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A Importância dos Portfólios para o Desenvolvimento Vocacional na Infância
p. 71-85O presente artigo pretende estabelecer uma analogia
entre as competências que se podem desenvolver com a
elaboração de portfólios de crianças em contexto de
Educação Pré-escolar e as competências que alicerçam o
desenvolvimento vocacional.
Para este estudo procedeu-se a uma pesquisa bibliográfica
focalizada no desenvolvimento vocacional e portfólios,
em simultâneo com uma análise de portfólios de
crianças de 3 a 5 anos de idade desenvolvidos com alunos
do 4º ano do curso de formação inicial de Educadores de
Infância da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti,
ao longo do estágio profissionalizante
O Pulsar da Actividade Física no Ensino Pré-Escolar
p. 63-69Com este texto pretendemos exorcisar determinadas
concepções e apresentar a nossa visão de que o sucesso,
no desporto pré-escolar e na Educação Física na escola,
passa por um entendimento mais amplo e abrangente
que o mero espaço confinado ao ginásio ou à intervenção
do agente educativo. De facto, o desenvolvimento
motor da criança é influenciado por uma complexidade
de contextos, com especial relevo para as actividades
informais de rua, no recreio escolar, em actividades institucionalizadas
de tempos livres e através do jogo.
Quando uma criança em idade pré-escolar apresenta
dificuldades de escrita, leitura, desenho, etc, algo do
movimento não está suficientemente coordenado comparativamente
com os padrões normalmente aceites. Na
incapacidade, normalmente detectada, e após uma avaliação
feita pelo Educador, detecta-se uma insuficiência
de movimentos coordenados, mediante umas acções e
reações musculares inadaptadas, anti-funcionais, anti -
-económicas e espacialmente inadequadas dos impulsos,
podendo traduzir-se e transformar-se num futuro próximo
em problemas de comportamento, baixa auto -
-estima, insegurança e fragilidade psicológica.
A actividade física na idade Pré-Escolar é, por todos os
agentes da Educação, aceite como uma das actividades
com maior relevância para o desenvolvimento integral
da criança, porque promove o seu desenvolvimento e lhe
proporciona enriquecedoras situações motrizes, potenciando
a aquisição de valores educativos que contribuirão
para um projecto de vida com saúde e socialmente
saudável
Infância e Cidadania: Encontro(s)
p. 23-28O texto que aqui apresentamos é, fundamentalmente,
uma partilha das nossas inquietudes sobre qual a melhor
maneira de sermos educadores de cidadãos, colocando a
ênfase no papel da Escola – Comunidade Educativa, na
esperança de encontrar a melhor via possível.
Neste contexto, na primeira parte equacionamos e analisamos
alguns dos pressupostos teóricos que têm orientado
esta reflexão, enquanto que numa segunda parte,
apresentamos aquilo que entendemos pelas novas finalidades
da Educação para a Cidadania e o modo como foram «trabalhadas
» no Jardim de Infância
(Re)Projectar a escola: importância do PCT numa escola reflexiva
A utilização eficaz e pedagogicamente sustentada do projecto curricular de turma, balizada por uma atitude cooperativa de investigação-acção, em que a figura dos formadores/supervisores assumirá um carácter facilitador e orientador, conduz a melhores e mais fundamentadas práticas pedagógicas e, consequentemente, a melhores resultados dos alunos em termos académicos e comportamentais. As competências desenvolvidas pelos professores envolvidos num projecto desta natureza terão um carácter multiplicador pela sua capacidade de transferência para outras situações da vida escolar
A Interação dos Professores com Pais de Crianças com Deficiência Mental
p. 47-57Este estudo enquadra-se numa abordagem descritiva da
problemática da relação e interacção que o professor de
educação especial e do ensino regular desenvolve com as
famílias de crianças com deficiência mental, uma reflexão
contextualizada ao nível da escolaridade mínima
obrigatória, pretendendo que suscite algumas interrogações.
Equacionando as relações entre os professores/
actores das organizações que são a escola e as famílias,
esta escola, por vezes geradora de conflitos, que se pretende
que apele à compreensão mútua e a uma co-responsabilização
no processo educativo da criança com
deficiência mental. Uma relação cuja dinâmica, embora
tenha por base um grupo com particularidades específicas
se inscreve num momento de mudança e inovação
que se pretende traduzida numa relação eficiente e positiva
entre família e escola. Esta mudança só será produtiva
e geradora de sucesso se a encararmos enquanto
processo partilhado. Própria de uma organização flexível
e que pretendemos inclusiva. Constitui objectivo deste
estudo analisar a interacção dos professores de educação
especial e do ensino regular em famílias de crianças com
deficiência mental, suas práticas e procedimentos profissionais
Comportamentos (des)adaptados: causa ou efeito da deficiência mental?
p. 59-70As mudanças operadas, ao nível das concepções sobre a
deficiência mental, conduziram a uma perspectiva multidimensional,
donde o contributo mais significativo,
preconizado pelas várias instituições especializadas, se
centra no sentido de conferir uma maior relevância ao
comportamento adaptativo. Assim, a classificação do
atraso mental não assenta somente na valorização do
QI, mas consubstancia-se, na funcionalidade do indivíduo
perante as exigências ambientais.
As limitações existentes no funcionamento de uma
criança com deficiência mental acarretam dificuldades
na adequação comportamental em contexto social.
Deste modo e, visando uma melhoria na sua inclusão
social, importa proceder ao estudo dessas limitações,
nomeadamente, ao nível cognitivo, pessoal e social, por
se considerar que, a adopção de um determinado comportamento,
resulta de processos inerentes a estas
dimensões.
Constatando-se certos défices nestes domínios e, compreendendo
a sua natureza, preconizamos uma intervenção
ao nível preventivo, com a finalidade de proporcionar
competências de modo a promover a aquisição e/ou
execução de skills sócio-afectivos e, de remediação, no
sentido da eliminação do comportamento desadaptado,
tornando possível a inserção social do individuo com
deficiência mental.
Acredita-se, assim, na possibilidade da educação da
criança com deficiência mental, através da adequação de
apoios. Esta nova postura, preconizada pelas mais recentes
concepções, conduzirá a uma nova visão e respectiva
operacionalização. Deste modo, a criança, portadora de
deficiência mental, estará em condições de ser incluída
de forma plena no seu contexto social envolvente, tornando-
a num ser válido e indispensável para a evolução
do pensamento e das atitudes da própria sociedade
«…e aprendemos muitas coisas novas!...» Projectos simples…complexas aprendizagens:Utilização de um conjunto de critérios de avaliação de qualidade e balanço de competências na avaliação de projectos lúdicos desenvolvidos em Jardim de Infância
p. 105-126O presente texto pretende fazer uma avaliação crítica de
projectos lúdicos nos quais estiveram envolvidos estágios
finais do curso de Educação de Infância, da ESE de
Paula Frassinetti, no ano lectivo de 2006/2007.
Procurámos um conjunto de indicadores que se debruçasse
qualitativamente e criticamente sobre a qualidade
dos projectos, adequados à avaliação de projectos que
tivesse em conta a riqueza dos processos e não só dos
resultados. Com base num trabalho de S. Kemmis, Luiza
Cortesão propõe um conjunto de critérios de avaliação
de projectos que reflecte de forma muito clara este tipo
de preocupações já enunciadas. Era igualmente necessário
recorrer a critérios de avaliação adaptados à realidade
concreta que é a do trabalho no contexto de Jardim
de Infância.
Olhando globalmente para os testemunhos recolhidos,
os critérios a que se recorreu evidenciam que o projecto
constitui uma metodologia muito importante para o
desenvolvimento da criança, um instrumento privilegiado
com o qual se atinge um nível de profundidade e
riqueza de trabalho, difíceis de imaginar para quem não
tem um contacto directo com situações educativas no
contexto de Jardim de Infância.
«Àqueles que defendem que só a distância (afectiva), portanto a não
implicação, permitirá que se produzam analises cientificamente válidas,
opõem-se os que defendem que a implicação não só é inevitável
como até útil, se for metodologicamente e criticamente controlada.
Aliás, autores há que defendem mesmo que «a distância (afectiva)
não garante objectividade: garante simplesmente distância»
Luiza Cortesã
Competências: moda ou inevitabilidade?
conceito de competência é aqui exaustivamente trabalhado, desde os seus contextos de emergência, no mundo do trabalho, até às diferentes acepções e definições com que nos surge, designadamente, como sucedâneo mal compreendido e apreendido das noções de objectivos, em Ciências daEducação. Importa colocar alguma ordem no universo de referenciação do conceito, desde logo, para que ele possa operacionalizar-se em práticas educativas intencionalmente concebidas e aplicadas, à luz dos novos paradigmas da sociedade do conhecimento.The concept of competence is here worked about, having into consideration not only its emergence contexts at the world of labor but also its different assumptions and definitions, even as a misunderstood concept confused with the objectives notions in the Sciences of Education. It is important to reorder the definition of this concept, so that it can be taken into account in educational practices, which shall be conceived and applied, according to the new paradigms of the society of knowledge
Em busca da construção de uma escola reflexiva:relatando uma parceria entre universidade e escola
Neste artigo narramos o processo de construção do projeto «Escola Singular: Ações Plurais», desenvolvido em uma escola pública de Campinas(SP – Brasil), que surge a partir de uma parceria entre a Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Francisco Silva. A partir de discussões, dilemas, leituras, acontecidas nos espaços de reflexão coletiva da escola referida, encontros dos quais participam a equipe de gestão, os professores da escola e a universidade, decidiu-se por uma mudança na estrutura, organização e currículo da escola. A pareceria entre a escola e a universidade, a partir do ano 2003, teve como objetivo a melhoria da educação pública. O Projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no estado de São Paulo (Fapesp).In this article we refer to the construction process of the «Escola Singular: Ações Plurais» (Singular School: Plural Actions) project, which is developed by a public school located in Campinas (SP – Brasil). This is the result of a partnership between Faculty of Education of Universidade Estadual de Campinas and theMunicipal School of Primary Teaching of Padre Francisco Silva. Through topic discussions, dilemmas and readings which happened at the provided reflection spaces of the school and university, it was decided to change the structure, organization and curriculum of the school. Since 2003 the partnership between the school and university has had as its main goal the improvement of public education. This project is financed by Fundação de Amparo à Pesquisa no estado de São Paulo (Fapesp)