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A música como ferramenta operacional dos profissionais da educação em crianças com Perturbação do Espectro do Autismo
Nas últimas décadas as novas correntes pedagógicas vieram abrir novas
perspetivas de ensino e aprendizagem logrando aumentar o espectro de alunos
passível de maior integração em ambiente escolar, sobretudo aqueles que
requerem apoio concreto e especializado. Estas novas correntes pedagógicas
tornaram possível acolher todos com o devido respeito pelas diferenças de cada
um. Alcançou-se também a possibilidade de desmontar barreiras e aplainar
dificuldades atendendo melhor às componentes sócio afetivas de cada um e
qual, ou quais, as melhores formas de chegar de apropriadamente a cada
indivíduo.
No domínio da Musicoterapia muito tem vindo a ser feito e desenvolvido em
termos de estudos e investigação e que relevância a mesma pode ter para o
desenvolvimento da comunicação em crianças com perturbação do espectro do
autismo (PEA). É indiscutível, e já amplamente demonstrado através de vários
estudos e investigações o efeito benéfico que a Musicoterapia revela sobre o
indivíduo autista. Estabelecemos assim os objetivos gerais deste
projeto: realizar um plano de sessões de aula que qualquer musicoterapeuta ou
professor de Educação Especial, se este estiver disposto a experimentar a
abordagem pela experiência musical, possa aplicar no seu dia-a-dia profissional
como área de relevância educacional e terapêutica. O principal objetivo é o de
elaborar uma ferramenta de trabalho que seja útil e eficaz para os profissionais,
na aproximação e desenvolvimento da comunicação com a criança autista.
Sendo a música um canal privilegiado de comunicação, a definição de um
plano/conjunto de aulas e estratégias para a comunicação através da música
proporciona ferramentas para novas perspetivas de intervenção em crianças
com PEA.
No entanto, terá de se ter sempre em consideração o grau de severidade que
afeta a criança autista bem como as suas características individuais
Aprender a partir de projetos e situações de aprendizagens ativas no 1.º CEB
Na atualidade, impera a necessidade de aplicar novas metodologias de trabalho que
valorizem a liberdade dos alunos, a reflexão, a criatividade e o pensamento crítico, de forma a
aproximá-los do conhecimento, aumentando a sua autonomia e consequente motivação. O
presente artigo insere-se na temática de aprender a partir de projetos e situações de aprendizagens
ativas, tendo como principal finalidade compreender de que forma as metodologias ativas
fomentam o trabalho cooperativo entre os alunos, através do trabalho de projeto, tendo em conta
uma prática educativa interdisciplinar
O que pensam os professores de 1ºCEB sobre aprendizagem cooperativa
A educação contemporânea veio dar oportunidade aos alunos de vivenciar a aprendizagem, construir o
seu conhecimento através da experiência e experimentação, tal como refere Neves (2015), a escola
contemporânea “expande-se com o objetivo de abranger o maior número de alunos, de todas as camadas
e grupos sociais” (p. 239). De acordo com Assemany & Gonçalves (2021, p. 824), “as inúmeras
transformações científicas, tecnológicas e sociais que têm marcado o século XXI têm exercido uma forte
pressão para a mudança dos sistemas educativos, tanto no que diz respeito às suas metodologias e seus
currículos, como no que se associa (...) às dinâmicas pedagógico-didáticas”. Neste sentido, podemos
afirmar que o maior desfio da educação contemporânea foi a criação escola de todos e para todos, onde
cada um na sua individualidade aprende com os outros, onde o conhecimento é construído através da
investigação e do trabalho colaborativo. De acordo com Roldão (2007), “trabalhar cooperativamente
implica que cada indivíduo tenha um contributo a dar que tem de ter o seu processo de construção
individual e singular, que requer também tempos e modos de trabalho individuais” (p.28).
Em todos os ambientes de aprendizagem os alunos podem trabalhar cooperativamente, contudo, é
necessário que os conteúdos a serem abordados sejam baseados nos programas curriculares e nos
manuais escolares, quando assim existem. Pedreira (2018) refere que “a implementação de atividades de
aprendizagem cooperativa tem, consequentemente, todo um trabalho prévio à sua implementação, assim
como durante a mesma e após a atividade estar concluída” (p. 42). Neste seguimento, é necessário que
o/a professor/a defina os objetivos e quais as estratégias que vai utilizar (organização dos grupos/espaço);
é necessário que explique aos alunos a atividade e a forma como vão realizá-la, assim como, os orientem
em todo o processo de trabalho; no final, é importante que avalie todo o processo de aprendizagem, no
que diz respeito ao trabalho colaborativo.
Neste sentido, a nossa comunicação basear-se-á na divulgação dos resultados de um inquérito por
questionário aplicado a professores de 1.º Ciclo do Ensino Básico, com o principal objetivo de perceber de
que forma estes professores compreendem a importância da cooperação no desenvolvimento da
aprendizagem dos alunos, tendo em conta as suas principais vantagens e constrangimentos. Dos
resultados concluiu-se que os docentes conhecem esta metodologia e reconhecem as suas vantagens
quando aplicada em salas de aula como, por exemplo, o trabalho em grupo, a partilha dos conhecimentos,
entreajuda e partilha de saberes. Contudo, também é unânime quando referem as principais desvantagens
como sendo um trabalho mais “barulhento”, disponibilidade dos docentes para pôr em prática esta
metodologia. Todavia, é notório que a principal dificuldade e a justificação para a não implementação
desta metodologia é a gestão de tempo
O papel da Participação das Crianças no desenvolvimento da sua autonomia na Escola
Este trabalho de investigação procura chamar à atenção para a importância da participação das crianças nos contextos educativos e para o desenvolvimento da sua autonomia. Pretende-se também refletir sobre a necessidade de uma reformulação da escola tradicional para que esta participação aconteça, tanto a nível de espaço físico, como forma de dinamização, mas também na forma de pensar e agir dos adultos que nela exercem a sua função profissional.
Neste contexto, discute-se o papel que esses mesmos adultos devem assumir para garantir a participação efetiva das crianças, assim como a necessidade de criação de espaços e tempos de participação nos contextos educativos. Neste quadro, chama-se a atenção para as assembleias de grupo e assembleias de turma, que surgem como espaços nos quais a criança se pode desenvolver como ser humano e ser participativo, da sociedade em que se encontra. Estes espaços e dinâmicas permitem inúmeras possibilidades, mas para que as crianças sejam capazes de tomar decisões e participar efetivamente, é necessário que lhes sejam concedidas oportunidades para tal.
Nesta investigação, realizou-se um estudo de caso múltiplo durante o qual se observou e dinamizou assembleias em duas instituições e duas valências distintas: Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.
Com este estudo, foi possível perceber a importância que o adulto tem, ao não assumir o papel de protagonista, neste exercício de participação, permitindo que as crianças o façam, uma vez que estas têm competências para tal – no entanto, é necessário que o adulto as apoie, para que estas se desenvolvam e iniciem este processo o quanto antes.This research project aims to draw attention to the importance of children's participation in educational contexts to develop their autonomy. It is also intended to reflect on the need to reform the traditional school so that this participation occurs, both at the level of the physical space, as a way of functioning, and in the form of thinking and acting of the adults working there.
Thus, the role that these same adults should assume to guarantee the effective participation of children is discussed. As well as the need to create spaces and times of involvement in educational contexts. In this context, attention is drawn to group assemblies and class assemblies, which emerge as spaces in which the child may develop as a human being and be participatory in the society in which he/she is. However, these spaces and dynamics allow countless possibilities, but for children to make decisions and participate effectively, they must be given opportunities.
In the scope of this research, a multiple case study was carried out, during which assemblies were observed and conducted in two institutions and two different areas: preschool and 1st cycle of primary education.
With this study, it was possible to understand the adult’s importance in not assuming the role of protagonist in this exercise of participation, allowing the children to do it since they have the competencies to do it. However, the adult must support them so that they develop and start this process as early as possible
Percursos geográficos por temas da sustentabilidade: o papel da TIG no ensino geográfico
O mundo está em constante mudança. A entrada no século XXI apresenta uma amálgama de factos, acontecimentos e atitudes que afeta o cotidiano de cada um dos cerca de 8 mil milhões de indivíduos que reside o planeta Terra. Encontramo-nos numa sociedade globalizada onde a Terra se torna cada vez mais uma “aldeia global”. Para tal a diminuição das distâncias – tempo e o crescimento do setor dos transportes rodoviários, ferroviários e marítimos acelerou os movimentos de pessoas e mercadorias. A concentração cada
vez mais intensa de população em áreas urbanas, particularmente nas zonas costeiras tem vindo a agravar as assimetrias demográficas. Neste contexto, o tema da sustentabilidade entrou com maior ênfase no cotidiano das pessoas. Em torno dos desequilíbrios ambientais destaca-se as alterações climáticas, os oceanos, e as plantas quer endémicas, a preservar, quer as invasoras e mitigar assim como o papel dos biorresíduos na redução de RSU. O contributo que o cidadão pode dar para mitigar os problemas inerentes são cruciais para alcançar uma sociedade mais sustentável. A educação deve abraçar estes temas numa perspetiva transversal e interdisciplinar
Como planificar para uma escola inclusiva
A educação inclusiva deve aceitar todos os alunos e realizar todas as adaptações
que forem precisas. Assim, deve fornecer aos seus profissionais a capacidade e contínua
formação para saber lidar com os seus alunos, tal como os equipamentos e adaptações
que forem necessárias para todas as crianças.
Esta deve envolver uma reflexão profunda da cultura, da política e da prática
pedagógica de uma escola, tendo como base da sua missão a ética, a justiça e os direitos
humanos.
Assim, os objetivos deste estudo são analisar como planificam os profissionais
de educação e se têm em conta, nessa mesma planificação, a educação para uma escola
inclusiva; Compreender o processo da Inclusão na Educação Pré́-Escolar e no 1ºCiclo do
Ensino Básico; Adquirir conhecimentos relativos aos Suportes Legislativos de Apoio à
Educação Inclusiva; Identificar características específicas em crianças que possam
requerer medidas diferenciadas e aplicar essas medidas para promover a Inclusão de
todas elas.
Desta forma para obter respostas às questões levantadas acima, foram utilizados
diversos instrumentos de recolha de dados. Duas entrevistas, a primeira a uma docente
de EPE e a segunda a uma docente de 1º CEB. Para além disso, recolheram-se outras
evidencias tais como planificações e reflexões realizados pela estagiária ao longo da sua
Prática de Ensino Supervisionado, durante os dois anos de mestrado.
Comparativamente aos dados obtidos através da entrevista, é possível verificar se
que as docentes referem e aplicam, uma educação inclusiva tendo isso em conta nas
suas planificações; recorrem a estratégias pedagógicas diferenciadas, verificando-se o
modo como esta educação inclusiva foi possível de ser posta em prática pela aluna estagiária.
Palavras-chave: Educação Inclusiva; Suportes Legais; Planificaçã
Trajeto(s) de gestão e integração curricular
O exercício de refletir sobre as diferentes etapas da intervenção educativa (observação, planificação, ação,
avaliação, divulgação, comunicação) de natureza curricular, desde a conceção do currículo até à avaliação,
passando pelo seu desenvolvimento, faz realçar a importância decisiva do papel do professor enquanto
agente de inovações e mudanças que contribuem para um processo de aprendizagem significativo. Torna se, portanto, evidente que a gestão curricular pressupõe uma atividade dinâmica e contínua, implicando
o sistemático desenvolvimento pessoal e profissional do professor. Ao mesmo tempo, a gestão curricular
significa o envolvimento do professor em processos de investigação colaborativa com os colegas, tendo
subjacente a cooperação facilitadora dos órgãos de gestão pedagógica
Formación de educadores infantiles: reflexiones pedagógicas en la formación práctica en contexto de 0 a 3 años
La formación inicial de los educadores infantiles debe prepararlos pararesponder adecuadamente a las características y necesidades de los niños enedades tempranas, ofreciéndoles un contexto y una educación de calidad. Sinembargo, se observa que los planes curriculares para la formación de educadoresinfantiles enfatizan más el desempeño en niveles educativos posteriores, dejando ensegundo plano las particularidades y desafíos de la intervención pedagógica de 0 a 3años. Esto provoca en los educadores que muchas veces no se sienten preparadospara trabajar con bebés y niños muy pequeños. Junto a este escenario, laconstrucción de conocimiento sobre la intervención pedagógica en contextos de 0 a 3años no encuentra propulsores para su avance. Paralelamente, aún persiste en lasociedad la idea de que el trabajo con bebés y niños pequeños se centra en loscuidados básicos, y la acción del educador se entiende principalmente desde unaperspectiva asistencialista y no pedagógica (Folque y Vasconcelos, 2019; Barbosa yMarques, 2022). Esta perspectiva asistencialista se basa en la imagen de un niño dependiente de la acción del adulto, lo que tiene implicaciones para la participaciónde los niños
Bússola 21: Livro de Atas das III Jornadas de Inovação Pedagógica - Regresso ao sonho, regresso à realidade
Mais um ano volvido, novas Jornadas Bússola 21, celebrando alguns passos dados em 2022-2023 no desafiante caminho de inovação dos Centros Educativos das Irmãs Doroteias em Portugal!
Ao chegarmos às III Jornadas de Inovação, simultaneamente o VII Encontro Nacional Bússola 21, sentiu-se
a necessidade de se empreender um processo conjunto na construção do respetivo programa.
Em vez de se desafiarem os educadores e líderes escolares a apresentar experiências de inovação pedagógica, optou-se, desta vez, por encontrar, em conjunto, grandes questões/interrogações com as quais
nos confrontamos, e a partir delas desafiar os Centros Educativos a apresentarem as suas comunicações/ tentativas de resposta a essas interrogações. Com base nesse processo, chegou-se a um conjunto de questões, em torno das quais se organizaram as comunicações das Jornadas
Á beira do(s) outro(s) e com o(s) outro(s): a estratégia institucional de uma escola
A iniciativa “Futuros da Educação” lançada pela UNESCO, em setembro de 2019, baseou-se num processo mundial consultivo amplo e aberto que envolveu mais de um milhão de pessoas, com o propósito de repensar o conhecimento e a aprendizagem como oportunidade de moldar o futuro da humanidade e do planeta. Há, no entanto, uma urgência: transformar a educação, juntos. Potencializando as aprendizagens não formais, o método Ubuntu aposta no desenvolvimento de cinco competências chave - Autoconhecimento, Autoconfiança, Resiliência, Empatia e Serviço - centrais do desenvolvimento humano: tornar-se pessoa. Neste sentido, investigar (e implementar) o método Ubuntu é uma forma de contribuir, verdadeiramente, para esta transformação que se pretende, implicando cada um de nós, numa lógica de interdependência. Neste âmbito, apresentar-se-á um estudo de caso desenvolvido num agrupamento de escolas (AE) da zona norte de Portugal que tem como grande finalidade apresentar e discutir a forma como a experiência Ubuntu faz parte da estratégia institucional, em particular, no modo como se vivencia o projeto educativo. Os dados de investigação foram recolhidos a partir de um conjunto de focus group realizados em torno da experiência Ubuntu no AE e de um inquérito por entrevista, tendo em conta os seguintes objetivos: i) apresentar as perceções do diretor, dos educadores e dos educandos relativamente à vivência do método Ubuntu; ii) compreender de que forma o Programa Escolas Ubuntu (EU) se encontra alinhado com a política de escola; iii) verificar como é que o Programa EU está a ser implementado e qual o seu impacto, à luz das políticas escolares. A partir de uma metodologia qualitativa, os resultados de investigação foram devidamente organizados num protocolo, ao qual se aplicou a análise de conteúdo a partir da utilização do webQDA. Os principais resultados apontam para uma experiência/vivência Ubuntu já muito enraizada na comunidade educativa e alimentada pela estratégia institucional, sendo necessário ampliar o(s) conhecimento(s)
e vivência(s) resultados do EU