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Citizenship(s): Discourses and Practices
O texto que aqui apresentamos é, fundamentalmente, uma partilha das nossas inquietudes sobre qual a melhor maneira de sermos educadores de cidadãos, colocando a ênfase no papel da Escola - comunidade educativa, na esperança de encontrar a melhor via possível. Neste momento, ana primeira parte equacionamos e analisamos alguns dos pressupostos teóricos que têm orientado esta reflexão, enquanto que numa segunda parte, apresentamos aquilo que entendemos pelas novas finalidades da Educação para a Cidadania.The following text is, above all, an opportuni
ty to share our worries concerning the best
way of being educators of citizens, giving to the school – the whole community – a major
role to play. Bearing this in mind, in the fi
rst part some theoretical approaches that have
been leading this discussion are presented
and analyzed; in a second part the new
objectives of education for citizenship are presented as we regard them
Invisibilidade e reconhecimento : a construção da literacia moral em pedagogia social
In: Cadernos de Pedagogia social [Em linha] / dir. Isabel Baptista. - Porto : Universidade Católica. Faculdade de Educação e Psicologia, 2007. - n.º1 (2007), p.83-103. - Acesso ao texto integral.Neste artigo pretendemos reflectir a noção de ‘invisibilidade social’, no contexto de uma teoria da intersubjectividade e inserida no acto comunicativode reconhecimento. A invisibilidade relaciona-se com a estrutura do processo de reconhecimento, do ponto de vista de uma teoria da acção e de uma epistemologia. Esta abordagem não se centra numa análise sociológica do desmascaramento – pela visibilidade – do exercício de domínio e de poder sobre outrem, através do desnudamento comunicativo. Optamos antes por uma abordagem centrada numa epistemologia moral, que realce as formas de olhar com desprezo, indiferença ou eivadas de estereótipos ‘através de outrem’, sem levar em consideração a pessoa. Pretendemos retirar dos ferimentos morais infligidos aos ‘invisíveis’ os princípios morais das implicações normativas do conceito de reconhecimento preconizado por Axel Honneth
Do Sentido Especial da Investigação em Educação ou das Histórias do Paulo
p. 153-155Com este texto pretende-se reflectir sobre um dos percursos
de uma professora de investigação educacional a
quem foram contadas várias histórias e propostos diferentes
desafios na área da Educação Especial. A descoberta
do significado que atribui à investigação em
Educação Especial continua em aberto. Não gosta de
palavras isoladas neste domínio do saber porque nele se
habituou a pensar, dialogando com a sensibilidade dos
outros
Como alguns SÁBADOS podem ser… DIFERENTES!
p. 143-151A resolução de problemas engloba vários aspectos: a formulação
e a proposta de problemas, a resolução de situações
problemáticas, a verificação e a interpretação de
resultados e a generalização de soluções. É um processo
que privilegia o exercício do raciocínio e da comunicação,
baseando-se na capacidade de pensar bem, isto é,
propondo rigor lógico ao pensar «natural».
Proporcionar às crianças e jovens contextos onde a
capacidade de resolução de problemas, nomeadamente
nas vertentes de selecção de estratégias de resolução, de
justificação de processos e de comunicação de resultados,
seja orientada para a pertinência, coerência e sentido(
s), poderá apresentar-se como uma forma
construtiva de potenciar capacidades como interpretação,
argumentação e reflexão crítica.
Neste artigo, pretendemos partilhar as experiências que
trocamos e nos tocaram como formadoras participantes
do Programa de Actividades de Enriquecimento Sábados
Diferentes
As representações culturais das crianças e o papel do Educador Social
p. 35-42Vivendo numa sociedade pluricultural, é pertinente
analisar até que ponto existe aceitação na relação com o
Outro. Desta forma, é importante reflectir acerca de
conceitos como representações e estereótipos, pois estes
são construções interpessoais, que se manifestam e
transformam ao longo da interacção entre grupos socioculturais.
Propomos, neste estudo, diversos tipos de técnicas de
recolha de dados de representações, nomeadamente: os
inquéritos, as entrevistas, a análise conversacional e a
análise de desenhos. No entanto, vamos centrar a nossa
atenção na abordagem tematizada de Vasseur (2001),
analisando as representações culturais que as crianças do
ATL de Santo Ildefonso têm no que respeita aos diversos
povos, suas características e os locais onde estes habitam.
Centramos também a nossa atenção no papel do educador
social, sendo este aquele que deve inventariar de que
forma as crianças representam o Outro, procurando
sempre eliminar as representações discriminatórias e
estereotipadas e cultivando as representações que favorecem
o relacionamento e comunicação com o outro
A escrita também se cultiva: o projecto “Plantar Histórias”
p. 31-41Atendendo às lacunas e à genérica falta de interesse assinaladas
nos alunos em termos da sua expressão escrita,
bem como à complexidade envolvida neste processo, é
objectivo deste artigo divulgar o trabalho de escrita por
projectos enquanto modalidade que visa promover a
competência escritora de forma mais integrada.
Num primeiro momento, serão apresentados alguns
aspectos que permitem contextualizar a Escrita enquanto
processo, nomeadamente em termos da fundamentação
subjacente ao trabalho de escrita baseado em projectos e
ainda quanto às características desta modalidade de promoção
da competência escritora.
De seguida, serão apresentados dois projectos de escrita
desenvolvidos com alunos do 2º e 3º anos do 1º Ciclo do
Ensino Básico, no âmbito da Área de Projecto “Plantar
Histórias” desenvolvido no Colégio do Sardão no ano
lectivo de 2005–2006. As diferentes fases de implementação
dos projectos serão explicadas, nomeadamente
no que diz respeito aos alunos envolvidos, à
selecção dos temas trabalhados e dos resultados obtidos,
entre outros.
Dadas as dimensões deste trabalho, iremos apenas servirnos,
como técnicas de recolha de dados para avaliação do
impacto dos projectos junto dos seus intervenientes, de
uma entrevista estruturada (realizada aos dois professores
cooperantes envolvidos) e de um questionário por
inquérito (passado aos alunos participantes). Serão
igualmente tidos em consideração os diários de aula e
reflexões críticas que os mesmos suscitaram.
Os resultados obtidos apontam no sentido de que a proposta
de trabalho por projectos organizados em forma
de actividades sequenciadas, porque cobram sentido
pela intenção que motiva o projecto, é justamente um
tipo de metodologia interessante para levar a cabo pois
permite ter em conta toda a complexidade do processo
de escrita
A intercompreensão no ensino precoce de língua espanhola: um estudo de caso
A intercompreensão em aula de línguas estrangeiras (LEs) é potenciadora da
ampliação da visão da criança sobre o mundo, seus povos, suas línguas e suas culturas.
Neste sentido, a aprendizagem activa de LEs deve partir da biografia linguística da
criança, valorizando a sua língua materna como ponto de partida para a aquisição da(s)
língua(s)-alvo. Desta forma, a criança poderá desenvolver-se como ser humano, respeitando
a sua própria cultura e língua e a do Outro, criando um portfolio de línguas pessoal,
rico e complexo.Intercomprehension in foreign languages (FLs) teaching is a way of improving
the vision a child has of the world, its peoples, its languages and its cultures. In this
sense, the active learning of FLs must focus on the linguistic biography of the child,
valuing his/ her native language as a starting point for the acquisition of the target language.
Therefore, the child will be able to develop himself/ herself as a human being, respecting
his/ her and the Other’s language and culture and creating his/ her own personal,
rich and complex portfolio of languages
Memórias falsas e suas implicações na Intervenção Social
p. 101-108As memórias falsas dizem respeito à recordação alterada de
acontecimentos reais ou à recuperação de acontecimentos
que nunca ocorreram. Apesar do estudo das memórias
falsas ter sido iniciado em 1932 por Bartlett, só
recentemente recebeu impulso e visibilidade pela comunidade
científica, traduzidos na variedade de paradigmas
experimentais que exploraram esta importante dimensão
da memória humana. Esse interesse deveu-se, em
parte, à recuperação e desenvolvimento, por Roediger e
McDermott, em 1995, de um procedimento laboratorial
utilizado por Deese (1959) com listas de palavras associadas
a um item extra-lista. Actualmente, as memórias
falsas constituem um importante tópico de investigação
na área da memória humana que levanta importantes
implicações ao nível psicossocial. O presente artigo visa
reflectir sobre essas implicações, assinalar os factores que
promovem a distorção mnésica e dar a conhecer alguns
estudos realizados com base no paradigma Deese-Roediger-
McDermott que tem sido amplamente explorado na
investigação das ilusões de memória
A relação entre erro ortográfico e memória
p.43-55Especialmente os professores de Português partilham,
com alguns dos seus alunos, as incertezas constantes no
tocante à ortografia das palavras e a consequente decepção,
aquando da avaliação dos trabalhos que produzem.
Como romper com o sofrimento destas crianças? – É uma
questão que nos colocamos a cada passo.
Na base do estudo que temos em desenvolvimento, e
que apresentaremos neste artigo, está a investigação
(direccionada para a acção) da relação entre Erro Ortográfico
e Memória. Levámos a cabo uma longa pesquisa
bibliográfica, no âmbito das duas variáveis: erro ortográfico
e memória, que nos elucidou, não só na elaboração
do enquadramento teórico, como também na construção
do percurso a fazer, para atingir os objectivos
delineados.
Construímos instrumentos para intervir, tendo-os reunido
num livro – Para Ter Mais Memória –, determinámos
critérios de selecção e avaliação das crianças que constituem
o público-alvo do nosso estudo. Centrámo-nos,
por fim, na intervenção, definindo estratégias e condições
de trabalho. Estamos “no terreno”.
É nosso intuito que o mesmo constitua um contributo
para um melhor conhecimento das implicações de um
inadequado desenvolvimento da memória, na aprendizagem,
e que os materiais criados possam ajudar outras
crianças com DEA