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Planificar e avaliar garantindo a diferenciação pedagógica na educação pré-escolar e no ensino básico 1º ciclo
A planificação e avaliação são, há muito tempo, práticas recorrentes na realidade
educativa, ainda que as metodologias utilizadas tenham sofrido alterações, até aos dias de
hoje. Já a diferenciação pedagógica, surgiu após o conceito de inclusão se destacar no
âmbito da educação. Este relatório centra-se na compatibilidade entre os três conceitos
anteriormente referidos: Planificar, Avaliar e Diferenciação Pedagógica, de tal modo
que o enquadramento teórico vai ao encontro dos mesmos.
Posteriormente, numa perspetiva de investigação, através de um método qualitativo, a
aluna e estagiária procurou encontrar formas e estratégias de planificar e avaliar,
garantindo a diferenciação pedagógica, durante o seu estágio. Neste sentido, serão
explanados os procedimentos e instrumentos aplicados.
O presente relatório foi realizado no âmbito das Práticas de Ensino Supervisionadas I e
II, nas valências de Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, em
contexto do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico,
da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.
Planificação; Avaliação; Diferenciação Pedagógica; Educação Pré-Escolar; 1º Ciclo do
Ensino Básic
Commission model de ensino básico (1º e 2º ciclo) – a arte da falcoaria na escola
A falta de interesse dos alunos em aprender é hoje um problema, obrigando a repensar a
utilização em sala de aula das metodologias de ensino tradicionais e menos motivadoras.
Emerge daí a necessidade da transformação e/ou remodelação das metodologias e
estratégias de ensino. Na perspetiva de promover o interesse dos alunos do 1.º e 2.º Ciclos
do Ensino Básico (CEB) na aprendizagem dos conteúdos da área curricular/disciplina –
Estudo do Meio e História e Geografia de Portugal, numa abordagem interdisciplinar que
convoque outras áreas do saber, é necessário procurar estratégias de ensino que estimulem
o desenvolvimento cognitivo e intelectual dos alunos. Por esta razão, este relatório de
investigação aborda uma metodologia, inovadora em Portugal, denominada Commission
Model. Tal como a metodologia Mantle of Expert, o Commission Model articula o
currículo, o jogo dramático e a aprendizagem aliada à pesquisa autónoma. A diferença
entre uma e outra metodologia assenta no facto de o Commission Model implicar a
apresentação aos alunos de uma encomenda real a que eles deverão responder, ao
contrário do Mantle of Expert onde o professor é livre de criar um enredo, cliente e
encomenda, verosímil, mas ficcionado.
Com a implementação da intervenção Commission Model, pretendeu-se promover a
Educação Histórica e Patrimonial de alunos de 1.º e 2.º CEB, a partir do conhecimento da
Arte da Falcoaria e ou Cetraria, classificado como Património Mundial da UNESCO,
contando para isso com a colaboração de um cliente real, a Associação Portuguesa de
Falcoaria.
Motivados pela situação autêntica real que lhes foi colocada, os alunos responderam
positivamente à encomenda proposta pelo cliente, tendo procurado e sistematizado a
informação que consideraram necessária para a sua execução e bem como a tomada de
decisões. Ao seu ritmo e de forma cooperativa, cada aluno foi adquirindo/consolidando
conhecimentos e competências. A metodologia Commission Model revela-se uma
metodologia ativa de aprendizagem, que, no âmbito do desenvolvimento
pessoal, promove a autonomia nas decisões e competências empreendedoras.
Palavras-chave: Commission Model, Educação Histórica e Patrimonial,
Interdisciplinaridade, soft skill
Integração socioprofissional do/a cidadão/ã com deficiência ou incapacidade em Vila Nova de Gaia
Com este estudo desenvolvido no âmbito do Mestrado em Intervenção
Comunitária, pretendeu-se perceber se as respostas da administração central na área da
deficiência são adequadas às necessidades de integração socioprofissional destes
cidadãos/ãs.
Cientes de que, talvez, a verdade, não corresponda totalmente ao acima referido,
e ao contemplado nas políticas orientadoras nesta matéria, espera-se dar resposta ao longo
deste estudo, à questão: De que forma se pode promover a inserção socioprofissional dos
cidadãos/ãs adultos/as com deficiência ou incapacidade, num determinado território?
Com recurso a uma metodologia de caráter qualitativo, e tendo como principal
instrumento a entrevista, podemos apontar como resultados a perceção da necessidade da
integração socioprofissional por partes das pessoas portadoras de deficiência ou
incapacidade, a interdependência existente entre os seus percursos de vida e a falta de
oportunidades de inserção e a importância que as respostas inovadoras locais assumem
para potenciar a integração destes cidadãos/ãs.
Palavras-Chave: Deficiência, Inserção socioprofissional, Territóri
História, património e cidadania. Porto de memória – trabalho de projeto no 2º ciclo do ensino básico
A Educação Histórica e Patrimonial promove conhecimentos e competências, permitindo
a tomada de consciência da identidade cultural e da responsabilidade com o meio social
para uma cidadania ativa e comprometida. O conhecimento e a valorização do Património
Cultural pelos alunos mais novos, permite a sua sensibilização para conhecer e valorizar
as suas raízes, o meio ao qual estão culturalmente ligados e que faz parte da sua identidade
coletiva.
O presente relatório intitulado História, Património e Cidadania. Porto de Memória –
Trabalho por Projeto no 2º Ciclo do Ensino Básico, apresenta os resultados da intervenção
realizada com alunos do 5º ano do 2º Ciclo do Ensino Básico.
O projeto contruído e implementado teve como foco a promoção da valorização do
Património e da História Local nos alunos do 2ª Ciclo do Ensino Básico, no âmbito da
Educação Histórica e Patrimonial.
Trata-se de um estudo de caso, que associa a investigação à ação, com recurso à análise
qualitativa e quantitativa dos dados recolhidos.
O trabalho desenvolvido permitiu verificar a motivação dos alunos ao participarem no
projeto Porto de Memória. Envolvidos diretamente no processo de aprendizagem,
adquiriram conhecimentos, trabalharam cooperativamente na recolha da informação e na
construção de um álbum digital, desenvolveram a sua capacidade de observação e de
valorização do Património Local.
Palavras-chave: Educação Patrimonial, Educação Histórica, Metodologias ativas,
Trabalho por Projet
Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção
Pós-Graduação em Educação Especial: Inclusão
Desenvolvimento e AprendizagensAtualmente a incidência, nas escolas, da Perturbação de Hiperatividade e
Défice de Atenção (PHDA) é muito elevada e nem sempre a escola e os professores
têm formação/conhecimento suficiente sobre esta perturbação para dar resposta às
necessidades educativas que vão existindo nas suas escolas.
Com este estudo pretendemos saber os conhecimentos que os professores
têm sobre esta perturbação e que estratégias utilizam para ajudar os seus alunos
nas suas aprendizagens.
Para tal utilizamos a entrevista semiestruturada para recolha de dados.
Foram entrevistados 5 professores do 1.º ciclo residentes em Portugal, que têm, ou
já tiveram, alunos com PHDA.
Os dados recolhidos mostram que os comportamentos identificados
correspondem maioritariamente aos indicados na literatura, ou seja, a falta de
concentração, a hiperatividade e a impulsividade.
Conclui-se, portanto, que as estratégias utilizadas pelos professores
entrevistados são muito similares e têm um objetivo imediato que é o combate à
falta de concentração e à hiperatividade de forma a minimizar o impacto do PHDA
nas aprendizagens dos seus aluno
Os professores de Educação Física e o Decreto-lei 54/2018
Com a aplicação do Decreto-lei nº54/2018 nas escolas e com a
presença de todos os alunos nas aulas práticas de Educação Física surgem
dificuldades, na prática pedagógica, dos professores para aplicar todos os
conteúdos para todos os alunos. É urgente que a escola e os professores
estejam preparados e arranjem soluções para potencializar as capacidades de
cada aluno, indo ao encontro das suas necessidades.
Este trabalho pretende fazer um levantamento das dificuldades sentidas
pelos professores de Educação Física a partir da aplicação deste decreto,
assim como de perceber quais as estratégias que eles usaram neste contexto.
Tendo como base a pergunta de partida “Qual o impacto do decreto-lei nº
54/2018, na prática pedagógica, na perspetiva dos docentes de educação
física?” foram realizadas entrevistas para que cinco professores de Educação
Física partilhassem as suas experiências e vivências na sua prática
pedagógica e adaptação ao Decreto-Lei nº54/2018.
Após realizada a análise de conteúdo destas entrevistas foi possível
verificar que os professores sentem que há pontos negativos, nomeadamente o
aumento da burocracia, o número excessivo de alunos por turma, a falta de um
professor coadjuvante de Educação Física, assim como a falta de formação
dada a nível burocrático, mas também a nível prático. Por outro lado, há uma
enorme colaboração, por parte de toda a comunidade educativa, para que
todos os alunos se sintam integrados em qualquer parte e atividade da escola.
É também percetível que os professores de EF fazem constantes
planeamentos, reflexões e adaptações para a melhoria da prática pedagógica,
sendo o objetivo valorizar a diversidade encontrada nos seus alunos e que
estes aprendam, verdadeiramente, os conteúdos da EF.
Por fim, é possível concluir que este estudo pretende que sejam, cada
vez mais, estudadas as estratégias para que os professores de educação física
valorizem cada aluno e adaptem a sua prática pedagógica aos seus alunos.
Palavras-chave: DECRETO-LEI Nº 54/2018, ESCOLA INCLUSIVA,
EDUCAÇÃO FÍSICA, ESTRATÉGIAS
Perspectivas y experiencias de formación en educación infantil
Este é um livro que traz muitos ingredientes, sem nenhuma receita. E os
ingredientes que o livro apresenta possibilita que cada instituição, leitor,
educador e gestor educacional possam desenvolver a “receita” da forma ção que melhor atenda aos desafios e necessidades situadas para formar
bons e competentes educadores de infância. in Prefácio Paulo Foch
Os contributos da educação artística para a sensibilização de crianças do Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico
No presente relatório de investigação pretende-se compreender os contributos da
educação artística no processo de sensibilização, de crianças em idade Pré-Escolar e 1º
Ciclo do Ensino Básico, para a temática da educação alimentar sustentável, focada no
desperdício. Neste sentido, para dar resposta a esta discussão torna-se imprescindível
envolver os alunos neste processo, através de um conjunto de atividades que
promovam a reflexão e a mudança. Assim sendo, foram delineados os seguintes
objetivos: i) Compreender os contributos da educação artística para a promoção e
sensibilização de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis; ii) Explicitar a
importância da educação alimentar sustentável na contemporaneidade. Trata-se de
uma investigação de natureza qualitativa, onde se utilizou como recolha de dados a
observação participante e o inquérito por entrevista. Este projeto concretizou-se em
duas valências distintas, o Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico, sendo que, no total,
envolveu 45 alunos e 2 professores. Os dados recolhidos possibilitaram concluir que a
educação artística é fundamental no processo de sensibilização e consciencialização dos
alunos visto que permiti-lhes expressar a sua visão face às questões do mundo. Do
mesmo modo, este projeto despertou-os para a mudança de atitudes e
comportamentos e possibilitou, consequentemente, percecionar o futuro numa
perspetiva mais sustentável.
Palavras-chave: Educação Artística, Sustentabilidade, Educação alimentar,
Sensibilização, Escol
Os jogos didáticos no jardim de infância: um estudo de caso
O presente relatório tem como principal objetivo apresentar todo o processo subjacente à
construção de jogos didáticos, desde o seu protótipo, ao seu processo de construção e
produção, até à fase da seleção dos mesmos por parte dos educadores de infância e de
crianças dos 3 aos 6 anos, percecionando de que forma estes são úteis e influenciadores
no desenvolvimento das mesmas, verificando ainda que influência têm os jogos digitais
nos jogos físicos.
Para um melhor acompanhamento do roteiro de um jogo didático, recorreu-se a uma
abordagem qualitativa, onde se tornou pertinente recolher perceções junto de
responsáveis de empresas de jogos, responsáveis de ludotecas e Museus do Brinquedo e
educadores de infância através da realização de entrevistas aos diversos intervenientes, e
ainda ouvir as crianças, através de um Focus Group sobre a importância e preferências
pelos diversos tipos de jogos.
As conclusões deste estudo demonstram que as educadoras revelam ser importante a
exploração de jogos no Jardim de Infância, pois as crianças aprendem a respeitar regras,
resolver conflitos e a estimular a criatividade, considerando os interesses das crianças e
as competências que estas poderão adquirir, como principais critérios na seleção do jogo.
As empresas de jogos baseiam-se em diferentes critérios para a criação e produção dos
seus jogos, desde o marketing, a experiência da empresa, ou a pressupostos legislativos,
que levam à certificação do jogo. Embora haja diferentes perspetivas, a maioria dos
entrevistados considera que os jogos digitais não são um entrave para os jogos físicos,
mas sim um complemento, visto que as crianças atuais nascem na “era das tecnologias”
e, não sendo possível contrariar isso, uma vez que as próprias crianças, revelam
dificuldade em tomar uma posição relativamente às duas tipologias de jogos, é importante
estabelecer um equilíbrio entre os dois, para que as crianças experienciem o maior número
de brincadeiras possível.
Palavras-chave: jogo; brinquedo; tecnologias; aprendizagens; brincar
Perturbação do espetro de autismo: a intervenção dos profissionais de educação em contexto escolar
Este relatório de investigação é o resultado de uma preocupação pessoal
e profissional com as dificuldades de inclusão de crianças com Perturbação do
Espetro de Autismo no jardim de infância e a intervenção do educador na sua
inclusão.
Tem como objetivo principal analisar as perceções dos Educadores(as)
de Infância quanto à inclusão de crianças com Perturbação do Espetro do
Autismo, bem como as estratégias utilizadas pelos profissionais de educação no
contexto Pré-escolar.
De forma a dar resposta e melhor sustentar o tema desta investigação, foi
elaborado um questionário divulgado online e respondido por 100
Educadores(as) de Infância, utilizado como instrumento de recolha de dados.
A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) reúne desordens do
desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da
infância. A maioria das crianças autistas assemelha-se às outras crianças, mas
expõem um comportamento desigual, executando atividades estranhas e
incompreensíveis.
Existem três graus no autismo: Grau 1 que exige apoio; Grau 2 que exige
um apoio considerável e o Grau 3 que exige um apoio muito considerável.
O papel do educador é de extrema importância, pois deve desenvolver e
fortalecer ao máximo as capacidades e competências da criança, auxiliar num
equilíbrio pessoal o mais harmonioso possível, estimular o bem-estar emocional
e aproximá-las do mundo humano e das relações significativas.
A inclusão em jardim de infância pretende assegurar o direito a todas as
crianças com PEA de frequentarem os mesmos contextos educativos que as
crianças apresentam um desenvolvimento esperado, independentemente dos
seus obstáculos e das suas caraterísticas, para que isso aconteça, são
apresentadas algumas das estratégicas com maior resultado no decorrer do
trabalho