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A importância do Brincar e do brinquedo na educação pré-escolar
O presente relatório de investigação tem como objetivo uma análise do ato de
brincar das crianças e, simultaneamente, a sua relação com os brinquedos. Serão ainda
abordados os seus parceiros de brincadeira, a utilização da imaginação e do faz de conta
no ato de brincar e o papel do educador no desenvolvimento da criança.
Foram recolhidos dados, numa Instituição Particular de Solidariedade Social,
mediante a realização de seis entrevistas a crianças de 3 anos e recolhidos 31 registos de
observação, muito embora só tenha utilizado 11 registos de observação, uma vez que
eram os mais pertinente, respeitantes ao tema. Tal permitiu apreender quais os brinquedos
favoritos das crianças e os seus parceiros preferidos de brincadeira, sendo que a maioria
das crianças prefere brincar com brinquedos e de preferência acompanhados, seja pelos
seus pares ou por familiares.
Foi também posto em consideração o ponto de vista de vários autores, que se
encontram aqui expostos e analisados sobre um domínio comparativo e descritivo. Desta
forma, foi possível obter conhecimentos mais aprofundados sobre o tema a desenvolver.
Será elaborada uma análise teórica do tema, apoiada nas teorias e pensamentos de
diversos autores relevantes da área da educação, a que se aliará uma vertente prática,
baseada nas tarefas e observações efetuadas junto das crianças durante o período de
estágio
Ninhos de autonomia – equacionar os processos de autonomização dos jovens em acolhimento na Casa dos Afetos
O acolhimento institucional é a medida de colocação mais aplicada no âmbito das medidas de promoção e proteção de crianças e jovens em perigo, em Portugal. Apesar do número de acolhimentos terem diminuído, ligeiramente, ao longo dos últimos anos, a prevalência desta medida, associada ao aumento da idade dos jovens acolhidos, levou-nos a realizar este estudo sobre autonomização e desenvolvimento de competências de vida dos jovens em situação de autonomia de vida e procurou-se conhecer qual o papel das equipas educativas nestes processos.
Com base em estudos anteriores, que associam o acolhimento ao défice de competências no processo de autonomização dos jovens, delineamos como objetivo essencial deste trabalho compreender o percurso dos jovens após os processos de acolhimento residencial.
O contexto de estudo foi o da instituição Casa dos Afetos. Procuramos analisar o trabalho desta instituição na preparação dos projetos de vida de autonomia dos jovens, bem como o impacto do trabalho de continuidade do seu projeto de vida, pós-acolhimento.
Procuramos ainda conhecer a perceção dos jovens sujeitos da pesquisa, os que se encontram em processos de autonomia de vida, os que estiveram acolhidos na Casa dos Afetos, e os que cessaram a medida e ainda jovens com a medida de acolhimento residencial, bem como a perceção de diferentes atores que intervêm nos processos de autonomia dos jovens, nomeadamente dos técnicos da CPCJ, EMAT e dos técnicos da Instituição que acompanham os jovens em autonomia de vida e ainda a perceção de professores, médicos, juízes e procuradores e do presidente da Câmara Municipal. É neste alargado enquadramento social que se processa toda a procura de dados compilados e analisados.
É privilegiada a aplicação de entrevistas semiestruturadas para a recolha de informação, a observação e análise dos projetos de vida dos jovens. Construímos grelhas de informação, que nos possibilitaram, comparar e interpretar diferentes práticas e sensibilidades.
Verificámos que os jovens percecionam algumas lacunas nas competências de gestão financeira, gestão da vida quotidiana e valorizam uma dimensão mais funcional
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da autonomia enquanto os restantes entrevistados valorizam a área emocional e as competências sociais.
Com base nos testemunhos deste estudo, técnicos, monitores e auxiliares educativos da Casa dos Afetos discutiram e refletiram sobre as narrativas dos jovens relativamente às suas competências face à autonomia. Foi neste confronto de ideias e na promoção de uma escuta ativa que se começa a desenhar uma nova metodologia organizacional, um projeto de intervenção “Ninhos de Autonomia”, experiência piloto na Casa dos Afetos.
Neste contexto, os jovens passam a ter um envolvimento mais interventivo em todos os setores da Casa, desde a gestão a tudo o que se relacione com o quotidiano.
O novo paradigma traz grandes mudanças: mais responsabilidade, mais autonomia, comportamentos e atitudes mais adequadas e maior autoestima. Os jovens sentem a Casa como um espaço que lhes pertence e pelo qual se responsabilizam.
Tal como referi este programa está a ser aplicado e os indicadores sugerem que os “Ninhos de Autonomia” estão a contribuiu positivamente no desenvolvimento do processo de autonomia das jovens
O reconhecimento da Coroa aos emigrantes portugueses no Brasil – a atribuição das ordens honoríficas (1864-1889).
A emigração portuguesa para o Brasil foi vista, na segunda metado do século XIX, pelas elites políticas e culturais em Portugal como um fenómeno isolado..
Aprender e empreender a partir de projetos e situações de aprendizagens ativas e situadas: das teorias às práticas
Na atualidade, impera a necessidade de aplicar novas metodologias de trabalho
que valorizem a liberdade dos alunos, a reflexão, a criatividade e o pensamento
crítico, de forma a aproximá-los do conhecimento, aumentando a sua autonomia
e consequente motivação.
O presente relatório de estágio insere-se na temática de aprender e empreender
a partir de projetos e situações de aprendizagens ativas e situadas, tendo como
principal finalidade compreender de que forma as metodologias ativas fomentam
o trabalho cooperativo entre os alunos, através do trabalho de projeto, tendo em
conta uma prática educativa interdisciplinar e as competências definidas no Perfil
dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória para o século XXI.
A investigação que aqui se apresenta é de natureza qualitativa, contemplando
diversas técnicas de recolha de dados - observação direta e registo fotográfico
ao longo de todo o desenvolvimento do projeto interdisciplinar realizado em
contexto de 1.º Ciclo do Ensino Básico, inquéritos por entrevista, realizado aos
docentes cooperantes do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico - com o intuito de
apresentar e compreender as suas perceções acerca do modo como o professor
pode fazer a diferença na forma como leciona, recorrendo a uma abordagem
interdisciplinar com utilização de metodologias e estratégias ativas que
potenciem o trabalho cooperativo entre os alunos.
Concluímos com este estudo que a prática educativa, centrada no aluno e na
sua aprendizagem, é fundamental para o sucesso educativo, bem como a
abordagem interdisciplinar com recurso a metodologias ativas aumentam a
motivação, o interesse e o empenho dos alunos.
Palavras-chave: educação; interdisciplinaridade; metodologias ativas;
aprendizagem ativa; trabalho cooperativ
O papel da música na creche e no pré-escolar. Representação das crianças
O presente relatório foi elaborado no âmbito do Mestrado em Educação Pré Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação Paula
Frassinetti. Encontra-se organizado em quatro capítulos que se interligam.
No primeiro capítulo reflete-se sobre a Educação de Infância em Portugal. Este
primeiro capítulo está dividido em 2 subtemas: “Contextualização histórica na creche e
no pré-escolar” e “Orientações Curriculares na Educação de Infância”.
No segundo capítulo aborda-se o tema das Culturas da Infância.
No terceiro capítulo fala-se sobre a Música e a Infância, refletindo-se sobre o
conceito de música segundo diferentes autores. Também são objetivos de reflexão
questões como o papel da música na 1ª Infância e qual o papel da música no
desenvolvimento das crianças. Dentro deste último tema, abordam-se questões
relacionadas com as Rotinas e a Música, e a Música como Instrumento de trabalho de
Competências Transversais.
No quarto capítulo, apresenta-se a metodologia de investigação utilizada na
realização deste estudo de caso. Apresentam-se também as técnicas de recolha e análise
de informação necessária para a realização desta investigação.
Palavras-Chave: Música, Crianças, Creche, Educação Pré-Escolar, Perspetiva da criança
A diferenciação pedagógica na aula de matemática do 2º CEB
Na prática profissional docente, os professores deparam-se, em uma mesma turma,
com diversos níveis de conhecimento, domínio distintos da língua, de ritmos e de perfis
de aprendizagens, bem como diferenças do domínio afetivo dos alunos que a compõem:
a implementação de estratégias de diferenciação pode facilitar a superação de alguns
desafios que essa heterogeneidade coloca, promovendo mais aprendizagem.
Com a realização deste trabalho de investigação pretendeu-se aprofundar
conhecimento sobre diferenciação pedagógica. Para isso, e a partir de uma revisão de
literatura sobre o tema, tentou-se identificar potencialidades e limitações apontadas à
implementação de estratégias de diferenciação pedagógica e compreender o seu
contributo nas aprendizagens em Matemática, nomeadamente nas perspetivas de
docentes e alunos.
Com a participação de professores de Matemática e de Ciências Naturais em
exercício no 2.º Ciclo do Ensino Básico e dos alunos de uma turma do 6.º ano de
escolaridade de uma instituição pública do Grande Porto, desenvolveu-se um estudo
qualitativo que contemplou a aplicação de entrevistas (aos professores) e de inquéritos
por questionários (aos alunos), e cuja análise foi articulada com a intervenção da prática
pré-profissional desenvolvida em contexto dessa turma pela autora deste relatório e pela
professora titular.
PALAVRAS-CHAVE: Diferenciação Pedagógica, Matemática, 2.º CEB, Práticas de
sala de aul
Estratégias de ensino diferenciadoras para aprendizagens matemáticas no 2.º Ciclo do Ensino Básico
É inegável a existência de diferentes interesses, potencialidades, ritmos e
dificuldades de aprendizagem nas salas de aula da atualidade, fatores que exigem a
organização de propostas pedagógicas que, respeitando essa diversidade, auxiliem e
motivem todos os alunos para a aprendizagem. A necessidade de aperfeiçoar e tornar
mais eficientes os processos educacionais configura, assim, o conhecimento sobre
estilos de aprendizagem como um recurso valioso na conceção de propostas
promotoras de aprendizagens mais sólidas, significativas e de qualidade.
O presente relatório de estágio ilustra um percurso investigativo desenvolvido
em sede de Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e de
Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação de Paula
Frassinetti, que foi desenvolvido em articulação com a Prática de Ensino Supervisionada
em contexto de 2.º Ciclo do Ensino Básico.
Estabelecendo como principal finalidade a concretização de uma intervenção
pedagógica motivadora de aprendizagem e de envolvimento nas tarefas desenvolvidas
na disciplina de Matemática, a investigação de natureza qualitativa aqui descrita
permitiu compreender a importância e/dos modos de aplicação de diferenciação
pedagógica na Matemática, atendendo, sempre que exequível e nunca comprometendo
a coesão grupal, às especificidades de cada aluno, com particular atenção nos estilos
preferenciais de aprendizagem dos alunos de uma turma de 6.º ano de escolaridade.
Palavras-chave: Matemática; Diferenciação Pedagógica; 2.º Ciclo do Ensino Básico;
Prática de Ensino Supervisionada; Estilos de Aprendizage
Co-construção de sentido(s) e significado(s): experiências formativas em contexto de 1º e 2º CEB
O presente relatório tem como principal finalidade perceber de que modo o professor
pode fazer a diferença na forma como os alunos aprendem, recorrendo ao estudo e
implementação de estratégias neurodidáticas.
Partindo de uma análise de diversas teorias públicas, apresentar-se-á quatro
experiências de prática de ensino supervisionada (em cada um dos ciclos de ensino – 1.º
e 2.º Ciclo do Ensino Básico) e conta com um trabalho investigativo de natureza
qualitativa, de tipo descritivo, envolvendo 42 participantes.
O foco investigativo e formativo reuniu um conjunto de estratégias potenciadoras da
memória, motivação e envolvimento, comunicação, pensamento crítico, compreensão
e autorregulação.
De salientar a confirmação de que as estratégias neurodidáticas revelam uma prática,
centralizada no aluno e na sua aprendizagem, sendo fundamental para o sucesso
educativo, assim como a utilização de recursos e instrumentos diversificados aumentam
a motivação, o interesse e o empenho por parte dos mesmos, no que se refere ao
processo de ensino e de aprendizagem, embora alguns professores evidenciem
resistências a este tipo de prática educativa.
Palavras-chave: Motivação, envolvimento dos alunos, estratégias neurodidáticas,
prática de ensino supervisionad
Linguagem artística e lúdica como instrumento de desenvolvimento de competências transversais de crianças so pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico
Este relatório de investigação foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação
Pré. Escolar e Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação
Paula Frassinetti. Apresenta um estudo cujo tema se centra na utilização da linguagem
artística e lúdica como instrumento de desenvolvimento de competências transversais
de crianças do Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.
Trata-se de uma investigação de tipo qualitativo, debruçando-se sobre a análise
dos dados recolhidos através de uma observação participante e de entrevistas,
realizadas nas valências de pré-escolar e 1º CEB, ambas de cariz público. A pertinência
deste tema surgiu das necessidades observadas quer no grupo do pré-escolar, quer do
Primeiro Ciclo com quem se realizou a prática de Ensino Supervisionada. Partindo do
interesse demostrado por ambos os grupos, utilizou-se a música e a hora-do-conto no
sentido de despertar a atenção, motivação e curiosidade dos mesmos, contribuindo ao
mesmo tempo para o desenvolvimento de competências que estavam em falta.
Os dados recolhidos neste estudo revelam que a utilização da linguagem artística
e lúdica, a hora-do-conto e a música, mostram ser boas estratégias no desenvolvimento
de competências transversais de crianças nestas valências, fundamentais no
desenvolvimento e amadurecimento da sua capacidade de concentração, atenção,
manifestação de opiniões, cooperação, participação e partilha.
Palavras-Chave: Música; Aprendizagens, Hora-do-conto, Competências transversais;
Pré-escolar; 1º CE
O Snoezelen como recurso no ensino e na aprendizagem da língua inglesa por parte de indivíduos com PDI: um estudo de caso
Pós-Graduação em Educação Especial: Inclusão,
Desenvolvimento e AprendizagensPretendeu-se, com o presente projeto, perceber os benefícios da criação e
implementação de um programa de intervenção realizado num ambiente
multissensorial, em sala snoezelen, para a promoção da compreensão auditiva
e expressão oral de uma segunda língua num aluno com Perturbação do
Desenvolvimento Intelectual (PDI).
No centro de todo o processo de investigação esteve a necessidade de o aluno
desenvolver competências orais ao nível da língua inglesa, de acordo com o
preconizado no seu Plano Individual de Transição (PIT), cuja vertente de
formação profissional prevê o exercício de funções laborais num Centro Hípico
da região. Assim, o aluno com PDI, denominado por L., foi um participante ativo
ao longo da operacionalização das estratégias para que este desenvolvesse
competências passíveis de serem colocadas em prática na sua transição para
a vida adulta e, mais especificamente, no Centro Hípico.
Assim, a investigação demarcou-se como um estudo pré-pós de caráter quaseexperimental (Dutra & Reis, 2016). A recolha de dados foi realizada antes de
iniciar o programa, numa avaliação inicial e após 5 sessões, num momento
destinado à avaliação final.
Os resultados obtidos deste estudo parecem mostrar que o recurso a uma
abordagem multissensorial pode ser facilitadora para a aprendizagem da língua
inglesa por parte de alunos com PDI, ainda que fosse necessário um maior
período de intervenção para retirar conclusões mais sustentada