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Por uma definição do professor de ensino precoce de línguas em Portugal: um estudo de caso
p. 81-95O ensino precoce de línguas estrangeiras no resto da Europa encontrase
numa fase mais avançada do que em Portugal. Pretendemos, neste estudo, fazer
o ponto de situação em Portugal quanto ao ensino precoce de línguas, definir o
perfil do professor de línguas estrangeiras no Ensino Básico e perceber qual a
idade ideal para a aquisição de línguas estrangeiras. De forma a enriquecer este
estudo, centrámos a nossa atenção nas razões para a aquisição de línguas neste
nível de ensino e realizámos um estudo de caso que compreende a realização de
conversações por chat entre alunos portugueses e suíços do Ensino Básico.In the rest of Europe the foreign languages early teaching is more advanced
than in Portugal. With this study we aim to define both the situation Portugal is
living regarding this issue, understand which the profile of the teacher of foreign languages
is at an early stage and perceive which the ideal age to start studying foreign
languages is. In order to enrich this study, we focused our attention in the reasons for
the acquisition of languages at a primary school level and made a study case which is
related to the analysis of chat conversations between Portuguese and Swiss pupils
Escrita criativa
p. 37-43As dificuldades sentidas a nível da escrita e da leitura no
actual contexto escolar do 1.º Ciclo do Ensino Básico constituem
a principal motivação do projecto AIA – Escrita
Criativa e da presente reflexão.
Tendo em conta o que tem sido o ensino/aprendizagem da
escrita na disciplina de Português, em vários níveis escolares,
tanto em termos dos curricula como das respectivas práticas
na sala de aula, sentimos necessidade de reflectir sobre o processo
da escrita, não como produto acabado e apenas de valor
literário, mas como competência em construção e de interesse
pedagógico e didáctico.
Assim, depois de uma breve introdução, apresentamos o desen -
volvimento deste tema em três partes.
Na primeira parte, situando o projecto AIA de Escrita
Criativa no contexto do presente tema, apontamos, sumariamente,
os seus objectivos: o seu público-alvo, as suas potencialidades
e estratégias associadas e, por fim, o seu significado
científico -pedagógico, enquanto ferramenta de apoio à leitura
e à escrita na sala de aula.
Na segunda parte, procuramos reflectir sobre “Escrita e Cria -
tividade”, anotando alguns vectores relacionados com a escrita
e com a criatividade linguística. Deste modo, nesta parte,
são referidas algumas questões como: a coexistência da escrita
com outras competências da língua, as relações da escrita com
capacidades que derivam da organização e funcionamento da
mente humana, a relação entre o código oral e o código escrito,
os critérios da sua aquisição e do seu desenvolvimento, as
ligações da escrita com a sua época, por fim, a ligação entre
escrita e criatividade.
Na terceira parte, pretendemos apresentar, de forma breve,
algumas ideias sobre a Pedagogia da Escrita, recuperando alguns
fundamentos enunciados anteriormente. Deste modo, depois
de identificada a metamorfose do ensino da escrita nos programas
de Português, interessa-nos problematizar/clarificar
a acepção do termo ”escrita” em pedagogia, valorizar o uso
criativo da língua, destacar uma pedagogia da criatividade,
enunciar brevemente o percurso para desenvolver tal capacidade,
identificar algumas técnicas de intervenção para
trabalhar a criatividade na escrita, enumerar alguns dos pressupostos
teóricos inerentes ao acto de escrever, destacar algumas
tipologias de tarefas e actividades de produção verbal,
bem como apontar alguns princípios pedagógicos e didácticos
que devem ser tidos em conta por quem ensina a escrever.
Na conclusão, destacando a criatividade como ferramenta
fundamental no processo ensino/aprendizagem da leitura e da
escrita, sublinha-se a importância de estratégias adequadas às
necessidades dos alunos de hoje, sem perder de vista, contudo,
a pedagogia/necessidade do esforço individual implicado no
acto de escrever
A utilização de fóruns de discussão em contextos de aprendizagem: uma abordagem às relações entre intervenientes
p. 21-29A crescente utilização das TIC e a sua influência no modo
como se entende o processo educativo, tem estado na origem de
diferentes propostas e redefinições sucessivas em torno de conceitos
que se enquadram na temática da educação à distância.
Sentimos, pois, a necessidade de discutir e explorar alguns
desses conceitos articulando-os com a nossa experiência de
utilização de fóruns de discussão.
Este trabalho constitui uma reflexão, aliada a um levantamento
de questões, sobre a utilização de uma plataforma de educação
à distância (concretamente, o Teleduc) e, mais especificamente,
sobre os fóruns de discussão utilizados pedagogicamente
como complemento à aula presencial.
De uma primeira abordagem a este estudo resultaram algumas
questões:
Que conteúdos são partilhados?
Que tipo de interacções existem?
Que variáveis afectam a utilização de fóruns de discussão
como ferramenta para o desenvolvimento de determinadas
actividades?
Com base nos dados obtidos, no âmbito de três fóruns partilhados
num Complemento de Formação da Escola Superior de
Educação de Paula Frassinetti por alunos e professores, foi feita
uma caracterização de cada um dos fóruns, tendo em conta os
seguintes itens: intervenientes, duração, objectivos e forma como
foram integrados nas actividades de sala, estratégias de utilização
e temas. A análise das intervenções dos participantes teve como
objectivo tentar perceber diferenças existentes entre os fóruns
em termos de participação e interacção. Com este texto, pretendemos
partilhar os resultados deste estudo
Das dificuldades (dos) menores aos problemas (dos) maiores: elementos de análise das representações sociais sobre as crianças em risco
p.69-78Aintervenção de protecção das crianças e jovens em risco conjuga uma variedade
de dimensões eficientes, susceptíveis de diferentes níveis de análise. Neste texto
propõe-se a observação das ideias sociais partilhadas pelos adultos sobre as crianças, em
geral, e sobre as crianças com problemas, em particular. O papel de grupos profissionais
relevantes é especialmente enfatizado. Defende-se a necessidade do envolvimento
estratégico e concertado desta dimensão num plano de protecção de crianças em risco.Child protection intervention is a complex and multifaceted domain which
can be analysed from different points of view. This paper reflects upon social understanding
on children, their problems and the appropriate action in this field. The role
of identified groups of professionals is stressed as well as their strategic involvement
in a global plan to protect children at risk
As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação ao serviço da Intercompreensão na União Europeia
p. 31-34A União Europeia tem vindo a promover a intercompreensão
entre países, povos e culturas que fazem parte da sua esfera
comunicativa. Esta promoção passa por projectos educativos
como o ERASMUS, COMENIUS e SOCRATES, permitindo a livre
mobilidade de cidadãos em prol da troca de saberes e experiência
de realidades educativas. Contudo, os elevados custos
que tais programas acarretam, levaram a União Europeia a procurar
alternativas e, como tal, nada melhor que utilizar os
recursos das novas tecnologias da informação e comunicação,
que constituem um inovador instrumento do ambiente de
ensino-aprendizagem, já que contribuem para um profundo
e vasto desenvolvimento cognitivo.
Esta “mobilidade on-line” (Cruz & Melo, 2004) beneficia de
uma grande independência temporal, uma vez que os chatantes
actuam em momentos distintos e também de uma independência
local, visto que, os intervenientes podem estar em
locais diversos. Contudo, é necessário ao cidadão comum
saber como se deve mover nos meandros da Internet, ou seja,
é necessário que domine não só a tecnologia adjacente à navegação
na Internet e salas de chat, bem como também alguns
dos códigos linguísticos que fazem partem da esfera comunicativa
da União Europeia. Refiro-me aqui a uma literacia ou
multiliteracia electrónica que engloba os códigos e usos próprios
do mundo virtual e a mobilização de uma competência
plurilingue e intercultural aquando da comunicação síncrona
mediatizada por computador
Crianças e Risco Ambiental – Abordagem de um Grupo de Crianças
p. 39-46Considerando como principal objecto de estudo a noção de
“risco ambiental”, inicia-se este trabalho explorando o enquadramento
teórico que esta noção obriga. Assim, é apresentada
uma breve revisão da noção de risco de desenvolvimento e
abordam-se alguns dos modelos conceptuais a que actualmente
se atribuí maior importância no âmbito desta temática.
Seguidamente é descrito o estudo exploratório efectuado com
o objectivo de melhor conhecer/compreender como se estrutura,
do ponto de vista do risco ambiental, uma situação concreta
de um grupo de crianças (2-5 anos) residentes num bairro
social do Grande Porto
A representação da criança nas políticas sociais: alguns contributos
p. 47-61Sumário: 1. Representações sociais e o carácter eminentemente social da infância, p. 64-72; 2. A infância e a função protectora do Estado, p. 73-78