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(re)Equacionar formas de fazer aprender : vivência(s) e experiência(s) resultantes da PES
O ensino tradicional caracteriza-se por um modelo pedagógico de transmissão de conhecimentos, que tem lugar numa sala de aula uniformizada/estática. As práticas de ensino contemporâneas mostram que os professores querem mudar para um paradigma diferente, com maior diversidade pedagógica, o que facilita uma aprendizagem personalizada centrada no aluno e ativa, ao mesmo tempo que visa a construção de competências essenciais para responder positivamente às exigências futuras. A proposta que aqui se apresenta, de natureza qualitativa, contemplou os seguintes instrumentos de recolha de dados: inquérito por entrevista, realizado às famílias dos alunos de uma turma de 5.º ano de escolaridade e aos próprios alunos, com o intuito de perceber as suas perceções acerca do ensino em Portugal e um focus group que contou com uma reflexão e comparação da educação tradicional e da educação contemporânea e, o inquérito por questionário, cujos destinatários foram professores em situação pré´-profissional e professores no ativo de modo a compreender as suas apreciações relativamente ao papel escola, do professor e o da educação. As conclusões do estudo revelam que um exercício profissional docente, centralizado no aluno e na sua aprendizagem, é fundamental para o sucesso educativo, assim como a utilização de metodologias ativas, recursos e instrumentos diversificados aumentam a motivação, o interesse e o empenho por parte dos mesmos, no que se refere ao processo de ensino e de aprendizagem, embora alguns professores estejam ainda longe de uma utilização apropriada dos mesmos
Conhecer para intervir : conceções de professores do Ensino Básico em São Tomé e Príncipe sobre o ensino e a aprendizagem da gramática
No âmbito da implementação de um projeto de formação de professores do Ensino Básico em São Tomé e Príncipe, procurámos diagnosticar as perceções destes sobre o ensino e aprendizagem gramaticais. Situando-nos no quadro da Linguística Educacional e no domínio do ensino da gra-mática em particular (Spolsky, 1999), foi nosso objetivo conhecer as perceções que estes docentes têm sobre o seu conhecimento profissional no ensino da gramática, à luz do modelo proposto por Shulman (1987) e adaptado por Grossman (1990). A escolha do quadro metodológico de inves-tigação recaiu sobre o estudo de caso coletivo. Apresentamos os resultados de um inquérito por questionário, recolhidos junto de uma amostra de 122 docentes, visando identificar a importância atribuída e a frequência com que estes trabalhavam o conhecimento gramatical; o grau de adequação percecionado quanto ao seu próprio conhecimento do conteúdo e conhecimento pedagógico, bem como as dificuldades identificadas quer no processo de ensino quer de aprendizagem gramatical. Os resultados obtidos apontam para uma grande variedade de fatores implicados na construção dessas perceções e intervenientes no ensino da gramática: o conhecimento do conteúdo, o co-nhecimento didático do conteúdo e também o conhecimento curricular. Com base nestes resulta-dos, problematizamos o ensino da gramática sublinhando que as fragilidades identificadas nestas dimensões conduzem a que os docentes tomem opções pedagógicas pouco consistentes e que resultam na incapacidade de refletir e se responsabilizar pelo processo de ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: Ensino e aprendizagem da gramática; perceções de professores; São Tomé e Príncipe; conhecimento do conteúdo; conhecimento didático do conteúd
Inovar sem perder qualidade
Assumimos inovação pedagógica como um conjunto de dispositivos e processos
sistemáticos e deliberados, através dos quais se visa induzir e promover transformações
nas práticas pedagógicas vigentes, orientadas por princípios e valores que as legitimam,
proporcionando resultados e processos de trabalho/práticas melhoradas (Ferguson et
al., 2019).
As expectativas globais em relação aos sistemas educativos são cada vez mais
ambiciosas e, é nossa convicção, que as pedagogias inovadoras podem desempenhar um
papel na motivação e desenvolvimento sistemático do que frequentemente se apelida
nas estratégias governamentais por “aptidões e competências do séc. XXI” (Binkley et
al., 2012). Partindo de um enquadramento que associa as competências de
aprendizagem para o século XXI às evidentes e atuais necessidades de inovação em
educação (Vincent-Lancrin et al., 2019), selecionamos estrategicamente 4 learning and
innovation skills - Pensamento Crítico, Criatividade, Colaboração e Comunicação -, para
inovar na formação de professores.
Numerosos autores e organizações escreveram sobre as competências necessárias para
o século XXI, entendidas como “combinações complexas de conhecimentos, capacidades
e atitudes (...) centrais no perfil dos alunos, na escolaridade obrigatória” (Martins et al.,
2017). O Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória (Martins et al., 2017),
publicado pelo Ministério da Educação de Portugal, aponta um conjunto de princípios,
competências e valores que permitirão aos futuros adultos “intervir na vida e na história
dos indivíduos e das sociedades, tomar decisões livres e fundamentadas sobre questões
naturais, sociais e éticas, e dispor de uma capacidade de participação cívica, ativa,
consciente e responsável” (Martins et al., 2017, p. 10).
Neste âmbito, Biffle (2013) sugere aos educadores o uso sistemático de perguntas
abertas estimulando nos aprendentes a utilização de uma comunicação que apresente a
explicação do seu raciocínio, contribuindo assim para o desenvolvimento do pensamento
inteligente. O pensamento crítico prende-se com a análise lógica e a resolução de
problemas. Graças ao pensamento crítico, os estudantes aprendem a procurar a
informação que necessitam, a colocar questões e a selecionar informação (Stauffer,
2020). Esta competência permite-nos, portanto, ir além da assimilação de factos ou
números, aprendendo, em vez disso, a construir o nosso próprio conhecimento, sendo
então preciso “questionar para saber pensar” (Castro-Caldas y Rato, 2017).
Já a criatividade é um fator de motivação e é “contagiosa”, o que implica a capacidade de
olhar para um problema de várias perspetivas e de se expressar de forma saudável e
produtiva, incentivando os alunos a pensar fora da caixa. Promover a colaboração ajuda
os estudantes a abordar um problema, procurar soluções e a decidir como atuar. A
colaboração refere-se, portanto, à prática de trabalhar em equipa para atingir um
objetivo comum.
Numa era digital, é essencial aprender a expressar o nosso pensamento de forma a
garantir a compreensão da mensagem por outras pessoas
Olhares pedagógicos de estudantes e docentes do ensino básico sobre o potencial pedagógico dos story maps
Os desenvolvimentos das tecnologias de mapeamento da web colocaram à disposição dos agentes educativos uma aplicação web que permite, a qualquer utilizador, a criação e partilha de narrativas digitais, recorrendo a texto descritivo e outros conteúdos multimédia, incluindo mapas interativos. O presente artigo apresenta e discute uma fração dos resultados obtidos numa investigação realizada no âmbito do Doutoramento em Ciências da Educação, especialidade em Tecnologia Educativa, relativo ao potencial pedagógico e interdisciplinar dos storymaps, designadamente através do ArcGIS StoryMaps, para os processos de ensino-aprendizagem, na perspetiva de professores e estudantes do ensino básico. Os dados qualitativos recolhidos nesta investigação resultaram de um curso de formação de trinta horas, dirigida a docentes dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e de atividades práticas dinamizadas em escolas públicas portuguesas com estudantes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. Para responder às nossas questões de investigação recorremos aos trabalhos produzidos pelos participantes, professores e estudantes, quer nas atividades escolares desenvolvidas, quer no curso de formação dinamizado. Para além dos recursos didático-pedagógicos construídos, reunimos as reflexões redigidas pelos professores sobre a problemática em estudo, e os discursos dos mesmos num focus group dinamizado na sessão de encerramento do curso de formação. No caso dos estudantes, reunimos os trabalhos produzidos e as opiniões partilhadas num focus group realizado no final das sessões de intervenção. Os resultados indicam que os estudantes e os docentes reconhecem o valor pedagógico do ArcGIS StoryMaps como tecnologia educativa, identificam os aspetos mais significativos que valorizam esta tecnologia em termos da sua eficácia, pertinência e atratividade e referenciam as principais limitações e barreiras associadas à integração pedagógica das mesmas nas experiências de aprendizagem da Educação Básica
A olaria negra de Vilar de Nantes
A Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (adrat) foi constituída em 1990. A principal função desta associação privada sem fins lucrativos é apoiar iniciativas e ações diversas com vista à promoção e ao desenvolvimento socioeconómico dos concelhos do Alto Tâmega. A sua área de intervenção geográfica abrange os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, que constituem a Região do Alto Tâmega. Agrega, como seus associados, as entidades mais relevantes e representativas da região, tais como os municípios, associações, cooperativas e pequenas e médias empresas (pmes)
Promoção de conhecimento na formação de professores: um projeto COVID19 no Ensino Básico
A formação de professores tem como objetivo o desenvolvimento de competências essenciais à prática
docente, visando um equilíbrio entre a teoria e a prática, na qual a reflexão consente a promoção do
conhecimento pessoal, científico, didático e contextual. Após a observação e reflexão relativa ao
conhecimento que os alunos do 1ºCiclo do Ensino Básico tinham sobre a COVID-19, estudantes de
mestrado de habilitação para a docência elaboraram um projeto inovador e motivador, que
respondesse às suas dúvidas. Deste modo, realizaram-se sete vídeos animados para divulgação do
conhecimento científico sobre o vírus e medidas preventivas de contágio. Neste projeto centramo-nos
na elaboração dos vídeos e sua divulgação junto de quatro turmas de 6º ano. Na análise dos
resultados consideramos a reflexão dos estudantes sobre o processo criativo, o processo de divulgação
dos episódios e a sua avaliação junto dos alunos, através de inquéritos, e a entrevista à professora
cooperante. Os resultados possibilitaram-nos entender que estes projetos, desenvolvidos na prática
de ensino supervisionado, contribuem para o desenvolvimento de competências da prática docente,
preparando os futuros professores para práticas mais interventivas com impacto na sociedade,
beneficiando os alunos pela promoção de literacia científica, essencial para o seu desenvolvimento
como cidadãos informados
Technology and methodology : the “MADE BY THEM TO THEM” approach in early childhood
Abstract
Knowing that the Internet has opened doors to information and to the possibility of
ubiquitous communication, there is now a need to review ways of teaching and learning.
Learning to learn assumes a significant predominance in the methodological design due to
the centrality of the student in the learning process. In this sense, this study aims to
understand the approach “Made by them to them: the students in the learning process” in
early childhood, assuming that it 1) activates prior knowledge; 2) promotes personal and
collaborative efforts in the construction of the didactic resource; 3) creates emotion in the
learning process. This is a multiple case study in different educational contexts and levels
whose data collection was carried out by analyzing reflective narratives carried out by
intern students from higher education institutions in public and private institutions. The
results suggest that this approach, in addition to activating prior knowledge that is
important for the construction of a robust structure of knowledge and significantly involving
children in an emotional process of well-being, stimulates the natural articulation of
knowledge in an inclusive environment. We conclude that situated and contextualized
learning in a growing process of child involvement facilitates the understanding of reality
and promotes inclusion and the construction of complex thoughts.
Keywords
Pedagogical innovation; skills in the 21st century; education transformatio
Da teoria à prática: mudanças na escola com o Decreto-Lei 54/2018
Pós-Graduação Educação Especial: Inclusão,
desenvolvimento e aprendizagensEste estudo teve como principal objetivo refletir sobre as mudanças da
escola depois da implementação do Decreto-lei nº 54-2018, de 6 de julho.
Através da pergunta de partida, “Quais as vivências das escolas
provocadas pelo decreto-lei nº 54/2018?”, quisemos compreender o que sentem,
pensam e vivem um conjunto de sujeitos na sua escola. Para tal recolhemos o
testemunho da diretora, coordenadora da EMAEI, coordenadora de Educação
Especial e professora de Educação Especial de um Agrupamento do distrito do
Porto, através de entrevistas semidiretivas.
A análise de conteúdo destes discursos permitiu-nos ter uma visão mais
alargada das perspetivas, dúvidas e dificuldades existentes na aplicabilidade do
respetivo decreto-lei (DL). Constatamos, que existem efetivamente, carências a
vários níveis, ao nível da formação de professores, a falta de conhecimento
sobre o DL e sobre toda esta mudança de paradigma. Com este estudo, também,
percebemos que não basta a preocupação excessiva na interpretação das
diretrizes do DL, este vem antes reforçar a necessidade de cada escola
reconhecer a mais-valia da diversidade dos seus alunos. Para além de reafirmar
a necessidade de continuar a refletir sobre a prática pedagógica das escolas,
promovendo o trabalho colaborativo e entendendo que temos um longo caminho
pela frente. Esta investigação abre um conjunto de possibilidades de novos
estudos em relação a esta problemática, com a participação de mais sujeitos e
escolas, podendo alargar horizontes, encontrando mais e novas estratégias
eficazes no sucesso deste decreto
As práticas de diferenciação pedagógica para uma matemática com todos e para cada um
Possibilitar condições a todos os alunos para aprenderem de forma eficaz,
divertida e personalizada nunca deve ser esquecido por qualquer profissional de
educação. Para um ensino e uma aprendizagem de qualidade, os diferentes
ritmos de aprendizagem e de trabalho que coexistem nas salas de aula exigem
a organização de propostas pedagógicas que respeitem esses ritmos e a
mobilização de estratégias que auxiliem e motivem todos os alunos para a
aprendizagem: nesta perspetiva, entendemos a implementação de práticas de
diferenciação pedagógica como um meio indispensável à concretização de um
ensino para a aprendizagem de todos.
O presente relatório de estágio é resultado de um percurso investigativo
sustentado na realização da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em
Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e de Ciências Naturais no
2.º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.
Com esta pesquisa, em que se aprofundou conhecimento sobre modelos e
práticas de diferenciação pedagógica, pretendeu-se identificar potencialidades e
constrangimentos emergentes da utilização de práticas de diferenciação
pedagógica na exploração da Matemática, tanto em contexto de 1.º Ciclo como
no de 2.º Ciclo do Ensino Básico. Ao nível empírico realizou-se um estudo de
natureza qualitativa, a partir da intervenção educativa concebida e realizada pela
sua autora.
O trabalho desenvolvido ao longo desta investigação permitiu
compreender a importância e os modos de aplicação de diferenciação
pedagógica na Matemática, assim como identificar potencialidades e obstáculos
emergentes da sua aplicação, reforçando a adequação desta estratégia a ambas
as valências, dado permitir respeitar ritmos de desenvolvimento, possibilitar a
participação de todos e favorecer a superação de dificuldades individuais.
PALAVRAS-CHAVE: Diferenciação Pedagógica, Matemática, 1.º Ciclo do Ensino
Básico, 2.º Ciclo do Ensino Básico, Prática de Ensino Supervisionad
Promover a inclusão através dos pares na educação pré-escolar e no 1º ciclo do ensino básico
O presente relatório, elaborado no âmbito da formação de professores, mais
concretamente, no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino
Básico, aborda a inclusão vivenciada em contexto educativo por parte dos pares, tendo
como principal objetivo perceber de que forma as crianças aceitam outras crianças com
necessidades mais específicas, conhecer os pressupostos da educação inclusiva, promover
comportamentos inclusivos no espaço pedagógico e compreender como os pares podem
ser agentes promotores de uma educação inclusiva. Nesta investigação, realizada em
contextos de Prática de Ensino Supervisionada, foi seguida uma metodologia de carácter
qualitativo, com recurso a observação, registos diversos e intervenção. Concluiu-se que,
na sua generalidade, depois da intervenção, as crianças apresentavam comportamentos
mais inclusivos e uma maior tolerância relativa aos pares que apresentavam alguma
diversidade mais acentuada.
Palavras-chave: Inclusão, Educação Pré-Escolar, 1º Ciclo do Ensino Básico, Interação de
Pares