Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti

Repositório Institucional da ESEPF
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    A participação da criança na relação escola-famílias-comunidade: Um estudo de caso

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    O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, integrado no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico. Este intitula-se “A participação da criança na relação escola-famílias-comunidade: um estudo de caso”. Este estudo realizou-se num jardim-de-infância da rede pública, situado no distrito do Porto. Teve como grande finalidade perceber de que modo as crianças dessa instituição participam na Relação Escola-Famílias-Comunidade. Para o efeito da presente investigação foi adotada uma metodologia qualitativa, na qual se recorreu à utilização de técnicas e instrumentos de recolha de dados, como são a análise documental, a entrevista, o inquérito por questionário e o focus group de modo a responder à questão de partida. Os sujeitos participantes neste estudo foram duas educadoras de infância, sete crianças e dezassete encarregados de educação. A Relação Escola-Famílias-Comunidade e a participação da criança na mesma constituem a grande temática deste estudo. Os dados obtidos revelam a importância de se estreitar esta relação, não podendo esquecer a criança como cidadão, que tem direito a ser escutado e a participar ativamente e não um mero destinatário desta relação. Assim sendo, foi possível compreender, através dos dados recolhidos, que todos as educadoras de infância consideram que a criança deverá desempenhar um papel preponderante na relação da escola com as famílias, com responsabilidade e liberdade, sendo, idealmente, o autor do seu próprio percurso. Já os encarregados de educação entendem, da mesma forma, que a criança deverá participar na dinâmica entre a escola e a família, bem como serem ouvidas, considerando a sua opinião no desenvolvimento dessas dinâmicas. Por fim, as crianças vêm corroborar as opiniões dos participantes anteriores, referindo que gostam de estar envolvidos nas atividades do JI e em casa, dando exemplos de diversas formas de participação

    Brincar: Compreender a criança

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    O tema do presente estudo, “Brincar: compreender a criança”, apresenta como objetivo compreender de que forma as crianças vêm e vivenciam o brincar e assim percecionar as competências que adquirem ao fazê-lo e de que forma o adulto pode potenciá-lo. Este estudo é de caráter qualitativo, sendo os instrumentos de recolha de dados uma entrevista à educadora e registos de observação realizados no decorrer da Prática de Ensino Supervisionada em Creche. Os resultados obtidos apontam para a importância que o brincar apresenta na vida das crianças, na aquisição de competências, na interação com diferentes materiais, na partilha de espaço e materiais, no brinquedo, na resolução de problemas, no crescimento pessoal e na valorização de um brincar livre e não só estruturado

    Entender o presente conhecendo o passado: O contributo do estudo do meio na educação para a cidadania

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    Nos anos mais recentes tem existido uma expressiva preocupação pública com os desafios que no futuro se colocarão às crianças atualmente em idade escolar. Foi neste contexto que surgiu o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), o qual torna evidente a complexidade do processo educativo até as crianças atingirem a maioridade. Procurámos saber, por isso, saber em que medida dimensões como o respeito e a compreensão do outro, a participação, os sentido de cidadania e o espírito crítico podem ser desenvolvidos nas crianças a partir da exploração dos conteúdos das ciências sociais e humanas, integradas na componente curricular de Estudo do Meio no 1.º ciclo do Ensino Básico. Do universo das ciências sociais e humanas selecionámos, em particular, a área de História. Confrontámos perspetivas de autores nacionais e internacionais, cujos estudos versam o contributo que a aprendizagem da História tem no desenvolvimento das crianças. Revisitámos ainda o impacto das teorias cognitivas mais influentes na definição dos currículos do 1.º ciclo do ensino básico, constatando que algumas daquelas teorias tiveram um efeito, essencialmente, restritivo, reduzindo a ambição dos documentos curriculares. Da nossa intervenção em contexto educativo incluímos neste estudo duas atividades, através das quais procurámos saber qual o contributo dos conteúdos de ciências sociais e humanas, presentes na componente curricular de Estudo do Meio, para o cumprimento de alguns dos desígnios do PASEO, em particular dos que almejam que o aluno no final da escolaridade seja: livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia (...) que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático [e] que rejeite todas as formas de discriminação e de exclusão social (Martins et al, 2017, p. 15) A primeira foi implementada numa turma do 4.º ano de escolaridade e contou com a participação de 11 alunos. Esta atividade desenvolvida em 4 etapas, no âmbito da abordagem dos conteúdos de Estudo do Meio, implicou a construção individual de uma Banda Desenhada (BD) a retratar um acontecimento da História de Portugal. A atividade III teve duas finalidades: procurou perceber se os alunos tinham adquirido conhecimento histórico e se tinham desenvolvido outras competências nos alunos como a da colocação no lugar do outro e do respeito pelo outro. A análise de dados permitiu aferir que a maioria dos participantes revelou conhecimento sobre o acontecimento retratado e que houve, ainda, mobilização de competências cognitivas de ordem superior, como o pensamento inferencial, em todos os alunos. Foram igualmente recolhidas evidências de capacidade de se colocarem no lugar do outro e de manifestarem respeito pelo outro, na maioria dos alunos participantes que concluíram as BD. A segunda atividade foi implementada numa turma do 3.º ano e contou com a participação dos 26 alunos. Esta atividade foi desenvolvida em torno do passado do meio local, centrando-se no conhecimento de algumas figuras ilustres do Porto presentes na toponímia, estatuária, tradição oral e instituições locais. A realização desta atividade, no âmbito deste estudo, permitiu perceber a capacidade dos alunos em realizar inferências sobre a vida noutros tempos. Todavia as evidências das aprendizagens sobre a presença das figuras ilustres na toponímia e estatuária locais revelaram algumas fragilidades. Palavras-chave: Estudo do Meio, Ciências Sociais e Humanas, cidadania, sentido crític

    A escola inclusiva e a intervenção dos profissionais de educação

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    A temática da inclusão, de um modo geral e independentemente do contexto a que está associada é, indubitavelmente, um dos maiores desafios recorrentes na sociedade atual. Quando se aborda este conceito, no que se refere à Educação, entende-se que é urgente combater a diversidade, incluindo todas as crianças no ensino regular. Para que tal se concretize, é necessário que o sistema educativo seja capaz de responder às necessidades de todos e de cada um dos alunos, tornando-se uma escola de todos e para todos. Neste sentido, a conceção do presente relatório tem como principal finalidade de investigação perceber de que modo o Profissional de Educação pode promover uma Educação Inclusiva em contexto de Educação Pré-Escolar (EPE) e em 1ºCiclo do Ensino Básico (1ºCEB). Assim, este estudo debruça-se sob os seguintes parâmetros, dos quais compete aos investigadores: Compreender o processo de Inclusão na Educação Pré-Escolar e no 1ºCiclo do Ensino Básico; Perceber de que forma os docentes têm conhecimentos relativos aos Suportes Legislativos de Apoio à Educação Inclusiva; Questionar a adaptação dos conteúdos pedagógicos às necessidades da criança/aluno e; Identificar características específicas em crianças/alunos que possam requerer medidas diferenciadas. De forma a responder às questões acima referidas, foram utilizados diversos instrumentos de recolha de dados tais como inquéritos por questionário, através dos quais foi suscetível obter uma vasta amostra de respostas por parte de docentes das duas valências sob as quais incide este relatório. Para além disso, realizaram-se duas entrevistas, a primeira a uma docente de EPE e outra a uma docente de 1ºCEB. Não obstante, recolheram-se ainda outras evidências tais como planificações, reflexões e registo de incidentes críticos realizados pela estagiária ao longo da sua Prática de Ensino Supervisionada, durante os dois anos de mestrado. Relativamente aos dados obtidos através das recolhas realizadas, através dos inquéritos e das entrevistas, será possível constatar se os docentes referem aplicar, uma educação inclusiva; que recorrem a estratégias pedagógicas diferenciadoras; e ainda, através das planificações e dos registos realizados, confirmar-se-á o modo como esta educação inclusiva foi possível de ser colocada em prática pela aluna-estagiária. Palavras-chave: Inclusão; Escola Inclusiva; Diversidade; Suportes Legislativo

    Um olhar para o ensino da Matemática: Discalculia

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    A matemática é considerada uma das disciplinas de difícil compreensão, todavia, os motivos das dificuldades manifestadas pelos alunos nem sempre estão associados a fatores como o desinteresse e a motivação, mas relacionados com perturbações da aprendizagem específica, como a discalculia. Este último termo é usado para referir um conjunto de dificuldades caraterizado por problemas ao nível do processamento de informação numérica, da aprendizagem de factos aritméticos e da realização de operações de cálculo de modo preciso e fluente. A escola é uma instituição que deve responder às dificuldades de cada criança. O ensino da matemática deve ter como principal objetivo ajudar os alunos a construírem uma compreensão sólida do conceito de número e da relação que os números poderão ter entre si. Assim, torna-se importante que os professores adotem uma sequência de instruções que conduzam o aluno ao longo de três momentos: o concreto, a representação e a abstração. A abordagem da matemática em alunos discalcúlicos poderá ser feita com recurso a materiais manipuláveis dada à sua capacidade em facilitar a compreensão dos conceitos matemáticos e a construção de conhecimentos. No sentido de procurar compreender melhor esta perturbação e a forma como pode ser superada, esta investigação pretende aferir de que forma os materiais manipuláveis podem constituir uma estratégia de promoção do sucesso escolar em alunos com discalculia. O aluno em estudo foi diagnosticado com perturbação da aprendizagem específica no domínio da matemática, discalculia. Após a avaliação inicial da criança foi importante a estruturação de um plano de intervenção com base na manipulação de materiais concretos, para minorar e colmatar as dificuldades sentidas. Os dados foram obtidos através da observação participante e posteriormente pela comparação dos resultados das avaliações inicial e final. No fim desta investigação, fomos capazes de verificar algumas melhorias no processo de aprendizagem do aluno em estudo. Palavras-Chave: Matemática; Discalculia; Estratégias; Materiais Manipuláveis

    Transição da educação pré-escolar para o 1º ciclo do ensino básico em tempos de pandemia

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    Este relatório de investigação tem como tema a transição da Educação Pré-Escolar para o 1ºCiclo do Ensino Básico em tempos de pandemia. O objetivo principal deste trabalho é estudar como as crianças dos cinco anos de Educação Pré-Escolar viveram num confinamento e depois regressaram à escola já frequentando o 1º ano do 1ºciclo do Ensino Básico com novas regras e várias modificações. Outro objetivo é perceber como os profissionais ajudaram nesta nova fase tão distinta e como conseguiram que os alunos se adaptassem. Os métodos qualitativos usados neste relatório são o inquérito por questionário e a entrevista, onde realizamos uma análise detalhada das respostas. Palavras-chaves: Transição; Educação Pré-Escolar; 1ºCiclo do Ensino Básico; Pandemi

    Sensibilizar para a educação inclusiva desde a educação de infância

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    O presente relatório surge no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada na valência de Educação Pré-Escolar e em Creche e tem como temática sensibilizar para a educação inclusiva desde o jardim de infância, sendo o principal objetivo perceber como podemos educar para uma educação inclusiva. Este estudo apresenta uma metodologia de cariz qualitativa, sendo o instrumento uma atividade específica no contexto pré-escolar, um portfólio de criança e uma entrevista semiestruturada. Foi realizada uma avaliação da atividade, do portfólio e uma análise das respostas à entrevista cujos resultados revelam como se pode sensibilizar, no período de educação de infância, para uma educação inclusiva e, ainda, se há esta preocupação por parte dos/as educadores/as. A atividade específica no âmbito do pré-escolar permitiu-nos compreender que, se houvesse na sala uma criança com necessidades específicas, as restantes iriam ter um comportamento inclusivo para com esta. De seguida, a avaliação do portfólio da criança e as atividades incluídas neste, podemos afirmar que a educadora/estagiária da sala, sempre que planificavam tinham em conta as necessidades específicas de cada criança, sendo que as atividades planeadas são possíveis de realizar com todas as crianças da sala dos dois anos. Por fim e através das respostas às entrevistas conseguimos constatar que as entrevistadas têm a preocupação de sensibilizar as crianças na sala para a educação inclusiva e de adaptar as atividades às necessidades de cada uma. Palavras-chave: Educação Inclusiva; Educação Especial; Crianças com necessidades educativas; Pré-Escolar; Crech

    Contributo do manual escolar de Matemática para uma prática pedagógica diferenciada

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    O presente relatório é o culminar de uma investigação focada na utilização dos manuais escolares de Matemática em práticas docentes diferenciadas. Refletindo um percurso investigativo desenvolvido em contexto de Prática de Ensino Supervisionada no Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e de Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico que estabeleceu como objetivo principal compreender se/de que forma o manual escolar pode ser um recurso de apoio a práticas de diferenciação pedagógica para o docente com habilitação para a docência no 1.º Ciclo e/ou da Matemática no 2.º Ciclo do Ensino Básico. O estudo empírico realizado, de caráter essencialmente descritivo, incluiu a análise documental de 12 manuais escolares e a auscultação de 8 docentes por aplicação de uma entrevista semiestruturada. De acordo com os dados obtidos, foi possível concluir que, de uma forma geral, estes professores consideram que a diferenciação pedagógica é um direito de todos os alunos e que são eles os principais responsáveis por conceber práticas ajustadas a cada aluno, por entenderem que os manuais escolares não favorecem essa diferenciação. Da análise efetuada aos manuais escolares, pode-se concluir que estes recursos, apesar de alguns serem acompanhados de guiões para o professor com sugestões metodológicas e de incluírem tarefas explicitamente diferenciadas, não auxiliam o professor de forma muito significativa na concretização de diferenciação pedagógica. Palavras-chave: Diferenciação pedagógica, Manual escolar, Prática docente, Matemátic

    Atas do Congresso Internacional África pela Infância

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    Nos dias 25 e 27 maio de 2021, 13 oradores retrataram e partilharam experiências com e sobre crianças de vários países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe). O Congresso Internacional África pela Infância organizou-se em cinco painéis, potenciando uma análise em várias dimensões sobre a infância: Painel 1 – Realidades em Educação de Infância; Painel 2 – Repensar a Infância Hoje; Painel 3 – Intervenção educativa e social na Infância; Painel 4 – Brincar e o Tempo para a infância; Painel 5 – O papel do educador de infânci

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