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Igualdade de género – uma mudança para um mundo melhor
O presente relatório de investigação pretende refletir sobre o impacto da disciplina
de Cidadania e Desenvolvimento na promoção da igualdade de género entre os alunos do
1º Ciclo da Educação Básica (EB). O seu principal objetivo é responder à seguinte
questão: Em que medida a educação para a cidadania no 1º ciclo da EB pode promover
o direito de igualdade género?
Assim, neste relatório, no sentido de contextualizar o tema, será apresentado um
breve enquadramento teórico sobre a educação para a cidadania no 1ºciclo. Serão
referidas as suas principais influências na construção da sua identidade e os seus
estereótipos.
No enquadramento metodológico pretendeu-se descrever a natureza da
investigação e a metodologia de recolha e tratamento de dados. Sendo uma investigação
quantitativa, contou-se com as respostas de professores do 1º ciclo a um inquérito por
questionário
Por fim, apresentam-se as principais conclusões acerca do trabalho desenvolvido,
bem como a bibliografia utilizada.
Palavras-chaves: Igualdade de género, Educação para a Cidadania, Cidadania e
Desenvolviment
Fatores-chave de satisfação dos pais de crianças com perturbação do espectro do autismo na educação pré-escolar: um estudo de caso
Este estudo teve como objetivo principal identificar e elencar os fatores
chave que maximizam a satisfação dos pais de crianças com Perturbação do
Espectro do Autismo (PEA) na educação pré-escolar. Assumindo contornos de
estudo de caso, encetamos uma pesquisa que satisfez grandes três propósitos:
percecionar os sentimentos que os pais diariamente vivenciam em relação ao
jardim de infância, analisar as representações dos pais sobre a intervenção
educativa, auscultar a participação e o envolvimento parental dos pais de alunos
com PEA. Para além da revisão bibliográfica sobre o autismo, a dinâmica familiar
específica desta problemática e o conceito de satisfação, o estudo consistiu na
auscultação de cinco Encarregadas de Educação de crianças com PEA a
frequentar a resposta de pré-escolar num Jardim de Infância na cidade do Porto,
através de entrevistas semidiretivas e um breve inquérito por questionário. Os
resultados analisados permitiram-nos não só a caracterização aprofundada de
cada criança e da sua dinâmica familiar, como também uma visão mais alargada
sobre os sentimentos, perceções, constrangimentos e fatores positivos face à
frequência da educação-pré-escolar. Desta feita, foi possível perceber que
fatores como a abertura e disponibilidade para ouvir e compreender cada família,
as estratégias pedagógicas e a articulação escola-família, bem como o carinho
emprestado a cada contacto são primordiais para a satisfação dos pais e para o
sucesso educativo das crianças com PEA.
Consideramos que este estudo poderá ser de utilidade para que outras
instituições de educação pré-escolar espelhem a sua atuação, de forma a
facultar a melhor resposta possível no âmbito da Educação Inclusiva, também
porque criar espaço de escuta ativa fortalece laços entre pais e equipas
educativas em prol da mudança e melhoria de processos e procedimento
A história enquanto estratégia para o desenvolvimento da linguagem oral em crianças de 3 anos
O presente relatório de investigação aborda os temas da Linguagem Oral e a Hora do
Conto. Definiu-se como objetivo para esta investigação a promoção do desenvolvimento
da Linguagem Oral, através da dinamização da hora do conto, com o intuito de dar
resposta à seguinte questão de partida: De que forma a dinamização da Hora do Conto,
poderá promover o desenvolvimento da competência da Linguagem Oral na Educação
Pré-Escolar? Esta investigação foi implementada numa sala de três anos, de uma
instituição particular, localizada na área metropolitana do Porto.
Para promover o desenvolvimento da Linguagem Oral, foram planificadas e realizadas
seis intervenções educativas, uma em cada semana, contabilizando um total de seis
semanas. Em cada uma das semanas foi dinamizada uma história, usando estratégias
diversificadas em cada uma. Após as leituras das histórias, realizava-se sempre um
momento de diálogo, em grande grupo, onde eram colocadas algumas questões sobre as
histórias ouvidas, com a intenção de ouvir as opiniões das crianças e permitir que elas
desenvolvessem a competência da Linguagem Oral.
A metodologia adotada nesta investigação é de natureza qualitativa, tendo sido aplicada
como abordagem metodológica a Investigação-Ação. Para recolher os dados utilizou-se
como técnicas: a entrevista, seguindo-se a observação direta na dinamização das
atividades, o focus group, a análise de conteúdo, e por último, a narrativa de experiência.
Relativamente, aos instrumentos de recolha de informação, recorreu-se ao registo
fotográfico, gravação áudio/vídeo, grelhas de observação e também o guião das
entrevistas e do focus group.
Os resultados obtidos com a intervenção implementada revelam a eficácia da Hora do
Conto como promotor para o desenvolvimento da Linguagem Oral. Com este estudo,
verificamos que, recorrendo a diferentes estratégias para a dinamização de histórias, a
mesma contribuiu para evoluções significativas neste domínio por parte das crianças,
posto que foi notório que o grupo demonstrou maior participação na resposta às questões
que se colocavam sobre as histórias, visto que praticamente todas as crianças queriam
participar e expressar a sua opinião.
A maioria das crianças é capaz de verbalizar e construir frases com uma estrutura cada
vez mais complexa (coordenadas, afirmativas, negativas) que incluem duas ou mais ideias
com detalhes descritivos. Por outro lado, as que ainda só constroem frases simples
incluem um número maior de palavras.
São capazes de identificar elementos do texto e de descrever pessoas e ações.
Verbalizam corretamente a ordem dos acontecimentos. Comunicam com facilidade,
expressando com clareza a sua opinião e preferências. É importante mencionar que os
indicadores determinados nas grelhas apresentadas, sofreram uma evolução positiva e
significativa, sendo que aumentou o número de crianças que os adquiriu ou estão em
aquisição, após a aplicação das intervenções, verificando-se o desenvolvimento da
competência da Linguagem Oral.
Palavras-Chave: Linguagem Oral; Educação Pré-Escolar; Educador; Crianças; Hora do
Cont
Natureza: lugar de encontros entre brincar, crescer e aprender
O presente relatório foi realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada em
Educação Pré-Escolar e em Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico. Tem como tema a
brincadeira livre em contacto com a Natureza e pretende-se perceber qual a sua
importância na Educação.
“Qual a perceção de educador/es de infância, professor/es do 1. º CEB e crianças
sobre brincar em espaços naturais?” foi a questão de partida que orientou toda a
investigação. De forma a dar resposta a esta questão, foram definidos três objetivos de
investigação, nomeadamente: Perceber o grau de satisfação das crianças relativamente
às possibilidades e condições que lhes são proporcionadas de brincar em espaços
exteriores naturais num contexto de EPE e 1º CEB que frequentam; Analisar que
aprendizagens e/ou competências se desenvolvem nas crianças em contacto com os
espaços naturais, num contexto de EPE e 1º CEB; Compreender as perspetivas de
educador/es de infância e de professor/es do 1º CEB relativamente aos obstáculos e
benefícios de as crianças brincarem em espaços naturais.
Para dar resposta aos objetivos delineados, foram realizadas entrevistas às crianças
de ambas as valências e às cooperantes de estágio. Foi também construída uma grelha
de observação, com indicadores provenientes do enquadramento teórico apresentado.
Por fim, e porque esta investigação foi realizada em contexto de estágio, são também
analisadas fotografias e notas de campo pertinentes para entender a relevância do
contacto das crianças com a Natureza.
Palavras – chave: Natureza; crianças; brincadeira; aprendizagem; competência
A liberdade de expressão das crianças em contexto de educação pré-escolar: porque nós podemos dizer uma coisa importante e se não ouvirem não sabem!
O presente estudo, resultado de uma investigação conduzida em contexto de
Educação Pré-Escolar, incide o seu foco no direito da criança à participação, destacando,
nomeadamente, o seu direito à liberdade de expressão.
Os principais objetivos traçados para o estudo em questão debruçam-se: i.) na
compreensão do reconhecimento e da promoção dos direitos de participação enquanto
influenciadores do desenvolvimento pessoal e social da criança e ii.) na procura de
estratégias para incentivo do exercício destes mesmos direitos em contexto escolar. Assim
sendo, com a presente pesquisa, procura-se não somente estudar a história dos Direitos
Humanos e dos Direitos da Criança, como também se visa explorar a significância dos
direitos de participação da criança, presentes na Convenção sobre os Direitos da Criança
(CDC), e o papel do educador de infância na sua proteção e promoção.
Para a concretização do estudo em questão, selecionou-se o método qualitativo,
numa sala da valência de Pré-Escolar. O estudo em questão foi apoiado por técnicas de
observação participante, nomeadamente, registos escritos acerca de acontecimentos
observados presencialmente e entrevistas efetuadas a profissionais de educação e a
crianças.
Os resultados obtidos demonstram que os mais novos compreendem a existência
do direito destacado, verbalizando a sua importância e necessidade. Adicionalmente, as
evidências recolhidas apontam para uma perspetiva de fundamental significância, por
parte de educadores, relativamente à promoção deste direito, não somente como fator
primordial na vida da criança enquanto indivíduo detentor de direitos, mas também como
potenciador de múltiplas atitudes e competências imprescindíveis para o mesmo enquanto
cidadão.
Palavras-chave: Educação Pré-Escolar, Criança, Direitos da Criança, Participação,
Liberdade de Expressã
Art Education today: From contemporary dystopias to sustainable societies
Para pensar a educação artística na atualidade temos de perceber em que sociedade estamos situados. O tempo de incerteza, o medo e a consciência dos próprios limites advindos da pandemia da covid-19, da guerra, do terrorismo, do fechamento de fronteiras, das alterações climáticas, dos interesses económicos,das divergências culturais e políticas, adquirem um impacto à escala planetária. Vivemos numa sociedade de “risco” (Beck), “líquida” (Bauman) e “vulnerável e insegura” (Castel), que dá origem a conjunto alargado dedistopias contemporâneas: o desrespeito pelos direitos humanos que tomam a forma de conflitos armados, de desigualdade, de discriminação, de discursos de ódio. Para fazer face a esta situação crescente, é necessário ajudar os cidadãos a aprender uma “[...] ética na compreensão planetária [...]” (Morin, 1999, p. 83), acolhendo a diversidade e fomentando uma cidadania democrática. E este processo só se viabiliza através da educação que estamos a proporcionar aos indivíduos, que, segundo Morin, deve ter como objetivo prioritário “[...] civilizar esolidarizar a terra, transformar a espécie humana em verdadeira humanidade [...]” (Morin, 1999, p. 83). É nestecontexto de aproximação pessoal e social a um conhecimento em transformação, maleável, incerto, transitório e atémesmo caótico (trazido também pelo mundo virtual), que a educação é chamada a intervir. O seu legado históricoé o garante de novas formas de se percecionar, conceber e produzir o saber; tem um potencial transformador queenobrece a condição humana, o comportamento, a esperança, o compromisso e a liberdade democrátic
Fatores-chave de satisfação dos pais de crianças com perturbação do espectro do autismo na educação pré-escolar: um estudo de caso
Este estudo teve como objetivo principal identificar e elencar os fatores
chave que maximizam a satisfação dos pais de crianças com Perturbação do
Espectro do Autismo (PEA) na educação pré-escolar. Assumindo contornos de
estudo de caso, encetamos uma pesquisa que satisfez grandes três propósitos:
percecionar os sentimentos que os pais diariamente vivenciam em relação ao
jardim de infância, analisar as representações dos pais sobre a intervenção
educativa, auscultar a participação e o envolvimento parental dos pais de alunos
com PEA. Para além da revisão bibliográfica sobre o autismo, a dinâmica familiar
específica desta problemática e o conceito de satisfação, o estudo consistiu na
auscultação de cinco Encarregadas de Educação de crianças com PEA a
frequentar a resposta de pré-escolar num Jardim de Infância na cidade do Porto,
através de entrevistas semidiretivas e um breve inquérito por questionário. Os
resultados analisados permitiram-nos não só a caracterização aprofundada de
cada criança e da sua dinâmica familiar, como também uma visão mais alargada
sobre os sentimentos, perceções, constrangimentos e fatores positivos face à
frequência da educação-pré-escolar. Desta feita, foi possível perceber que
fatores como a abertura e disponibilidade para ouvir e compreender cada família,
as estratégias pedagógicas e a articulação escola-família, bem como o carinho
emprestado a cada contacto são primordiais para a satisfação dos pais e para o
sucesso educativo das crianças com PEA.
Consideramos que este estudo poderá ser de utilidade para que outras
instituições de educação pré-escolar espelhem a sua atuação, de forma a
facultar a melhor resposta possível no âmbito da Educação Inclusiva, também
porque criar espaço de escuta ativa fortalece laços entre pais e equipas
educativas em prol da mudança e melhoria de processos e procedimentos.
Palavras-Chave: Autismo, educação pré-escolar, famílias, satisfaçã
Intervenção em educação de infância: olhares sobre um tempo diferente
O presente relatório foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, na Escola Superior de Educação de Paula
Frassinetti. Reflete um estudo que tem como principal objetivo contribuir para a
compreensão sobre as alterações e consequências que a Intervenção em Educação de
Infância sofreu devido à pandemia da COVID-19. O trabalho foi desenvolvido num
Jardim de Infância no concelho da Maia, no distrito do Porto.
Este relatório foi elaborado com base numa metodologia qualitativa e utilizou dois
instrumentos de recolha de dados que contribuíram para esclarecer o objeto de estudo.
Foi utilizada a entrevista e aplicada a quatro Educadoras de Infância, responsáveis por
grupos de crianças de 4 e 5 anos, com o intuito de compreender as suas perspetivas sobre
um tempo diferente e ainda identificar as práticas que se devem manter num Jardim de
Infância, no momento pós-pandémico. Em paralelo, foram feitos registos de observação
a um grupo de crianças de 4 anos, contexto onde se realizou a Prática de Ensino
Supervisionada espelhada neste relatório, evidenciando o comportamento das crianças
com vista a uma melhor compreensão sobre alterações no seu dia a dia.
Destaca-se a grande capacidade de adaptação às adversidades e mudanças que são
impostas a um profissional de Educação Pré-Escolar. No entanto, é através destas
capacidades de adaptação do adulto, que a criança se consegue entregar plenamente ao
seu crescimento e desenvolvimento, sendo acompanhada diariamente.
Palavras-chave: Educação Pré-Escolar; COVID-19; Educador de Infância e Criança; Ambiente Educativo; Rotinas
A importância da expressão plástica para a consciencialização ambiental
A educação ambiental é um conceito que tem vindo a ser alvo de grandes
preocupações na sociedade e na educação. Atualmente, estas questões têm sido
constantemente abordadas devido a todas as problemáticas que vemos no nosso mundo.
Assim, é necessário haver uma alteração nos comportamentos, que só será possível se houver
uma consciencialização sobre o papel da humanidade para o nosso planeta.
Esta investigação pretende perceber como a educação, mais concretamente a
expressão plástica pode contribuir para uma consciencialização ambiental da criança, de
modo a adotarem comportamentos mais conscientes, em relação ao planeta. Para tal,
elencamos os seguintes objetivos: i) Consciencializar os alunos para a sua responsabilidade
ambiental, partindo da expressão plástica e ii) Compreender o que as crianças pensam sobre
a questão ambiental.
Esta é uma investigação de natureza qualitativa, onde se utilizou como recolha de
dados a observação participante e o inquérito por questionário. Participaram neste trabalho
43 alunos e 298 educadores e professores do 1º ciclo do Ensino Básico.
Os dados recolhidos, permitiram concluir que a expressão plástica é uma das principais
ferramentas para promover o desenvolvimento da consciencialização das crianças,
relativamente à questão ambiental.
Assim sendo, importa referir que através da expressão plástica, os alunos sejam
capazes de adotar comportamentos mais sustentáveis e conscientes diariamente, sendo os
facilitadores de um futuro mais sustentável. Do mesmo modo, devem promover a
consciencialização, sobre a sustentabilidade e mudanças de hábitos, àqueles que os rodeiam.
Palavras-chave: Educação, Ambiente, Expressão plástica, Sociedad
A expressão plástica como meio de compreensão da criança
O presente estudo tem como tema central A Expressão Plástica Como Meio de
Compreensão da Criança, cujo o objetivo principal se destina a compreender a
importância que a Expressão Artística tem como um meio potencializador para que as
crianças exteriorizem os seus gostos, preferências, sentimentos e emoções. Aliado a isto,
elaborou-se uma questão de partida de forma a explorar a temática anteriormente
proferida, designando-se: “De que forma é possível conhecer a criança através das suas
produções plásticas?”
Na presente investigação foi elaborado uma metodologia qualitativa, sendo a
mesma acompanhada de diferentes técnicas de recolhas de dados como a observação
participante e os inquéritos por questionário. Importa referir que o universo a estudar foi
de pequena dimensão, realizando-se um conjunto de 8 atividades implementadas num
grupo de 3 anos com 24 crianças. No que respeita às atividades dinamizadas com o grupo
alvo, importa referir que foi realizado uma observação e escuta ativa por parte do
investigador. Realizou-se ainda 3 inquéritos por questionário às educadoras do pré escolar de forma a compreender a sua perspetiva no que diz respeito ao tema em estudo.
Em suma, foi possível apurar perante toda a parte investigativa que a Expressão
Plástica é uma mais valia para conhecer as crianças, podendo as mesmas dar-se a conhecer
aos adultos como também ao próprio grupo envolvente. Além de toda esta descoberta, a
própria criança consegue explorar uma diversidade de conhecimentos que lhe trarão uma
melhor percetividade do que ela própria é, bem como dos próprios colegas da sala.
Palavra-Chave: Arte; Autoconhecimento; Crianças; Expressão Plástica; Identidad