a identidade um processo construtivo ao longo da vida, esta é completada por diversas características distintas, o que faz que cada criança expresse a sua identidade no seu ritmo e de forma diversificada. Cabe a cada profissional, neste caso aos Educadores, proporcionar diversas atividades, que conduzem ao desenvolvimento da criança e à sua perceção do mundo, sendo de extrema importância as Artes Visuais como facilitadoras do Ensino Aprendizagem. A existência de uma atividade de Artes Visuais, por mais simples que seja, que pode ir desde um simples desenho, a criança está através da representação gráfica a expressar uma linguagem que engloba a sua identidade. Verificamos isso através das etapas da representação gráfica. Com a abordagem deste tema pretendemos inculcar que por simples que seja o rabisco, que para os adultos não adquire significado nem valor, mas cada criança utiliza - o como forma de se expressar. Este adquire significado e sentido para a criança, sendo o seu reflexo de identidade e emoção e a forma como vê o mundo. Para proceder a essa análise delineamos os seguintes objetivos: identificar quais os elementos que as crianças representam como forma de expressar a sua identidade; perceber como as Artes Visuais promovem o desenvolvimento infantil e compreender qual é o papel do Educador de Infância, como mediador nas Artes Visuais. Assim sendo, esta investigação é de cariz qualitativo, tendo por base entrevistas dirigidas a Educadores de Infância e posterior análise desses dados recolhidos de modo a estabelecer assim uma comparação entre o estudo e a visão dos educadores. Em suma, concluímos que o trabalho efetuado pelos Educadores aquando proporcionam atividades de Artes Visuais contribui para desenvolvimento de diversas competências nas crianças. Estas conseguem representar a sua identidade de diversas formas, dando sentido ao que rabiscaram. Palavras-chaves: Identidade; Artes Visuais; Representação Gráfica; Jardim-de-Infância

    Escrita criativa: uma proposta didática geradora de motivação para o desenvolvimento da linguagem escrita

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    O presente relatório de estágio teve como tema central o papel da Escrita Criativa no desenvolvimento da linguagem escrita. Nesse sentido, definiu-se como principal objetivo a compreensão da forma como, através de uma abordagem lúdica e criativa à expressão escrita, é possível motivar os alunos para o desenvolvimento desta competência. A aprendizagem da escrita, ao contrário do que acontece no processo de aquisição da comunicação oral, implica um conjunto de processos altamente complexos e, por isso, trata-se de uma atividade desafiante para as crianças que começam a ter contacto com o código escrito desde cedo. Sendo a linguagem escrita um dos alicerces do percurso académico de um indivíduo e verificando-se as inúmeras dificuldades existentes na aprendizagem da mesma, é necessário que haja muita persistência e criatividade no que toca à atividade pedagógica. Assim, atendendo também à relevância que o pensamento criativo tem na capacidade de resposta aos desafios colocados pela atualidade, através da Escrita Criativa pretende-se despertar o interesse dos alunos para a escrita, motivando-os para a realização de atividades relativas a esta competência. Para a concretização do estudo em questão, selecionou-se o método qualitativo, bem como a estratégia metodológica da investigação-ação, tendo participado neste estudo vinte e seis crianças do 4.º ano de escolaridade. Foram utilizados várias técnicas e instrumentos de recolha de dados, nomeadamente inquéritos, entrevistas semidiretivas, observações participantes, registos fotográficos, análise documental, bem comum focus group. Os resultados obtidos confirmaram que, por meio da implementação de sequências didáticas de Escrita Criativa integradas numa abordagem lúdica e criativa da linguagem escrita, envolvendo os alunos num ambiente descontraído e alegre que lhes dá segurança e confiança, é possível motivá-los para o desenvolvimento da escrita, passando estes a encarar positivamente esta atividade. Palavras-chave: Escrita Criativa; Linguagem Escrita; Motivação; Criatividade; Abordagem lúdic

    Inclusão de alunos com Défice Cognitivo nas aulas de Educação Física

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    A escola tem o desafio diário de responder às necessidades de todos os alunos, independentemente das suas caraterísticas. Neste sentido, todo o sistema educativo, tem um papel decisivo na inclusão escolar. É fundamental que se adotem as melhores estratégias no sentido de promover uma educação de qualidade. A escolha do tema “inclusão de alunos com Défice Cognitivo (DC) nas aulas de Educação Física (EF)” deve-se à necessidade de contribuir para a formação de todos, nos quais se incluem as crianças/jovens com Défice Cognitivo e que, apesar da heterogeneidade que os caracteriza, enfrentam as mesmas preocupações e interesses, manifestando os mesmos sentimentos que as outras crianças/jovens. Para realizar este estudo, em primeiro lugar, procedemos ao enquadramento teórico, através da revisão da literatura adequada e julgada necessária, considerando os aspetos mais significativos. Posteriormente, foi aplicado um inquérito por questionário a noventa e um docentes de Educação Física. De acordo com os resultados que obtivemos, constatamos que os docentes não têm por hábito excluir os alunos com Défice Cognitivo. Verificamos também, que uma quantidade considerável de docentes diz sentir-se preparada para lidar com estes alunos e até considera ter um bom desempenho enquanto docente, mas, por outro lado, nota-se, que uma boa percentagem de docentes se preocupa em conhecer e saber mais sobre a problemática, na medida em que refere que tenciona realizar uma formação específica. Por último, constatamos que, a atitude inclusiva dos docentes durante a aula, poderá levar a que estes alunos sejam socialmente aceites pelos restantes colegas

    Pré-competências de leitura-escrita: perceção de educadores de infância e professores de 1.º CEB

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    A aquisição da linguagem escrita assume um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança (Sim-Sim, 2006). As Dificuldades de Aprendizagem Especificas (DAE) só podem ser diagnosticadas depois de iniciado o processo de aquisição de leitura-escrita. No entanto, é fundamental que os profissionais de educação estejam atentos a sinais precoces que podem indiciar dificuldades futuras na leitura e na escrita e possibilitar uma intervenção o mais cedo possível. O presente estudo debruça-se sobre as perceções de educadores de infância e professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico quanto aos domínios das pré-competências de leitura-escrita. As pré-competências selecionadas são relativas ao “Bloco de competências auditivas”, pois tivemos que circunscrever e direcionar este estudo e porque a dislexia disfonética ou auditiva é a mais frequente (Torres & Fernández, 2001; Frank & Livingston, 2004). A metodologia adotada, de caráter quantitativo, teve por base um inquérito por questionário ao qual responderam 66 educadores de infância e 59 professores de 1.º CEB. Os resultados obtidos sugerem que os educadores de infância e professores de 1.º CEB atribuem uma relevância muito idêntica a todos os domínios de pré-competências, assim como a perceção de uns e de outros é muito semelhant

    Ensino à Distância: Respostas Organizacionais, das Instituições de Ensino Superior, para os Alunos Surdos

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    A presente investigação visa entender quais as respostas organizacionais, por parte das instituições de ensino superior, para os alunos surdos, percebendo, ao mesmo tempo, as suas dificuldades, particularmente no ensino superior, uma realidade tão atual devido à situação pandémica que assola os nossos dias. Teve-se em conta que a surdez é caraterizada como ausência, total ou parcial, de audição, e pode ser adquirida ou inata, sendo que as suas causas podem ser múltiplas. Esta condição afeta milhares de pessoas em todo o mundo, que apresentam dificuldades de comunicação, acesso à informação e, naturalmente, dificuldades de interação com o mundo que as circunda. Numa perspetiva metodológica, e tendo em consideração os objetivos da investigação, recorreu-se à entrevista enquanto técnica de recolha de informações, sendo que foram entrevistadas três pessoas surdas, estudantes do ensino superior, em faculdades públicas. Posteriormente, procedeu-se à análise de conteúdo das suas respostas. Os resultados indicam que apesar dos entrevistados sentirem dificuldades, tanto nas aulas à distância como nas aulas presenciais, demonstram, na generalidade, estar satisfeitos com as respostas que são providenciadas pelas suas instituições de ensino superior

    Lideranças Intermédias: a ponte para um caminho de sucesso

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    Um bom líder não deve apenas possuir capacidades cognitivas mas, também, inteligência emocional. É importante não esquecer que situações distintas geram diferentes tipos de liderança. É fundamental compreender que as lideranças intermédias fazem a ponte entre a direção e os colaboradores e que deve existir um elemento de avaliação que ajude os lideres intermédios a concretizar esta ligação e aplicar melhorias que permitam o bem estar de todos e que giram resultados. Esta investigação tem como objetivo dar a conhecer o conceito de liderança e lideranças intermédias e apresentar o Modelo CAF. A apresentação destes conceitos tem como finalidade a compreensão da importância das lideranças intermédias na gestão da liderança de topo e dos colaboradores, para promover a harmonia e o desenvolvimento da equipa. Para este efeito, será utilizada uma metodologia quantitativa, na medida em que será realizado um inquérito por questionário e serão comparados e analisados os resultados. Após o estudo, podemos concluir que os colaboradores privilegiam uma boa comunicação e empatia por parte da direção e que este tipo de avaliação é importante, na medida em que o líder intermédio necessita de fazer a ponte e gestão entre a liderança de topo e os colaboradores. Palavras chave: Liderança; Liderança Intermédia; Avaliação de desempenho; Modelo CA

    Liderança: observar, refletir e agir

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    A temática da Liderança, na qual está inserido o papel do Coordenador Pedagógico de uma instituição, tem suscitado muito interesse e existem várias perspetivas sobre este conceito, nomeadamente na área da educação. Neste projeto de investigação, será analisado o desempenho de uma líder em concreto, tendo como referências as respostas fornecidas pelas suas colaboradoras num inquérito por questionário. Assim, o principal enfoque deste trabalho é a liderança, nomeadamente no âmbito da observação, da reflecção e da ação de uma Supervisora Pedagógica. Assim, esta investigação é baseada em quatros grandes temáticas: modelos de supervisão pedagógica; liderança; motivação; bem-estar. Para este efeito, utilizou-se como opção metodológica, uma pesquisa de natureza quantitativa. A pesquisa quantitativa evidencia uma amostra de 6 colaboradores de uma instituição, de caráter privado, com a finalidade de perceber de que forma o papel de um líder influencia a motivação de uma equipa. Deste modo, para a recolha de dados utilizou-se um inquérito por questionário, que se encontrava organizado em sete grandes dimensões: objetivos; estruturação; liderança; aprendizagem contínua; informação e comunicação; desenvolvimento de competências; bem-estar. Desta forma, com este instrumento pretende-se perceber quais os pontos fortes e os pontos fracos de uma Supervisora Pedagógica, identificando, também, estratégias de atuação perante as informações recolhidas. PALAVRAS-CHAVE: Liderança Intermédia, Líder, Supervisão Pedagógica, Motivação, Observação, Reflexão e Açã

    Diferenciação pedagógica em Matemática - perceção e práticas por alunos, docentes e futuras docentes do 1.º ciclo do ensino básico

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    Uma escola que pretenda dar resposta aos desafios que lhe são colocados necessita de se assumir como uma escola inclusiva e de equidade, promovendo o sucesso escolar de todos os seus alunos. (Cohen & Fradique, 2018). Com a autonomia de que atualmente usufruem a nível curricular e pedagógico (Cosme, 2018), escola e professores são decisores na definição e concretização de práticas que favoreçam a diferenciação pedagógica, medida universal de suporte à aprendizagem e à inclusão. O presente contributo, focado em conceções e práticas de diferenciação pedagógica em Matemática, decorre de um estudo desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada de um mestrado de habilitação para a docência no 1º Ciclo do Ensino Básico ministrado por uma instituição de ensino superior do Porto. Com a sua realização, pretendeu-se identificar formas, potencialidades e constrangimentos decorrentes da sua aplicação, bem como caracterizar estratégias de diferenciação pedagógica que são utilizadas em sala de aula e seus principais destinatários. Com uma natureza essencialmente qualitativa (Flick, 2015) e com a colaboração de docentes, futuras docentes e alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, este estudo incluiu a sua auscultação por aplicação de inquéritos por questionário, a professores e futuros professores, e constituição de grupos focais, com alunos de 1º CEB, desejando-se com esta opção aportar visões complementares sobre a temática em foco. Como principais conclusões refiram-se uma razoável concordância nos resultados obtidos dos diferentes grupos de participantes, essencialmente ao nível 612 concetual e de práticas implementadas, e a deteção de necessidade de uma maior capacitação destes profissionais de educação que lhes permita uma ação pedagógica verdadeiramente ajustada a cada aluno para a promoção das aprendizagens de todos

    Os contos infantis de outros e destes tempos na desconstrução do medo

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    Ao referir o conceito de “Literatura Infantil”, antes de mais importa situá-lo nos dias de hoje, na sua génese e na sua evolução em termos dos contextos históricos e culturais diversos. Perceciona-se que a Literatura Infantil é dinamizada e reproduzida entre gerações, muito precocemente, através da cultura oral, do requisito do “conta-me outra vez” e embora grande parte deste tipo de literatura esteja hoje já organizada num registo escrito, ou seja, dada a conhecer através da sugestão de livros impressos ou digitalizados, de facto, é através da via oral e da revisitação da forma contada que estas histórias passam entre gerações. O livro ficará guardado na memória ligado à voz de quem o leu, à história que dele se guardou, ao desenho que dele se viu, ao lugar imaginário que através do modo e do espaço contado se conquistou. Mas qual o espaço introspetivo a que aquele livro passou a equivaler e como o consolidou o espaço emotivo e formativo no crescimento de cada um, que valor individual dela guarda e o património que aquela história ganha e constitui no olhar e memória de cada um? A temática do medo é transversal e por isso podemos encontrá-la tanto nas histórias tradicionais, como também nas contemporâneas. Escolhendo essa mesma temática realizou-se um estudo de caso ao nível de dois grupos de crianças, sobre a relação entre a aprendizagem e a decodificação de sinais no processo de crescimento: circunscrição dos grupos etários (3/4 e 7/8 anos de idade) e decodificação de símbolos, à volta das obras O Cuquedo, Capuchinho Vermelho e Corre, corre cabacinha. O estudo de caso permitiu concluir que a Literatura Infantil constitui um meio privilegiado para se trabalharem as emoções, nomeadamente o medo, pois, atualmente, as histórias são construídas com base nas necessidades psicológicas dos recetores e, portanto, através da viagem pelo “mundo da imaginação”, as crianças estão indubitavelmente a lidar com os dilemas típicos da sua idade. Palavras-chave: Literatura tradicional; Literatura oral; Literatura infantil contemporânea; Etapas de aprendizagem; MedoBy referring the concept of “Children’s Literature” first of all, it matters to situate the concept itself, nowadays, and in its genesis, in its evolution in historical contexts and cultural diversity. Is perceived that Children’s Literature is streamlined and reproduced between generations, very early, through oral culture, of the requirement of the “tell me one more time” and although majority of this type of literature be currently, already organized in a written record, that is, made know through the suggestion of printed books or scanned, in fact, it’s through the oral way and the revisiting of the counted form that these stories pass between generations. The book will be stored in memory linked to the voice of those who read it, to the story that we keep from it, to the drawing that was seen on it, to the imaginary place that through the mode and the narrated space was conquered. But what introspective space that book has started to equal and how was it consolidated the emotive and formative space in the grown of each, what an individual value from it holds and the heritage that story gets and constitutes in the eyes and memory of each one? The fear theme is transversal and so we can find it both in traditional stories, but also in contemporary ones. Choosing this theme a case of study was carried out at the level of two groups of children, about the relationship between learning and decoding signals in the process of growth: circumscription of age groups (3/4 e 7/8 years old) and decoding symbols, around the stories of O Cuquedo, Capuchinho Vermelho e Corre, corre cabacinha. The case study allowed to conclude that Children’s Literature constitutes a privileged path to work the emotions, namely fear, because currently stories are built based on the psychological needs of recipients and therefore through the journey through the "world of imagination" children are undoubtedly dealing with the dilemmas typical of their age. Palavras-chave: Tradicional Literature; Oral Literature; Contemporary Children’s Literature; Stages of learning; Fear

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