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Contributos para uma didática da leitura em português no 2º ciclo do ensino básico – o laboratório de leitura recreativa
A presente investigação teve a duração de um ano letivo e pretende abordar a leitura recreativa enquanto contributo para as aulas de português do 2º Ciclo do Ensino Básico.
No enquadramento teórico, explana-se a abordagem ao conceito de leitura, os tipos de leitura, a leitura recreativa e ainda a leitura nos documentos oficiais portugueses e a sua didatização, centrando-se o foco deste relatório na leitura recreativa.
No domínio metodológico, apresenta-se a opção pela metodologia qualitativa bem como a escolha de todas as técnicas de recolha de dados utilizadas e os benefícios da sua utilização ao longo da investigação.
Depois de apresentados, discutidos e analisados os dados recolhidos, atestamos que o contributo prático da leitura recreativa para as aulas de português de 2ª CEB se revela essencial e frutífero, não só em termos de sucesso académico, mas também ao nível do desenvolvimento pessoal dos alunos do 2º ciclo do Ensino Básico.
É, pois, clarificada e justificada a necessidade de todos os intervenientes da ação educativa se consciencializarem de que “Tanto o tempo para ler como o tempo para amar dilatam o tempo de viver.” (Pennac, 2002, p. 133)
Palavras-chave: Leitura, Leitura Recreativa, 2º Ciclo do Ensino Básic
Promoção do sucesso educativo e o processo de avaliação
É evidente a necessidade de os professores reconfigurarem o seu modo de ensinar, de modo a
proporcionarem aos seus alunos atividades potenciadoras do sucesso. Neste âmbito, o grande
objetivo deste relatório de estágio foca-se num processo de investigação/formação, no âmbito
da Prética de Ensino Supervisionada do curso de Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino
Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, sobre o processo
de ensino e de aprendizagem promotor de sucesso educativo e como a avaliação pedagógica
estimula o mesmo, numa instituição de ensino pública situada na zona metropolitana da
cidade do Porto. O presente relatório foi delineado por uma abordagem qualitativa, sendo os
dados recolhidos através do inquérito online – docentes do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico e
estudantes na área da educação – e questionário – alunos das turma onde a estagiária exerceu
o seu estágio profissionalizante. O principal resultado a destacar para o sucesso de cada aluno,
é a forma como este é avaliado, sendo o fator preponderante o feedback.
Palavras-Chave: sucesso educativo; avaliação pedagógica; feedback
Da comunicação à expressão oral: O educador de infância como impulsionador da aquisição e desenvolvimento da linguagem em contexto de creche
O presente relatório é produto de uma investigação sobre o papel do educador de infância no processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem das crianças.
Com o objetivo de sermos impulsionadores deste processo, implementamos o projeto numa sala de 1 ano (12/24 meses), numa instituição de caráter privado. Embora a temática em análise já fosse do nosso interesse, o contexto de creche fez com que este aumentasse ainda mais.
De modo a atingir os objetivos a que nos propusemos, delineamos uma intervenção educativa, entre Outubro de 2020 e Janeiro de 2021, durante a qual planificamos, dinamizamos e avaliamos em contexto de creche, um conjunto de intervenções que tinham como objetivo principal promover e estimular a comunicação e a linguagem.
De facto, acreditamos que o papel do educador de infância é fundamental no processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem das crianças. E, ao longo deste estudo, demonstraremos que as diferentes intervenções educativas (com recurso a diferentes estratégias), motivam as crianças e, consequentemente, fazem com que se envolvam cada vez mais no processo. Quando são estimulados, demonstram uma vontade cada vez maior de querer comunicar e mais tarde, de falar.
Assim sendo, através dos resultados obtidos, e comparando-os com as respostas das entrevistas também realizadas a três educadoras de infância, confirmamos que o papel do educador de infância é absolutamente fulcral
Brincar e intervir à distância: Uma missão (quase) impossível
O estudo reflete sobre um conjunto de interações e intervenções desenvolvidas presencialmente e à distância antes e durante o período de recolhimento social no âmbito da pandemia Covid-19. Partindo de dimensões teóricas, abordamos nesta investigação os desafios na dinamização de atividades com um grupo de crianças entre os 2e os 5anos. Refletimos teoricamente sobre o brincar, os espaços e ambientes de aprendizagem, os materiais e o papel do adulto. Em termos metodológicos, optamos por numa estrutura mista(quantitativa e qualitativa) com o objetivo de recolher um maior número de dados, cruzando perspetivas diferenciadas numa realidade concreta: crianças, educadora de infância e pais. Integrado num estudo mais vasto, este artigo apresenta como considerações finais três grandes ideias-chave orientadoras da intervenção em educação de infância nestes novos tempos de grandes desafios
Integração de saberes: percursos personalizados de aprendizagem em 1º ciclo do ensino básico
Atualmente, é exigido, cada vez mais, que todos os alunos atinjam o sucesso educativo
O poder decisório e participativo dos pais na escola: um estudo de caso
O presente relatório de estágio foi desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada em 1º CEB, inserido no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Neste sentido, esta investigação designa-se “O Poder Decisório e Participativo dos Pais na Escola: um estudo de caso”.
Assim, este estudo decorreu numa instituição de 1º CEB, de cariz particular, situada no distrito do Porto. Este teve como questão de partida base percecionar a importância do poder decisório dos pais na escola. Para isso, foi utilizada uma metodologia qualitativa, onde se recorreu à análise documental, à entrevista e ao inquérito por questionário. Desta maneira, intervieram diversos sujeitos participativos, sendo eles: o presidente da CONFAP, a diretora da instituição, a professora cooperante e o Representante de Pais da turma onde se desenvolveu a Prática de Ensino Supervisionada em 1º CEB.
Neste sentido, foi possível concluir que, grande parte dos Encarregados de Educação [EE] refere possuir poder de decisão. No entanto, estes confundem o poder de decisão com o poder de participação, uma vez que, a grande maioria dos EE afirmam que a escola ouve as suas opiniões e que podem influenciar as decisões. Além disto, é possível constatar que, alguns EE referem o poder de decisão através do Representante de Pais, do contacto com a direção e professores. Dado que, esta última percentagem de EE é reduzida, foi possível verificar que, efetivamente, os pais não possuem poder de decisão na escola, mas sim espaço de participação para manifestar as suas opiniões. No que concerne aos benefícios que advêm deste tipo de participação é possível constatar que, os sujeitos participativos conseguem encontrar essas vantagens, sendo elas tanto para a Comunidade Educativa, como para os alunos. Desta forma, destacam-se a garantia dos direitos dos alunos, tanto na sua aprendizagem como na adequação do ensino e uma melhoria do envolvimento das famílias com a escola.
Palavras-Chave: Relação Escola-Famílias-Comunidade; Envolvimento parental; Poder decisório dos Pai
Educação de Infância em Moçambique: um estudo sobre as Escolinhas Comunitárias do Niassa
Em parceria entre a Diocese Católica de Lichinga, a FEC - Fundação
Fé e Cooperação, os Leigos para o Desenvolvimento, a Escola Superior de Educação
de Paula Frassinetti, a Kindermissionwerk, a Misereor, a Manos Unidas, e as entidades
estatais da tutela, nomeadamente, a Direcção Provincial e Distrital de Género, Criança
e Acção Social e a Direcção Distrital de Educação, Cultura, Juventude e Tecnologia de
Cuamba e Lichinga, surge, em 2015, o Projeto Othukumana – “Juntos” - Reforço das
capacidades da rede diocesana católica de educação pré-escolar (doravante Projeto Othukumana). Este projeto teve como pretensão: reforçar as competências pedagógicas e do trabalho em rede dos agentes educativos da educação pré-escolar da
Diocese de Lichinga; reforçar a sustentabilidade das ECN através do fortalecimento
do seu modelo de gestão; elaborar um modelo pedagógico de educação de infância
da Diocese de Lichinga, respeitando os princípios do desenvolvimento da Dignidade
Humana; favorecer uma visão holística e integral do desenvolvimento de cada criança
e do seu sucesso educativo; reforçar as competências da ação da Comissão Diocesana
de Educação (CDE) e a sua integração na Estratégia Nacional da Educação Pré-Escolar
(Silva, Pinheiro, Craveiro e Sousa, 2019, p.10)
Generation
O conceito de geração é vulgarmente utilizado no âmbito das ciências sociais e humanas assim como nas ciências naturais, designadamente pela Biologia. Trata -se de um conceito de grande amplitude e flexibilidade. A este associam -se várias ideias e entendimentos de acordo com o respeti-vo enfoque teórico (Attias -Donfout, 1988). Poder -se -á relacionar geração e idade biológica e o conceito poderá reportar ao período de sucessão entre descendentes em linha reta – avós, pais e netos –, assim como, noutra perspetiva, de análise demográfica, poderá aludir a três ciclos de vida e/ou três gerações. Poder -se -á referir a uma década de forte manifestação cultural, numa abordagem histórica e cultural, e, neste sentido, facilmente encontramos expressões como “a década de 1960” ou “the Sixties
As casas do Pi
O Projeto de Gestão do Currículo “As Casas do Pi” foi idealizado, planificado, executado e avaliado por uma equipa pedagógica do Colégio Nossa Senhora da Paz, no Porto, constituída por docentes das disciplinas de Português, Matemática e Educação Visual. Este foi aplicado em turmas de 6º ano, versando conteúdos como o roteiro, o património e a circunferência, o número pi, o perímetro e a área de um círculo. O produto final resultante deste projeto foi a criação de uma exposição no dia do Pi (14 de março), apresentada à comunidade educativa, com casas construídas pelos alunos e numeradas com as casas decimais do P
O educador de infância na unidade de neonatologia
Este artigo resultou de uma investigação de natureza qualitativa, mais concretamente um estudo de caso, que objetiva potenciar a Intervenção Precoce na Infância (IPI) numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) junto das crianças prematuras com alterações, ou em risco de apresentarem alterações no seu desenvolvimento. A recolha de dados procedeu-se através de entrevistas semiestruturadas, com questões abertas, a oito enfermeiras que exercem funções na UCIN num dos maiores hospitais do norte de Portugal. Dos resultados salienta-se: a indagação acerca da prematuridade e de como esta altera o desenvolvimento normal dos bebés; o aumento da probabilidade de recorrer aos serviços de IPI; a consciencialização da necessidade de formação e aprofundamento de conhecimento relativamente às respostas do Sistema Nacional
de Intervenção Precoce (SNIPI) por parte dos profissionais da UCIN; a importância do papel do educador
como mediador de caso na referência desses bebés para intervenção precoce, bem como, no apoio às
famílias. Para que possa desempenhar este papel na sua plenitude, cabe ao educador de infância delinear e
definir estratégias de ação que lhe permita intervir junto dos bebés e das suas famílias ainda durante a estadia na UCIN.
Palavras-chave: prematuridade; intervenção precoce em neonatologia; equipa multidisciplinar; educador de
infância